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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

BRITISH TV - SPACED


O British TV deixará de ser uma crónica mensal no Dial P for Popcorn. O tempo disponível já não é o de antigamente, o trabalho na faculdade aumentou e a disponibilidade para conhecer novas e admiráveis séries britânicas foi diminuindo. A isto, alia-se o facto de estar finalmente a dar alguma oportunidade a séries americanas (como, por exemplo, Breaking Bad) que me retiram tempo para a televisão britânica. Decidi, portanto, dar alguma liberdade a esta rubrica. Estará aqui no Dial P for Popcorn em situações mais pontuais, sem periodicidade, sem obrigatoriedade, quando eu descobrir algo que realmente me faça sentir extasiado, e que, no meu entender, seja digno de divulgação e reconhecimento globais.


A série de que hoje vos falo não me deixou particularmente entusiasmado. No entanto, reconheci-lhe qualidade, reconheci-lhe inovação e reconheci-lhe irreverência. SPACED foi a rampa de lançamento para um dos grandes nomes da comédia britânica na última década: Simon Pegg. Trata-se de um pequeno projecto, de apenas duas temporadas (num total de catorze episódios de trinta minutos), onde dois protagonistas partilham mais do que o próprio lar: partilham problemas, alegrias, angústias e vitórias. Tudo regado de um humor britânico clássico, negro, mordaz e corrosivo.


Tudo começa num pequeno café, onde Tim Bisley (Simon Pegg), um tremendo fan de banda desenhada, cruelmente rejeitado nas suas recentes relações amorosas e que vive uma vida pacata, envolto no seu mundo de vídeo-jogos e histórias de banda-desenhada, conhece Daisy Steiner (Jessica Hynes), uma depressiva jornalista e aspirante a colunista nas mais sofisticadas revistas femininas, que decide colocar um ponto final numa vida e relação falhadas. Num entusiasmo frenético, procura em vários jornais uma casa para habitar. Intrigado com a forma electrizante com que Daisy fala, gesticula e argumenta, Tim decide ajudá-la. Acabam a viver juntos, por conveniência, num modesto apartamento, onde misteriosos e intrigantes vizinhos os levam a experienciar situações que têm tanto de ridículo quanto de desnecessário.


Duas personagens totalmente dispares, sem nada em comum, numa mistura que, episódio após episódio, se vai tornando cada vez mais explosiva, revelando uma química improvável, entre dois seres que viviam distraidamente no seu próprio espaço. SPACED faz-se de rasgos, de motivações primárias de cada uma das personagens, que reinventam ocupações e problemas. SPACED representa uma nova geração que desperta, aos poucos, para os problemas de uma sociedade que se prepara para a viragem do século. Marcou a televisão britânica e, certamente, marcará o espectador que, tal como Tim e Daisy, experimentou uma revolução pessoal no fim dos anos 90.

MISSION: IMPOSSIBLE - GHOST PROTOCOL



Ethan Hunt (Tom Cruise) regressou ao grande ecrã, cinco anos depois da desilusão com o terceiro filme da saga, para demonstrar que está vivo e de muito boa saúde. Começo por vos informar que Missão Impossível é um filme, no meu entender, muito direccionado para o público-alvo, para o adepto do género, do conceito e da personagem. Não recomendaria este filme a uma pessoa que não tenha gostado de nenhum dos filmes anteriores porque, se há coisa que sabe bem em Ghost Protocol, é repararmos que, ao fim de tantos anos, Ethan Hunt e a sua equipa regressam às origens e satisfazem a nossa nostalgia pela acção impossível, pelas cenas impossíveis e pela história impossível.


Tudo no filme é irreal e até o mais acérrimo dos fans consegue aceitar e perceber isso. Mas, se nos deslocamos à sala para ver uma Missão Impossível, sabemos para o que vamos e sabemos aquilo que esperamos. E é partindo desta ideia basilar, que fomenta o filme e as personagens, que nascem algumas incongruências e algumas debilidades que fragilizam o filme e que levam um apreciador de cinema a ficar de pé atrás, relutante em aceitá-lo como um filme bem conseguido. Se partir do princípio que Ghost Protocol é um filme do vale tudo, então aceito que a cabeçada monumental que Ethan Hunt dá contra a estrutura do edifício Burj Khalifa (numa das cenas mais intensas e bem conseguidas de todo o filme) não lhe cause um único arranhão. Se quiser analisá-lo de um ponto de vista racional, lógico e puramente cinematográfico (algo que penso ser desadequado), então temos aqui um filme bem conseguido que acaba, as espaços, por ser manchado por alguns erros clamorosos no que toca a segurança e razoabilidade das situações.


Quanto à história, se o leitor tiver visto algum dos filmes anteriores facilmente percebe que, sendo Ghost Protocol (e nisso, honra lhe seja feita) um filme que satisfaz por completo os fans do conceito inicial e regressa às origens do grande sucesso dos primeiros dois filmes, Tom Cruise e a sua equipa (Simon Pegg, William Brandt e Jane Carter) participam num filme carregado de cenas de acção, que se baseia nas sempre intrigantes teorias da conspiração, que motivam não só os personagens, como o espectador, a viver com intensidade as cenas que se desenrolam até ao clímax de toda a novela.

Nota Final:
C+


Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Brad Bird.
Argumento: Josh Appelbaum e André Nemec.
Ano: 2011.
Duração: 133 minutos.

PAUL (2011)


A história de um extra-terrestre que tenta escapar ao governo norte-americano após 60 anos de prisão, onde se viu forçado a conduzir muitas das experiências revolucionárias da nossa civilização, é uma monotonia desgraçada. Não é mau, nem bom. É aborrecido. Safam-se algumas piadas de Paul, na voz de Seth Rogen, que é penosamente acompanhado na sua epopeia por Simon Pegg e Nick Frost.


Foi esta dupla e Greg Mottola (realizador de Superbad) o motivo pelo qual me dispus a ver este filme. Desiludiram-me. Como já o escrevi, Paul é aborrecido de tão previsível que se torna. Este vai directo para uma super-estreia de domingo à tarde num dos canais generalistas.

Nota Final:
D+


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Greg Mottola
Argumento:
Simon Pegg e Nick Frost
Ano:
2011
Duração:
104 minutos