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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

DOG DAY AFTERNOON (1975)



Um óptimo filme. Óptimo argumento, com diálogos muito bem escritos e momentos muito bem desenhados. Enorme interpretação de Al Pacino, que dá um brilho completamente diferente a um filme já de si muito bom. É daqueles filmes que precisa de um grande actor para se tornar inesquecível. Imaginar Dog Day Afternoon sem Al Pacino é como imaginar One Flew Over the Cuckoo's Nest sem Jack Nicholson ou Taxi Driver sem Robert De Niro. São interpretações assim que transformam o cinema numa arte tão bela. Existir alguém capaz de encarnar e reproduzir toda a angústia de um acto falhado, o desespero de um final imprevisível e inesperado, todas as emoções resultantes da atitude corajosa de um homem que se vê perdido à beira de um precipício. Tudo isso permite que Dog Day Afternoon se transforme num filme viciante, que se vê com imenso prazer.


Sonny Wortzik (Al Pacino), desesperado por dinheiro, decide assaltar um banco. Sem grande preparação, sem o sangue frio de um assaltante treinado e experiente, junta-se como seu companheiro Sal (John Cazale) e iniciam o assalto sem saberem muito bem o que estão a fazer nem o que esperar. Após os primeiros momentos de tensão, Sonny acalma todos os funcionários (a grande maioria mulheres histéricas) e compromete-se a não magoar ninguém. A adrenalina dos primeiros momentos do assalto acaba por dar lugar a uma enorme frustração quando percebe que o cofre se encontra praticamente vazio com pouco mais de mil dólares. Ainda Sonny não se encontrava recuperado deste choque, já o telefone tocava e Sonny se via cercado por centenas de forças policiais e a necessidade de iniciar as negociações com a polícia. A partir daqui somos brindados com um espectáculo de representação, em que Al Pacino demonstra o porquê de ser um dos maiores monstros do cinema.


Nota Final:
A-



Trailer:




Informação Adicional:

Realização: Sidney Lumet
Argumento:
Frank Pierson
Ano:
1975
Duração:
125 minutos

Frases Inesquecíveis do Cinema


"I'm mad as hell, and I'm not going to take this anymore!"




Howard Beale (Peter Finch), "Network" (1976)



Uma das minhas interpretações favoritas de sempre (num dos meus filmes favoritos), uma das frases mais imortais e inesquecíveis do cinema, uma das minhas citações preferidas (que até uso frequentemente) e uma cena brilhantemente inspirada, completada com estilo por esta belíssima frase, proferida na perfeição por Peter Finch / Howard Beale. Vejam o vídeo - e se nunca viram "Network", é altura de verem:

12 ANGRY MEN (1957)


Um dos meus filmes favoritos.
Grande película de Sidney Lumet que conta com um grande Henry Fonda. A ideia do filme explica-se em poucas palavras:
Um jovem é acusado de ter assassinado o Pai. O caso é levado a tribunal e, após ser exposto aos 12 jurados, estes reunem para decidir se o rapaz é culpado ou inocente. Um rapaz sem grandes posses, indefeso, sem um advogado digno está condenado à prisão.


No entanto, na sala dos jurados encontra-se Henry Fonda, a principio, o unico que defende a inocência do garoto. A discussão começa com 1 a favor da inocência do rapaz e 11 contra. É aí que a "acção" do filme começa e somos transportados para uma dimensão independente do filme, construída a partir da conversa entre os Jurados.
É um filme em que o próprio espectador imagina como terá sido a morte, cria o filme e se deixa convencer (naturalmente) pelos argumentos de Henry Fonda acabando por se sentir no papel de um dos outros 11 jurados.
Sem dúvida, um dos grandes filmes da história do cinema.

Nota Final: A (10)

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Sidney Lumet
Argumento: Reginald Rose
Duração: 96 minutos
Ano: 1957