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DIAL P FOR POPCORN

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Revisão da Década e Top Filme: Biográficos (2000-2009)

E hoje é domingo, portanto dia de mais um Top Filme. 

Aproveitando a onda e uma vez que ainda andamos em revisão de temporada e de década - e já que ainda há uns tempos falámos disto no nosso grupo do Facebook, cá vai a minha lista com os meus dez filmes biográficos favoritos.

Menção Honrosa:
PERSEPOLIS (2007)
Só porque é autobiográfico, não propriamente biográfico. Uma obra fascinante.


#10:


MARIE ANTOINETTE (2005)
O filme menos amado de Sofia Coppola. Possivelmente, no entanto, o mais atrevido e original.


#9:


MAR ADENTRO (2004)
Uma lição de vida para todo o sempre. Uma luta que nos serve de exemplo.


#8:


THE AVIATOR (2004)
Aquele que muitos consideram ser o melhor filme de Martin Scorcese em mais de uma década.


#7:


 CONTROL (2007)
Sam Riley mergulha fundo na personalidade, no físico e no talento puro que é Ian Curtis.


#6:


BRIGHT STAR (2009)
Despercebido ou desprezado, um romance belíssimo pela mão da mestre Jane Campion.


#5:
 

KINSEY (2004)
Liam Neeson, Laura Linney e Peter Sarsgaard em topo de forma. Alfred Kinsey nunca pareceu tão interessante.


#4:



INTO THE WILD (2007)
Um filme que não deixa ninguém indiferente.


#3:


HUNGER (2008)
Depressivo mas reflexivo, um filme que nos marca.


#2: 


MILK (2008)
Irrepreensivelmente filmado, realizado, editado, extraordinariamente actual e pertinente.


#1:


THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD (2007)
Uma eulogia lindíssima, uma dedicatória fabulosa a um dos maiores fora-da-lei do seu tempo.



E para vocês, quais são os melhores filmes biográficos da década?

Revisão da Década e Top Filme: Musicais (2000-2009)


Partindo de uma conversa tida há dias no grupo de Bloggers, saiu-me este top, que assim aproveito para retomar uma das velhas rubricas do Dial P For Popcorn, o TOP FILME e para comemorar a estreia de "Burlesque" nas salas nacionais (crítica há-de vir mais tarde, em formato rápido). Ainda dizer que o crédito da ideia tem que ser dado ao André Marques (Blockbusters).

Deixo-vos então ficar com a minha lista dos melhores musicais da década passada. Para aumentar a discussão, só colocarei a minha opinião sobre cada um deles mais tarde.

Avisar também que peguei em filmes musicais, não apenas em musicais no próprio sentido da palavra. Faz-me mais sentido assim.


#10 (empate):


#9:


#8:


#7:


#6:


#5:


#4:


#3:



#2:



#1:



Espero que deixem cá ficar a vossa opinião, a vossa lista e o que pensam da minha. Gostaria imenso de obter várias impressões.

Revisão da Década: Melhores Actores da Década (2000-2009)

Estes três artigos seguidos fazem parte da minha Revisão da Década em Cinema, que comecei no meu antigo blogue "O Mundo Está Perdido" e retomei aqui no "Dial P For Popcorn". Por uma questão meramente prática, decidi passá-los para este blogue também e deste modo reabrir esta discussão.

Agora, vamos aos actores. Optei por só escolher 50 - e esteve difícil de reduzir! Todavia, lá consegui. Como não atino bem com a ordem (se fosse outro dia, muito provavelmente a ordem seria outra), vou colocar os nomes por ordem alfabética, tal como fiz com os filmes, só que desta vez deixo-vos no final com o meu top 10 de interpretações masculinas do século.

Avisar também que eu não distingo uma performance de um actor principal ou de um secundário. Se for boa o suficiente, mesmo sendo de um actor secundário, cá constará. A verde estão assinaladas as interpretações das fotos que acompanham a lista.


