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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Se eu puder escolher...


Podem ser estes os três números a serem entoados nos Óscares deste ano? Já que já se limitaram na escolha só com "Dreamgirls", "Chicago" e "Les Misérables"... (sim porque a década não teve mais nenhum musical de renome - o que será que são "Moulin Rouge!", "Hedwig and the Angry Inch", "Nine", "Once", "Walk the Line", "Ray", "Les Chansons d'Amour", "Hairspray", "Dancer in the Dark", "Mamma Mia!", entre outros?). Enfim. Já sei que vamos levar com "All that Jazz", "Listen" (tudo para ter a Beyoncé a cantar ao vivo) e "I Dreamed a Dream". Já não chega a foleirada que é terem a Adele lá para cantar "Skyfall" (falta de respeito aos outros nomeados - podiam-na pôr ao menos a cantar um medley de músicas do James Bond, pagava para ouvir a rendição dela da "Diamonds are Forever").




O terceiro só no YouTube: AQUI (mas é bastante óbvio)

Finalmente, voltamos a ter música nos Óscares!



Bem sei que devia pôr uma foto do elenco mas a Anne merece tudo. 


Agora que já está confirmado que o elenco de "Les Misérables" (incluindo Hathaway, Redmayne, Tveit, Jackman e Seyfried) irá cantar uma das músicas colectivas ("One Day More", "Do You Hear The People Sing" são as possibilidades veiculadas) na gala dos Óscares e que o rumor de que Adele irá participar do tributo ao 50º aniversário de James Bond, interpretando a sua "Skyfall", será que era muito pedir que deixassem os nomeados a música original - além de Adele, claro está - cantarem na cerimónia ao vivo?


Gostava de ver o que fariam para fazer de "Pi's Lullaby" mais mexido... Ia dar numa espécie de "Jai Ho", aposto. Ainda me lembro - com medo - da gala de 2008...


LES MISÉRABLES (2012)


Sem grandes problemas em afirmar-vos que este é um dos melhores filmes de 2013 (a ocupar um lugar de destaque nos meus 5 favoritos), Les Misérables surpreendeu-me a todos os níveis. Como habitualmente, fui para a sala de cinema apenas com as imagens do portentoso trailer de divulgação (sem críticas, sem opiniões pré-concebidas, sem preconceitos), num filme que tinha tudo para ser um tiro nos dois pés de Tom Hooper, uma tentativa falhada de fazer algo de grandioso e memorável. No entanto, tal como aconteceu com The King's Speech, Tom Hooper foi capaz de me provar que é um realizador a ter em conta, com um estilo muito próprio e um arrojo nos seus projectos (com um profundo sentimento histórico) que merecem o meu crédito e admiração.


Mas isto é apenas o princípio de um filme que, não tenho dúvida, ficará para a história. O musical é sempre um filme com algum risco. Nem sempre as massas aderem bem (na minha sala, como certamente em todas as salas deste país, saíram pessoas ao fim da primeira meia hora de filme), torna-se mais difícil acompanhar a dinâmica da história, quase sem interrupções ou tempo mortos e é, mais do que em qualquer outro género, completamente dependente da qualidade dos actores. E aqui começa o princípio do sucesso de Les Misérables. Um elenco escolhido com critério, que corresponde às expectativas e às exigências do argumento. Em especial, Hugh Jackman. Deixem-me que vos fale dele. Com os primeiros 15 minutos de filme, pagou o dinheiro do meu bilhete. E, mais do que isso, convenceu-me de que merecia um reconhecimento pelo fantástico trabalho de representação que emprega durante os 157 minutos de filme. É a grande estrela do filme, é a personagem à volta da qual cresce toda a história. Não existisse um Daniel Day-Lewis a representar um dos maiores heróis dos Estados Unidos, em Lincoln de Spielberg, e eu não teria dúvidas (apesar da permanente capacidade da Academia em premiar mediocridade), que o Oscar de 2013 para Melhor Actor Principal seria de Hugh Jackman. Mesmo que não vença, Hugh Jackman prova, em Les Misérables, que é provavelmente o mais versátil actor de actualidade. Nunca o sonhei na pele de Jean Valjean, mas depois de ver o filme, não imagino nenhum outro actor para ocupar este poderosíssimo personagem.


