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DIAL P FOR POPCORN

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"THE FIGHTER" nos cinemas a 10 de Fevereiro



Nomeado para 6 Globos de Ouro - Melhor Filme - Drama, Melhor Realizador (David O'Russell), Melhor Actor - Drama (Mark Wahlberg), Melhor Actor Secundário (Christian Bale) e duas vezes para Melhor Actriz Secundária (Amy Adams e Melissa Leo) -, nomeado para 4 SAG Awards (Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo e Melhor Colectivo), nomeado para 6 BFCA Awards (Broadcast Film Critics Association, que representa o maior grupo de críticos norte-americanos) e vencedor de diversos prémios de críticos, THE FIGHTER, de David O'Russell, é certamente um dos filmes mais antecipados da temporada de cinema de 2010.



Pois bem, foi dada a conhecer a sua data de estreia em território nacional: 10 de Fevereiro de 2011. 
 
Dicky Ecklund (CHRISTIAN BALE) é uma antiga lenda do pugilismo que desperdiçou os seus talentos e deitou fora a sua oportunidade de grandeza. Micky Ward (MARK WAHLBERG), o seu meio-irmão, é um pugilista batalhador que viveu toda a vida na sombra do irmão.

The Fighter é a história verídica e inspiradora destes dois irmãos que, contra todas as expectativas, se aproximam para treinar para um histórico combate pelo título que irá unir a sua família desfeita, redimir os seus passados e dar finalmente à cidade aquilo por que esta tanto espera: orgulho.

A história desenrola-se nas resolutas ruas da classe operária de Lowell, Massachusetts, onde Dicky era outrora conhecido como o “Orgulho de Lowell”, tendo aguentado um combate até ao fim com Sugar Ray Leonard. Porém, após perder o combate, Dicky mergulha em tempos difíceis, tal como a cidade de Lowell. Os seus dias de pugilista ficam para trás e a sua vida é desfeita pelo consumo de droga.

Entretanto, o irmão mais novo, Micky, tornou-se no pugilista da família e na ténue esperança a campeão. Mas, apesar de todo o seu esforço, a carreira de Micky corre mal e ele perde combate atrás de penoso combate. A mãe de Dicky e Micky, Alice (MELISSA LEO), gere a carreira deste e Dicky actua como seu muito pouco confiável treinador.

Quando o último combate de Micky o deixa quase morto, parece que tudo pode estar acabado, até que a sua obstinada nova namorada, Charlene (AMY ADAMS), o convence a fazer o impensável: separar-se da sua família, perseguir os seus interesses pessoais e treinar sem o seu cada vez mais inconstante e criminoso irmão.

Agora, Micky tem uma oportunidade única na vida ao conseguir um lugar no Campeonato do Mundo. Mas, quando o seu irmão e a sua família disfuncional reentram na sua vida, todos eles terão de reconciliar os seus passados e tornarem-se mais do que uma família apenas em nome. Com Micky e Dicky reunidos, este é mais do que um mero combate – é um retorno em força para estes irmãos, a sua família e a sua cidade.

Findo o combate, Micky ter-se-á tornado no Campeão do Mundo, uma lenda no Corredor da Fama e no novo “Orgulho de Lowell”.

The Fighter é um drama comovente e muitas vezes humorístico sobre como lutar por aqueles que se ama.    



Além da enorme aclamação crítica e popular que o filme tem tido, é um dos grandes candidatos a várias nomeações nos Óscares deste ano, como se percebe pelo enorme pedigree que tem tido para outros prémios, como os Globos de Ouro que acima referimos. Nós, por cá, mal podemos esperar para ver o filme. Fica abaixo o trailer:



A sua distribuição pela Valentim de Carvalho Multimédia vai-nos permitir oferecer-vos algumas surpresas, para este e outros filmes. Fiquem atentos.

O ramo Musical da Academia e as Bandas Sonoras




Como já saberão por esta altura, as bandas sonoras originais de "Black Swan" (Clint Mansell), de "The Fighter" (Michael Brooks), de "The Kids Are All Right" e de "True Grit" (ambas de Carter Burwell) foram desqualificadas da corrida ao Óscar de Melhor Banda Sonora Original e teme-se que o mesmo ainda possa suceder com "Inception" (Hans Zimmer), o favorito da corrida e "The Social Network" (Trent Reznor & Atticus Ross).
 