Aqui vão as minhas 50 interpretações masculinas preferidas esta década:



Adrien Brody, The Pianist
Andy Serkis, The Lord of the Rings: The Two Towers
Ben Kingsley, Sexy Beast
Bill Murray, Lost in Translation
Casey Affleck, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
Chris Cooper, Adaptation
Christian Bale, American Psycho
Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Colin Farrell,
In Bruges
Colin Firth, A Single Man



Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
David Strathairn, Good Night and Good Luck
Denzel Washington, Training Day
Ed Harris, Pollock
Ewan McGregor, Moulin Rouge!
Forrest Whitaker,
The Last King of Scotland
Gael García Bernal, Amores Perros



Gael García Bernal, La Mala Educación
George Clooney, Michael Clayton
George Clooney, Up in the Air
Heath Ledger, Brokeback Mountain
Heath Ledger, The Dark Knight
Hugh Jackman, The Fountain
Ian McKellen, The Lord of The Rings: Fellowship of the Ring
Jack Nicholson, About Schmidt
Jake Gylenhaal, Brokeback Mountain
Javier Bardem, Before Night Falls
Javier Bardem, No Country for Old Men
Jeff Bridges, Crazy Heart
Jeff Bridges,
The Door in the Floor
Jeff Daniels,
The Squid and The Whale



Jim Broadbent, Moulin Rouge!
Jim Carrey, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Joaquín Phoenix, Walk the Line
Johnny Depp, Pirates of the Caribbean: Curse of the Black Pearl
Jude Law, I Heart Huckabees
Mark Ruffalo, You Can Count on Me
Mathieu Amalric, The Diving Bell and the Butterfly
Michael Fassbender,
Hunger
Mickey Rourke, The Wrestler
Paul Giamatti, Sideways
Peter Sarsgaard,
Shattered Glass
Philip Seymour Hoffman,
The Savages
Richard Jenkins, The Visitor
Ryan Gosling, Half Nelson

Sean Penn, Milk
Sean Penn, Mystic River
Tom Wilkinson, In The Bedroom
Viggo Mortensen, A History of Violence
Viggo Mortensen, Eastern Promises





As minhas dez interpretações favoritas seriam (de notar que as primeiras 8 em princípio não mudam, as últimas duas são variáveis - dependem do dia):

1. Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
2. Gael García Bernal, La Mala Educación
3. Christian Bale, American Psycho
4. Heath Ledger, Brokeback Mountain
5. Mickey Rourke, The Wrestler
6. Chris Cooper, Adaptation
7. Viggo Mortensen, Eastern Promises
8. Sean Penn, Milk
9. Adrien Brody, The Pianist
10. Javier Bardem, No Country for Old Men



E para vocês, quais são as melhores interpretações masculinas da década?

 

Revisão da Década: Melhores Actrizes da Década (2000-2009)

Estes três artigos seguidos fazem parte da minha Revisão da Década em Cinema, que comecei no meu antigo blogue "O Mundo Está Perdido" e retomei aqui no "Dial P For Popcorn". Por uma questão meramente prática, decidi passá-los para este blogue também e deste modo reabrir esta discussão.


São 50 interpretações, também podem ser papéis secundários ou principais, o que interessa é a sua qualidade. A verde estão marcadas as interpretações que estão nas fotos.


Aqui vos deixo ficar as minhas 50 performances femininas preferidas desta década:



Amy Adams, Junebug
Anne Hathaway, Rachel Getting Married
Annette Bening, Being Julia
Audrey Tautou, Amélie
Björk, Dancer in the Dark
Carey Mulligan, An Education
Cate Blanchett, I’m Not There
Cate Blanchett, The Aviator
Diane Lane, Unfaithful
Ellen Burstyn, Requiem for a Dream
Evan Rachel Wood, Thirteen
Holly Hunter, Thirteen


Imelda Stauton, Vera Drake
Isabelle Huppert, The Piano Teacher
Joan Allen, The Upside of Anger
Judi Dench, Notes on a Scandal
Julia Roberts, Erin Brokovich


Julianne Moore, Far From Heaven
Julianne Moore, The Hours
Julie Christie, Away From Her
Julie Delpy, Before Sunset
Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Keira Knightley, Pride and Prejudice
Kristin Scott-Thomas, Il y a Longtemps que Je t’Aime
Laura Dern, Inland Empire


