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DIAL P FOR POPCORN

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Especial Animação: Randy Newman

A acompanhar os sete artigos dos nossos convidados para a nossa Semana de Apreciação à Animação, vamos ter outros artigos especiais dedicados ao tema, que se debruçarão sobre diversos componentes que fazem da animação dos géneros mais excitantes do cinema contemporâneo. Hoje, como começámos por "Monsters, Inc." e pelos estúdios Pixar, vamos ter alguns artigos dedicados a esse grande estúdio de animação e aos fantásticos filmes que nos proporcionaram.



Um dos primeiros nomes que se começou a associar à Pixar, desde muito cedo, foi o de Randy Newman. O compositor e músico estreou-se na colaboração com a Pixar em 1995, no seu filme de estreia, "Toy Story", para o qual, além de compôr a banda sonora, contribuiu com o tema de abertura e encerramento, "You've Got A Friend in Me", uma das músicas mais icónicas da história do cinema e que lhe deveria ter valido a primeira vitória nos Óscares.

Uma música alegre, espirituosa e fantasiosa, que combina muito bem com a mensagem sobre a amizade e o companheirismo do filme e que acompanha duas sequências lindíssimas a abrir e a terminar o filme. Seria esta música - e este filme - que iriam marcar para sempre a carreira de Randy Newman, tornando-o uma lenda em Hollywood. De tal modo o marcou profundamente que viria a colaborar com a Pixar mais três vezes, além dos filmes da trilogia "Toy Story".

"You've Got A Friend In Me" - "Toy Story"


A sua segunda colaboração com a Pixar, em "A Bug's Life", não foi tão frutífera, com o filme a sair-se bem - e a valer nova nomeação para o Óscar a Newman -  mas a não atingir o nível de sucesso do predecessor, "Toy Story". Mas Newman e a Pixar não esmoreceram e voltaram em grande em 1999, com "Toy Story 2" a bater recordes de bilheteira para um filme de animação. A canção "When She Loved Me", interpretada por Sarah McLachlan desse filme, foi nomeada para Óscar, mas Randy Newman viria a perder. Uma balada potente, que varia delicadamente entre o suave e o melancólico, bem apropriada para o final do filme.

Seria à sua quarta colaboração com a Pixar que o ouro finalmente chegaria a Randy Newman, à sua décima quarta nomeação (em conjunto com a nomeação para Melhor Banda Sonora). A sua música original "If I Didn't Have You", irreverente, refrescante e divertida, para "Monsters, Inc", que funciona como uma espécie de dueto em formato de declaração de admiração entre os dois protagonistas, Mike e Sulley, não é, ao contrário do que poderia parecer, nada particularmente especial. Felizmente, a sorte estava do lado de Newman desta vez e um ano mais fraco em termos de competição ajudou-o a vencer. Também o facto de ser há muito merecido - e de ter perdido injustamente por "You've Got a Friend in Me" - deve ter impulsionado a vitória.

"If I Didn't Have You" - "Monsters, Inc."


A terceira música que destaco da filmografia conjunta de Newman e da Pixar é a que lhe proporcionou a sua segunda vitória, este ano. "We Belong Together", a música dos créditos finais de "Toy Story 3", propositadamente alegre, divertida, esperançosa e sonhadora, depois de um final mais nostálgico e de despedida. Não era a melhor música entre os nomeados, mas era aquela que reunia o maior consenso em termos de qualidade. E por isso ganhou.

"We Belong Together" - "Toy Story 3"



Deixo cá ficar outras duas músicas das restantes colaborações de Randy Newman com a Disney/Pixar: "Our Town" da banda sonora de "Cars" e "Almost There", uma das sete músicas que Newman escreveu para a banda sonora de "Princess and the Frog" (que não é da Pixar mas da Disney; de qualquer forma decidi incluir) - e uma das duas que foi nomeada para o Óscar. 



E vocês: que pensam do contributo de Randy Newman para os vários filmes da Pixar ao longo dos anos?

O Ano em Revista: Bandas Sonoras



A nossa Revisão do Ano começa hoje, aqui no DIAL P FOR POPCORN. E decidi começar, como há dias já tinha preconizado, com as Bandas Sonoras (num período menos poético e mais cerebral em que me encontro, música é do que preciso para manter minimamente viva a minha imaginação, o que explica a grande quantidade de artigos desse foro nos últimos tempos).


2010 foi um ano especialmente bom para bandas sonoras. Quase todos os grandes compositores do ramo trabalharam, quase todos entregaram bons trabalhos, uma boa parte deles conseguiu fazer dos melhores da sua carreira; outros que, com uma carreira recheada de êxitos, conseguiram voltar aos bons velhos tempos; e ainda outros que, na sua primeira aventura em composição para filmes, foram um sucesso estrondoso. Tivemos de tudo, este ano.