Supostamente, a primeira foi desqualificada por uso excessivo das composições de Tchaikovsky para "Swan Lake", a segunda e a terceira por terem demasiadas canções não-originais e a última por se basear em hinos protestantes. Curioso é que Alexandre Desplat não tenha visto a sua banda sonora para "The King's Speech" desqualificada, quando o seu conteúdo é um reaproveitamento dos concertos para piano de Beethoven.

Isto leva-me à minha primeira pergunta: como é que a Academia acha possível que estas regras do ramo Musical ainda sejam válidas? Segundo a Academia,

"An original score is a substantial body of music that serves as original dramatic underscoring and is written specifically for the motion picture by the submitting composer."

Tudo bem. Mas então alguém que me explique como é que um filme que gira em torno do espectáculo de ballet para o qual Tchaikovsky escreveu "Swan Lake" não use as suas composições? É incrivelmente estúpido. Nem é por Mansell ser candidato de peso (que não o seria de qualquer forma; e o seu trabalho em "Black Swan" nem sequer é dos seus melhores), é pela injustiça de como o ramo Musical analisa esta categoria.

 

Outros casos recentes que me lembre que foram desqualificados: em 2007, a banda sonora de Johnny Greenwood, de longe uma das melhores da década, foi desqualificada por uso excessivo de música que ele não tinha escrito de propósito para o filme. Como se um artista agora fosse só profílico quando está sob contrato. Em 2008, a banda sonora de "The Dark Knight", tal como em 2005 a de "Batman Begins", foram arrumadas da corrida porque  Zimmer e Newton Howard, os responsáveis pelas bandas sonoras, detinham menos de 70% das composições. A decisão foi revogada em 2008, mas a banda sonora foi de qualquer forma ignorada. 

Outra situação curiosa ocorreu o ano passado, com a nomeação de Alexandre Desplat por "Fantastic Mr. Fox" (merecidíssima, apesar de tudo).  Menos de 70% das composições são dele, contudo a banda sonora foi elegível e foi nomeada. Por outro lado, a banda sonora de Karen-O e Carter Burwell para "Where The Wild Things Are", numa situação similar, foi arrumada.


E poderíamos continuar noite dentro a dar este tipo de exemplos. Caso para dizer: o ramo musical da Academia é no mínimo... controverso.

E nem peguemos na categoria de Melhor Canção Original e na regra dos 8,25 de pontuação que me volto a lembrar de 2008 ("O'Saya" é nomeado, "The Wrestler", o favorito, nem isso consegue) e fico doente.

Isto faz-nos perguntar, de facto, se não valerá de novo a pena voltar a fazer renascer a categoria de Melhor Banda Sonora Não-Original - a tal categoria que veio substituir, em conjunto com a Melhor Banda Sonora Original, as agora extintas Melhor Banda Sonora - Dramática e Melhor Banda Sonora - Comédia/Musical.


Bem, com este redesenho da corrida, é provável que esta categoria vá ser um verdadeiro desapontamento este ano, tendo em conta o material potencial e os nomeados que vão provavelmente aparecer no boletim de voto.

Neste momento, eu diria que Reznor e Ross, não sendo eliminados da corrida,  têm grandes possibilidades de ser nomeados (o que, há dois/três meses atrás, dir-se-ia impensável). Juntamente com Zimmer e Desplat (por "The King's Speech"), que devem estar seguros nas suas posições.

Depois temos vários candidatos aos dois últimos lugares, alguns deles terríveis, outros deles brilhantes (mas quase impossíveis de ver concretizados):


PREVISÃO - MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL:

Seguros:
Hans Zimmer, INCEPTION
Alexandre Desplat, THE KING'S SPEECH

Prováveis:
Trent Reznor & Atticus Ross, THE SOCIAL NETWORK

Possibilidades Fortes:
A.R. Rahman, 127 HOURS
Rachel Portman, NEVER LET ME GO
Danny Elfman, ALICE IN WONDERLAND
John Powell, HOW TO TRAIN YOUR DRAGON
Alexandre Desplat, THE GHOST WRITER

Improváveis:
Daft Punk, TRON: LEGACY
Alexandre Desplat, HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS, PART 1
James Newton Howard, THE LAST AIRBENDER
Elliot Goldenthal, THE TEMPEST
Jan Kaczmarek, GET LOW
Sylvain Chomet, L'ILLUSIONISTE
Michael Giacchino, LET ME IN
Gustavo Santaolalla, BIUTIFUL


Adorava que a Academia estivesse em dia inspirado e lhe saísse um THE GHOST WRITER e um HOW TO TRAIN YOUR DRAGON. Já nem digo TRON: LEGACY porque isso é (quase) impossível. Infelizmente, acho que o combo Portman/Elfman/Rahman é demasiado irresistível para recusarem e portanto dois deles voltarão ao Kodak Theatre.


