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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

A Morte da 7ª Arte (Variação Malick)

"O Dial P For Popcorn tem o prazer de vos apresentar o nosso mais recente colaborador! Axel Ferreira, nosso colega e amigo, aceitou o convite para a elaboração de uma crónica quinzenal. Com uma visão peculiar e distinta da realidade cinematográfica, A Morte da 7.ª Arte deixa apenas uma promessa: Ninguém a poderá evitar."


O Surdo Som das Palmas Douradas

Reconheço o devido mérito ao nada por existir, porque sempre será algo a opor-se à criação e algo em que pensar. Reconheço-o por ser sempre o contrário do que é conhecido e algo de que nos queremos afastar por natureza. Faz parte da natureza humana contrariar o nada. Por isso existe o instinto de sobrevivência. Por isso, mais uma vez, e mais lentamente quanto maior se torna o grupo, contrariamos este instinto. Criamos algo que nos permite dizer, racionalmente (porque afinal esta é a única arma humana), que há coisas mais importantes que a própria sobrevivência (algo sempre muito difícil de manter). E ainda mais uma vez, e de novo recorrendo à vontade imensa em contrariar, chegamos ao final do ciclo, onde chegamos de novo ao princípio e, com esperança, em posse de uma nova ideia. E é daqui que parte o dilema existencial, de uma maneira um pouco ingrata, a partir do conhecimento que nos permite ter consciência dela. Uma ironia das mais negras que pode existir.


Claro que não serão necessárias imagens em super slow motion da chama de um zippo para representar uma força que contrarie este princípio humano, mas de certeza que alguma ideia construtiva poderia surtir a partir desse pequeno efeito. Essa seria a esperança, pelo menos aquela que é deixada por algo controverso universalmente aceite (e não serei eu o único a achar algo de ainda mais controverso com esta frase). Não é que queira guardar durante muito tempo o suspense, afinal estou a falar da árvore que não estará crescida antes de eu ser adulto ou, na verdade, antes de morrer. Começando então pelo início, nada melhor do que recriar a criação com imagens caracteristicamente incaracterísticas e familiarmente únicas e, já agora, um pouco de violinos. Conseguido o primeiro objectivo de identificar o início do universo como algo um pouco moroso, mas com uma dicotomia espectacular entre espaço vazio e estrelas e nebulosas, passa à criação do nosso mundo (entendendo mundo como planeta e não mundo como espaço existente físico ou até, e quem diria, do pensamento). Esta criação também é morosa e primorosa no pormenor (mesmo que eu tenha quase a certeza absoluta que vi a mesma cascata duas vezes, ainda assim fica a certeza de que vi muita água). Mesmo assim, esta criação seria teoricamente muito mais rápida que a primeira, mas entendo que em perspectiva esta mereça ser mais apreciada que a criação universal. Depois uma citação bíblica e uma coisa que uma freira costumava dizer sobre a graça e a natureza, dois caminhos que podemos percorrer à nossa escolha. Então imagine-se a desgraça, a angústia de alguém que acredita numa figura divina e que confia nela para a proteger a quem acontece uma desgraça como perder um filho. E agradeço de facto a oportunidade de a imaginar quase inteiramente. Será esta a premissa: o questionamento e o caminho a seguir. Pondo as coisas em pratos limpos o pai do puto era a natureza e a mãe era a graça. Resumindo também a coisa ainda mais, o pai era um frustrado na sua vida e um pouco estrito com a educação dos filhos, no extremo de quase chegar à violência e a mãe, essa, às vezes até flutuava (juro). De qualquer maneira ela ficou um pouco chateada com Deus por causa da sua desgraça pessoal, mas o filme leva-nos para algo diferente, a maneira como foram educados os três irmãos durante a infância. Pois bem, o rapaz mais velho foi criado para ser o extremo da natureza, para poder controlar o seu futuro e ter enorme sucesso. Este rapaz, passado uns tempos, fica assim um pouco mais para o confuso e começa a ser mau e injusto com o dedo do irmão e uma janela. Não lhe sendo suficiente rouba um vestido de noite de uma tipa gira (até a associação de sexo com violência grita complexo, que afinal até era do Édipo). De qualquer maneira, mais tarde, ele torna-se naquilo que devia ser, um homem de sucesso, reparamos nisso pelo tamanho do edifício, o andar ser muito alto e ele andar num elevador muito moderno. Reparamos, também, que na realidade ele se tornou numa pessoa bastante soturna e triste, denotada pela cara de tristeza do rapaz que já era adulto. E devo premiar a selecção do Sean Penn para este papel, pois ele tem uma cara mesmo adequada para este efeito. De qualquer maneira ele anda na praia e passa uma porta e vai ter com a família dele e a mãe dá o filho dela a Deus, fazendo as pazes com Ele. E depois ainda vem outra vez a chama do zippo. No meio, ainda é de apreciar uma cena em que um dinossauro de características carnívoras é capaz de contrariar os seus instintos e ter misericórdia pelo pobre herbívoro moribundo. E ainda outra cena onde eu pensava que, crianças como eles eram, iam gozar com o andar de um deficiente, mas nem aí me deram esse prazer (e acho que é um pouco por aqui que este filme não chega aquilo a que tenta ser, a falta da ideia de que a existência humana é algo ridícula e muito efémera para as capacidades que consegue ter).


