MR. NOBODY (2009)
Este é um dos filmes mais estranhos, arrojados e intrigantes que vi relativos ao ano 2009 Sim, tudo bem que leva com alguma intelectualidade barata que lhe fica mal e que não abona a seu favor. Mas Mr. Nobody é uma ideia bem pensada. Baseia-se já conhecida ideia do Efeito Borboleta misturando ao mesmo tempo histórias do passado, do presente e do futuro, histórias relacionadas com A, histórias relacionadas com B e histórias relacionadas com C. E no meio de tudo isto, o espectador tem que ter a agilidade mental suficiente para conseguir separar o trigo do joio, identificar o que é que pertecende a quê. Foi um fracasso de bilheteira ao facturar pouco mais de 2 milhões de dólares, uma vez que se esperavam valores à volta dos 47 milhões de dólares.
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Ao ver este filme relembrei-me muito do "The Fountain" de Darren Aronofsky. Mr. Nobody, mais do que um grande filme, é um filme confuso, ao jeito de um quebra-cabeças capaz de cativar, principalmente, aqueles que gostam de ser desafiados durante um filme. Que gostam de sentir a ignorância dos primeiros 20/30 minutos, a confusão das ideias e das múltiplas personagens. Nemo (Jared Leto) aparece neste filme no papel de diversas personagens, todas elas sem relação entre si mas que representam as várias vidas de uma mesma pessoa.
Como vos disse, o efeito borboleta neste filme é explorado na vertente do pau de dois bicos. Partimos da adolescência de Nemo e, observamos as diversas vidas e as diversas consequências de cada opção que toma. E vemos tudo isto ao mesmo tempo. A introdução a novas cenas e a posterior explicação, são feitas por um Mr. Nobody de 117 anos, que vive rodeado de pessoas imortais e é a grande estrela da sua nação, ao ser o último ser mortal vivo.
Aceito que neste filme se possam obter opiniões opostas. Tanto se pode adorar como se pode detestar. Podemos ver este filme pelo seu lado arrojado, de quem tenta fazer algo complexo, embora com algumas falhas, mas cujo resultado final é positivo. Mas também o podemos ver como um fracasso, um tiro ao lado de alguem que tentou dar um passo maior do que a própria perna. Acho que há cenas, ditas "intelectuais" que são retiradas de outros filmes, mas que no contexto até encaixam de uma forma agradável. Referência também à sua banda-sonora, muito boa e muito intensa.
Nota Final: B
Trailer:

Ao ver este filme relembrei-me muito do "The Fountain" de Darren Aronofsky. Mr. Nobody, mais do que um grande filme, é um filme confuso, ao jeito de um quebra-cabeças capaz de cativar, principalmente, aqueles que gostam de ser desafiados durante um filme. Que gostam de sentir a ignorância dos primeiros 20/30 minutos, a confusão das ideias e das múltiplas personagens. Nemo (Jared Leto) aparece neste filme no papel de diversas personagens, todas elas sem relação entre si mas que representam as várias vidas de uma mesma pessoa.
Como vos disse, o efeito borboleta neste filme é explorado na vertente do pau de dois bicos. Partimos da adolescência de Nemo e, observamos as diversas vidas e as diversas consequências de cada opção que toma. E vemos tudo isto ao mesmo tempo. A introdução a novas cenas e a posterior explicação, são feitas por um Mr. Nobody de 117 anos, que vive rodeado de pessoas imortais e é a grande estrela da sua nação, ao ser o último ser mortal vivo.
Aceito que neste filme se possam obter opiniões opostas. Tanto se pode adorar como se pode detestar. Podemos ver este filme pelo seu lado arrojado, de quem tenta fazer algo complexo, embora com algumas falhas, mas cujo resultado final é positivo. Mas também o podemos ver como um fracasso, um tiro ao lado de alguem que tentou dar um passo maior do que a própria perna. Acho que há cenas, ditas "intelectuais" que são retiradas de outros filmes, mas que no contexto até encaixam de uma forma agradável. Referência também à sua banda-sonora, muito boa e muito intensa.Nota Final: B
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