Mas há mais, muito mais. Poderia ocupar vários parágrafos a falar-vos de tudo o que de extraordinário tem esta história, mas quero (exijo) que o façam numa sala de cinema. Para além de Hugh Jackman, Les Misérables tem Russell Crowe, Anne Hathaway, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Eddie Redmayne, Amanda Seyfried, Samantha Barks e Aaron Tveit. E há uma banda-sonora que se ouve vezes sem conta, interpretada directamente para o espectador, sem efeitos sonoros ou adornos em estúdio, sem masterização, num esforço de representação que merece respeito e admiração. Vai ser um dos filmes mais vistos do ano (uma semana depois da sua estreia, a sala de cinema continuava cheia) e um dos mais premiados nas cerimónias que aí vêm. A mim não me deixou dúvidas. Vai ser um dos meus favoritos de 2012.

Nota Final: 
A-

Previsões Óscares - Outono: Actores e Actrizes



Já era hora, digam lá, já ganhava vergonha, ainda para mais um blogue que gosta de se armar em guru de cerimónias*! Eis que volto a fazer previsões aos Óscares, quando faltam pouco mais de quatro meses para a cerimónia do próximo ano (a ter lugar dia 24 de Fevereiro). Nesta altura, depois dos festivais de Toronto, Veneza, Telluride e Nova Iorque terem originado alguns candidatos e destruído outros e depois da poeira assentar, é mais fácil organizar na nossa cabeça os verdadeiros candidatos às nomeações e começar a anotar algumas apostas. A corrida começa finalmente a ganhar interesse. Começo pelas quatro categorias de representação e pelas duas principais em particular. 


MELHOR ACTRIZ

PROVÁVEIS 
(por ordem decrescente de probabilidade):

Jennifer Lawrence, "Silver Linings Playbook"
Marion Cotillard, "Rust and Bone"
Helen Mirren, "Hitchcock"
Naomi Watts, "The Impossible"
Meryl Streep, "Hope Springs"

OUTRAS POSSIBILIDADES:
Emmanuelle Riva, "Amour"
Quvenzhané Wallis, "Beasts of the Southern Wild"
Keira Knightley, "Anna Karenina"
Maggie Smith, "Quartet"
Amy Adams, "Trouble with the Curve"


Uma categoria que está muito difícil de ler, para além de Jennifer Lawrence que neste momento parece ter não só assegurada a nomeação, mas também a vitória. Teremos em princípio Marion Cotillard e Emmanuelle Riva a lutar pela vaga estrangeira, sendo que se é verdade que Emmanuelle Riva é tida como espectacular em "Amour", Cotillard recebeu críticas não menos elogiosas por "Rust and Bone", o que significa que ou ambas ficarão de fora, ou (o mais provável) é só uma ter lugar e o meu dinheiro está do lado da actriz Oscarizada que tem uma carreira crescente em Hollywood. Os Óscares gostam mais de voltar a premiar os seus. 


Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, "Silver Linings Playbook"

"Hitchcock" é uma incógnita a este ponto mas assumindo que sendo a interpretação de Helen Mirren minimamente boa (como em "The Last Station"), eles a nomeiam, então é seguro dizer que as hipóteses dela por "Hitchcock", em que interpreta Alma Reville, a mulher do realizador mais famoso do planeta, são bastante boas. Da época de festivais começaram a vir ecos da interpretação de Naomi Watts em "The Impossible", a confirmar dentro de algumas semanas. Muitos asseguram que o filme - e Watts - são dignos de muitas nomeações. À falta de maiores certezas, deixo-a cá ficar. Vai ter que ser muito boa para ultrapassar a noção de um filme catástrofe ser nomeado para uma categoria major nos Óscares. Finalmente, apostei em Streep por duas razões: 1) o filme é bastante bom e ela e o Tommy Lee Jones são impecáveis e 2) não há grandes candidatos nesta categoria, o voto vai-se repartir e não será plausível que ela vá ser um dos nomes mais consensuais, até porque acabou de vencer o seu terceiro Óscar à 17ª nomeação? 


Meryl Streep e Tommy Lee Jones, "Hope Springs"

Das minhas outras possibilidades, era em Amy Adams que eu apostava mais mas apesar das boas indicações e críticas, o buzz não está lá. Pode ser que reapareça com os primeiros prémios de críticos. Maggie Smith e Keira Knightley precisam que os seus filmes ganhem mais buzz e que sejam abraçados pelos críticos para terem hipóteses. A outra grande questão da categoria é se Quvenzhané Wallis consegue ser nomeada ou não com a tenra idade de oito anos (ainda para mais depois de ter sido desqualificada pelos SAG). Em teoria penso que sim, razão pela qual que penso que facilmente Watts e Streep podem dar lugar a Riva e Wallis. Na prática... É difícil. É um filme pequeno, com buzz moderado e que dificilmente entrará em grandes nomeações. E depois vai haver gente do contra que há-de vir dizer que ela não representa, que tudo aquilo lhe vem naturalmente. Não sei. Para já, fico assim.