Depois de 2009 ter sido o ano da Mulher, como muitos o caracterizaram, 2010 foi, para mim, o ano das Bandas Sonoras, mesmo tendo as mulheres feito por merecer de novo o título este ano. Na minha cabeça, este foi um dos melhores anos de sempre nesse aspecto. Deixo-vos ficar, abaixo, com trechos daquelas que são as minhas favoritas composições do ano. Deixo-vos julgar por vós próprios.


L'ILLUSIONISTE, de Sylvain Chomet, foi uma experiência incrível. Não bastava ser um filme animado competente, com uma história inolvidável e compreensivelmente emocional, ainda Chomet tinha de compôr uma das mais lindas (quiçá a melhor) banda sonora do ano. Uma melodia inesquecível, a merecer destaque.


Se dissesse que me apaixonei perdidamente pela banda sonora de John Powell para HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, também não estaria a mentir. Mantenho na minha cabeça que é a mais sólida composição musical, que serve na perfeição o filme e o eleva para maiores vôos, conseguindo ser harmoniosa, doce, subtil, imperial e arrepiante, tudo ao mesmo tempo. Mítica. Tal como o filme. Se juntarem a isto a ternurenta "Sticks & Stones" de Jónsi, o vocalista de Sigur Rós... Eu derreto-me.




É fácil desprezar a belíssima composição musical de Hans Zimmer para INCEPTION de Christopher Nolan como um conjunto de arranjos musicais bem feitos que impulsionam os momentos mais vibrantes do filme. É fácil desprezá-lo, sobretudo, porque de Zimmer já é isso que esperamos: uma banda sonora fascinante. O que me surpreende é que ele tenha conseguido manter-se original tanto tempo e, sem dúvida, este reaproveitamento que ele faz de "Je ne regrette rien" é brilhante. É fácil perdermo-nos nas explosões e estrondos sonoros típicos de um produto de Zimmer, mas o que surpreende aqui é de facto o ritmo e a tensão que ele imprime em trechos mais calmos como estes que vos deixo:



Outra banda sonora que me fascinou este ano foi o resultado da colaboração de Trent Reznor e Atticus Ross com David Fincher, para o seu THE SOCIAL NETWORK. Brilhante uso da electrónica, um som potente que se alia ao filme e cria um excelente pano de fundo à história, conferindo-lhe uma coolness e um ar de modernidade que era exactamente o que o filme precisava. Excelente trabalho, resultado espectacular.


Não é propriamente o melhor trabalho de Clint Mansell, mas ainda assim há que lhe dar os parabéns pela magistral interpretação, arranjo e mistura musical que fez com "Swan Lake" de Tchaikovsky para BLACK SWAN de Aronofsky. Que o filme resulte tão bem é testamento da qualidade do trabalho deste duo, juntos desde 2000. Transformou composições já de si virtuosas e graciosas em autênticas obras-primas musicais, com umas reviravoltas pelo meio que as tornam tão únicas, que conferem uma magia especial ao filme, convertendo este "Swan Lake" em particular no mais belo que já se viu.


Confissão (nada) surpreendente: estou mortinho para ver TRUE GRIT, dos irmãos Coen. Primeiro, porque conheço o livro e não acho que o filme de 1969 lhe seja particularmente fiel. Segundo, por causa de Jeff Bridges, Matt Damon e Josh Brolin. Terceiro, porque é um Coen Bros. e deles sai sempre algo interessante de discutir. E em último lugar, por Carter Burwell. Um dos maiores compositores a trabalhar no ramo, hoje em dia. E se o que eu ouvi é alguma indicação, eu diria que este será dos seus melhores trabalhos de sempre. A combinação do seu estilo musical muito próprio e do arranjo musical que fez nestes hinos protestantes resultou em pleno.


Quem me conhece sabe da minha verdadeira admiração por Alexandre Desplat. Acima de tudo, pelo trabalho tão diversificado, tão inspirado, tão peculiar e tão diferente de todos os outros que têm aparecido. Este ano, mais três excelentes bandas sonoras, das quais ressalvo estas duas. THE GHOST WRITER serve o filme de Polanski na perfeição e envolve-nos na trama como nenhuma outra o fez em 2010. Mantém-nos sempre na ponta do assento no cinema, à espera do que se passará a seguir. Uma grande banda sonora para um grande filme.


E como uma só não basta para Desplat, eis que, além de deixar a sua marca própria na franchise de Harry Potter, ainda veio compôr a banda sonora de um dos favoritos a vencer vários Óscares na cerimónia deste ano. A sua banda sonora para THE KING'S SPEECH pode não ser tão sonante nem tão portentosa como para o filme de Polanski, todavia é ainda assim uma bela composição, a aliar o imperial que se impõe a um filme sobre a realeza britânica com o leve e subtil que estabelece um ambiente caloroso e alegre que proporciona pano de fundo ideal à relação central do filme.