Vejam que esta não é uma versão sarcástica, mas mais construtiva que outra coisa. O sarcasmo corresponderia a dizer: “Perspectiva interessante esta, de facto, de fazer uma curta-metragem e depois contratar um fotógrafo para a transformar em longa. Além do pouco tempo que demora a mostrar que a morte de uma pessoa familiar deve ser aceite! Não quero imaginar o martírio que seria para ele se tentasse fazer um filme sobre o Holocausto.

Chegando ao fim fica aquilo que é dito. E aqui reparo na insistência do realizador explicar a sua ideia, de a desdobrar e expor exaustivamente, entrecortando cenas, juntando planos variados e música. Tentando mostrar a criação, as maravilhas do mundo e, ao mesmo tempo, mostrando uma história pequena, muito pequena com ideias muito simples. Não seria algo ignóbil se não tentasse demonstrar aquilo que não tem, uma tese ou uma conjectura, uma ideia elaborada ou algum espaço para a ter. É apenas um disfarce disso mesmo. Este filme leva à conclusão final de dar o filho a Deus, aceitar o que nos é dado como é dado, sem nada mais mostrar para isso que fantásticas fotografias em movimento. Este filme é a tentativa de redimir Deus do mal que acontece no mundo. Dizer que faz tudo parte de algo maior. Além de ser uma ideia já badalada recuso-me a aceitar, quanto mais acreditar, numa figura divina que precise de ser redimida, especialmente por este filme. A ideia que o caminho da graça será o melhor a seguir é algo que vai contra a própria natureza humana. Esta ideia de aceitar o que nos é dado vai contra tudo o que naturalmente tentamos alcançar e, o que é ainda mais grave, vai contra todo o conhecimento. Não existe uma incompatibilidade da existência de Deus e o Darwinismo, mas existe uma incompatibilidade entre a graça e a grande capacidade do ser humano: a racionalidade e a busca incansável pelo conhecimento. Este filme renega toda a espécie de pensamento construtivo, a “natureza”, a medicina para vivermos mais tempo, a literatura para descobrir o mundo e o ser humano complexo, a física com a problemática da origem do universo. Além de ser algo anti-natural faz parte de uma mentira intelectual (mais que não seja a ele próprio). Uma que achei que seria muito mais fácil de vender a gente americana (In God We Trust), mas de quem já premiou Farenheit 9/11 já espero tudo (Como se pode dizer tão mal de uma mentira e depois acreditar noutra só porque diz o que nós queremos?). Em resumo, não é uma ideia completa, apenas um raciocínio incompleto que acaba desta maneira: Deus criou o universo demorando uns largos milhões de anos para depois nos criar a nós, que devemos seguir o caminho da graça e sermos inúteis durante a vida mas bons, para depois podermos ir para o céu e sermos ainda mais inúteis. De facto, espantoso…

PS1: Quero dizer, em adenda, que a desconstrução inteira desta narrativa não seria feita para a maioria dos filmes, pois muitos passam pela irrelevância de nem sequer merecerem esta perda de tempo. O filme para mim chumbou, mas merece que eu explique porquê, pois é uma ideação falhada mas que pelo menos tinha mais intenção de transmitir uma mensagem que a maioria do cinema actual. O filme não é confuso, nem sem sentido, é apenas uma falácia intelectual disfarçada como arte.