Laura Linney, The Savages
Laura Linney, You Can Count on Me
Maggie Gylenhaal, Sherrybaby
Maria Bello, A History of Violence
Melissa Leo, Frozen River
Meryl Streep, Adaptation

Meryl Streep, The Devil Wears Prada
Michelle Williams, Wendy and Lucy
Mo’Nique, Precious
Naomi Watts, Mulholland Dr.
Nicole Kidman, Birth
Nicole Kidman, Moulin Rouge!
Nicole Kidman, The Others
Patricia Clarkson, Far From Heaven
Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Penélope Cruz, Volver
Rachel Weisz, The Constant Gardener



Reese Witherspoon, Walk the Line
Sally Hawkins, Happy-Go-Lucky
Samantha Morton, Movern Callar
Tilda Swinton, Julia
Tilda Swinton, Michael Clayton




Uma Thurman, Kill Bill Vol.1 e 2
Virginia Madsen, Sideways



E as minhas 10 favoritas interpretações são (destas 10, 5-8 são sólidas e não mudam, em princípio; as últimas duas/três são as que estão mais sujeitas a variações, ):

1. Julianne Moore, Far From Heaven
2. Nicole Kidman, Moulin Rouge!
3. Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
4. Meryl Streep, The Devil Wears Prada
5. Uma Thurman, Kill Bill Vol. 1 e 2
6. Tilda Swinton, Julia
7. Isabelle Huppert, The Piano Teacher
8. Björk, Dancer in the Dark
9. Imelda Stauton, Vera Drake
10. Naomi Watts, Mulholland Dr.



E para vocês, quais são as melhores interpretações femininas da década?

Revisão da Década: Melhores Bandas Sonoras (Parte 2)

E cá temos então a Parte 2 (do #12 ao #1):

12. Gustavo Santaolalla, "Brokeback Mountain" (também por "Los Diarios de Motocicleta")


Continuo a achar inacreditável como Santaolalla deixou uma impressão tão marcada no panorama musical do cinema em tão pouco tempo (bastou 2004-2006). O compositor alia o evocativo, o exótico, o sonoro, o estonteante com a pacatez, a paz, a subtileza e o contemplativo tão bem que não é difícil de perceber como conseguiu 2 nomeações e 2 vitórias nos Óscares.




11. Thomas Newman, "Wall-E" (também por "Angels in America")



É um deleitoso prazer ouvir esta banda sonora, porque é essencialmente Thomas Newman a divertir-se, coisa que não fazia desde provavelmente "American Beauty" (como é possível não ter ganho este Óscar?) Mantenho a minha opinião: "Define Dancing" é das melhores peças musicais não só da década, como de sempre. E há que juntar aqui um bónus: este é também o homem que compôs a música para "Angels in America", o mini-filme da HBO com enorme sucesso, baseado nas peças de Tony Kutchner. Angelical.




10. Jon Brion, "Eternal Sunshine of the Spotless Mind"


Não sei porque mas consigo mais facilmente associar esta banda sonora a um filme da Pixar do que à obra-prima de Michael Gondry. Possivelmente porque estas músicas, se ouvidas fora de contexto, parecem estar como pano de fundo da minha infância (certamente este sentimento ser-vos-á familiar; ouçam-na de olhos fechados e comprovem). Mas é de facto a este filme sobre uma trágica história de amor que ela pertence. E consegue fazer o impensável: fornecer-nos mais informações ainda que o belíssimo argumento de Kaufman. A música preenche-nos o subconsciente enquanto vemos o filme, fazendo com que a dada altura do filme as personagens nos pareçam tão familiares que sentimos com elas o que elas sentem. Ela faz-nos importar com eles. Mágica.




9. Michael Giacchino, "Up!" (também por "Ratatouille")


Qualquer uma das duas é extraordinária. Mas eu tinha que mencionar primeiro "Up!" porque o trecho "Married Life" e a cena no qual ele está inserido é das melhores cenas do cinema desta década. Tão frágil mas forte é a restante banda sonora que claramente merece menção aqui tão alto. E a banda sonora de "Ratatouille", tão parisiense, tão chique, tão sofisticada, tão diferente da de "Up!", realmente, também merece o seu devido destaque.