E, como seria de esperar, teríamos de chegar a Daft Punk e à magnífica banda sonora que compuseram para TRON: LEGACY. Mesmo que o filme não consiga igualar em qualidade a música, esta incursão do duo francês pelo cinema não pode nunca passar despercebida. Não conheço como se comporta a música dentro do filme, contudo o ritmo pulsante, épico, futurístico desta composição torna-a em algo muito especial e único que nos é apresentado este ano. Para ser saboreado com múltiplas audições.


John Adams é um génio musical. Isso não há dúvida. A sublime combinação da enorme qualidade da sua banda sonora com a fotografia magistral de Yorick Le Saux e a direcção firme de Luca Guadagnino transcendem o ecrã, deixando uma marca inapagável na nossa memória. Tilda Swinton pode ser o principal motivo que leve as pessoas ao cinema para ver I AM LOVE / IO SONO L'AMORE, mas estes três que apontei em cima, sobretudo a banda sonora de Adams, é que fica na nossa memória quando saímos dele. Absolutamente inesquecível. Grandiosa. Maravilhosa.


E temos agora aqui as duas escolhas mais desconhecidas - penso eu - da lista. MONSTERS, de Gareth Edwards, tem dividido as opiniões dos críticos. Eu adorei o filme. O que ficou na retina, sobretudo, além do brilhante resultado final da película, em termos de efeitos visuais e fotografia, quando consideramos o baixíssimo orçamento do filme, foi a monstruosa banda sonora de Jon Hopkins, que funciona em uníssono com a mensagem do filme. Música que nos deixa inquietos, desconfortáveis, mas ao mesmo tempo impressionados e interessados no que se passará a seguir. Excelente complemento ao poderio visual do filme.



Resta-me falar de mais uma das surpresas do ano (bem, em teoria é de 2009, mas só o descobrimos este ano no Ocidente). MOTHER, de Joon-Ho Bong, é todo ele uma impressionante película, com uma interpretação extraordinária de Kim Hye-Ja, contudo foi na banda sonora que a minha cabeça se focou quando vi o filme a primeira vez. Uma banda sonora tão atípica, a fazer-me lembrar a banda sonora de IN THE MOOD FOR LOVE, com uma batida romântica, inflamada, com um ritmo incandescente, melodramática q.b.


Esta revisão não podia, todavia, estar completa sem mencionar estes cinco outros títulos que ficaram comigo durante este ano. Podem não ser as melhores bandas sonoras para os seus filmes (como é o caso de NEVER LET ME GO e THE LAST AIRBENDER, cuja música não combina com o que se vê passar no ecrã), podem não ser o melhor trabalho do seu compositor (como é o caso de LET ME IN, uma excelente banda sonora de Giacchino, que tem passado despercebida no circuito de prémios; ou de TOY STORY 3 e Randy Newman) ou por uma razão ou por outra não constam da minha lista de "melhores" do ano (127 HOURS é uma boa questão; gosto da banda sonora mas há músicas dela que não me impressionam; SOMEWHERE tem uma das minhas bandas sonoras preferidas este ano, mas só um ou dois títulos são-me verdadeiramente queridos - como esta dos The Strokes que escolhi), não posso deixar de singularizar estas bandas sonoras do resto que se ouviu em 2010:



E vocês, que dizem de tudo isto? Terei perdido a cabeça com tanta música?

Globos de Ouro 2011 - Comentários às Nomeações (Cinema)

Depois de revelados os nomeados, depois de ponderar neles, é tempo de fazer a minha apreciação. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo, mas mais vale tarde que nunca.

Começamos pelas categorias de CINEMA:




Melhor Filme - Drama
BLACK SWAN
THE FIGHTER
INCEPTION
THE KING'S SPEECH
THE SOCIAL NETWORK

Comentário: Não há dúvida que são os títulos mais fortes e sonantes da temporada. A grande surpresa tem vindo mesmo a ser o forte pedigree de "Black Swan" para prémios, coisa que não adivinhava possível. Outra coisa que me surpreendeu foi a tripla nomeação de "127 Hours" noutras categorias, mas a sua ausência aqui e em Melhor Realizador. Foi estranho. E ficou, de resto, comprovado que "Inception" acabará por ser nomeado para Melhor Filme.

Vencedor: Um duelo a dois, possivelmente três ("Black Swan"): o factor coolness ("The Social Network" conta ainda com um bónus: Fincher merece há muito tempo vencer prémios) contra o factor história ("The King's Speech" é o típico filme que antigamente ganhava imensos prémios). Pelo menos nos Globos de Ouro, penso que ganha "The Social Network".

