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DIAL P FOR POPCORN

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Sons da Minha Vida: Melodias que marcam


Um dos mais galardoados compositores de sempre (só atrás de Alfred Newman, com oito vitórias) e actualmente a pessoa viva com maior número de estatuetas e nomeações (só Walt Disney tem mais nomeações que ele), o quase octogenário John Williams pode estar a preparar-se para receber este ano o seu sexto Óscar, quarenta anos depois de ter vencido o seu primeiro.


Foi em 1972 que John Williams foi apadrinhado pela Academia das Artes Cinematográficas pela sua belíssima banda sonora para o sucesso de 1971, "Fiddler on the Roof", numa altura em que ainda existiam duas categorias para bandas sonoras.



Foi então à sua quarta nomeação. John Williams faria a proeza de ser nomeado em todos os anos da década de 70 à excepção de 1971 e 1977, garantindo um número recorde de onze nomeações e duas vitórias, esta por "Fiddler on the Roof" e a primeira pela sua famosa colaboração com Steven Spielberg, por "Jaws" em 1976, e com George Lucas, por "Star Wars" em 1978 (aqui).


 

Estas duas bandas sonoras marcam a revolução da era moderna do uso da música nos filmes e fariam de John Williams imortal na memória de todos os cineastas e cinéfilos. Vence de novo em 1983 por colaborar com Spielberg em "E.T.", com mais uma banda sonora marcante e facilmente identificável (a sua imagem de marca) e, tal como Spielberg, teria de esperar mais dez anos para voltar a vencer, com "Schindler's List" em 1994. Pelo meio criou ainda mais duas brilhantes bandas sonoras também elas impregnadas na memória global, para a franchise "Indiana Jones" e "Jurassic Park". Em 2001 seria apresentado a uma nova geração de pequenos espectadores de cinema ao criar a clássica "Hedwig's Theme" da saga "Harry Potter".


2006 marca o último ano em que John Williams surgiu nos Óscares, duplamente nomeado por "Memoirs of a Geisha" and "Munich" (nova colaboração com Spielberg), perdendo pelas duas - Gustavo Santaolalla venceu por "Brokeback Mountain". Curiosamente, num ano em que Spielberg volta em grande aos épicos de aventura que tanta fama lhe trouxeram no início de carreira, também este seu grande colaborador, a entrar na casa dos 80 anos, volta jovialmente a dedicar-se aos grandes épicos.


Este ano traz-nos "The Adventures of Tintin" (já estreado em salas portuguesas) e "War Horse". Dois filmes grandes no sentido da palavra e da expectativa, um épico de aventura e um épico de guerra, um mais cómico e bem-humorado, o outro mais sério e dramático. Em ambos, Williams está muito bem. E não esqueçamos o grande projecto de Spielberg de 2012, para o qual Williams também fornece a música, "Lincoln".





Um compositor inolvidável por tudo o que significa para a história do cinema, o compositor mais reconhecido em todo o mundo pelas seus trechos facilmente reconhecíveis, embebidos na cultura popular das últimas décadas, o homem que treinou com o mestre Bernard Herrmann, que consegue variar sem qualquer esforço de peças fortes, barulhentas e poderosas para épicos de ficção científica e filmes de aventura para uma melodia mais suave, subtil, leve e mágica como aquela que serve de pano de fundo aos melhores dramas com assinatura de Spielberg (e não só), John Williams deixa um legado ímpar que importa preservar.

Tribute to John Williams, Steven Spielberg and George Lucas from whoispablo on Vimeo.

Agora vocês: vêem John Williams regressar aos Óscares este ano? Se sim, por qual (quais) das bandas sonoras?


ÚLTIMA HORA: Trailer de 'WAR HORSE' e de 'MISSION IMPOSSIBLE : GHOST PROTOCOL''


Numa tentativa de aos poucos retomar o ritmo de publicação normal, só tenho mesmo é que pedir desculpa pela minha ausência - se bem que forçada - do nosso (e vosso) blogue e esperar que continuemos a merecer a vossa confiança durante e sobretudo após este período de vacas magras. Mas vamos ao que interessa.