PS2: Outras partículas de pó que se devem estar a remexer são as que ficaram do cadáver de Kubrick. Especialmente com esta espécie de dicotomia com o 2001: Odisseia no Espaço. Ele indagou a origem do conhecimento e a natural curiosidade humana como razão existencial, este homem não fez mais que insultar esta perspectiva.

PS3: Quero deixar a Malick um outro Salmo: “…no fundo, existiu apenas um único cristão, e esse morreu na cruz. …o “Reino de Deus” vem para julgar os seus inimigos… Mas assim tudo se torna um mal entendido: o “Reino de Deus” como um acto final, como promessa!” (Anticristo 39/40, Nietzsche).

Axel Ferreira

THE TREE OF LIFE (2011)



"Father. Mother. Always you two wrestling inside me."


Como explicar a alguém o que é a vida e o que é a morte? Como entender qual o nosso papel aqui na Terra, como encontrar qual o significado da nossa existência? Como definir o bem e o mal, o corpóreo e o espiritual, o princípio e o fim? Estas são perguntas óbvias que qualquer um de nós, em certos momentos da vida, procura incessantemente responder. Uns viram-se para a religião, outros crêem no poder do destino, outros preferem acreditar em acasos. Uns pensam teimosa e repetidamente nestes assuntos, quase obcecando neles; outros optam por esquecer quando estes vêm à baila. E temos outros, como Terrence Malick (e Stanley Kubrick, antes dele) que se propõem a compreendê-los, a simplificá-los e desmistificá-los e, o que é acima de tudo mais impressionante, a filmá-los.


THE TREE OF LIFE é um filme bastante especial. Não é para ser compreendido, percebido ou definido em apenas uma visualização de duas horas. Não é seu objectivo propôr uma teoria ou significado sobre nada. É um filme para ser absorvido e apreciado a longo-prazo e, se tivermos para aí virados, analisado, pensado e teorizado. O tempo dirá se estamos perante uma obra de puro pretensiosismo intelectual e existencial ou se de facto temos perante nós uma obra-prima cujo valor analítico da nossa Humanidade e do nosso papel enquanto filhos do Homem é inestimável. A sua intenção pauta-se por mostrar - algo que é particularmente comum a todas as películas de Malick, mesmo que não no mesmo grau - o quão transcendente e único é o dom da Vida que nos é dado e quais os caminhos e circunstâncias que nos levam, cada um, a percorrê-la de forma diferente. Malick busca, basicamente, o impossível: aliar o filosófico poema existencial que funciona como força motriz do (escasso) fio narrativo ao magnânime pano de fundo visual que nos assombra e inspira ao mesmo tempo. E ele sucede nesse propósito, o que é de facto extraordinário.


A riqueza visual de Terrence Malick, um realizador na plenitude das suas capacidades e indubitavelmente na melhor forma da sua carreira, encontra um digno colaborador em Emmanuel Lubezki, que não se intimida com a tarefa gigantesca que Malick lhe propõe e constrói um retrato visual de meter inveja a muitas pinturas - poderosa, vibrante, observadora e perceptiva e ao mesmo tempo desafiadora e temerária, a fotografia de Lubezski é simplesmente sensacional e é muito por culpa dele que o filme resulta tão bem. Imagem atrás de imagem perfeitamente desenhada e escolhida, momento atrás de momento tão imaculadamente enquadrado e explorado, o requinte que cada segundo do filme nos proporciona não tem par com a vasta maioria dos filmes da actualidade. 


