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DIAL P FOR POPCORN

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KINGSMAN, um filme-pipoca de Matthew Vaughn

Isto não é a última coca-cola do deserto. O argumento não é novo. Não vai ser o filme das vossas vidas. MAS. A verdade é que Kingsman é um filme bem disposto, daqueles humildes e despretensiosos pedaços de arte que nasceu para ser visto com um saco de pipocas e um copo de refrigerante.

 

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É de filmes destes que (também) se faz a vida de um amante do cinema. Há cenas em Kingsman absolutamente hilariantes, de "levantar o estádio", em que a câmara não pára. Em boa verdade, é relativamente fácil apresentar meia duzia de (válidos) argumentos para criticar, rebaixar e humilhar Kingsman. Não tem a profundidade, não tem o rasgo, não tem a prosa. Basta ter nascido na década de 70-80 e ter papado tudo o que já se fez de filmes pós-apocalíticos/super-heróis/mentes-brilhantes/garotos-predestinados, um pouco de comichão no nariz e uma má digestão para se deitar fora este super bem disposto Kingsman.

 

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História simples. Serviços secretos, garoto da classe baixa órfão de pai, plano para destruir a humanidade, Samuel L. Jackson como vilão, Colin Firth como gentleman, Taron Egerton como futuro sex symbol inglês. Agora só falta um pouco de boa vontade e um serão sem grandes preocupações. O resto Kingsman faz.

X-MEN: FIRST CLASS (2011)



Desde sempre fui um apreciador de X-Men. Por isso mesmo, não consegui resistir a mais um filme sobre mutantes. Mas não foi só por isso que peguei nesta que poderá vir a ser uma das mais bem sucedidas sequências de filmes da Marvel. Matthew Vaughn, depois de surpreender em Stardust, obter grande admiração com o inesperado super-herói Kick-Ass (cuja sequela já se encontra prevista), volta agora a colocar bem alta a fasquia. Christopher Nolan tem alguém a morder-lhe os calcanhares! Não acredito que algum dia se aproxime daquilo que Nolan já fez com Batman, mas, pelo menos, garante aos admiradores do género, um futuro muito interessante para as adaptações dos super-heróis da Marvel.


O mais recente filme de X-Men conta-nos como tudo começou. Como Charles Xavier (James McAvoy), mais tarde conhecido como Professor X, deu início às suas investigações de uma nova geração de seres humanos com mutações que resultaram dos efeitos da radiação produzida pela Segunda Guerra Mundial. Mostra-nos quem era Magneto (Michael Fassbender) e de onde surgiu a rivalidade com o Professor X. No filme, aparecem ainda Mystique (Jennifer Lawrence) e a Besta (Nicholas Hoult), dois dos mais emblemáticos personagens da série.


E neste primeiro filme de Vaughn que eu espero, sinceramente venha a produzir mais duas ou três sequelas (tem qualidade suficiente para isso), o Charles Xavier, um promissor Professor de Genética acabado de se formar em Oxford, é contactado pela CIA para ajudar a resolver aquele que parece ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Estamos na década de 60 e Kennedy é o Presidente dos Estados Unidos. Xavier reúne uma equipa, onde junta Magneto, um jovem judeu que ficou orfão às mãos dos alemães na Segunda Grande Guerra. A sua união resulta de um objectivo comum: Deter Sebastian Shaw (Kevin Bacon), também ele mutante, que pretende criar um conflito entre as duas grandes nações do mundo. Shaw movimenta-se muito bem e consegue criar fortes influências em ambos os governos, manietando-os a seu belo prazer. Mais? Não vou contar para obrigar o leitor a descobrir uma das mais agradáveis e divertidas surpresas de 2011!


Para terminar, não posso deixar de referir que McAvoy é um excelente Professor X e Fassbender um óptimo Magneto! E que todo o restante elenco foi muito bem pensado. Matthew Vaughn está de Parabéns, mais uma vez.



Nota Final:
B


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Matthew Vaughn
Argumento:
Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn
Ano:
2011
Duração:
132 minutos