Já deixei passar a oportunidade de revelar em oportuno momento o trailer de 'The Dangerous Method' de Cronenberg, o teaser trailer de 'Brave' (a maior operação de marketing executada nesta temporada cinematográfica, depois do fiasco que está a ser 'Cars 2'), o trailer de 'Moneyball', o trailer de 'Martha Marcy May Marlene', o trailer de 'The Descendants', o de 'The Whistleblower', o de 'Take Shelter' e o de 'The Girl With The Dragon Tattoo', entre outros. Todos estes títulos encontram-se disponíveis no iTunes para visualização imediata; contudo, irei realizar aqui um post de análise a cada um destes mesmos trailers num futuro muito próximo - adoraria projectar até sexta-feira mas já sabem que eu e os prazos não nos damos definitivamente bem; o meu conselho - claro que puxando a brasa à minha sardinha - é que esperem ansiosamente pela minha criteriosa e, espero eu, inspirada análise.

O que me traz cá hoje é a revelação, há momentos atrás, de dois trailers que muito me surpreenderam: o primeiro é do suposto principal candidato ao Óscar de Melhor Filme, o outro porque é de um filme do qual eu não augurava nada de bom e que me deixou intrigado.


O primeiro é, então, o trailer de WAR HORSE, um dos dois títulos com que Steven Spielberg nos presenteia este ano (o outro sendo 'The Adventures of Tintin'), baseado na obra de Michael Morpurgo que ainda recentemente viu a sua adaptação teatral conquistar o Tony de Melhor Peça, entre outros prémios. O filme segue a história do jovem Albert (Jeremy Irvine) e do seu cavalo Joey, o seu melhor amigo, que entretanto é vendido à infantaria militar e enviado para as trincheiras na I Guerra Mundial. Contra todas as expectativas, Albert decide partir para a França - tendo sido recusado pelo exército, dada a sua idade -  para se poder juntar ao seu amigo. Além do relativamente desconhecido Jeremy Irvine, o elenco secundário está recheado de grandes nomes, como Emily Watson, David Thewlis, Niels Arestrup, David Kross e Peter Mullan.

Com banda sonora do incomparável John Williams, fotografia do também frequente colaborador Janusz Kaminski, edição do incansável Michael Kahn e um argumento de Richard Curtis e Lee Hall, WAR HORSE promete ser mais uma adição inolvidável aos grandes dramas que compõem a carreira do realizador. Parece ser incrivelmente épico e assombroso. Promete.


O outro trailer com que vos queria deixar ficar é o trailer de MISSION IMPOSSIBLE: GHOST PROTOCOL, o quarto filme da saga do Agente Ethan Hunt (Tom Cruise). Quem me conhece sabe que sou dificilmente impressionável por um bom filme de acção. E esta incursão de Brad Bird, um animador nato, um criativo imaginativo como muito poucos (conhecido na Disney-Pixar como "o novo Walt Disney"), responsável pelos extraordinários "The Incredibles", "The Iron Giant" e "Ratatouille", na franchise de "Mission Impossible" custou-me a perceber. Depois de visto o trailer, tenho a dizer que me deixou bastante intrigado. 


Vejam e tirem as vossas próprias conclusões:



O filme, que conta com um rejuvenescido Tom Cruise, junta-o a Jeremy Renner, Paula Patton, Simon Pegg, Tom Wilkinson, Josh Holloway e Michael Nyqvist, entre outros, com Christopher McQuarrie ("The Usual Suspects") a assinar o argumento, três vencedores de Óscares por detrás da banda sonora (Giacchino), fotografia (Elswit) e edição (Hirsch) e, como já mencionámos, Brad Bird (realizador do maior filme de acção - animado ou não - dos últimos tempos, "The Incredibles") na cadeira de realizador. Chega aos cinemas em Dezembro de 2011.