A narrativa principia com um versículo do livro de Job ("Onde estavam vocês quando eu ergui os pilares da Terra?") e, tendo por base a história de uma família texana dos anos 50 e focando-se particularmente no crescimento do filho mais velho, Jack O'Brien (interpretado na sua fase jovem pelo excelente Hunter McCracken, a verdadeira surpresa do filme, em cujos olhos reside muita mais sabedoria e experiência que a sua tenra idade indicaria e, numa fase mais avançada da vida, por Sean Penn) vai avançando o enredo através de muito pouco diálogo, a maioria deste como que segredado, contendo na sua essência diversas verdades indesmentíveis, difíceis de ouvir mas absolutamente reais. A peça fulcral da narrativa da família é a curiosa e facilmente estabelecível dicotomia entre a mãe e o pai, a luz e as trevas, o bem e o mal, o sagrado e o humano. A mãe, Mrs. O'Brien (Jessica Chastain), acredita no bem de todos os entes e que uma vida pautada pela graça, bondade, amor, compaixão e adoração da natureza tem mais valor. O pai, Mr. O'Brien (um brilhante Brad Pitt, numa das melhores e mais introspectivas interpretações da carreira), crê mais na tenacidade, no orgulho e na fibra moral, qualidades necessárias num mundo em que "se és demasiado bom, as pessoas vão abusar de ti". Cada um educa os filhos à sua maneira e é dessa forma que o filme os apresenta a nós, como duas forças inspiradoras diferentes e, claro, que originam acções e reacções completamente distintas no seu primogénito, que não consegue discernir o mundo sem ter em conta as duas filosofias.


Ao seu centro surge uma brilhante e transcendente sequência de imagens a nível astronómico e depois biológico e até microscópico (na qual nem vale a pena entrar em mais detalhes), em que Malick nos mostra como a vida na Terra teve início, do cosmos à célula. De nos deixar boquiabertos mesmo que nem sempre consigamos ter certeza do que estamos a observar, a sublime e portentosa força que vem de cada retrato é suficiente para nos deslumbrar. O aparecimento dos dinossauros, bem como o cataclismo que lhes trouxe o fim, funciona como lembrança que todos os seres vivos neste planeta - mesmo o Homem - têm uma presença finita e um ciclo de vida a cumprir. O nascimento do primogénito da família, a cena que se segue, vem nessa mesma linha de pensamento: Malick entende que cada nascimento, cada infância, cada vida incorpora em si mesma uma história única de criação e, invariavelmente, uma conclusão.
 
O retorno aos efeitos especiais dá-se de novo no fim, quando voltamos finalmente ao personagem de Sean Penn, o qual é visto, na cena final, a ser recebido pela sua família, tal e qual como os lembrava quando era criança, quando a sua alma era pura e a sua existência não estava manchada pela sua Humanidade e, juntos, a caminharem ao longo de uma praia solarenga, numa referência indirecta (considero eu) ao seu reencontro espiritual, como almas em direcção a um Céu onde não há espaço nem tempo, onde existe um continuum e para onde todos iremos, assim, no fim da nossa vida terrena. A última cena, em que retornamos ao presente na Terra, abandona-nos com mil e uma ideias novas na cabeça mas sem nenhuma resposta concreta. Ao contrário do que muitos pseudointelectuais pretensiosos e bacocos (que, infelizmente, na nossa blogosfera há muitos, que pensam que são melhores que os outros só porque na cabeça deles vêem filmes que os outros não vêem e percebem melhor os filmes que os outros) na sua forma de ver o cinema pensam - que aquilo que eles chamam de "selectividade" eu chamo de "necessidade de se sentirem superiores"; mas adiante - Malick não estraga o final do filme a tentar compor um argumento incongruente e secante. É no abstracto que ele nos deixa e ainda bem - o filme é suposto levar-nos a tirar as nossas próprias conclusões e a relação com a religião é suposto ser uma mera provocação de um grande autor.



No final, o que fica é o que pretendermos retirar da história. Um inolvidável - e magnificamente ilustrado - hino à história da Criação, à dicotomia entre a Vida e a Morte e à procura do sentido da nossa existência, é no mistério que afinal reside o grande poder deste conto: esta força que nos move, que nos traz à Terra e que dela nos leva, que nunca ninguém conseguiu explicar - e nunca ninguém irá provavelmente explicar - de que se trata ou porque funciona desta forma. O mistério é, no fim de contas, a sua própria solução e o legado de Malick aqui é apenas pôr à prova a nossa subjectividade e a nossa enigmática insistência de tentar compreender o mundo em nosso redor. A melhor sugestão que o filme me dá mesmo é, afinal, apreciar esta gloriosa e épica jornada a que chamamos vida, porque de tão efémera que ela é, se não a aproveitarmos, um dia quando repararmos ela escapa-se das nossas mãos para todo o sempre.



