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DIAL P FOR POPCORN

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DAFA TV 2011: Melhor Série - Drama


Finalizo os meus prémios com as nomeações - e vencedores - para MELHOR SÉRIE - DRAMA. Habitualmente, atribuo estes prémios no final da temporada de televisão de 2011 (Verão). Este ano, decidi fazer diferente e copiar, por assim dizer, o modelo dos Globos de Ouro, só atribuindo os prémios depois das novas estreias de 2011. 

Os meus nomeados são:

MELHOR SÉRIE - DRAMA:



"Breaking Bad"   #1
"Friday Night Lights"
"Justified"
"Mad Men"   #3
"The Good Wife"  #2
"Treme"

"Breaking Bad" melhora mais a cada temporada que passa. A sua quarta temporada foi tão ou mais genial que a sua antecessora, já de si brilhante, com um estilo, um ambiente e diálogo inconfundível, inequívoco e um confronto final épico. Uma série excepcional, explosiva, tempestuosa, onde a expressão "sem respeito às regras" se aplica completamente. Vince Gilligan tem monstruosas expectativas para domar quando este Verão a série regressar para concluir a história de Walter White, contudo penso que o criador não terá qualquer dificuldade em terminar a série em grande, com um final surpreendente e excitante, como já nos habituou. "Friday Night Lights" foi embora do pequeno ecrã de vez e um misto de tristeza e satisfação pela conclusão de uma das séries mais recompensadoras de seguir de sempre invade os nossos corações. "Always" foi o culminar perfeito de cinco anos em que habitamos Dillon, que nos mostrou Dillon cresceu em nós e nós crescemos com Dillon. "Clear eyes, full hearts, can't lose". "Justified" já era óptimo na sua primeira temporada, mas eleva o nível na segunda e, agora, na terceira temporada. Falemos da segunda que foi a que esteve para consideração nestes prémios, aquela que contou com a soberba Margo Martindale a dar luta, com Boyd e Dickie ao exausto Raylan Givens. Além da escrita fantástica e do fabuloso elenco de que dispõe - a maioria deles encaixa nos seus papéis como se fossem eles naturalmente - a série consegue impressionar porque se mantém única e igual a si mesma, proporcionando entretenimento de qualidade ao mesmo tempo que nos oferece, semana após semana, obras-primas de ficção em vez de meros episódios. "The Good Wife" exibe um nível de qualidade só visto em canais de cabo de excelência. A sobriedade e elegância com que desenvolve as suas histórias, o nível de complexidade narrativa e o talentoso elenco de que dispõe fazem de "The Good Wife" a série que mais admiração merece dos últimos tempos. Ainda para mais se contarmos que tem 10% da liberdade que o cabo dá a séries como "Breaking Bad", "Shameless" ou "Mad Men". Já que falamos dela... Disse de "Mad Men" em 2010: "bem sei que não se deve falar em perfeição porque normalmente esse é um objectivo inatingível, mas a terceira temporada de "Mad Men" foi, sem dúvida, perfeita". A quarta temporada mantém o nível da terceira. Uma série que mudou os nossos tempos ao explorar a vida nos anos 60, uma série inigualável no panorama televisivo e uma série de um calibre e magnitude tais que qualquer novo drama que estreie com raízes em épocas passadas é inevitavelmente comparado com esta besta de série que estreou recentemente a quinta temporada e mostra ter vida e pernas para durar muitos mais anos. Voltando ao que disse em 2010: "Esta vai ser uma série que vai ganhar o Emmy de Melhor Drama até ao dia em que decidir terminar". Mantenho a minha opinião. Falta falar de "Treme". Após revolucionar o mundo dos policiais televisivos com "The Wire", David Simon fez o mesmo com "Treme", ao dar voz e vida às pessoas de Nova Orleães no pós-Katrina e deixá-las contar a sua história. Quem vê "Treme" e via "The Wire" notará logo algumas semelhanças, principalmente a nível da ambição e da visão, das temáticas envolvidas (tal como em "The Wire", "Treme" também mistura sociologia, política, antropologia e religião, entre outros temas, num só episódio), do arrojado toque visual, do ambiente rico e variado em que somos inseridos e da enorme qualidade das histórias. "Treme" conta a verdade, nua e crua, através de um colorido leque de personagens que nos dão conforto (e música alegre, evocativa da região e um incrível complemento ao ambiente da série) quando a série tomba para o seu lado mais depressivo.