Enfim. E agora perguntarem-me: quais os teus nomeados, se pudesses escolher?
Bem... Como toda a gente sabe, eu sou fanático por bandas sonoras. Mesmo. Fanático.  E escolher cinco nomeados é muito complicado. Nos meus prémios eu tenho dez. Cinco originais e cinco não-originais (adaptadas, se quiserem). Todavia, como este artigo já está grandito e eu ainda quero falar um pouco sobre isto, vou continuar este tópico noutra vez, contribuindo (ainda mais) para a proliferação musical que este blogue tem experienciado nos últimos dias.



Globos de Ouro 2011 - Comentários às Nomeações (Cinema)

Depois de revelados os nomeados, depois de ponderar neles, é tempo de fazer a minha apreciação. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo, mas mais vale tarde que nunca.

Começamos pelas categorias de CINEMA:




Melhor Filme - Drama
BLACK SWAN
THE FIGHTER
INCEPTION
THE KING'S SPEECH
THE SOCIAL NETWORK

Comentário: Não há dúvida que são os títulos mais fortes e sonantes da temporada. A grande surpresa tem vindo mesmo a ser o forte pedigree de "Black Swan" para prémios, coisa que não adivinhava possível. Outra coisa que me surpreendeu foi a tripla nomeação de "127 Hours" noutras categorias, mas a sua ausência aqui e em Melhor Realizador. Foi estranho. E ficou, de resto, comprovado que "Inception" acabará por ser nomeado para Melhor Filme.

Vencedor: Um duelo a dois, possivelmente três ("Black Swan"): o factor coolness ("The Social Network" conta ainda com um bónus: Fincher merece há muito tempo vencer prémios) contra o factor história ("The King's Speech" é o típico filme que antigamente ganhava imensos prémios). Pelo menos nos Globos de Ouro, penso que ganha "The Social Network".

Melhor Actriz - Drama
Halle Berry em FRANKIE AND ALICE
Nicole Kidman em RABBIT HOLE
Jennifer Lawrence em WINTER'S BONE
Natalie Portman em BLACK SWAN
Michelle Williams em BLUE VALENTINE




Melhor Actor - Drama
Jesse Eisenberg em THE SOCIAL NETWORK
Colin Firth em THE KING'S SPEECH
James Franco em 127 HOURS
Ryan Gosling em BLUE VALENTINE
Mark Wahlberg em THE FIGHTER

Comentário: Diz muito da interpretação de Jennifer Lawrence o facto de em todos os prémios de críticos e depois nos Globos e nos SAG ela aparecer nomeada. Relembre-se, algo que em Novembro era tido apenas como possibilidade. As voltas que a corrida dá. Que a tantas anda que já tem quatro nomeadas consolidadíssimas, três delas aqui nomeadas em Drama: Nicole Kidman, Natalie Portman e a supra-mencionada Jennifer Lawrence. A partir daqui, temos várias hipóteses para ocupar o último lugar em branco e eu, admiravelmente, apoio a escolha dos Globos de Ouro: Michelle Williams. Esperemos que sim. Na categoria de Actor - Drama, também temos os mais que nomeadíssimos Firth e Franco, acompanhados  surpreendentemente também em todos os prémios até agora com nomeados revelados por Jesse Eisenberg (que eu julguei que iria ter uma difícil caminhada para a nomeação) e as outras duas escolhas dos Globos vão ter que lutar com Jeff Bridges e Robert Duvall pelos dois lugares que faltam. Sem dúvida que estas duas categorias são excelentes e poderiam repetir-se nos Óscares (trocando Berry por Bening, obviamente).

Vencedor: Não duvido nada que Natalie Portman e Colin Firth juntem o Globo aos inúmeros prémios que vêm vencendo.