Melhor Actriz - Drama
Halle Berry em FRANKIE AND ALICE
Nicole Kidman em RABBIT HOLE
Jennifer Lawrence em WINTER'S BONE
Natalie Portman em BLACK SWAN
Michelle Williams em BLUE VALENTINE




Melhor Actor - Drama
Jesse Eisenberg em THE SOCIAL NETWORK
Colin Firth em THE KING'S SPEECH
James Franco em 127 HOURS
Ryan Gosling em BLUE VALENTINE
Mark Wahlberg em THE FIGHTER

Comentário: Diz muito da interpretação de Jennifer Lawrence o facto de em todos os prémios de críticos e depois nos Globos e nos SAG ela aparecer nomeada. Relembre-se, algo que em Novembro era tido apenas como possibilidade. As voltas que a corrida dá. Que a tantas anda que já tem quatro nomeadas consolidadíssimas, três delas aqui nomeadas em Drama: Nicole Kidman, Natalie Portman e a supra-mencionada Jennifer Lawrence. A partir daqui, temos várias hipóteses para ocupar o último lugar em branco e eu, admiravelmente, apoio a escolha dos Globos de Ouro: Michelle Williams. Esperemos que sim. Na categoria de Actor - Drama, também temos os mais que nomeadíssimos Firth e Franco, acompanhados  surpreendentemente também em todos os prémios até agora com nomeados revelados por Jesse Eisenberg (que eu julguei que iria ter uma difícil caminhada para a nomeação) e as outras duas escolhas dos Globos vão ter que lutar com Jeff Bridges e Robert Duvall pelos dois lugares que faltam. Sem dúvida que estas duas categorias são excelentes e poderiam repetir-se nos Óscares (trocando Berry por Bening, obviamente).

Vencedor: Não duvido nada que Natalie Portman e Colin Firth juntem o Globo aos inúmeros prémios que vêm vencendo.




Melhor Filme - Musical ou Comédia
ALICE IN WONDERLAND
BURLESQUE
THE KIDS ARE ALL RIGHT
RED
THE TOURIST

Comentário: Esta categoria - ou melhor, estas categorias - de Comédia/Musical são uma bela comédia. Será que podiam ficar pior? Não me parece. De roçar o ridículo, a ponto de dar a ideia que o júri só viu "The Kids Are All Right" e votou nos restantes pelos nomes ligados aos projectos. Só assim é que se explica termos numa categoria de Comédia três nomeados que não são comédias. É que desculpem lá mas "Red", "The Tourist" e "Alice in Wonderland" não são comédias. Nem muito menos musicais. Eu estava a prever que algo semelhante acontecesse, mas nunca previ tão má situação. E é que se eu achasse que eles não sabem votar... Mas quem vê os nomeados de 2008 e os de 2010 fica perplexo ao ver a comparação. Digo mais: consigo, assim de cabeça, nomear dez filmes que ficariam melhores nesta categoria que estes três escolhidos: "Greenberg", "Kick-Ass", "Easy A", "Made in Dagenham", "Four Lions", "Scott Pilgrim vs. the World", "Somewhere", "Morning Glory", "How Do You Know" e até o (supostamente) paupérrimo "Love and Other Drugs". Enfim.

Vencedor: Será um escândalo de épicas proporções se não virmos "The Kids Are All Right" levar embora o prémio.

Melhor Actriz - Musical ou Comédia
Annette Bening em THE KIDS ARE ALL RIGHT
Anne Hathaway em LOVE AND OTHER DRUGS
Angelina Jolie em THE TOURIST
Julianne Moore em THE KIDS ARE ALL RIGHT
Emma Stone em EASY A




Melhor Actor - Musical ou Comédia
Johnny Depp em ALICE IN WONDERLAND
Johnny Depp em THE TOURIST
Paul Giamatti em BARNEY'S VERSION
Jake Gyllenhaal em LOVE AND OTHER DRUGS
Kevin Spacey em CASINO JACK

Comentário: Nomear pessoas só pelo nome e star power é o que está a dar. Só assim se explica as nomeações de Angelina Jolie e Johnny Depp (este com dupla nomeação) a comungar com as nomeações dos seus filmes para Melhor Filme, "The Tourist" e (no caso de Depp) também "Alice in Wonderland". Uma desgraça. Curioso ainda que Gylenhaal e Hathaway tenham conseguido a nomeação mas o seu filme - que pelo menos é uma comédia - não. Mais uma evidência para o voto pelo nome, como já referi. A surpresa positiva: Emma Stone. Cá está o teu cartão de visita para a A-List. E foi um "Easy A". De resto, duas categorias mesmo fracas. Então não podiam ter poupado (pelo menos) uma nomeação de Depp e dá-la, sei lá, a Downey Jr, a Duvall, a Carrey, a Bateman, a Johnson... Sei lá, alguém. Qualquer coisa seria mais inspirada que isto.

Vencedor: Em termos de Actriz, Annette Bening deve ter isto no papo. Quanto a Actor... Lamento em afirmar, mas possivelmente teremos de engolir um sapo com a vitória de Johnny Depp por "Alice in Wonderland". Espero estar enganado.