FINALISTAS: "Game of Thrones", "Southland", "Parenthood" e "Sons of Anarchy" ficaram perto destes seis finalistas mas, no fim de contas, não consegui ver lugar para nenhum destes quatro acima dos meus nomeados.

EMMY 2011: Actor e Actriz - Drama


 

Melhor Actor - Drama:


Steve Buscemi, "Boardwalk Empire"
Kyle Chandler, "Friday Night Lights"
Michael C. Hall, "Dexter"
Jon Hamm, "Mad Men"
Hugh Laurie, "House, M.D."
Timothy Olyphant, "Justified"

Quem ficou de fora: Admitindo que realmente poderão haver fãs de Charlie Hunnam ("Sons of Anarchy"), Holt McCallany ("Lights Out"), Sean Bean ("Game of Thrones"), Peter Krause ("Parenthood") e Donal Logue ("Terriers"), penso que o único que se pode queixar verdadeiramente de ser excluído é Wendell Pierce ("Treme") - mas também, quem é que achava que ele ia mesmo ser nomeado? Ninguém que conheça a Academia, certamente.

Quem devia ganhar: Tendo em consideração que qualquer um destes que ganhar é merecido - e é a primeira vez, uma vez que Bryan Cranston, que este ano não está na corrida, venceu nos últimos três anos -, penso que Jon Hamm é o que tem o melhor episódio, a melhor interpretação e a melhor temporada.

Quem vai ganhar: Esta é uma corrida muito simples, porque desde sempre só teve dois vencedores possíveis: Jon Hamm ou Steve Buscemi. A segunda nomeação é prenda suficiente para Kyle Chandler (que escolheu "Always" para seu episódio), uma vez que embora ele seja impressionante no seu episódio, a Academia não o vai premiar sobre um dos dois favoritos mencionados acima. O mesmo se passa com Timothy Olyphant (escolheu "Reckoning"), que também é brilhante no seu episódio, mas que terá de se contentar com a nomeação, para já. Hugh Laurie e Michael C. Hall tinham ambos excelentes hipóteses de vencer, pois tinham os melhores episódios. Perderam de novo e este ano voltam à corrida pela sexta e quinta vez (Laurie com "After Hours" e Hall com "Teenage Wasteland") mas sem grandes possibilidades de vencer. Steve Buscemi tem como vantagem o facto de ser o estreante absoluto (Olyphant também conseguiu a primeira nomeação mas a sua série já existia o ano passado), de estar numa série da HBO, que conseguiu 17 nomeações além da sua e de ter vencido o SAG e o Globo de Ouro. Isto, como se sabe, vale de pouco nos Emmy - perguntem a Julianna Margulies, por exemplo - pois aqui os episódios é que contam. Buscemi é muito bom em "Return to Normalcy", é verdade, mas Jon Hamm bate todos em "The Suitcase", que devia ser exibido em toda e qualquer aula de representação. Ele e Moss são absolutamente perfeitos. E com isto... eu acho que vai ser Jon Hamm a vencer.