Melhor Filme - Musical ou Comédia
ALICE IN WONDERLAND
BURLESQUE
THE KIDS ARE ALL RIGHT
RED
THE TOURIST

Comentário: Esta categoria - ou melhor, estas categorias - de Comédia/Musical são uma bela comédia. Será que podiam ficar pior? Não me parece. De roçar o ridículo, a ponto de dar a ideia que o júri só viu "The Kids Are All Right" e votou nos restantes pelos nomes ligados aos projectos. Só assim é que se explica termos numa categoria de Comédia três nomeados que não são comédias. É que desculpem lá mas "Red", "The Tourist" e "Alice in Wonderland" não são comédias. Nem muito menos musicais. Eu estava a prever que algo semelhante acontecesse, mas nunca previ tão má situação. E é que se eu achasse que eles não sabem votar... Mas quem vê os nomeados de 2008 e os de 2010 fica perplexo ao ver a comparação. Digo mais: consigo, assim de cabeça, nomear dez filmes que ficariam melhores nesta categoria que estes três escolhidos: "Greenberg", "Kick-Ass", "Easy A", "Made in Dagenham", "Four Lions", "Scott Pilgrim vs. the World", "Somewhere", "Morning Glory", "How Do You Know" e até o (supostamente) paupérrimo "Love and Other Drugs". Enfim.

Vencedor: Será um escândalo de épicas proporções se não virmos "The Kids Are All Right" levar embora o prémio.

Melhor Actriz - Musical ou Comédia
Annette Bening em THE KIDS ARE ALL RIGHT
Anne Hathaway em LOVE AND OTHER DRUGS
Angelina Jolie em THE TOURIST
Julianne Moore em THE KIDS ARE ALL RIGHT
Emma Stone em EASY A




Melhor Actor - Musical ou Comédia
Johnny Depp em ALICE IN WONDERLAND
Johnny Depp em THE TOURIST
Paul Giamatti em BARNEY'S VERSION
Jake Gyllenhaal em LOVE AND OTHER DRUGS
Kevin Spacey em CASINO JACK

Comentário: Nomear pessoas só pelo nome e star power é o que está a dar. Só assim se explica as nomeações de Angelina Jolie e Johnny Depp (este com dupla nomeação) a comungar com as nomeações dos seus filmes para Melhor Filme, "The Tourist" e (no caso de Depp) também "Alice in Wonderland". Uma desgraça. Curioso ainda que Gylenhaal e Hathaway tenham conseguido a nomeação mas o seu filme - que pelo menos é uma comédia - não. Mais uma evidência para o voto pelo nome, como já referi. A surpresa positiva: Emma Stone. Cá está o teu cartão de visita para a A-List. E foi um "Easy A". De resto, duas categorias mesmo fracas. Então não podiam ter poupado (pelo menos) uma nomeação de Depp e dá-la, sei lá, a Downey Jr, a Duvall, a Carrey, a Bateman, a Johnson... Sei lá, alguém. Qualquer coisa seria mais inspirada que isto.

Vencedor: Em termos de Actriz, Annette Bening deve ter isto no papo. Quanto a Actor... Lamento em afirmar, mas possivelmente teremos de engolir um sapo com a vitória de Johnny Depp por "Alice in Wonderland". Espero estar enganado.



Melhor Actriz Secundária
Amy Adams em THE FIGHTER
Helena Bonham Carter em THE KING'S SPEECH
Mila Kunis em BLACK SWAN
Melissa Leo em THE FIGHTER
Jacki Weaver em ANIMAL KINGDOM

Comentário: É um excelente sinal que Jacki Weaver tenha conseguido esta nomeação (ainda para mais com o que depois se passou nos SAG). Mila Kunis continua a vencer prémios por um papel que, parece-me, é bastante reduzido. Ainda para aí gente a mais a pensar com outras "cabeças". Adams, Bonham-Carter e Leo a confirmar indicações de que seriam as principais favoritas ao troféu e potencialmente serão nomeadas já carimbadas para os Óscares, não se sabendo é quem as acompanha. Para já, são estas duas senhoras (Weaver e Kunis) mais Hailee Steinfeld que têm a vantagem.

Vencedor: Pode ir para qualquer lado neste duelo a três. Cada uma tem apelos diferentes: uma distinção importante numa carreira em crescendo (Leo), um prémio a fazer relembrar bons velhos tempos (Bonham-Carter) ou a coroação de uma das actrizes mais cotadas em Hollywood no momento (Adams). A combinação de factores, para já, previlegia Melissa Leo.