Melhor Actriz Secundária
Amy Adams em THE FIGHTER
Helena Bonham Carter em THE KING'S SPEECH
Mila Kunis em BLACK SWAN
Melissa Leo em THE FIGHTER
Jacki Weaver em ANIMAL KINGDOM

Comentário: É um excelente sinal que Jacki Weaver tenha conseguido esta nomeação (ainda para mais com o que depois se passou nos SAG). Mila Kunis continua a vencer prémios por um papel que, parece-me, é bastante reduzido. Ainda para aí gente a mais a pensar com outras "cabeças". Adams, Bonham-Carter e Leo a confirmar indicações de que seriam as principais favoritas ao troféu e potencialmente serão nomeadas já carimbadas para os Óscares, não se sabendo é quem as acompanha. Para já, são estas duas senhoras (Weaver e Kunis) mais Hailee Steinfeld que têm a vantagem.

Vencedor: Pode ir para qualquer lado neste duelo a três. Cada uma tem apelos diferentes: uma distinção importante numa carreira em crescendo (Leo), um prémio a fazer relembrar bons velhos tempos (Bonham-Carter) ou a coroação de uma das actrizes mais cotadas em Hollywood no momento (Adams). A combinação de factores, para já, previlegia Melissa Leo.



Melhor Actor Secundário
Christian Bale em THE FIGHTER
Michael Douglas em WALL STREET: MONEY NEVER SLEEPS
Andrew Garfield em THE SOCIAL NETWORK
Jeremy Renner em THE TOWN
Geoffrey Rush em THE KING'S SPEECH

Comentário: Também aqui, aparte a "surpresa" Michael Douglas, nada de admirar. Quatro nomeados em potência, dois deles assegurados (Rush e Bale) e dois deles no bom caminho (Garfield e Renner). O último lugar deverá ser pertença de um destes cinco senhores: Bill Murray, Mark Ruffalo, Matt Damon, John Hawkes ou Ed Harris.

Vencedor: O início do ano adivinhava este confronto e de facto cá o temos: Bale vs Rush. A história diria Rush, mas as circunstâncias dão a vantagem a Christian Bale.


Melhor Realizador
Darren Aronofsky por BLACK SWAN
David Fincher por THE SOCIAL NETWORK
Tom Hooper por THE KING'S SPEECH
Christopher Nolan por INCEPTION
David O. Russell por THE FIGHTER

Comentário: Espera-se que todos os cinco repitam nos Óscares, com os quatro primeiros, à partida, confirmadíssimos de certeza no envelope. O quinto nomeado começa a desenhar-se com o nome de David O'Russell, mas ainda não devemos excluir, para já, senhores como Joel & Ethan Coen ou Danny Boyle.

Vencedor: Não me parece que haja volta a dar ao texto: é de David Fincher este troféu.

Melhor Argumento
Danny Boyle, 127 HOURS
Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg, THE KIDS ARE ALL RIGHT
Christopher Nolan, INCEPTION
David Seidler, THE KING'S SPEECH
Aaron Sorkin, THE SOCIAL NETWORK

Comentário: Cinco argumentos que toda a gente espera ver nos nomeados para os Óscares. Aaron Sorkin será o vencedor de Melhor Argumento Adaptado, Christopher Nolan o provável receptor do de Melhor Argumento Original. De resto, este último terá entre os nomeados da sua categoria "The Kids Are All Right" e "The King's Speech", bem como "Toy Story 3", que acabou surpreendentemente arredado desta corrida (onde a Pixar tinha três nomeações consecutivas) por "127 Hours", que irá competir (e perder) com "The Social Network" entre Argumentos Adaptados.

Vencedor: "The Social Network" parece-me ser o provável sweeper deste ano.


 
Melhor Filme Estrangeiro
BIUTIFUL (México)
LE CONCERT (França)
THE EDGE (Rússia)
I AM LOVE (Itália)
IN A BETTER WORLD (Dinamarca)

Comentário: A elevada campanha por detrás de "I Am Love", que procurava trazer a Tilda Swinton uma nomeação como Melhor Actriz, acabou por fruir efeito mas nesta categoria. Também a intensiva campanha da TWC por detrás de "Le Concert" provou ter sucesso, com este filme francês e não o outro, vencedor em Cannes e provável nomeado nos Óscares ("Des Hommes Et Des Dieux") a garantir um lugar. Suzanne Bier também provou que tem pedigree para garantir nomeações só pelo respeito ao seu nome, a fazer "In a Better World" pontuar aqui. "The Edge" e "Biutiful" são filmes típicos de Óscares de Filme Estrangeiro que poderão muito bem repetir a receita nos prémios da Academia (embora me pareça que só o segundo vá).

Vencedor: "I Am Love" ou "Biutiful", eis a questão. Ou, se Harvey Weinstein ainda manda alguma coisa por aqueles lados, "Le Concert".



Melhor Filme Animado
DESPICABLE ME
HOW TO TRAIN YOUR DRAGON
L'ILLUSIONISTE
TANGLED
TOY STORY 3

Comentário: Se a Academia permitisse cinco nomeados, seriam estes. Agora, tendo só que escolher três, alguém entre "Tangled", "L'Illusioniste" e "How To Train Your Dragon" vai ter que ceder passagem. É que em "Toy Story 3" não se mexe.

