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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

SUBMARINE (2010)



"Most people think of themselves as individuals. That there's no one on the planet like them. This thought motivates them to get out of bed, eat food and walk around like nothing's wrong."

Oliver Tate (Craig Roberts) é o típico jovem adolescente em plena crise existencial. Os seus pais passam uma fase menos feliz e, por mais que se esforce, não consegue criar amizade com os seus colegas. Sem actividades extra-escolares, fechado no seu quarto numa casa isolada, Oliver tem demasiado tempo para pensar. É um jovem culto e interessante. Sofre, no entanto, de um trágico mal: a sua infeliz capacidade de prever e idealizar aquilo que lhe irá acontecer, leva-o a um constante tormento e sofrimento, apenas atenuado pelos problemas dos seus pais, que sente serem superiores e mais relevantes que os seus.


Decide, certo dia, aproximar-se de Jordana Bevan (Yasmin Paige), uma jovem rebelde que é sua colega. Decide que, para a conseguir conquistar, terá que se adaptar ao seu estilo de vida, à sua forma de pensar, para depois a poder incentivar a mudar. De forma algo surpreendente, o jeito inocente e desajeitado de Oliver consegue conquistar a confiança de Jordana que o aceita como seu namorado e companheiro. Após os primeiros quinze dias de uma relação que Oliver descreve como "an atavistic, glorious fortnight of lovemakin'", os problemas dos seus pais (acentuados pela aproximação de Graham Purvis, vizinho da família e o primeiro grande amor da sua mãe) e a grave doença da mãe de Jordana, obrigam Oliver a descalçar um par de botas especialmente delicado.


Richard Ayoade saiu-se bem na sua estreia como realizador. Acertou em cheio na banda-sonora ao convidar Alex Turner, que aplicou todo o seu génio na criação de músicas que alicerçam um filme que por si só já se encontra bastante bem editado e organizado. Acertou em cheio no leque de actores que escolheu: Craig Roberts poder-se-á tornar num caso bastante especial no futuro do cinema inglês, ao qual se junta Noah Taylor (pai de Oliver) que encarna uma personagem profundamente soturna, solitária e depressiva, onde o simples olhar transmite uma mágoa assustadora. Por fim, Ayoade acertou em cheio no argumento. A sua adaptação da obra de Joe Dunthorne e a forma astuta e arrojada com que a transportou para o cinema, poderão, facilmente, transformar Submarine num dos filmes de culto da nova geração. Veremos o que o futuro reserva a Ayoade.

Nota Final:
B+



Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Richard Ayoade
Argumento: Joe Dunthorne (original) e Richard Ayoade (adaptação)
Ano:
2010
Duração:
97 minutos