Melhor Actor Secundário
Christian Bale em THE FIGHTER
Michael Douglas em WALL STREET: MONEY NEVER SLEEPS
Andrew Garfield em THE SOCIAL NETWORK
Jeremy Renner em THE TOWN
Geoffrey Rush em THE KING'S SPEECH

Comentário: Também aqui, aparte a "surpresa" Michael Douglas, nada de admirar. Quatro nomeados em potência, dois deles assegurados (Rush e Bale) e dois deles no bom caminho (Garfield e Renner). O último lugar deverá ser pertença de um destes cinco senhores: Bill Murray, Mark Ruffalo, Matt Damon, John Hawkes ou Ed Harris.

Vencedor: O início do ano adivinhava este confronto e de facto cá o temos: Bale vs Rush. A história diria Rush, mas as circunstâncias dão a vantagem a Christian Bale.


Melhor Realizador
Darren Aronofsky por BLACK SWAN
David Fincher por THE SOCIAL NETWORK
Tom Hooper por THE KING'S SPEECH
Christopher Nolan por INCEPTION
David O. Russell por THE FIGHTER

Comentário: Espera-se que todos os cinco repitam nos Óscares, com os quatro primeiros, à partida, confirmadíssimos de certeza no envelope. O quinto nomeado começa a desenhar-se com o nome de David O'Russell, mas ainda não devemos excluir, para já, senhores como Joel & Ethan Coen ou Danny Boyle.

Vencedor: Não me parece que haja volta a dar ao texto: é de David Fincher este troféu.

Melhor Argumento
Danny Boyle, 127 HOURS
Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg, THE KIDS ARE ALL RIGHT
Christopher Nolan, INCEPTION
David Seidler, THE KING'S SPEECH
Aaron Sorkin, THE SOCIAL NETWORK

Comentário: Cinco argumentos que toda a gente espera ver nos nomeados para os Óscares. Aaron Sorkin será o vencedor de Melhor Argumento Adaptado, Christopher Nolan o provável receptor do de Melhor Argumento Original. De resto, este último terá entre os nomeados da sua categoria "The Kids Are All Right" e "The King's Speech", bem como "Toy Story 3", que acabou surpreendentemente arredado desta corrida (onde a Pixar tinha três nomeações consecutivas) por "127 Hours", que irá competir (e perder) com "The Social Network" entre Argumentos Adaptados.

Vencedor: "The Social Network" parece-me ser o provável sweeper deste ano.


 
Melhor Filme Estrangeiro
BIUTIFUL (México)
LE CONCERT (França)
THE EDGE (Rússia)
I AM LOVE (Itália)
IN A BETTER WORLD (Dinamarca)

Comentário: A elevada campanha por detrás de "I Am Love", que procurava trazer a Tilda Swinton uma nomeação como Melhor Actriz, acabou por fruir efeito mas nesta categoria. Também a intensiva campanha da TWC por detrás de "Le Concert" provou ter sucesso, com este filme francês e não o outro, vencedor em Cannes e provável nomeado nos Óscares ("Des Hommes Et Des Dieux") a garantir um lugar. Suzanne Bier também provou que tem pedigree para garantir nomeações só pelo respeito ao seu nome, a fazer "In a Better World" pontuar aqui. "The Edge" e "Biutiful" são filmes típicos de Óscares de Filme Estrangeiro que poderão muito bem repetir a receita nos prémios da Academia (embora me pareça que só o segundo vá).

Vencedor: "I Am Love" ou "Biutiful", eis a questão. Ou, se Harvey Weinstein ainda manda alguma coisa por aqueles lados, "Le Concert".



Melhor Filme Animado
DESPICABLE ME
HOW TO TRAIN YOUR DRAGON
L'ILLUSIONISTE
TANGLED
TOY STORY 3

Comentário: Se a Academia permitisse cinco nomeados, seriam estes. Agora, tendo só que escolher três, alguém entre "Tangled", "L'Illusioniste" e "How To Train Your Dragon" vai ter que ceder passagem. É que em "Toy Story 3" não se mexe.