MELHOR ACTOR

PROVÁVEIS:

Daniel Day-Lewis, "Lincoln"
Joaquin Phoenix, "The Master"
John Hawkes, "The Sessions"
Denzel Washington, "Flight"
Hugh Jackman, "Les Misérables"

OUTRAS POSSIBILIDADES:
Anthony Hopkins, "Hitchcock"
Jean Louis Trintignant, "Amour"
Bradley Cooper, "Silver Linings Playbook"
Tom Hanks, "Cloud Atlas"
Tommy Lee Jones, "Hope Springs"

Aqui há menos dúvidas. Day-Lewis, Phoenix (mesmo com a campanha anti-Óscares deste) e Hawkes estão praticamente garantidos entre os nomeados, Denzel Washington vai a caminho e agora a luta é entre os lançamentos a caminho, "Hitchcock" e "Les Misérables". Se algum falhar, há candidatos para ocupar os seus lugares. Vamos por partes. Day-Lewis está seguríssimo, depois das críticas de Nova Iorque virem dar razão aos apostadores. Não será suficiente para uma terceira vitória, talvez, mas é uma nomeação que está garantida. De Phoenix pode-se dizer o mesmo. Aliás, pode-se dizer até que a vitória seria dele se fizesse  campanha. Como não o fez, irá à mesma ser nomeado, graças à sua fenomenal - diz-se - interpretação, mas ganhar... é mais difícil. Hawkes vem numa onda positiva de buzz desde Sundance, tem vindo a perder estofo mas com os primeiros prémios de críticos e as nomeações para Globos, Critics' Choice  e SAG este antigo nomeado ("Winter's Bone", 2010) devem ajudar a que a nomeação não fuja. 


Helen Mirren e Anthony Hopkins, "Hitchcock"

Denzel Washington só não está carimbado também porque a nomeação virá se o filme tiver sucesso na bilheteira (este tipo de dramas, para ganhar nomeações major, precisa de receita de bilheteira significativa, como "The Blind Side" conseguiu para Sandra Bullock) - tem para já a crítica do seu lado (e bem sabemos que a Academia gosta dele). A minha última vaga vai para um de três entre Trintignant (se Riva for nomeada, há boa probabilidade que "Amour" ganhe mais nomeações noutras categorias; uma delas é esta, porque Trintignant é tão bom como Riva e o filme vive do dueto dos dois), Hopkins (no trailer não impressionou; irá a interpretação no seu todo ser bastante melhor? E outra coisa: há quantos anos este Oscarizado actor não se mete num papel a sério?) e Jackman, que foi quem escolhi. "Les Misérables" tem grande potencial para ser o candidato de topo aos Óscares. Jackman é querido pela indústria (e pela Academia, a julgar pelo sucesso a apresentar em 2008), tem provas dadas no cinema e no teatro (ganhou um Tony em 2005) e tem uma excelente voz. Será desta? Relembremos que Tom Hooper conseguiu 3 nomeações para actores pelo seu último filme e que se este filme resultar, mais uma chuva de nomeações irá vir.


Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, "Amour"

Outras opções bastante populares são Tom Hanks por "Cloud Atlas" (não consigo perceber qual vai ser a reacção geral do público e da Academia a este filme), Bradley Cooper ("Silver Linings Playbook" vai ser um dos grandes candidatos, quantas nomeações por arrasto vai conseguir? Cooper será um dos que à cabeça poderá usufruir e ele é, diz-se, muito bom) e Tommy Lee Jones (possibilidade remota, ainda para mais quando ele tem uma nomeação certa por "Lincoln" para Melhor Actriz Secundário à espreita). Ben Affleck ("Argo") pode também ser possível, se o filme arrastar consigo várias outras nomeações, bem como Jack Black ("Bernie") ou Matt Damon ("Promised Land"), que podem ser empurrados pelos críticos à la Demian Bichir o ano passado (ainda me custa que Michael Shannon tenha perdido essa corrida). E mais uma possibilidade que me lembrei agora: e se "The Master" gerasse dois protagonistas nomeados em vez de um, ao contrário do que a campanha sugere? O filme é supostamente um tête-à-tête entre Phoenix e Philip Seymour Hoffman, logo... Pode acontecer.



Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix, "The Master"

Antecipação para 2012-2013 (I)


Peço desculpa se vos desacelerar a abertura da página mas ainda assim, para ser mais fácil, optei por juntar todos estes trailers num só (gigantesco) artigo, partido em três partes, por secções de entusiasmo. 