Melhor Actriz - Drama:


Kathy Bates, "Harry's Law"
Connie Britton, "Friday Night Lights"
Mireille Enos, "The Killing"
Mariska Hargitay, "Law & Order: Special Victims' Unit"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Elizabeth Moss, "Mad Men"


Quem ficou de fora: Como sempre, Mariska Hargitay é de novo premiada pela sua mediocridade; felizmente, Kyra Sedgwick, depois de vencer, já não o foi mais (como eu havia previsto num artigo há dois anos, por esta mesma altura, em que disse que para ela deixar de ser sempre nomeada bastava ganhar uma vez). Com Hargitay vai passar-se o mesmo quando ela vencer para o ano quando abandonar de ver "L&O: SVU" (ela já tem uma vitória). Para o lugar de Glenn Close entrou outra estrela de Hollywood: Kathy Bates. Ao contrário de Close, Bates tem um programa péssimo. Mas tem David E. Kelley do seu lado. Enfim. De fora ninguém importante ficou - ou melhor, ninguém que eu esperasse que pudesse ser nomeado sem ser Sedgwick. Jennifer Beals ("The Chicago Code"), Melissa Leo ("Treme"), Emmy Rossum ("Shameless") e Anna Torv ("Fringe") mereciam todas a nomeação acima destas senhoras mas, como era óbvio, tal não sucedeu.
Quem devia ganhar: Julianna Margulies é de longe a actriz mais multifacetada e dotada deste grupo que, por azar, tem uma personagem que reage muito pouco. Quase tão pouco como Mireille Enos. Contudo, a haver um vencedor pelos episódios submetidos, esse seria Elizabeth Moss.

Quem vai ganhar: Uma corrida a três também aqui. Connie Britton ("Always") e Mariska Hargitay ("Rescue") são boas nos seus respectivos episódios mas não têm suporte da indústria para vencer. Mireille Enos foi inteligente ao escolher "Missing" como seu episódio, pois é o único da temporada inteira em que ela se abre mais, demonstrando profundidade emocional e intensidade dramática, que falta à sua personagem nos restantes episódios. É o 'cavalo negro' da categoria. Depois temos a incógnita Kathy Bates. O prestígio, o passado de vencedora de Óscar, o facto de estar numa série de David E. Kelley são pontos a favor. Contra ela está a baixíssima qualidade da série e a sua interpretação (em "Innocent Man"), por muito boa que seja, não aguenta a falta de qualidade do enredo. O ano passado Margulies perdeu o Emmy à custa da sua horrorosa escolha de episódio. Este ano pode acontecer o mesmo, uma vez que embora "In Sickness" seja melhor escolha que a de 2010 e neste episódio ela realmente demonstre tudo aquilo que compõe a sua personagem e tem algumas cenas de choro e de confronto épicas com o marido, Elizabeth Moss rebenta a escala com "The Suitcase", no qual ela e Jon Hamm não têm falhas. Se fosse pelo episódio, Moss vencia (há que notar, no entanto, que mesmo com um excelente episódio, Moss não tem garantia de vitória, pois o ano passado perdeu para Panjabi sendo a favorita e a que tinha melhor episódio). Se a Academia olhar de facto para as temporadas e para o buzz... O Emmy não irá fugir de novo a Julianna Margulies. Que é quem eu prevejo que vença.


P.S. - Coincidentemente, este artigo marca a nossa 500ª publicação cá no blogue. Que venham mais 500, é o que se quer.

EMMY 2011: Actriz Secundária - Comédia e Drama



Melhor Actriz Secundária - Drama:




Christine Baranski, "The Good Wife"
Michelle Forbes, "The Killing"
Christina Hendricks, "Mad Men"
Kelly MacDonald, "Boardwalk Empire"
Margo Martindale, "Justified"
Archie Panjabi, "The Good Wife"




Quem ficou de fora: Só por não se terem esquecido de Margo Martindale nem merecem que eu me queixe. Penso também que não houve nenhuma exclusão gritante, se bem que adeptos de "Treme" poderão queixar-se por Khandi Alexander, adeptos de "Southland" por Regina King, adeptos de "Parenthood" por Mae Whitman e Monica Potter e os fãs de "Game of Thrones" por Emilia Clarke e Maisie Williams. Sinceramente, a omissão que mais me incomoda é a de Kiernan Shipka ("Mad Men") porque apesar de eu amar Christina Hendricks de coração foi Shipka que mais adicionou à série esta temporada. Que prodígio esta actriz infantil.