Vencedor: "How To Train Your Dragon" é o melhor filme que a Dreamworks já produziu e seria a sua melhor hipótese de quebrar a hegemonia da Pixar... Não fosse o seu oponente o culminar de uma trilogia lendária e mágica nunca propriamente premiada pela Academia (sim, porque os Globos de Ouro deram-lhe o troféu de Melhor Filme - Comédia/Musical em 1999). Sim, é óbvio que "Toy Story 3" vai prevalecer.



Melhor Banda Sonora Original
Alexander Desplat, THE KING'S SPEECH
Danny Elfman, ALICE IN WONDERLAND
A. R. Rahman, 127 HOURS
Trent Reznor & Atticus Ross, THE SOCIAL NETWORK
Hans Zimmer, INCEPTION

Melhor Canção Original
“Bound to You” de BURLESQUE
“Coming Home” de COUNTRY STRONG
“I See the Light” de TANGLED
“There’s a Place for Us” de CHRONICLES OF NARNIA: THE VOYAGE OF THE DAWN TREADER
“You Haven’t Seen the Last of Me” de BURLESQUE


Comentário: Continua - e ainda bem - a moda de nomear Trent Reznor pela sua brilhante banda sonora original para "The Social Network". Impôs algum receio, até porque a electrónica não é bem aquilo que a Academia mais gosta, mas se o ramo musical foi pró-activo o suficiente para nomear e dar o prémio a Eminem, pode ser que este ano nova excepção se abra. De resto, só Elfman não vai repetir esta nomeação, sendo substituído nos Óscares por algum dos nomes habituais (Newton Howard, por exemplo) ou por um dos veteranos nunca nomeados (até me custa lembrar que os geniais Carter Burwell e Clint Mansell NUNCA foram nomeados para um Óscar) ou até podemos ter uma estreia surpresa (John Powell, anyone?). Na categoria de Melhor Música Original, continua também a moda de todos os anos incluirmos um artista consagrado entre os nomeados que depois não transita para a Academia (2008 - Bruce Sprinsteen, 2009 - U2): em 2010 será a vez de Carrie Underwood, na minha opinião. Parece-me que a balada portentosa de Cher em "Burlesque" está safa, até porque foi escrita por Diane Warren, previamente nomeada por seis vezes e também parece que "Country Strong" marcará presença: o que manda a confundir é por qual das músicas, porque as três já foram mencionadas e vão alternando entre prémios. Para já, a minha aposta recai na de Chris Martin, "Me and Tennessee", até porque é cantada em duo pelos protagonistas (um deles é um multi-vencedor de Grammys, a outra é uma anterior vencedora de um Óscar) e não esta "Coming Home". Os dois lugares da lista vão ser altamente disputados, com Randy Newman, a outra música de "Burlesque" e "If I Rise" de "127 Hours" em luta renhida para se juntar a "I See The Light" (Tangled) e "Shine", de John Legend, do documentário "Waiting For Superman", que parece ter sido encomendada para vencer o Óscar (embora não tenha sido nomeada aqui).

Vencedor: Como Desplat tem "The Tree of Life" a espreitar em 2011 e como Zimmer já venceu, que tal termos Trent Reznor a clamar vitória? Seria no mínimo interessante. Senão será Hans Zimmer o provável vencedor. Em termos de Música, "You Haven't Seen The Last of Me" parece a melhor aposta, seguida de perto por "I See A Light".




O Estado da Corrida aos Óscares: MELHOR ACTOR


Lembrei-me agora que ainda não começámos a discussão da corrida aos Óscares aqui no blogue. Portanto decidi que era hoje que lançava tal discussão, que será parte integrante de uma boa porção dos artigos neste blogue até à cerimónia dos Óscares, em Fevereiro.


Pretendia já ter opinado sobre a corrida por duas vezes (em Agosto, antes dos Festivais terem começado e em Setembro, no período pós-festival) mas a falta de tempo tornou impossível tal tarefa. Fá-lo-ei agora, na época de início de campanhas "For Your Consideration" e com a abertura oficial da temporada de Óscares (Oscar season) - o marco do início da abertura foi o início da data de envio de screeners para os membros da Academia - e "Animal Kingdom" foi o primeiro filme a ser enviado, um gesto audaz mas que poderá valer a Jacki Weaver uma nomeação. Mas já lá iremos.