8. Michael Galasso, "In The Mood For Love"


Romântica, encantadora, evocativa e sedutora, a banda sonora criada por Galasso com valsas e solos de piano e violino prodigiosos, é vertiginosa, magnífica, simplesmente linda.




7. Dario Marianelli, "Atonement"


O ano de 2007 é justamente o ano com melhor música desta década, na minha opinião (como se verá, terei mais duas bandas sonoras deste ano acima desta) mas foi esta a escolha da Academia na hora de entregar o prémio. Dario Marianelli criou uma obra-prima que arrepia, que nos hipnotiza, que nos prende ao ecrã em cada momento, para assistir à queda do amor clássico de Robbie e Cecillia e ao profundo sofrimento interior de Briony. Espectacular.




6. Clint Mansell, "Requiem for a Dream"


Contém o tema mais utilizado de todos os tempos pelos mídia e pelas artes, mas mesmo assim a banda sonora de Mansell, francamente inventiva, para o clássico de Aronofsky é muito mais que isso. Minimalista e subtil, é certo, mas surpreendente e perturbante ao mesmo tempo. Fantástica.


5. Yann Tiersen, "Le Fabuleux Destin d'Amélie"


Se há banda sonora que mais me faça sonhar, ainda não encontrei. A proclamação de amor que a banda sonora de "Amélie" faz ao mundo é o perfeito par para o filme fabuloso de Jeunet, pois é leve, doce, graciosa, aérea, jubilante. Captura a magia de Paris e em simultâneo explora simultaneamente a dor de um coração partido e o idílico início de um amor.


4. Hans Zimmer e James Newton Howard, "The Dark Knight"


Esta banda sonora arrasta-se até muito depois do filme acabar. Persegue-nos. É provocadora, sombria, assustadora, complexa, explosiva. Sobe e desce nos momentos certos e estimula os nossos sentidos para o que estamos a experienciar na tela. Parece mesmo que enquanto no ecrã, perante os nosso próprios olhos, a interpretação magistral de Heath Ledger/The Joker espalhava anarquia no mundo de Gotham, Zimmer e Newton Howard faziam o mesmo perante os nossos ouvidos.


3. Alexandre Desplat, "Birth"


Já sei que falei dele mais abaixo, mas esta banda sonora dele é tão irrepreensivelmente perfeita que tinha de ser mencionada só por si. Elegante, vibrante, comovente, transcendente diria até, alia os temas do filme (morte e renascimento) de forma tão imaculadamente perfeita que não dá como não cedermos a esta banda sonora.

2. Jonny Greenwood, "There Will Be Blood"

Intemporal. É como vai ser considerado dentro de alguns anos este filme e a banda sonora que o acompanha. Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, realizou um trabalho portentoso, singular, inspirado, cheio de qualidade e providenciou um excelente acompanhamento para a trama muito low-brow e delicada que é "There Will Be Blood". Não há momento em que eu pense do filme que não me lembre do som da faixa "Future Markets".




1. Nick Cave e Warren Ellis, "The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford"


Inventiva, dolorosa, inolvidável, petrificante, de cortar a respiração. A banda sonora de Cave e Ellis para este filmeé um portento de subcontexto, pois reflecte tanta profundidade de sentimento e provoca tal emanação de estados emotivos que é impossível compreender toda a sua complexidade numa só audição. Requer múltiplas audições para apreciar cada som, cada batida, cada instrumento. Toca-nos no coração. Uma elegia, um triste lamento, uma última canção antes de perecer.



Revisão da Década: Melhores Bandas Sonoras (Parte 1)

Não é uma rubrica per se, até porque não sei se vou fazer mais do género - este post ainda vem na continuação da Revisão da Década que eu andava a fazer no antigo blogue, em que falei dos meus Melhores Filmes da Década (aqui), nos Melhores Actores (aqui) e Melhores Actrizes (aqui). Talvez ainda pegue em realizadores (se bem que estava a pensar falar deles na rubrica "Pessoas da Década". E até porque ainda não tinha falado de música aqui no blogue novo, decidi que era altura.

Aviso desde já também que nisto só entram Bandas Sonoras Originais (daí a exclusão de algumas como "The Boat That Rocked" e "(500) Days of Summer").