Quem devia ganhar: Não há grande discussão a haver aqui, pois Margo Martindale e Archie Panjabi estão bem acima das restantes nomeadas. E mesmo entre as duas, a interpretação de Martindale é colossal demais para estar em competição com alguém. Foi a melhor performance do ano em qualquer categoria, masculina ou feminina.

Quem vai ganhar: Para mim, é uma clara luta a três. Penso que Hendricks (escolheu "The Summer Man"), mesmo tendo vencido o Critics' Choice este ano, vai ter que esperar mais algum tempo para triunfar nesta categoria. O mesmo terá que ser dito de Baranski (optou por "Silver Bullet") que a juntar ao pouco tempo de ecrã não tem muito a fazer quando a câmara se foca nela. Depois temos Forbes, finalmente nomeada ao fim de tantos anos de trabalho de qualidade em televisão, que escolheu o piloto de "The Killing". Numa categoria mais fraca - sem Martindale, portanto - seria uma ameaça a temer. Assim sendo... O rótulo de novidade vai inteirinho para Margo Martindale (seleccionou "Brother's Keeper") que consegue, com a sua interpretação da sinistra e mafiosa Mags Bennett, ser temerosa e temerária, vulnerável e implacável, tudo em simultâneo. Brilhante. Se Martindale não vencer, será Panjabi, em princípio, que coleccionará novo Emmy. Ninguém apostava nela o ano passado e ela venceu. Este ano, o caso é bem diferente, pois é ela a favorita e a sua escolha de episódio ("Getting Off") comprova-o. E depois temos o curioso caso de Kelly MacDonald que quando a sua série terminou em Novembro era a favorita a vencer. Até chegar Martindale. Ainda pode ganhar, até porque o seu episódio é excelente e beneficia-a imenso ("Family Limitation") e ela até é anterior vencedora mas eu diria que Martindale roubou o buzz que tinha.

Assim, Margo Martindale é a minha previsão, com Archie Panjabi bem perto como outsider para vencer.


Melhor Actriz Secundária - Comédia:


Julie Bowen, "Modern Family"
Jane Krakowski, "30 Rock"
Jane Lynch, "Glee"
Sofia Vergara, "Modern Family"
Betty White, "Hot in Cleveland"
Kristen Wiig, "Saturday Night Live"

Quem ficou de fora: Bem sei que era impossível excluir Betty White da lista e consigo encontrar razões para Krakowski (que eu adoro) e Wiig lá estarem também, mas alguém sinceramente acha que elas são das melhores actrizes secundárias de comédia em televisão? Ninguém vê "Cougar Town", "Parks & Recreation" e "Community"? E "The Big Bang Theory"? Tem mais de doze milhões de espectadores por episódio! Já nem falo de "Hung" ou até "Happy Endings" ou "Raising Hope". Ou até mesmo "Glee". Há gente de valor em "Glee", mais até que Chris Colfer! Enfim. Tão simples que era: Busy Philips, Aubrey Plaza, Alison Brie. E tudo mudava para melhor.

Quem devia ganhar: Uma coisa complicada de definir. Se me perguntam quem tem mais qualidade, eu diria Wiig ou Krakowski. Se me perguntam em termos de temporada, Sofia Vergara. Mas se formos pelo episódio, Julie Bowen. Que também teve uma óptima temporada. E por isso devia ganhar.