Primeiro, avaliaremos o estado da corrida em finais de Agosto. Quando o último mês de Verão chegou ao fim, poucas coisas eram certas em termos de temporada de Óscares: Lesley Manville conseguiu segurar o buzz que gerou em Cannes, ao contrário de Javier Bardem que tem vindo a perder gás; Naomi Watts, Sean Penn e o seu "Fair Game" continuam a aparecer intermitentemente nos radares dos prognosticadores mais predominantes da blogosfera, mas os únicos a apostarem realmente neles têm sido os bloggers do Awards Daily (Sasha Stone escreveu há dias um artigo em que diz acreditar vivamente na nomeação de ambos para Actor e Actriz); Annette Bening, Mark Ruffalo e, em menor grau (não percebo bem porquê), Julianne Moore vão mantendo os rótulos de competidores principais na corrida desde que o filme abriu em Sundance, excelentemente acompanhados por Jennifer Lawrence de "Winter's Bone" que também estreou no festival - e pelo menos os dois primeiros esperam-se ver nomeados. Em termos de filmes, "Inception" e "Toy Story 3" confirmaram o buzz que detinham e, se bem que têm perdido protagonismo para outros filmes candidatos, como o (inesperado) tubarão "The Social Network", mantém toda a sua qualidade, base de fãs e solidez intactas.


No princípio de Setembro fomos apresentados a mais um Festival de Veneza. Dos grandes nomes de Veneza ("Somewhere", "Miral", "The Tempest", "Meek's Cutoff", "Black Swan" e "The Town") saíram três fortes incógnitas na corrida: "Black Swan", "The Town", "Somewhere". Qual será o resultado final da sua campanha? Não se sabe, é impossível prever. Têm condições para garantir algumas nomeações? Sem dúvida. A maior certeza que saiu deste Festival foi mesmo Natalie Portman. Uma interpretação arriscada num filme que será sem dúvida um dos destaques da temporada, quer para o bem, quer para o mal. Barbara Hershey, uma das actrizes secundárias da película, também foi gerando algum buzz que poderá capitalizar se alguns grupos de críticos decidirem apostar nela, sobretudo porque a categoria de Actriz Secundária é a mais difícil de ler dos últimos tempos. "Miral" e "Meek's Cutoff" conseguiram comprador no festival e vão ser distribuídos em 2011. Michelle Williams, no segundo, diz-se ser excepcional e uma grande candidata a uma nomeação no ano que vem.


Depois de Veneza, foi a vez do Colorado e o Festival de Telluride fazerem a sua estreia na temporada. Telluride trouxe-nos imensas novidades, incluindo um dos grandes favoritos à vitória, "The King's Speech", que conseguiu ondas de aplausos tanto aqui como mais tarde em Toronto, tendo vencido ambos os prémios. Além do filme de Tom Hooper, que tornou Colin Firth no favorito para vencer Melhor Actor (o que, a juntar ao buzz vindo do ano transacto por "A Single Man", parece provável), em Telluride estrearam mais dois filmes high-profile, "Never Let Me Go", cujas críticas não foram tão positivas quanto o potencial do filme adivinhava, e "127 Hours", de Danny Boyle, que subitamente se tornou num dos destaques da temporada, sendo recebido debaixo de críticas muito generosas mas ao mesmo tempo bastante intrigantes.


A maioria destes títulos também entrou no Festival de Toronto, que veio a seguir. As críticas foram iguais para todos os filmes acima mencionados; enquanto isso, "Another Year" foi consolidando o seu estatuto de "pequeno filme poderoso do ano" e veio cair na grande maioria das listas de Melhor Filme. Em Toronto estrearam ainda mais cinco grandes candidatos: "The Conspirator" (com críticas más, foi adiado para 2011); "Hereafter" e "Conviction" (esforços sólidos e críticas simpáticas mas nada que garantisse que temos neles candidatos) e "Rabbit Hole" e "The Way Back", estes sim fortes apostas. Ambos ganharam distribuidor com a sua presença no festival e vão assim estrear nesta temporada. Do primeiro o grande realce é obviamente da sua protagonista, Nicole Kidman, embora Dianne Wiest também seja, nesta altura, um dado quase adquirido entre as nomeadas na categoria de Actriz Secundária. Do segundo, sendo de Peter Weir, é difícil não imaginar coisa boa.