Então cá vão, por ordem ascendente, as minhas 25 bandas sonoras favoritas dos anos 2000.

Nesta parte 1, vamos do #25 ao #13:


25. Alexandre Desplat, "The Painted Veil" (também por "Fantastic Mr. Fox", que não consegui colocar aqui na lista)


Quieta e emotiva, delicada e penetrante, a banda sonora de Desplat para a obra-prima de encanto visual de John Curran é belíssima. E o solo de piano de Lang é absolutamente celestial.

   


25. Thomas Newman, "Revolutionary Road" (também por "Road to Perdition")

Trabalho inestimável nos dois casos, bastante parecido nalguns aspectos, mas no geral a impressão que fica é de excelência. Potente, tocante e melodramática o quanto baste.




23. Elliot Goldenthal, "Frida"


Fresca, leve e com bastante musicalidade, a banda sonora de Elliot Goldenthal, premiada com o Óscar em 2002, é de sonho.

   


22. Air, "The Virgin Suicides"


Sofia Coppola disse que desde sempre soube que queria esta banda sonora feita pelos Air. O soft rock retro da banda combinou na perfeição com o tom dramático subtil do filme.




21. Michael Brook e Eddie Vedder, "Into The Wild"


Se Eddie Vedder dá um toque de sofisticação especial à banda sonora com as suas canções originais, como "Society", é Michael Brook que lhe dá alma com o seu toque mais rural, mais rústico, mais rude.




20. Howard Shore, trilogia "Lord of The Rings"


Imperial. Monumental. Poderosa. Fortíssima. Digna dos filmes a que pertence.




19. Clint Mansell, "The Fountain"


Divinal é a palavra que se pretende. Clint Mansell é um visionário, tal como o realizador com quem mais colabora, Darren Aronofsky. E esta banda sonora, efervescente e lustruosa iguala a beleza transcendente que transparece no ecrã.




18. Nick Cave e Warren Ellis, "The Proposition" (também por "The Road")


Porque são ambos dois filmes de John Hilcoat, ambos sombrios, deprimentes e opressivos e porque a ambos a banda sonora de Cave e Ellis dá uma importante ajuda. São o complemento ideal para digerar algumas das cenas mais viscerais.




17. Terrence Blanchard, "25th Hour"


Uma banda sonora meditativa, que se eleva nos momentos-chave, acompanhando a nossa corrente de emoções, desde a irritação, a frustração, a impotência, o incómodo, a rendição e a pena.




16. Michael Andrews, "Me and You and Everyone We Know"


Dizer que esta banda sonora é um dos principais motivos por o filme ser tão acarinhado é pouco. A simbiose de instrumentos criada por Michael Andrews é sublime, com cor e graciosidade para dar e vender.




15. Alberto Iglesias, "Volver"


As bandas sonoras dos filmes de Almodovar devem saber acompanhar bem a forma de fazer filmes do realizador. A música serve para nos fazer interiorizar melhor cada fala, cada cena, cada momento. E se há filme em que o compositor serviu na perfeição os preceitos de Almodovar, é em "Volver". Iglesias, um longo colaborador de Almodovar, pega no complexo melodrama familiar que o realizador espanhol idealizou e contruiu a partir daí uma banda sonora intricada, detalhada, complexa, como o próprio Almodovar gostaria.




14. Phillip Glass, "The Fog of War" (também por "The Hours")


As partituras de Glass são sempre muito ricas, seja para assuntos mais vivos como para assuntos mais depressivos - a de "The Hours", singela, silenciosa, sepulcral por vezes, tão diferente desta. Agora falo desta banda sonora para um documentário que eu só vi inicialmente para ouvir a banda sonora dele. Banda sonora fascinante, viva, furiosa, raivosa, com múltiplos clímaxes, bastante poderosa.




13. Carter Burwell e Karen O, "Where The Wild Things Are"


Ainda acho hoje um roubo sacrilegioso esta banda sonora não ter tido uma nomeação. Incrível a força como junta a alegria e a fantasia das crianças com uma imagem mais pálida, mais triste do mundo dos adultos. Harmoniosa, melodiosa e vibrante, mas também leve e melancólica.