Nota Final:
B+


Informação Adicional:
Realização: Terrence Malick
Elenco: Jessica Chastain, Brad Pitt, Sean Penn, Fiona Shaw, Hunter McCracken, Tye Sheridan, Laramie Eppler
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Banda Sonora: Alexandre Desplat
Ano: 2011

Trailer:







N.B: Se acharem que a música incomoda, eu retiro-a.

Cannes 2011 - PALME D'OR e outros prémios



E o grande vencedor do Festival de Cannes de 2011 foi: "The Tree of Life", de Terrence Malick.

Outros prémios:

Grande Prémio do Júri: (ex-aequo) LE GAMIN AU VÉLO (d. irmãos Dardenne) e ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA (d. Ceylan)
Melhor Realizador: Nicolas Winding Refn / DRIVE
Melhor Actor: Jean Dujardin / THE ARTIST
Melhor Actriz: Kirsten Dunst / MELANCHOLIA
Melhor Argumento: FOOTNOTE (d. Cedar)
Prémio do Júri: POLISSE (d. Maïwenn)
Caméra d'Or: LES ACACIAS (d. Giorgelli)
Palme d'Or para Curta-Metragem: CROSS (d. Vroda)

DAYS OF HEAVEN (1978)


Ontem decidi-me a ver Days of Heaven, a (mais que provável) grande obra da carreira de Terrence Malick.

Por dois motivos: Em primeiro lugar, eu não gosto de ir em cantorias promocionais. Dizerem-me que Terrence Malick é um realizador respeitadíssimo, que é um mito do cinema, que ganhou um estatuto invejável e que "só realizou 5 filmes em 40 anos", é publicidade barata. Entre os cinco, encontra-se o da Pocahontas, que vá, não deve trazer grande orgulho ao senhor. "The Tree of Life" já conseguiu ser mais falado só pela forma como o senhor vende o produto. Esconde-o, esconde-se e deixa o mainstream fazer o resto. Em segundo lugar, porque o trailer de "The Tree of Life" não me convenceu nem um pouco e precisava de ver de onde vêm as credenciais de um realizador tão obscuro.



Em relação a Days of Heaven, é sempre difícil falar sobre uma obra-prima. Porque já foi analisado até à exaustão por quem realmente percebe sobre a matéria, porque as falhas praticamente não existem, porque já se encontra enraizado na cultura cinematográfica e é difícil trazer alguma ideia nova e uma análise diferente das demais.




Eu adorei Days of Heaven e fiquei completamente rendido. É um filme soberbo, uma história comovente e inteligentíssima. A demanda de Bill (Richard Gere), um pobre rapaz que viaja pela América à procura de alguns dólares em troca de trabalhos sazonais, é retratada em Days of Heaven sobre um espírito bíblico, uma personificação das diversas crenças cristãs, de uma forma simplesmente brilhante. Apaixonado por Abby (Brooke Adams), que anuncia como sua irmã para a esconder do julgamento social, tem em Linda (Linda Manz) a sua verdadeira irmã, que completa este trio de jovens aventureiros.



Ao chegarem a Panhandle, Texas, participam pela primeira vez na colheita de milho dessa fazenda. Aí, os cabelos negros de Abby encanta o seu Patrão (Sam Shepard), um jovem com uma doença terminal, que vive na solidão da sua riqueza e abundância. Esperançado numa golpada milionária, Bill convence Abby a entregar-se ao seu Patrão. Um plano que, espera, seja temporário, e rapidamente lhe devolva a mulher e a fortuna que tanto deseja. O resultado final, será o leito a descobri-lo.

Nota Final:
A


Trailer:




Infromação Adicional:
Realização: Terrence Malick
Argumento:
Terrence Malick
Ano: 1978
Duração:
94 minutos