Quem vai ganhar: Tragicamente, teremos a interpretação menos cómica da categoria a levar o troféu. De novo. Por um episódio bem fraco. Falo, claro, de Jane Lynch. Se em "Funeral" lhe é permitido mostrar a sua qualidade como actriz dramática, Kristen Wiig decidiu dar uma ajuda e, ao submeter o episódio de "SNL" apresentado por Lynch, apresenta uma perspectiva totalmente diferente da actriz de "Glee", verdadeiramente divertida e enérgica. Além do mais, ela apresenta os Emmys este ano. Fácil de fazer cálculos, não é? Se ela não ganhar, Betty White - que era, até ao dia de hoje, a minha prevista vencedora - é quem vai coleccionar mais um troféu. White - de longe a melhor coisa que saiu de "Hot in Cleveland" - submeteu "Free Elka", onde ela envergonha a também anterior vencedora - e célebre actriz - Mary Tyler Moore. O 'cavalo negro' da categoria é Julie Bowen. Seria Sofia Vergara - se esta soubesse escolher episódios (voltou a optar, tal como fez em 2010, por um episódio em que a sua personagem não só é insuportável, mas também pouco cómica). Este ano, teve ainda a particularidade de com  o seu episódio ("Slow Down Your Neighbours") ajudar a colega Bowen a fazer boa figura, ela que já tinha impecavelmente escolhido "Strangers on a Treadmill" para avaliação pela Academia. De resto, não me parece que os quase cinco minutos de tempo de ecrã de Jane Krakowski em "Queen of Jordan" e a qualidade habitual de Wiig - que, indiscutivelmente, tem demasiado talento para esse medíocre programa - sejam ameaça à favorita, Jane Lynch.

EMMY 2011: Actor Secundário - Drama e Comédia



Com a cerimónia dos Emmys a ocorrer mais logo (1 da manhã no AXN/Sony Entertainment), vamos tentar abordar as principais categorias e fazer algumas previsões, tal como já fizemos há uma semana para as categorias de Actor e Actriz Convidado (acertei 3 em 4, falhando apenas Loretta Devine).


Primeiro vamos falar da categoria de Melhor Actor Secundário - Drama.


Andre Braugher, "Men of a Certain Age"
Josh Charles, "The Good Wife"
Alan Cumming, "The Good Wife"
Peter Dinklage, "Game of Thrones"
Walton Goggins, "Justified"
John Slattery, "Mad Men"


Quem ficou de fora: Uma lista de nomeados de respeito, todos merecedores da nomeação, sem dúvida. Ainda assim, não percebo como a Academia, que concede 17 nomeações a "Boardwalk Empire", entre elas duas nomeações para actores, não consiga encontrar lugar para Michael Shannon ou Michael Pitt. Também o elenco masculino de "Parenthood" poderia ter merecido aqui alguma menção - e quem diz "Parenthood" diz "Southland", "Treme", "Sons of Anarchy" ou mesmo "True Blood". Agora há duas omissões que não posso perdoar: é muito lindo nomear Mireille Enos para Melhor Actriz, mas será que a Academia não viu o óbvio - e por óbvio quero eu dizer Joel Kinnaman, que é de longe o melhor intérprete da série? A outra omissão que me choca até me custa mencionar, tal é o número gritante de pessoas que passa a vida a queixar-se disso. Contudo, realmente, não havia lugar para John Noble ("Fringe") mas há para Andre Braugher? Por favor.

Quem devia ganhar: De entre os nomeados, eu teria que dizer ou Walton Goggins que teve uma temporada fenomenal ou Alan Cumming, que aproveita todos os minutos de tempo de ecrã que tem em "The Good Wife" para roubar cenas a Chris Noth ou a Julianna Margulies.

