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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

CRAZY, STUPID, LOVE. (2011)


"I'm going to help you rediscover your manhood. Do you have any idea where you could have lost it?"

Um filme que faz jus ao seu título. Cenas completamente estúpidas, momentos loucos e a emoção dos diversos amores do filme constroem mais um filme de domingo à tarde. Não justifica o bilhete de cinema que paguei para o ver, mas também não defrauda por completo. As poucas expectativas que tinha para o filme de Glenn Ficarra e John Requa era a sua nota sobrevalorizada do imdb.com (7,8). De resto, já sabia para o que ia e não fiquei totalmente desiludido. Houve momentos (sim, aqueles entediantes clichés cinematográficos deram-me cabo do juizo) em que me apeteceu levantar e mandar o filme passear. Mas, paradoxalmente, houve também meia dúzia de momentos surpreendentes e irracionalmente divertidos. Ri a bom rir, a ponto de esquecer os piores momentos do filme.


Emily Weaver (Julianne Moore) decide divorciar-se do derrotado e conformado Cal Weaver (Steve Carell), que descuidou o amor e o romance do seu casamento e se vê fora do seu lar com o peso da traição da sua esposa (segundo Emily, mais do que justa) com o seu colega de trabalho David Lindhagen (Kevin Bacon). Derrotado, vencido pela dor, começa a frequentar um bar onde as suas mágoas não passam despercebidas a um bem sucedido e sedutor Ryan Gosling, que, no meu entender, demonstrou algum desconforto num papel e numa personagem pouco habitual no seu currículo. Ryan Gosling é Jacob Palmer, um jovem que conquista uma mulher diferente todas as noites e que decide ajudar Cal a sentir-se um homem novo, a mudar a sua imagem e a ultrapassar a dor da separação. Nesta história, cabe ainda a jovem Hanna (Emma Stone), uma estudante de direito, empenhada e esforçada, que vive na ilusão de um casamento de sonho com o milionário Richard (Josh Groban).


Um elenco de óptima qualidade, que garante sólidas interpretações num filme com momentos demasiado maus. Esta montanha russa de emoções e de qualidade, forçam-me a cotar o filme com um C+, uma nota que não reflete a boa edição do filme. Vale a pena ver Crazy, Stupid, Love? Sim, mas só num domingo à tarde, em casa e sem que tenha de pagar para o ver.


Nota Final:
C+


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Glenn Ficarra, John Requa
Argumento: Dan Fogelman
Ano: 2011
Duração: 118 minutos

X-MEN: FIRST CLASS (2011)



Desde sempre fui um apreciador de X-Men. Por isso mesmo, não consegui resistir a mais um filme sobre mutantes. Mas não foi só por isso que peguei nesta que poderá vir a ser uma das mais bem sucedidas sequências de filmes da Marvel. Matthew Vaughn, depois de surpreender em Stardust, obter grande admiração com o inesperado super-herói Kick-Ass (cuja sequela já se encontra prevista), volta agora a colocar bem alta a fasquia. Christopher Nolan tem alguém a morder-lhe os calcanhares! Não acredito que algum dia se aproxime daquilo que Nolan já fez com Batman, mas, pelo menos, garante aos admiradores do género, um futuro muito interessante para as adaptações dos super-heróis da Marvel.


O mais recente filme de X-Men conta-nos como tudo começou. Como Charles Xavier (James McAvoy), mais tarde conhecido como Professor X, deu início às suas investigações de uma nova geração de seres humanos com mutações que resultaram dos efeitos da radiação produzida pela Segunda Guerra Mundial. Mostra-nos quem era Magneto (Michael Fassbender) e de onde surgiu a rivalidade com o Professor X. No filme, aparecem ainda Mystique (Jennifer Lawrence) e a Besta (Nicholas Hoult), dois dos mais emblemáticos personagens da série.


E neste primeiro filme de Vaughn que eu espero, sinceramente venha a produzir mais duas ou três sequelas (tem qualidade suficiente para isso), o Charles Xavier, um promissor Professor de Genética acabado de se formar em Oxford, é contactado pela CIA para ajudar a resolver aquele que parece ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Estamos na década de 60 e Kennedy é o Presidente dos Estados Unidos. Xavier reúne uma equipa, onde junta Magneto, um jovem judeu que ficou orfão às mãos dos alemães na Segunda Grande Guerra. A sua união resulta de um objectivo comum: Deter Sebastian Shaw (Kevin Bacon), também ele mutante, que pretende criar um conflito entre as duas grandes nações do mundo. Shaw movimenta-se muito bem e consegue criar fortes influências em ambos os governos, manietando-os a seu belo prazer. Mais? Não vou contar para obrigar o leitor a descobrir uma das mais agradáveis e divertidas surpresas de 2011!


Para terminar, não posso deixar de referir que McAvoy é um excelente Professor X e Fassbender um óptimo Magneto! E que todo o restante elenco foi muito bem pensado. Matthew Vaughn está de Parabéns, mais uma vez.



Nota Final:
B


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Matthew Vaughn
Argumento:
Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn
Ano:
2011
Duração:
132 minutos

ÚLTIMA HORA: Trailer de 'CRAZY, STUPID, LOVE'


Lá chegaremos à nossa antevisão de 2011 e nessa altura colocarei os trailers que já andam por aí a circular. Contudo, este eu não podia deixar passar. Imediatamente me deixou convencido que vai ser dos destaques do ano (já para não falar do fabuloso elenco). Glenn Ficarra e John Requa realizam "Crazy, Stupid, Love", que conta com Emma Stone, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Julianne Moore, Steve Carell e Kevin Bacon nos principais papéis e fala, de uma maneira muito geral, da nossa abordagem às relações. Falaremos dele mais tarde, mas por ora fica cá o trailer: