Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

THE IRON LADY (2011)


"It used to be about trying to do something. Now it's about trying to be someone."

Duvido que em 2011 exista alguma interpretação deste nível. Meryl Streep é, sem dúvidas, para muitos dos amantes do cinema, uma das mais carismáticas e completas actrizes da história do cinema. É difícil sair-se mal e é frequente vê-la a ser brilhante. Num mundo justo, esta seria a interpretação vencedora da estatueta dourada para Melhor Actriz. É arrebatador o seu trabalho.



Quanto ao filme, a história é outra. Saiu mal. A intenção foi a melhor (percebe-se isso, pela forma cuidada como se envolve a atmosfera à volta da personagem de Meryl Streep) mas não era assim que o filme deveria ter sido reproduzido. Está tudo errado infelizmente. Pegou-se numa Margaret Thatcher decadente, decrepita, senil e completamente acabada e, a espaços, foi-se reconstruíndo o seu passado, sem lógica e praticamente sem qualquer critério. Para os mais desatentos, The Iron Lady, um filme que tinha tudo para nos contar uma história apaixonante, inspiradora e emotiva, transforma-se num filme cansativo, pachorrento e maçador. Não existe o enorme sentimento de glória, confiança e carisma que se viu na mulher que liderou uma nação. Não é transmitida a sua verdadeira história, não é transmitido o carisma e a força desta mulher de ferro.



Foi pena terem entregue este projecto a Phyllida Lloyd. Margaret Thatcher, a Grã-Bertanha, a interpretação de Meryl Streep mereciam algo melhor. Algo muito melhor. Mereciam, pelo menos, um filme que acompanhasse a qualidade da interpretação da maior diva viva do cinema. Em The Iron Lady, há muita Meryl Streep para tão pouco cinema.


Nota Final:
D+



Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Phyllida Lloyd
Argumento: Abi Morgan
Ano: 2011
Duração: 105 minutos.