Vencedor: "How To Train Your Dragon" é o melhor filme que a Dreamworks já produziu e seria a sua melhor hipótese de quebrar a hegemonia da Pixar... Não fosse o seu oponente o culminar de uma trilogia lendária e mágica nunca propriamente premiada pela Academia (sim, porque os Globos de Ouro deram-lhe o troféu de Melhor Filme - Comédia/Musical em 1999). Sim, é óbvio que "Toy Story 3" vai prevalecer.



Melhor Banda Sonora Original
Alexander Desplat, THE KING'S SPEECH
Danny Elfman, ALICE IN WONDERLAND
A. R. Rahman, 127 HOURS
Trent Reznor & Atticus Ross, THE SOCIAL NETWORK
Hans Zimmer, INCEPTION

Melhor Canção Original
“Bound to You” de BURLESQUE
“Coming Home” de COUNTRY STRONG
“I See the Light” de TANGLED
“There’s a Place for Us” de CHRONICLES OF NARNIA: THE VOYAGE OF THE DAWN TREADER
“You Haven’t Seen the Last of Me” de BURLESQUE


Comentário: Continua - e ainda bem - a moda de nomear Trent Reznor pela sua brilhante banda sonora original para "The Social Network". Impôs algum receio, até porque a electrónica não é bem aquilo que a Academia mais gosta, mas se o ramo musical foi pró-activo o suficiente para nomear e dar o prémio a Eminem, pode ser que este ano nova excepção se abra. De resto, só Elfman não vai repetir esta nomeação, sendo substituído nos Óscares por algum dos nomes habituais (Newton Howard, por exemplo) ou por um dos veteranos nunca nomeados (até me custa lembrar que os geniais Carter Burwell e Clint Mansell NUNCA foram nomeados para um Óscar) ou até podemos ter uma estreia surpresa (John Powell, anyone?). Na categoria de Melhor Música Original, continua também a moda de todos os anos incluirmos um artista consagrado entre os nomeados que depois não transita para a Academia (2008 - Bruce Sprinsteen, 2009 - U2): em 2010 será a vez de Carrie Underwood, na minha opinião. Parece-me que a balada portentosa de Cher em "Burlesque" está safa, até porque foi escrita por Diane Warren, previamente nomeada por seis vezes e também parece que "Country Strong" marcará presença: o que manda a confundir é por qual das músicas, porque as três já foram mencionadas e vão alternando entre prémios. Para já, a minha aposta recai na de Chris Martin, "Me and Tennessee", até porque é cantada em duo pelos protagonistas (um deles é um multi-vencedor de Grammys, a outra é uma anterior vencedora de um Óscar) e não esta "Coming Home". Os dois lugares da lista vão ser altamente disputados, com Randy Newman, a outra música de "Burlesque" e "If I Rise" de "127 Hours" em luta renhida para se juntar a "I See The Light" (Tangled) e "Shine", de John Legend, do documentário "Waiting For Superman", que parece ter sido encomendada para vencer o Óscar (embora não tenha sido nomeada aqui).

Vencedor: Como Desplat tem "The Tree of Life" a espreitar em 2011 e como Zimmer já venceu, que tal termos Trent Reznor a clamar vitória? Seria no mínimo interessante. Senão será Hans Zimmer o provável vencedor. Em termos de Música, "You Haven't Seen The Last of Me" parece a melhor aposta, seguida de perto por "I See A Light".




TOY STORY 3 (2010)

«O nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade» - C. Chaplin

Se a frase de Chaplin é, por si só, verdadeira, sê-lo-á muito mais quando falamos dos argumentistas e realizadores da Pixar. Que grupo de homens de expecional talento e de ainda mais extraordinário sentido de contar histórias. E histórias que não são só para crianças, que abordam assuntos do quotidiano, problemas da vida adulta.


E quando eu pensava que "Up!" tinha encerrado um ciclo fabuloso de grandes filmes em sucessão ("Ratatouille" em 2007, "Wall-E" em 2008 e "Up!" em 2009 - que ainda por cima não foi o primeiro destes ciclos para Pixar, que já tinha tido um semelhante anteriormente - "Monsters, Inc." em 2001, "Finding Nemo" em 2003 e "The Incredibles" em 2004 - e que teria chegado imaculado até aos dias de hoje não fosse o fracasso de "Cars" em 2006), eis que a Pixar saca do chapéu mais uma obra-prima, surpreendendo-me principalmente porque não achava possível dar novo ar a uma franchise cuja história me parecia, até ver, satisfatoriamente encerrada. Contudo, é óbvio que John Lasseter e a Pixar a ela voltariam, uma última vez.



