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DIAL P FOR POPCORN

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Tina e Amy juntam forças para os Globos


Depois de Seth MacFarlane anunciado para apresentar os Óscares, eis que os Globos de Ouro respondem à altura: Tina Fey (o génio por detrás de "30 Rock" e "Mean Girls") e Amy Poehler (a brilhante comediante protagonista de uma das melhores comédias em televisão, "Parks & Recreation") juntam forças para apresentar a próxima cerimónia dos Globos de Ouro, sucedendo a Ricky Gervais que no início deste ano repetiu o trabalho que tanta polémica lhe trouxe em 2011.


Prova de que esta parece uma decisão acertada? Tina Fey é uma argumentista de topo, com provas dadas em comédia de televisão e com um humor bastante incisivo mas saudável, que fica bem aos olhos das estrelas e grupos da indústria cinematográfica e televisiva que comparecerão ao evento. Saberá manter a comédia ligeira mas com um travo desafiador. Amy Poehler, com a enorme química que tem com Fey (ver aqui, por exemplo) saberá complementar a escrita e o estilo da amiga. Mais provas que Tina Fey é a escolha certa (como venho dizendo há anos)? Ver as suas intervenções nas mais recentes cerimónias de Emmys, Globos de Ouro e Óscares - seja com Steve Carell, Robert Downey, Jr, Jon Hamm (por duas vezes!) ou com Julia Louis-Dreyfus, Tina Fey foi sempre um deleite.

A cerimónia dos Globos de Ouro terá lugar a 13 de Janeiro, transmitida como habitualmente pela NBC. Chegará cá a Portugal, também como de costume, através dos canais AXN.

[DESTAQUE] "THE NEWSROOM", Aaron Sorkin de volta à televisão


Aaron Sorkin ("Moneyball", "A Few Good Men", "The Social Network"), criador das séries televisivas "The West Wing", "Sports Night" e "Studio 60 on the Sunset Strip", de volta ao pequeno ecrã - à HBO - com "THE NEWSROOM", que conta no seu elenco com Jeff Daniels, Emily Mortimer, Alison Pill, Dev Patel, John Gallagher, Jr., Olivia Munn, Chris Messina, Thomas Sadoski, Sam Waterston e Jane Fonda. Estreia no Verão de 2012. Que mais precisam de saber? Marquem já no calendário. Imperdível.

Vale a pena ver, quem ainda não viu


Vencedor de dois BAFTA a semana passada (Melhor Documentário e Melhor Edição), "SENNA", o filme de Asif Kapadia sobre o extraordinário piloto de Formula 1 Ayrton Senna, já analisado cá no DPFP (aqui), que tem corrido todo o mundo para grande aclamação crítica, chega agora à televisão portuguesa, para que o possa apreciar no belo conforto do seu lar.


29 de Fevereiro, 22.30, TV Cine 4. Eu vou voltar a ver. E vocês?
 

ÓSCARES 2011: Em preparação


Como eu pareço andar sempre atrasado, faltaram-me divulgar mais dois vídeos disponibilizados pela ABC e pela Academia para promoção da cerimónia de hoje. O primeiro é a dura batalha de Hathaway com o teleponto...


E o segundo envolve uma disputa taco-a-taco entre Hathaway e Franco para ver quem se preparou e treinou melhor para apresentar a cerimónia:



Entretanto, o Deadline conseguiu também arruinar parcialmente algumas expectativas que eu tinha, revelando quase todo o plano do espectáculo de mais logo, incluindo quem apresenta o quê e que transições cénicas vão surgir. Se não querem ser surpreendidos e pretendem descobrir já algumas coisas, podem consultar aqui o roteiro do espectáculo praticamente integral ou então aqui a mesma hiperligação, mas traduzida para português pelos caros colegas do Pipoca Moderna. Resultado disto tudo: a Academia baniu a Deadline da cobertura dos Óscares, proibindo a passagem dos seus jornalistas e retirando os seus passes de imprensa.

 
A única informação que eu vos queria dar a vocês, fiéis seguidores da corrida como eu (imagino), é que os primeiros prémios apresentados de início (por Tom Hanks) serão Melhor Direcção Artística e Melhor Fotografia, que darão logo para ver a força de "The King's Speech", que é considerado o favorito a vencer o primeiro e uma forte possibilidade no segundo, que deve (esperemos) ir para Pfister ou Deakins. Se Cohen conseguir esse também, pois bem meus caros, contem com uma dezena de estatuetas para a coqueluche britânica. 

A outra informação que entretanto foi veiculada e validada por membros anónimos da direcção da Academia (o Board of Governors) diz respeito ao formato de apresentação das quatro categorias de actores: afinal a cerimónia a que se referiam não é a de 1970, mas uma dos anos 70, especificamente a de 1979 - na qual os nomeados eram apresentados através de uma espécie de flashback da sua carreira, com antigos trabalhos a surgirem no ecrã e assim prestando homenagem a toda a carreira do actor, mostrando que muitas vezes as nomeações são fruto disso mesmo - da carreira e não do papel (fonte: In Contention).


Agora deixo-vos a palavra: que tal estas mudanças e estas informações? E quais as vossas expectativas para logo? Quero saber tudo.




O ramo Musical da Academia e as Bandas Sonoras




Como já saberão por esta altura, as bandas sonoras originais de "Black Swan" (Clint Mansell), de "The Fighter" (Michael Brooks), de "The Kids Are All Right" e de "True Grit" (ambas de Carter Burwell) foram desqualificadas da corrida ao Óscar de Melhor Banda Sonora Original e teme-se que o mesmo ainda possa suceder com "Inception" (Hans Zimmer), o favorito da corrida e "The Social Network" (Trent Reznor & Atticus Ross).
 