Quem vai ganhar: Andre Braugher tinha melhores hipóteses de vencer pelo episódio do ano passado, é verdade, mas tendo em conta que a sua série acabou, que ele é muito querido na indústria e é um anterior vencedor e que no seu episódio ("Let the Sunshine In") ele é espectacular, não me surpreenderia se vencesse. A sua situação, aliás, relembra-me a de Kristen Chenoweth em 2008, quando venceu por "Pushing Daisies". Em ambos os casos, eram a grande nomeação das suas respectivas séries, que tinham sido canceladas - para ira de muitos fãs - no ano anterior. Depois de o ano passado ter sido injustamente esquecido, Josh Charles beneficiou da subida de qualidade da sua série para conseguir uma nomeação este ano. O seu episódio é o menos fabuloso de entre os nomeados ("Closing Arguments"), não pela sua qualidade (porque o episódio é muito bom), mas porque lhe dá muito pouco que fazer. Já Alan Cumming, por exemplo, tem um episódio que o beneficia imenso ("Silver Bullet"). Ele é claramente o grande bónus da série, transformando momentos de drama pesado de "The Good Wife" com alguns toques de humor e comédia nunca perdendo a intensidade dramática. Tem boas hipóteses de ganhar, embora eu pense que o mais provável é que perca para um dos três senhores seguintes. John Slattery foi o claro favorito à vitória o ano todo e tido como coisa certa. Matthew Weiner proporcionou-lhe o seu melhor episódio até à data ("Hands and Knees") e Slattery não desaponta. Ainda acredito na sua vitória, embora agora pense que fica a perder quando comparado com estes próximos dois senhores. Peter Dinklage ("Game of Thrones") é o 'cavalo negro' da categoria. Tivesse escolhido outro episódio e eu dar-lhe-ia a vitória de caras. Não que em "Baelor" ele não seja impressionante à mesma, porque é; contudo, não é um episódio em que ele exiba várias das qualidades que tornaram Tyrion Lannister tão querido e tão amado pelos fãs. Chegamos, pois, finalmente a Walton Goggins. Se houvesse alguma justiça, o seu tresloucado e irresponsável Boyd era de longe o vencedor. Ele tem o melhor episódio ("The I of the Storm") e o que me dá esperança, acima de tudo, numa vitória dele é o facto do largo apoio da Academia à segunda temporada da sua série. Veremos o que acontece nesta categoria bem imprevisível.

Sem certezas, aposto em Peter Dinklage mas qualquer um dos seis pode vencer.



Abordando agora a categoria de Melhor Actor Secundário - Comédia:


Ty Burrell, "Modern Family"
Chris Colfer, "Glee"
Jon Cryer, "Two and a Half Men"
Jesse Tyler Ferguson, "Modern Family"
Ed O'Neill, "Modern Family"
Eric Stonestreet, "Modern Family"


Quem ficou de fora: Não querendo bater no ceguinho, sinto-me quase insultado que a Academia tenha optado por não se decidir quanto a quem expulsar dos actores de "Modern Family" e nomeado todos. Mais Jon Cryer que só cá está porque teve que aturar Charlie Sheen e ameaças de desemprego. E Chris Colfer que não tem um minuto de comédia em todas as suas cenas do episódio escolhido. E magoa-me quando penso que nesta categoria podiam estar Peter Facinelli ("Nurse Jackie"), Garrett Dillahunt ("Raising Hope"), Ian Gomez, Brian van Holt e Josh Hopkins ("Cougar Town"), John Benjamin Hickey e Oliver Platt ("The Big C"), John Krasinski, Ed Helms e Rainn Wilson ("The Office"), Ted Danson e Zack Galifianakis ("Bored to Death"), Danny Pudi, Chevy Chase e Daniel Glover ("Community"), Josh Cooke e Kurt Fuller ("Better with You"), Neil Patrick Harris e Jason Segel ("How I Met Your Mother"), Simon Helberg e Kunal Nayyar ("The Big Bang Theory") e sobretudo Adam Scott, Aziz Ansari e Nick Offerman ("Parks & Recreation"). Aliás, a exclusão de Ron Swanson é das piores decisões da Academia desde que me lembro. O que me vale é que provavelmente  o próprio Swanson cuspiria no troféu. De qualquer forma, dá para ver o quão ridícula eu acho que é a composição desta categoria.

