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DIAL P FOR POPCORN

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Quando a Academia acerta (IV)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.



Melhor Actor Secundário, 1972 | Joel Grey - "CABARET"

Perante uma categoria preenchida com grandes actores (entre eles Robert Duvall, Al Pacino e James Caan por "The Godfather"), foi refrescante ver o vibrante e extraordinário Joel Grey receber o Óscar pela sua inesquecível e inimitável interpretação do mestre de cerimónias em "Cabaret" (esta não seria a única surpresa que o filme conseguiria na cerimónia; também Bob Fosse - merecidamente - levaria o Óscar perante Francis Ford Coppola).

Provavelmente terá vencido porque Pacino e Duvall repartiram votos do contingente de "Godfather" mas ainda bem por isso: Grey merecia juntar o Óscar ao seu Tony (conseguido pelo mesmo papel na Broadway) e mais que isso Grey e Minnelli mereceram ambos os seus troféus - as suas interpretações, juntas, são o que dão alma ao filme.

Dois exemplos:





Quando a Academia acerta (III)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.


Adrien Brody | Vencedor, Melhor Actor 2002 - THE PIANIST

Ainda bem que a Academia não foi na cantiga dos outros prémios e optou por dar o Óscar à interpretação de uma carreira de Adrien Brody. O próprio Nicholson fez campanha contra si próprio ("About Schmidt") e foi pedindo em entrevistas que toda a gente votasse em Brody. A corrida estava ao rubro em início de 2003, com Nicholson e Day-Lewis na frente como claros favoritos (Nicholson levou o Globo de Ouro, Day-Lewis o SAG). Brody surgiu na reta final, com grande campanha do estúdio e de vários colegas - inclusive todos os companheiros de categoria - que fizeram questão de fazer campanha para Brody receber o Óscar. E Brody acabou por vencer, numa das maiores surpresas da cerimónia (a outra foi o Óscar de Melhor Realizador para Roman Polanski, esse que ninguém previu).

Quando a Academia acerta (II)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.



Juliette Binoche | Melhor Actriz Secundária 1997 | "The English Patient"

Uma vitória que poucos previam, porque quase toda a gente estava convencida que apesar de Binoche ter a melhor interpretação, seria Lauren Baccall ("The Mirror Has Two Faces") a receber o troféu, que funcionaria como celebração da sua fantástica carreira e contribuição magnífica para a sétima arte.

Na maior surpresa da noite, Binoche triunfou e a própria no discurso fez referência ao facto de também ela achar que Baccall iria vencer. De qualquer forma, a Academia tomou a melhor decisão e premiou uma actriz estrangeira de qualidade e talento inigualáveis, quando a sua carreira estava a crescer, por uma das suas melhores interpretações de sempre. Baccall continua sem um Óscar competitivo, infelizmente, mas ela merecia uma vitória melhor que essa estatueta pelo medíocre "The Mirror Has Two Faces".

Quando a Academia acerta (I)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.



Barbra Streisand | Melhor Actriz 1969 | "Funny Girl"

Uma revelação ao nível de Judy Garland em "A Star is Born" ou Liza Minnelli em "Cabaret". Uma interpretação eterna.