Como muitos, já tinha dado como certo que "Inception" seria o recipiente do título de Melhor Argumento Original do ano. Depois de ver este "Toy Story 3", acho que vai ser uma luta renhida. Além da brilhante (e já característica) forma de revelar o enredo da história, muito simplificada, sem grandes reviravoltas, sem criar grandes tensões no desenvolvimento das personagens, com uma reduzidíssima quantidade de diálogo e bastante acção. As cenas mais interessantes do filme processam-se de facto a grande velocidade e sem recorrer a muito diálogo, residindo a sua essência nas expressões das personagens e no grande trunfo que a saga Toy Story tem sabido manter e aproveitar: a nossa familiaridade com as personagens. Personagens que conhecemos há década e meia atrás, personagens que abandonámos há onze anos, mas que, não sei como (sem dúvida um dos trunfos deste argumento) nos parecem tão frescas e tão vivas como em 1999, mas rejuvenescidos, amadurecidos, evoluídos. O que é impressionante. Mesmo a apresentação de novas personagens parece-nos tão natural e tão desafiante que não admira o sucesso que o estúdio de facto tem. É que tudo parece tão fácil e tão simples num filme deles. E depois claro, todas as personagens foram alvo de uma caracterização na mouche, conferindo-lhes uma personalidade que poucos julgariam identificar-se com o aspecto exterior (veja-se o exemplo do Ken) e uma originalidade que só pode ter a marca Pixar.


E para este filme a Pixar guardou o que melhor aprendeu a fazer com as experiências passadas de "Wall-E", "Ratatouille" e "Up!" - vários verdadeiros "socos no estômago", momentos dramáticos que nos reviram as entranhas e nos fazem sentir o pior dentro de cada um de nós. Começamos por encarar a dura realidade: Andy tem que abandonar os seus brinquedos. Quem nesse momento não começou a pensar nos seus antigos brinquedos e onde os tem arrumados e não se sentiu mal por os ter esquecido. Depois, o que fazer com eles: mais cenas enternecedoras - e ver a união que se criou, perante os nossos olhos, entre aqueles brinquedos, é desconcertante. Andy escolhe o sótão em vez do lixo, mas num acaso do destino (como não podia deixar de ser, obviamente), os brinquedos acabam todos numa creche. Sunnyside aparenta ser o paraíso e todos os brinquedos, excluindo o sempre desconfiado (mas bem intencionado) Woody, se sentem maravilhados com tudo o que vêem.  Depois de sermos introduzidos às novas personagens, novo soco no estômago: elas não são tão boazinhas como parecem e os nossos brinquedos sofrem cruelmente nas mãos das crianças mais novas (enquanto os outros brinquedos novos a que fomos apresentados se divertem na outra sala, a das crianças da pré-escola, mais velhas. Woody consegue fugir mas, como seria (de novo) de esperar, parte em auxílio dos seus companheiros. Após uma incrível cena de fuga, o impensável acontece (e novo momento fulcral no filme, de uma intensidade dramática incrível - de vir lágrimas aos olhos): os nossos brinquedos vão ter um fim antecipado num aterro sanitário. 


O que se seguiu foi... indescritível (é inacreditável como a saga Toy Story mexe tanto com as nossas emoções, explorando um ponto que nos é a todos comum, que é do mais inerente do nosso ser: a compaixão por aqueles brinquedos, pois todos os tivemos e, de uma forma ou outra, os fomos abandonando). Os brinquedos safam-se e terminam assim a sua jornada, num lugar onde finalmente se sentem pertenças de alguém, de novo. E eu, que não era um apaixonado pela saga, fiquei irremediavelmente perdido de amores. E saí do cinema numa sensação de extasia e alegria tal que jurei chegar a casa e também eu pegar de novo, uma última vez, nos meus antigos brinquedos. E assim fiz. Este rol de cenas, bastante provocador e, claro, manipulativo, serve como uma espécie de janela ao nosso passado, isto é, permite-nos ver o nosso passado, as nossas memórias de infância, com olhos de adulto (claro que só será assim para quem foi crescendo acompanhando os filmes Toy Story, como é o meu caso). E isso é algo deste filme que eu vou guardar para sempre com carinho.


E, por muito difícil que tenha sido para Andy abandonar estes seus brinquedos (tendo-nos presenteado com uma introdução, nas suas palavras, a cada um deles), não nos será menos a nós. Quinze anos volvidos, a história de brinquedos mais famosa de sempre chega a um fim. E nós... temos que  nos sentir simplesmente honrados por termos sido escolhidos para vivenciar tão grande aventura.

Nota: A-

Certamente quem viu o filme vai perceber a piada deste vídeo:

Estreia da Semana / Antevisão: Toy Story 3



Quinze anos depois do início de uma história feliz, eis que o ciclo dos brinquedos mais famosos do mundo chega ao fim com este terceiro filme da saga. A história da Pixar não se pode contar sem mencionar Toy Story, tal é a ligação que ambos os nomes têm um com o outro. Muito do sucesso e da evolução que a Pixar demonstrou na década passada resultou muito do que foi a recepção da crítica e do público ao seu primeiro filme, uma história modesta sobre brinquedos, uma história diferente contudo de todas as outras que a sua casa-mãe Disney fazia, pois esta era, mais que um filme animado, um estudo comportamental. Os filmes da Pixar são bastante distintos dos da Walt Disney Pictures e dos da rival Dreamworks precisamente neste aspecto: lidam com personagens adultas, completamente formadas, baseados em situações reais do dia-a-dia, falam de emoções e de problemas e questões importantes, sem nunca esquecer que o seu dever principal é entreter a audiência.