Supostamente, a primeira foi desqualificada por uso excessivo das composições de Tchaikovsky para "Swan Lake", a segunda e a terceira por terem demasiadas canções não-originais e a última por se basear em hinos protestantes. Curioso é que Alexandre Desplat não tenha visto a sua banda sonora para "The King's Speech" desqualificada, quando o seu conteúdo é um reaproveitamento dos concertos para piano de Beethoven.

Isto leva-me à minha primeira pergunta: como é que a Academia acha possível que estas regras do ramo Musical ainda sejam válidas? Segundo a Academia,

"An original score is a substantial body of music that serves as original dramatic underscoring and is written specifically for the motion picture by the submitting composer."

Tudo bem. Mas então alguém que me explique como é que um filme que gira em torno do espectáculo de ballet para o qual Tchaikovsky escreveu "Swan Lake" não use as suas composições? É incrivelmente estúpido. Nem é por Mansell ser candidato de peso (que não o seria de qualquer forma; e o seu trabalho em "Black Swan" nem sequer é dos seus melhores), é pela injustiça de como o ramo Musical analisa esta categoria.

 

Outros casos recentes que me lembre que foram desqualificados: em 2007, a banda sonora de Johnny Greenwood, de longe uma das melhores da década, foi desqualificada por uso excessivo de música que ele não tinha escrito de propósito para o filme. Como se um artista agora fosse só profílico quando está sob contrato. Em 2008, a banda sonora de "The Dark Knight", tal como em 2005 a de "Batman Begins", foram arrumadas da corrida porque  Zimmer e Newton Howard, os responsáveis pelas bandas sonoras, detinham menos de 70% das composições. A decisão foi revogada em 2008, mas a banda sonora foi de qualquer forma ignorada. 

Outra situação curiosa ocorreu o ano passado, com a nomeação de Alexandre Desplat por "Fantastic Mr. Fox" (merecidíssima, apesar de tudo).  Menos de 70% das composições são dele, contudo a banda sonora foi elegível e foi nomeada. Por outro lado, a banda sonora de Karen-O e Carter Burwell para "Where The Wild Things Are", numa situação similar, foi arrumada.


E poderíamos continuar noite dentro a dar este tipo de exemplos. Caso para dizer: o ramo musical da Academia é no mínimo... controverso.

E nem peguemos na categoria de Melhor Canção Original e na regra dos 8,25 de pontuação que me volto a lembrar de 2008 ("O'Saya" é nomeado, "The Wrestler", o favorito, nem isso consegue) e fico doente.

Isto faz-nos perguntar, de facto, se não valerá de novo a pena voltar a fazer renascer a categoria de Melhor Banda Sonora Não-Original - a tal categoria que veio substituir, em conjunto com a Melhor Banda Sonora Original, as agora extintas Melhor Banda Sonora - Dramática e Melhor Banda Sonora - Comédia/Musical.


Bem, com este redesenho da corrida, é provável que esta categoria vá ser um verdadeiro desapontamento este ano, tendo em conta o material potencial e os nomeados que vão provavelmente aparecer no boletim de voto.

Neste momento, eu diria que Reznor e Ross, não sendo eliminados da corrida,  têm grandes possibilidades de ser nomeados (o que, há dois/três meses atrás, dir-se-ia impensável). Juntamente com Zimmer e Desplat (por "The King's Speech"), que devem estar seguros nas suas posições.

Depois temos vários candidatos aos dois últimos lugares, alguns deles terríveis, outros deles brilhantes (mas quase impossíveis de ver concretizados):


PREVISÃO - MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL:

Seguros:
Hans Zimmer, INCEPTION
Alexandre Desplat, THE KING'S SPEECH

Prováveis:
Trent Reznor & Atticus Ross, THE SOCIAL NETWORK

Possibilidades Fortes:
A.R. Rahman, 127 HOURS
Rachel Portman, NEVER LET ME GO
Danny Elfman, ALICE IN WONDERLAND
John Powell, HOW TO TRAIN YOUR DRAGON
Alexandre Desplat, THE GHOST WRITER

Improváveis:
Daft Punk, TRON: LEGACY
Alexandre Desplat, HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS, PART 1
James Newton Howard, THE LAST AIRBENDER
Elliot Goldenthal, THE TEMPEST
Jan Kaczmarek, GET LOW
Sylvain Chomet, L'ILLUSIONISTE
Michael Giacchino, LET ME IN
Gustavo Santaolalla, BIUTIFUL


Adorava que a Academia estivesse em dia inspirado e lhe saísse um THE GHOST WRITER e um HOW TO TRAIN YOUR DRAGON. Já nem digo TRON: LEGACY porque isso é (quase) impossível. Infelizmente, acho que o combo Portman/Elfman/Rahman é demasiado irresistível para recusarem e portanto dois deles voltarão ao Kodak Theatre.


Enfim. E agora perguntarem-me: quais os teus nomeados, se pudesses escolher?
Bem... Como toda a gente sabe, eu sou fanático por bandas sonoras. Mesmo. Fanático.  E escolher cinco nomeados é muito complicado. Nos meus prémios eu tenho dez. Cinco originais e cinco não-originais (adaptadas, se quiserem). Todavia, como este artigo já está grandito e eu ainda quero falar um pouco sobre isto, vou continuar este tópico noutra vez, contribuindo (ainda mais) para a proliferação musical que este blogue tem experienciado nos últimos dias.