Quem devia ganhar: Ty Burrell. Não há sequer outra opção. Eric Stonestreet virou tão ou mais caricatura que Sue Sylvester (Jane Lynch) em "Glee", Ed O'Neill não tem piada e Jesse Tyler Ferguson tem os seus momentos. Que são muito poucos. O que não quer dizer que os três não sejam eficientes nos seus papéis, que são. Mas nenhum deles tem o talento de Burrell que para mim já o ano passado devia ter vencido. Para meu pesar, aposto que esta categoria vai rodar pelo elenco de "Modern Family", cada um vencendo num ano diferente.

Quem vai ganhar: Esta categoria é muito fácil de explicar. Ed O'Neill vence se a Academia achar que foi vergonhoso demais ter-se esquecido dele o ano passado, já depois de uma dezena de anos a ignorá-lo por "Married with Children" (o seu episódio escolhido, "The Kiss", pertence mais a todos do que a ele, logo não será por aí que ele há-de ganhar). Chris Colfer vence se a Academia ficar impressionada pelo seu talento vocal (em "Grilled Cheesus", não há um pingo da sua interpretação que seja engraçada, sendo até bastante pesarosa e deprimente com a sua personagem a preocupar-se com a morte do seu pai e, num dos melhores momentos da temporada da série, a cantar-lhe uma canção agarrando a sua mão) e pelo melodrama que imprime na série. Eric Stonestreet vence se Ty Burrell não conseguir vencer, tal como o ano passado. Stonestreet escolhe bem episódios (este ano escolheu "Mother's Day"), ao contrário de Burrell ("Good Cop, Bad Dog") o que lhe pode valer novo Emmy, caso a Academia não nutra o mesmo amor por Burrell que a maioria dos fãs da série sente. Jon Cryer não vai vencer, apesar de ser bastante impressionante no seu episódio, "The Immortal Mr. Billy Joel". Finalmente, Jesse Tyler Ferguson é, se formos a ver pelos episódios, o favorito a vencer (ele escolheu "Hallowe'en"), embora seja também o menos interessante dos seis personagens adultos da série.

Assim sendo, aposto que Ty Burrell ganha, uma vez que mesmo não tendo escolhido um bom episódio, surge em bom plano nos cinco episódios escolhidos pelos seus colegas, todos nomeados, o que o poderá beneficiar imenso. A minha dúvida reside só e apenas na distinta possibilidade de os quatro actores de "Modern Family" poderem repartir os votos e acabar por ser Chris Colfer a triunfar.


EMMY 2011: Actor e Actriz Convidados - Drama



Com a cerimónia dos Emmy a ocorrer em breve (dia 18 de Setembro), chega a hora de eu abordar finalmente as principais categorias a prémio e discutir os méritos dos nomeados, de quem ficou de fora e quem terá maiores probabilidades de vencer.

As quatro categorias de hoje serão as de Actor e Actriz Convidado, Drama e Comédia. Decidi começar por estas pois os seus vencedores serão revelados já hoje nos Creative Arts Emmys. Começamos pela categoria de Melhor Actor Convidado - Drama.


Beau Bridges, "Brothers and Sisters"
Jeremy Davies, "Justified"
Bruce Dern, "Big Love"
Michael J. Fox, "The Good Wife"
Paul McCrane, "Harry's Law"
Robert Morse, "Mad Men"

Quem ficou de fora: Penso que não há grandes vítimas nesta categoria, se bem que considero que há razão para Scott Porter ("The Good Wife"), Joe Manganiello ("True Blood"), Michael Emerson ("Parenthood") e Johnny Lee Miller ("Dexter"), entre outros, para reclamar um lugar entre estes nomeados.

Quem vai ganhar:  Em teoria, o prémio seria de Michael J. Fox e provavelmente será ele quem vá ganhar, embora me pareça que Jeremy Davies e Paul McCrane possam também vencer, não sendo surpresa para ninguém. O único nome que riscaria desde logo da corrida é o de Robert Morse.