A chegar ao fim de Setembro começou o Festival de Nova Iorque, onde a grande maioria dos filmes de que já falámos também estreou e chegou aos cinemas o maior candidato da temporada: "The Social Network" de David Fincher, que juntou à adoração do público milhares de críticas radiantes e um buzz fervoroso. É complicado avaliar qual o nível de adulação que Fincher vai gozar quando chegar à altura de anunciar as nomeações mas é impossível descartar a grande mossa que este filme deverá fazer na cerimónia. De resto, no campo dos candidatos falta referir dois títulos que podem afirmar-se na corrida - "True Grit" e "The Fighter" - devido ao seu enorme pedigree mas que só saberemos o seu impacto quando estrearem em Dezembro. Até agora, pelo que se vê nos trailers, há potencial.



E é assim então que chegamos a Outubro e a este artigo. Durante os próximos dias vamos debater sobre cada categoria principal dos Óscares e vamos analisar quem são os competidores principais. Começamos por MELHOR ACTOR.


A categoria de Melhor Actor tem vindo, a pouco e pouco, a moldar-se. Nesta altura, dificilmente alguém deixará de fora os nomes de James Franco ("127 Hours") e Colin Firth ("The King's Speech") das suas previsões. Em teoria, o papel de Jeff Bridges em "True Grit", com os ingredientes certos, será com certeza nomeado e é por isso que também é considerado na grande maioria das previsões. Se Robert Duvall conseguir segurar um ano inteiro de buzz pela sua prestação em "Get Low", eu ficarei chocado, embora ache que é perfeitamente possível (Richard Jenkins fê-lo ainda há bem pouco tempo). Estou é a ter dificuldade em arranjar oposição com tanta coisa a favor como ele tem.
Talvez Mark Wahlberg mas "The Fighter" é um grande "se". Outro grande "se" é Sean Penn ("Fair Game"). As críticas em Cannes foram más para o filme mas excelentes para os interprétes. Mas estes vão precisar de uma campanha forte para o filme para conseguirem ter margem de manobra na luta pela nomeação. Possivelmente Paul Giamatti ("Barney's Version") mas o filme é pouco ambicioso. Kevin Spacey tem imenso buzz mas o papel é tão odioso... O mesmo se passando com Jesse Eisenberg ("The Social Network") que ainda por cima tem que lutar contra o facto de só ter 27 anos. E também não podemos ignorar nomes como Ryan Gosling, que recebeu elogios fantásticos pela sua interpretação em "Blue Valentine" como um dos dois membros de um casal cujo amor vemos florescer e depois aprodrecer, e Jake Gylenhaal ("Love and Other Drugs"), que está num dos filmes que se espera que seja uma das grandes surpresas do ano. E há que não esquecer que DiCaprio teve dois grandes papéis este ano, ambos bastante bons e pelos quais pode ser nomeado - "Inception" será menos provável que "Shutter Island", mas qualquer um dos dois pode ser opção. E há que não desprezar Javier Bardem ("Biutiful") que tem caído a pique nas previsões - se bem que Cannes já lá vai e "Biutiful" tem sido criticado a torto e a direito. Quase excluído da corrida - ou pelo menos assim parece - está Stephen Dorff ("Somewhere").

A minha aposta actual é, por ordem de probabilidade de ser nomeado:

(Nomeados)
(1) Colin Firth, The King's Speech
(2) James Franco, 127 Hours
(3) Jeff Bridges, True Grit
(4) Robert Duvall, Get Low
(5) Mark Wahlberg, The Fighter
(Candidatos Fortes)
(6) Javier Bardem, Biutiful
(7) Jesse Eisenberg, The Social Network
(8) Sean Penn, Fair Game
(Ameaças Mais Distantes)
(9) Ryan Gosling, Blue Valentine
(10) Paul Giamatti, Barney's Version


ÚLTIMA HORA: Trailer de "The Fighter", de David O'Russell, surge online!


Cá estou eu de volta e em última hora para vos trazer o trailer do novo filme de David O'Russell, que se supõe ser um dos maiores candidatos a prémios no final do ano, "THE FIGHTER".


Com um elenco com nomes como Mark Wahlberg, Amy Adams, Christian Bale e Melissa Leo e pelo que dá para ver do trailer, parece mesmo que O'Russell conseguiu o filme perfeito para finalmente lhe concederem algum reconhecimento por uma carreira em crescendo.

Claro que obviamente este trailer também realça algumas coisas que mil filmes por ano também gabam ("a impressionante história verídica!", por exemplo) mas pelo menos parece algo diferente. Veremos.