Abaixo seguem os meus filmes mais antecipados do ano cinematográfico em que estamos e que ainda estão para vir (em nenhuma ordem específica):

Secção IMPERDÍVEIS:

ARGO

O primeiro candidato aos Óscares, lançado a todo o vapor de Toronto. Faz-me lembrar a trajectória de "Up in the Air" há uns anos (com o resultado que se conhece). Ben Affleck é alguém que me desperta curiosidade como realizador (era já um actor de quem eu gostava bastante) e se "The Town" e "Gone Baby Gone" foram algum indício, é de que o homem tem jeito para a arte. Com um elenco que reúne nomes como John Goodman, Alan Arkin e Bryan Cranston, entre outros, uma história que me parece bastante sólida - e, acima de tudo, pertinente nos dias de hoje - e as críticas muito favoráveis que recolheu no TIFF, não preciso de mais convencimento.



SILVER LININGS PLAYBOOK

Depois das críticas estrondosas em Toronto, um dos imperdíveis do ano. David O'Russell - que parece ter finalmente entrado nas boas graças da Academia com "The Fighter" - faz parelha com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert DeNiro e Jacki Weaver. Promete, ainda por cima porque muitos garantem que o Óscar de Melhor Actriz é pertença certíssima da belíssima Lawrence.




THE SESSIONS

Um dos favoritos de Sundance, com John Hawkes, Helen Hunt e William H. Macy, três actores que muito aprecio e que parece querer contar uma história peculiar com muito tacto e humanidade. Deixou-me intrigado, confesso, e admiro as boas críticas. Tudo isto - mais o facto de querer que John Hawkes tenha sucesso - torna-me muito interessado em vez o que daqui sairá.




CELESTE AND JESSE FOREVER

Outro que me apanhou de surpresa. Rashida Jones, que interpreta a fantástica Ann em "Parks & Rec", a escrever um guião? Que foi muito elogiado em Sundance? Surpreso. Mais surpreso ainda porque já ouvi muito boas coisas de quem já viu a película. Todos os anos este tipo de filme é reciclado (ver "500 Days of Summer", "Like Crazy", "Blue Valentine"), daí o meu cepticismo, mas todos os anos aparece um filme como estes que se destaca dos restantes. De resto... Não sou fã de Andy Samberg mas pouco me incomoda. Estarei na primeira fila para ver, seguramente.

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THE MASTER

Discutido aqui pelo João mas sobre o qual não tinha deixado ainda a minha pincelada, que basicamente é esta: eu vejo qualquer filme que tenha a Amy Adams, portanto já estava garantido que veria este. Depois a ela juntam-se Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman num duelo de poder entre um religioso fervoroso e um pobre homem que desafia a sua fé e se mostra pronto a mudar os seus ideiais e valores que desafia o mais crente fã da cientologia e dessas outras religiões meias malucas e Paul Thomas Anderson que fez três dos meus filmes favoritos de sempre ("Boogie Nights", "There Will Be Blood" e "Magnolia")? Vendido.



LES MISÉRABLES


Discutido aqui. Aproveito para divulgar o poster - lindíssimo.

AMOUR

Michael Haneke no seu mais acessível + gloriosas e brilhantes críticas de Cannes (de onde trouxe a Palma de Ouro) + Isabelle Huppert + nomeação e vitória mais que provável para Melhor Filme Estrangeiro (se a Academia não se armar em esperta e desqualificar o filme)? Só há uma resposta possível: venha ele já.




HOLY MOTORS

Leos Carax é louco. "Holy Motors" foi o favorito de muita gente em Cannes e quem estava familiarizado com a obra de Carax afirma que é ainda mais louco que o habitual. Bónus: quem não quer ver a Kylie Minogue armada em actriz séria?




RUST AND BONE

Como dizer que não a Jacques Audiard e a Marion Cotillard? A adição de Schonaerts (depois do desempenho brilhante em "Bullhead" o ano transacto) só ajuda a convencer-me ainda mais.




ZERO DARK THIRTY

Bigelow não me convenceu com "The Hurt Locker", mas pode ser que o faça com isto. Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris Pratt e muitas outras caras de luxo perfazem um elenco pelo qual nutro simpatia. O processo que levou à captura de Bin Laden deixa-me também com água na boca. Bigelow impressionou-me pela forma amoral e apolítica como geriu a acção e os eventos em "The Hurt Locker". Fará o mesmo aqui? Quero ver.




BEASTS OF THE SOUTHERN WILD

Com este trailer, a reacção entusiástica e o buzz que o filme tem gerado de todos os sectores para os Óscares, especialmente a interpretação da pequenina Quvenzhané Wallis de apenas oito anos, não dava para perder. Parece um prato muito especial. Mal posso esperar.