Se houve alguém com papel fundamental no desenvolvimento da marca Pixar, esse alguém é John Lasseter. Foi um dos fundadores da empresa e foi o seu principal impulsionador, mesmo dentro da Disney, de tal forma que ele é hoje em dia o criador-executivo das duas casas, da Pixar Animation Studios e da Walt Disney Animation Studios. E foi ele quem em 1995 envisionou, com o seu grupo restrito de colaboradores (mais tarde todos realizadores e argumentistas da Pixar, Andrew Stanton, Pete Docter, Brad Bird e  Lee Unkrich, o realizador de Toy Story 3, bem como Joss Whedon e Joel Cohen), a primeira longa-metragem da Pixar, Toy Story, que pegava um pouco nos elementos vencedores da sua curta-metragem vencedora do Óscar, Tin Toy.

Além do espectacular argumento, os actores que deram as vozes ao filme também tiveram o seu papel no sucesso. Tom Hanks e Tim Allen couberam que nem uma luva nas suas personagens e tornaram o Woody e o Buzz não só imortais nos nossos corações mas também na história do cinema. Como o importante do filme eram, sobretudo, as personagens, era vital que os actores que lhes emprestavam as vozes conseguissem transmitir a emoção e expressividade necessária. E nisso os actores e os animadores estão de parabéns. Nunca um filme animado tinha tido caracterizações tão completas e tão complexas, tão intrinsecamente exploradas como em Toy Story. A humanidade de personagens como Woody, Buzz, Rex, Mr. Potato Head e Slinky Dog é tão real que até assusta. Finalmente, a música é o terceiro MVP do filme. Randy Newman, de quem nunca fui muito fã, consegue aqui um bom equilíbrio musical e cria uma música intemporal, para todo o sempre, "You've Got a Friend in Me" (aliás, os filmes da Pixar sempre tiveram óptimos compositores).

Depois, o resto é história. O filme seria, como se sabe, o primeiro filme animado em CGI da história, seria o primeiro filme animado a ser nomeado para Melhor Argumento Original, seria um dos filmes mais bem sucedidos de sempre da Disney-Pixar, com 361 milhões de dólares de receita de bilheteira em todo o mundo. Lasseter viria a fazer a seguir A Bug's Life, também bem sucedido e a primeira sequela, Toy Story 2, que renderia mais ainda que o seu predecessor e voltaria em 2006 para o indubitavelmente menos sucedido dos filmes da Pixar, Cars (que vai ter honra de sequela em 2011). Aos poucos na década passada, foram entrando em cena os seus discípulos: Andrew Stanton realizou os que são para mim os dois melhores filmes da Pixar de sempre, Finding Nemo em 2003 e Wall-E, em 2008; Brad Bird, que havia realizado The Iron Giant em 1999, entrou na Pixar para realizar The Incredibles em 2004 e Ratatouille em 2007; e Pete Docter viria a realizar Monsters, Inc. em 2001 (egregiamente roubado do Óscar de Melhor Filme Animado, que foi para Shrek; também vai ganhar uma sequela em 2012) e agora em 2009 Up!, o segundo filme animado de sempre a ser nomeado para Melhor Filme.



Assim eis que chegamos a 2010 e a este Toy Story 3. Os antigos personagens estão todos de volta, Andy vai a caminho da universidade e novos sarilhos avizinham-se para os "nossos" companheiros brinquedos, que se vêm perdidos num infantário, onde conhecem novos personagens, incluindo um muito ilustre Ken (Michael Keaton é quem lhe dá a voz na versão original). Estou ansioso por vê-lo. E vocês?

Deixo-vos aqui ficar com um tributo à Pixar e com alguns links para outros sites com artigos de antevisão:



Antevisão ao Toy Story 3 - Ante-Cinema
Antevisão do Toy Story 3 - Cinema Blend
Uma breve história da Pixar - Ante-Cinema
Estreia recomendada da semana - O Cinema
Estreia da semana - Split-Screen
Crítica de Nathaniel Rogers (The Film Experience) - Towleroad (NSFW)
Crítica do filme - Stale Popcorn
Crítica do filme - Cinema Blend
Conseguirá 'Toy Story 3' um lugar nos dez nomeados para Melhor Filme? - Cinema Blend
Curta de Toy Story a surgir em 2011 - Cinema Blend
Nos bastidores de Toy Story 3 - Cinema Blend
Pixar animators = Renaissance masters - In Contention
Acerca do consenso da crítica - In Contention



TOY STORY 3 - Trailer PT
Via: Ante-Cinema