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DIAL P FOR POPCORN

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THE HANGOVER, PART II (2011)



"We had a sick night bitches!"

Já quase a sair dos nossos cinemas, a segunda parte do super sucesso The Hangover, fica largos furos abaixo do seu antecessor. Por vários (e naturais) motivos. Porque nasce de uma obrigação em vender e fazer dinheiro. Porque é feito sem criatividade, na tentativa de seguir a linha estabelecida para o primeiro filme. Porque Todd Phillips usou todos os seus cartuchos no primeiro filme e ficou sem nada para utilizar neste.


Uma história com piadas e momentos dispensáveis, que fizeram o delírio de alguns dos espectadores da minha sala de cinema, mas que a mim me causaram algum desconforto. Quase pena. Cenas forçadas e levadas ao extremo, que constantemente caminhavam numa ténue linha entre a comédia e o ridículo. Uma produção de ideias e histórias baratas, algumas delas sem grande nexo, com o claro intuíto de produzir divertimento a partir da parvoíce.



Não me adianta falar muito sobre The Hangover II, se já viu The Hangover. Stu (Ed Helms) vai finalmente casar, desta vez com a sua noiva tailandesa Lauren. Para a cerimónia, a realizar no país natal da sua futura mulher, leva alguns os seus melhores amigos: Phil (Bradley Cooper), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha). Juntamente com Phil, Alan e Terry (o irmão mais novo de Lauren), Stu vive mais uma surreal despedida de solteira, que termina com um amargo despertar, para uma desconhecida e amnésica realidade.


The Hangover II é a repetição do conceito original e inovador da Parte I. O facto de não acrescentar nada de novo torna-o previsível e, em certos momentos, entediante. Não convence e deixa-nos a clara ideia de que este era um filme que nunca o devia ter sido. Porque a cópia é sempre pior que o original. E porque um filme do calibre de The Hangover I, dificilmente Todd Phillips alguma vez voltará a conseguir fazer.

Nota Final:
D


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Todd Phillips
Argumento: Scot Armstrong, Todd Phillips, Craig Mazin
Ano: 2011
Duração: 102 minutos

DUE DATE (2010)


Em noite de estreia, a sala estava cheia e com muita gente ansiosa por ver "Due Date". Depois do sucesso que foi "The Hangover", Todd Phillips tinha tudo para que "Due Date" corresse pior, não fosse tão bom e saísse uma espécie de rascunho do seu filme anterior. E infelizmente, isso aconteceu.


Senti que estava a ver uma cópia do "The Hangover", pior do que o seu original e menos bem conseguida. Admito que o "Due Date" tem momentos e cenas bem conseguidas, de puro e duro entretenimento, que levam o espectador a rir com muita vontade. Mas também tem momentos péssimos, de quem tenta levar a comédia a um extremo irracional e a cena do cão que se masturba é uma das piores que vi este ano (e possivelmente nos ultimos anos) no cinema. Um lado positivo do filme é a sua banda sonora, que só peca por ser escassa. Os momentos em que é utilizada são bem escolhidos e as músicas embalam-nos na história.



Quanto ao argumento, não é nada de outro mundo. Peter Highman (Robert Downey Jr.) é um arquitecto de sucesso que está de partida de Atalanta em direcção a LA, onde a sua mulher está prestes a dar à luz o primeiro filho de ambos. Na chegada ao aeroporto, conhece por puro acaso Ethan Tremblay (Zach Galifianakis), a grande mais valia desta história, que acaba por encontrar novamente no avião. Sentado atrás de Peter, Ethan arma uma confusão completamente ridícula e que os leva a serem expulsos do avião.


Sem carteira, documentos, mala ou dinheiro, Peter vê-se perdido em Atalanta. Até que Ethan passa por ele de carro e o convence a entrar numa boleia até LA, para onde este vai com o objectivo de ser actor. Numa corrida contra o tempo, para tentar estar em LA a tempo do parto da mulher de Peter, tudo lhes corre mal e tudo lhes acontece. "Due Date" consegue ir do 8 ao 80 a nível da qualidade das suas cenas. E por isso é um filme mediano, do qual não gostei.


Nota Final: C

Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Todd Phillips
Argumento: Alan R. Cohen, Alan Freedland, Adam Sztykiel e Todd Phillips
Ano: 2010
Duração: 95 minutos.