ANNA KARENINA

Joe Wright, Dario Marianelli e Keira Knightley num romance de período são por si um prospecto demasiado atraente para conseguir resistir. As críticas não foram propriamente meigas mas isso já era de esperar, dada a resposta a "Atonement" (a última colaboração de ambos) e "A Dangerous Method" (pelo qual Keira recebeu críticas muito divisivas, o ano passado, pela sua melhor interpretação da carreira). Continuo enfeitiçado.




PROMISED LAND

Matt Damon e Gus Van Sant. Argumento de Dave Eggers, John Krasinski e Matt Damon que foi parar à Black List por dois anos consecutivos. Vibe de "Milk". Espero que não me desaponte.



LIFE OF PI

Ang Lee em 3D e com este trailer... não preciso de mais nada. P.S. - Críticas simpáticas de Nova Iorque ajudam. Temia muito pelo sucesso deste filme. É bom saber que resultou.




THE IMPOSSIBLE

Ewan McGregor e Naomi Watts (dois dos actores mais subvalorizados em Hollywood) juntos num filme catástrofe que não parecia, no papel, nada de especial. Bem, mil críticas positivas depois e um buzz tremendo para os Óscares, com uma interpretação dita sensacional por parte do adolescente Tom Holland no papel principal... E passou a ser um dos filmes mais antecipados do ano para mim. O trailer cumpre.




SEVEN PSYCHOPATHS

Nota-se o tom de "In Bruges" na sombra deste "Seven Psychopaths". Pudera, tem o mesmo argumentista e realizador, Martin McDonagh. Nota adicional: olhem para este elenco - Christopher Walken, Sam Rockwell, Woody Harrelson, Colin Farrell, Michael Stuhlbarg, Michael Pitt, Olga Kurylenko, Abbie Cornish, Tom Waits, Gabourey Sidibe, Zeljcko Ivanek. Sem palavras.



SISTER

Ursula Meier, Léa Seydoux, adorei o "Home", as críticas vindas de Berlim são soberbas. Que mais pedir?




NO

Fã de "Post Mortem" e de Gael García Bernal. Feliz pela enfática resposta positiva em Cannes. A escolha deste filme pelo Chile para Melhor Filme Estrangeiro ainda me faz salivar mais. Venha já o filme.




BARBARA

Petzold e Nina Hoss. Possível candidato aos Óscares de Melhor Filme Estrangeiro. Intrigado.




Mais filmes virão nos próximos dias. Haverá algum que acham que me posso ter esquecido de mencionar aqui que não devia ter deixado passar (não, não me esqueci do "Lincoln" gente, está propositadamente noutra secção)?

LES MISÉRABLES, de Tom Hooper, ganha teaser trailer


E honestamente era o melhor teaser que alguém podia ter pedido. Ao som de Anne Hathaway - que interpreta Fantine, uma das personagens chave de "Les Misérables", peça célebre e clássica da Broadway baseada no romance homónimo de Victor Hugo - enquanto esta canta de forma trágica e comovente a épica "I Dreamed a Dream" (haverá melhor clipe de Óscar que este?), os personagens principais da nova trama de Tom Hooper (vencedor do Óscar de Melhor Realizador por "The King's Speech") vão passando pelo ecrã: Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russell Crowe, Amanda Seyfried, Samantha Barks, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham-Carter e Eddie Redmayne, entre outros.

Um musical que muitos consideram sagrado e impróprio para a grande tela, "LES MISÉRABLES" é um dos grandes projectos do ano, com muito a seu favor e contra. Se resultar, temos nele o principal candidato aos Óscares de 2012. Se não resultar... Bem, pelo menos teremos a possibilidade de ver finalmente Hathaway e Jackman (e Crowe, porque não) mostrar o que as suas vozes valem no grande ecrã. Eu já fico contente só por terem optado por Seyfried (provas dadas no cinema) e Barks (provas dadas no teatro de West End) em vez de Taylor Swift e Lea Michele, que durante muito tempo foram consideradas para os dois papéis (a segunda, possivelmente, seria uma excelente Éponine).

De qualquer forma, o trailer deixa-me bastante optimista em relação ao sucesso do filme e, mais que isso, garante-me que provavelmente Hathaway será a concorrente a bater pelo Óscar de Actriz Secundária (o que, dado o meu apreço pelo seu trabalho nomeado de 2008 - seria a minha vencedora do Óscar esse ano - me deixa bastante agradado).

E vocês, que pensam do filme? Excitados por verem LES MISÉRABLES no cinema?