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DIAL P FOR POPCORN

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O CINEMA NUMA CENA - O MEU FILME FAVORITO

É com prazer que recupero uma das mais antigas crónicas deste blogue, esquecida pelo tempo, pelo trabalho e (admito) pela preguiça. Tentarei recuperá-la, aos poucos, elevando-a ao estatuto que o interesse e o valor dos momentos que incorpora merecem.


Quantos mais anos passam, desde a primeira vez que vi o filme, mais deliciado me sinto. Um prazer que repito sempre que posso. Tenho um devoção enorme pelo ambiente duro, desumano, cruel e desafiante de um mundo western que ficou para sempre imortalizado por Sergio Leone, o maior mestre deste género de cinema. Sei que cheguei ao ponto mais alto do meu cinema. Já aqui falei sobre ele, é verdade, mas apetece repetir-me. Apetece-me porque estamos perante uma obra-prima, sem igual, sem comparação, de uma dimensão universal, que se eternizou e que hoje continua a ser dos mais dramáticos, intensos e inebriantes filmes de que há memória.




Quem viu The Good, The Bad and The Ugly e não se arrepiou com este grandioso final? Quem não viveu intensamente aquele segundo em que os três protagonistas desta epopeia finalmente se reúnem para definir um futuro que tão desesperadamente procuraram? Esta é uma das mais marcantes cenas da história da sétima arte, algo que não tem comparação e que é imutável. Filmado por um génio, um afortunado da realização, com planos estrategicamente criados para nos transportar para a dimensão dramática da cena, que nos prende, agarra e aprisiona até ao último segundo, o fatal, o decisivo, em que o bem combate o mal e a acção atinge o seu clímax. É um momento inesquecível de cinema. É delicioso. Uma cena que é suportada por um drama magistral, em interpretações, realização, fotografia, banda-sonora. É perfeito. Tudo neste filme é perfeito. Tudo neste filme é cinema. Tudo neste filme é arte, do melhor, do mais brilhante que o alguma vez Homem fez. Se nunca o viu, corra. Veja-o. Você merece.


O Cinema Numa Cena


Parabéns pelo 51º aniversário, belíssima Daryl Hannah! Que mais gente encontre em ti o talento que Tarantino sabia teres escondido.



E não é por nada mas esta Elle Driver é, para mim, das interpretações secundárias mais impressionantes da década. E onde estava a Academia? Pois, a premiar isto.

Remember, remember, the 5th of November



"More than four hundred years ago a great citizen wished to embed the fifth of November forever in our memory. His hope was to remind the world that fairness, justice, and freedom are more than words, they are perspectives. So if you've seen nothing, if the crimes of this government remain unknown to you then I would suggest you allow the fifth of November to pass unmarked. But if you see what I see, if you feel as I feel, and if you would seek as I seek, then I ask you to stand beside me one year from tonight, outside the gates of Parliament, and together we shall give them a fifth of November that shall never, ever be forgot."

"V for Vendetta" (2006)


Especial Animação: O Cinema Numa Cena de THE LION KING

A acompanhar os sete artigos dos nossos convidados para a nossa Semana de Apreciação à Animação, vamos ter outros artigos especiais dedicados ao tema, que se debruçarão sobre diversos componentes que fazem da animação dos géneros mais excitantes do cinema contemporâneo. Estando a semana terminar, falta-nos dedicar alguns artigos a esse grande estúdio de animação e aos fantásticos filmes que nos proporcionaram. 

Como sabem já, "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar uma cena fora-de-série que englobe algo que nos extasie, que nos fascine e que nos faça amar ainda mais o filme. Há duas cenas em particular em filmes da Disney que gostaria especialmente de abordar. Esta é a primeira.


Seja pela magnanimidade da situação, pela perfeita união de música, desenho e poderio visual ou pela beleza da paisagem e da dedicação ao detalhe, esta cena de "The Lion King" é icónica. Uma cena que transcende o ecrã, um momento único de cinema, uma experiência fortíssima e tudo isto logo a abrir um filme. Que o filme pegue neste prólogo fabuloso e construa a partir daí - nunca perdendo a qualidade que este início portentoso estabelece - diz muito do nível desta animação da Disney. O ponto alto da nova vaga da Disney (a Disney Renaissance), "The Lion King" pode não ter sido nomeado para Melhor Filme como "Beauty & the Beast"; contudo, é sem dúvida o filme mais indelével e irreverente da história dos estúdios de Walt Disney.



Especial Animação: O Cinema Numa Cena de WALL-E

A acompanhar os sete artigos dos nossos convidados para a nossa Semana de Apreciação à Animação, vamos ter outros artigos especiais dedicados ao tema, que se debruçarão sobre diversos componentes que fazem da animação dos géneros mais excitantes do cinema contemporâneo. Hoje, como começámos por "Monsters, Inc." e pelos estúdios Pixar, vamos ter alguns artigos dedicados a esse grande estúdio de animação e aos fantásticos filmes que nos proporcionaram. 

Como sabem já, "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar uma cena fora-de-série que englobe algo que nos extasie, que nos fascine e que nos faça amar ainda mais o filme.



Não faço segredo, como sabem, da minha profunda e irremediável admiração por "Wall-E", aquele que é invariavelmente considerado o maior feito cinematográfico da Pixar, a par da trilogia Toy Story. Muito haveria a dizer sobre vários dos pormenores que compõe o brilho de "Wall-E" e que o tornam uma animação tão especial, desde a caracterização riquíssima por detrás dos dois protagonistas, Wall-E e Eve, que mesmo sem falarem conseguem passar aos espectador um espectro emocional bastante alargado, passando pela cuidada direcção artística e consistente fotografia, que nos proporcionam momentos de beleza absoluta, pela banda sonora sublime de Thomas Newman e terminando no argumento e na realização de mestria do enorme Andrew Stanton.

De qualquer forma, só podia escolher uma coisa a que me dedicar e decidi-me pela simplicidade: através da sequência definitiva do filme, 'Define Dancing', o espectador pode ver o culminar de todas estas partes acima mencionadas a trabalhar para o mesmo fim: a sumptuosa música de Newman, a belíssima fotografia e moderna direcção artística e os dois curiosos protagonistas todos reunidos para elevar o nível desta cena e torná-la, diria mesmo, icónica. Esta cena poderia servir de exemplo para qualquer aprendiz ou estudante de animação sobre como atingir todos os pontos certos em termos de emotividade e espectáculo e saber aproveitar o que cada um dos contribuintes tem de melhor.

É brilhante, é soberba, é maravilhosa. É o pináculo daquilo que a Pixar sabe fazer de melhor. É mais uma amostra da qualidade de Andrew Stanton tanto como contador de histórias como um verdadeiro visionário.



O Cinema Numa Cena


Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme. 



Depois das últimas edições desta rubrica termos voltado à década passada, eis que damos um passo atrás e caminhamos para os anos 80, para um dos meus filmes favoritos de sempre e, para mim, um dos cinco melhores que Woody Allen já fez - e que por acaso celebrou o seu 25º aniversário esta semana: "Hannah and Her Sisters", que além de ter uma excelente direcção - e um excelente argumento - do próprio Woody Allen, tem um elenco a funcionar no topo da sua forma, com Allen a conseguir três magníficas interpretações das suas protagonistas - e para mim, indubitavelmente, a sua melhor prestação de sempre.

Prova disso:



Nunca a sua neurose teve tanta piada.



Frases Inesquecíveis do Cinema


"I'm mad as hell, and I'm not going to take this anymore!"




Howard Beale (Peter Finch), "Network" (1976)



Uma das minhas interpretações favoritas de sempre (num dos meus filmes favoritos), uma das frases mais imortais e inesquecíveis do cinema, uma das minhas citações preferidas (que até uso frequentemente) e uma cena brilhantemente inspirada, completada com estilo por esta belíssima frase, proferida na perfeição por Peter Finch / Howard Beale. Vejam o vídeo - e se nunca viram "Network", é altura de verem:

O Cinema Numa Cena

Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme.


Começo por vos dizer que não vi "... And Justice For All". Vou ver, em breve, mas não resisti não vos deixar aqui esta cena. A emoção que Al Pacino transmite durante o seu discurso é tão intensa e marcante que, no meu ignorante conhecimento sobre a área do Direito, deveria ser obrigatório para qualquer aspirante a advogado.


Quem me apresentou esta cena, explicou-me que Al Pacino é, em "...And Justice For All", um advogado carismático que tem que defender um Juiz que, assumidamente, violou e abusou de uma jovem rapariga.

Não há muito mais para dizer. A cena, fala por ela própria. Fantástica!

O Cinema Numa Cena


Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme. 

Da última vez que fizemos esta rubrica, pegámos numa cena não para avaliar as interpretações como tem sido costume, mas para demonstrar o brilhante trabalho dos técnicos, em comunhão com o realizador.

Desta vez, voltamos a pegar numa cena dessas. "The Hours", o filme de 2002 de Stephen Daldry com Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep nos principais papéis, fecha em grande, muito graças à brilhante cena final que compõe tudo aquilo que há de bom no filme: a sublime banda sonora de Philip Glass, a tríade de actrizes a interporem-se (o efeito dual e trial da história é o ponto alto tanto do livro como da película) e as últimas palavras de Virginia Woolf (da excelente escrita de David Hare):

"Always the years between us, always the years. Always the love. Always... the hours."


 


O filme nunca chega, infelizmente, a igualar a qualidade deste final.


O Cinema Numa Cena

De regresso está uma das rubricas semanais mais queridas aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme.

E uma vez que estamos em época de balanços, aproveito esta rubrica para fazer a minha homenagem àquele que foi o meu filme favorito de entre os nomeados para os Oscars de 2010, naquela que foi também para mim uma das grandes surpresas do ano.


Em "A Single Man" Colin Firth deixou-me rendido ao seu talento. Julianne Moore confirmou que é excelente no papel de "slut". E Tom Ford fez-me sentir, do início ao fim do filme, que eu estava numa dimensão gloriosa, onde o espaço, as formas, os enquadramentos, as combinações, tudo estava devidamente pensado e desenhado.

Podemos achar que "A Single Man" conta uma história simples e barata. No entanto, há mil e uma maneiras de contar uma história, e Tom Ford contou-a da melhor forma possível, merecendo por isso todo o meu crédito. Saí da sala de cinema feliz e totalmente deliciado com o que acabara de ver.


De entre as cenas fantásticas do filme, esta que escolhi demonstra bem as capacidades de Tom Ford em escolher o requinte. Tanto as músicas, como a dança de Firth e Moore (que repito, estão soberbos neste filme!), como a própria disposição e organização da sala, tudo está magistralmente pensado e criado com muito bom gosto.

Deixando-me de palavras, aqui fica um dos melhores momentos de "A Single Man":