Quem tem o melhor episódio: "Brody" é um excelente episódio para Beau Bridges, que garantiu a sua quarta nomeação nas categorias de actor convidado nos últimos cinco anos. Tem muito tempo de ecrã, dá para nos apercebermos da sua personalidade extrovertida, carismática e confiante e a sua enorme química com Sally Field é por demais evidente. Jeremy Davies tem aquele que é, para mim o melhor episódio do grupo. Em "Reckoning", o seu personagem Dickie é perseguido e depois arrastado para o mato e capturado por Raylan, numa interpretação brilhante por parte de Davies. Éo o meu favorito pessoal à vitória, se bem que penso que não é quem vai vencer. Michael J. Fox é o óbvio candidato à vitória, com apenas um senão: ele não conseguiu vencer o ano passado nesta mesma categoria, com este mesmo papel, por um episódio bastante mais forte (também era impossível bater John Lithgow de qualquer forma) do que este "Real Deal". Ainda assim, o vencedor de três Emmy - um nesta categoria em 2009 por "Rescue Me" - não pode ser desprezado, mesmo com uma interpretação mais controlada e subtil do que é costume. Engraçado que Bruce Dern cá apareça quando em outros anos ele esteve tão mais forte e ainda por cima no episódio submetido é Grace Zabriskie, que interpreta a sua esposa, que rouba cenas. Ainda assim, o seu diálogo com o seu filho sobre a sua mulher em "D.I.V.O.R.C.E." é devastador. Depois de três nomeações em quatro anos, o Bert Cooper de Robert Morse abandona de vez a firma de publicidade de "Mad Men", numa das cenas mais tensas e excelentemente interpretadas do episódio. Contudo, em "Blowing Smoke", além desta cena, pouco mais tem Morse a fazer, o que exclui quase de imediato que ele tenha sequer qualquer hipótese de conseguir vencer. Finalmente, falemos do grande ponto de interrogação da categoria, Paul McCrane. É a melhor interpretação dos seis a par de Davies - em "With Friends Like These", o seu advogado despe-se em pleno tribunal em protesto quando o júri não concorda com o seu discurso - e ter a seu lado David E. Kelley, que já levou 34 actores de séries suas a vencer Emmys, ajuda imenso.

Quem devia ganhar: De entre estes nomeados, Jeremy Davies ou Michael J. Fox.


Agora falando de Melhor Actriz Convidada - Drama que, pelo primeiro ano desde que me lembro, não contém qualquer nomeada vinda da série "Law & Order: Special Victims' Unit", pela qual venceu o ano passado Ann-Margret.



Cara Buono, "Mad Men"
Joan Cusack, "Shameless"
Loretta Devine, "Grey's Anatomy"
Randee Heller, "Mad Men"
Mary McDonnell, "The Closer"
Julia Stiles, "Dexter"
Alfre Woodard, "True Blood"

Quem ficou de fora: Acho que Rebecca Creskoff ("Justified") tem razões de queixa noutras categorias além desta, bem como Mary-Beth Peil ("The Good Wife") e Anika Noni Rose ("The Good Wife") que podiam muito bem ter entrado no número elevado de nomeações que a sua série conseguiu. Também Gretchen Mol ("Boardwalk Empire") sai excluída sem eu perceber bem porquê.

Quem devia ganhar: Entre os nomeados, Joan Cusack e Julia Stiles são sem dúvida as duas favoritas e provavelmente será uma delas a vencer, daí que teremos sempre uma vitória merecida. A minha preferência pessoal vai para Joan Cusack.

Quem vai ganhar: É uma luta a duas entre Julia Stiles e Joan Cusack, o que quer dizer que a Showtime sairá sempre vitoriosa nesta categoria, a não ser que algo muito inesperado aconteça. À partida, Julia Stiles tem mais tempo de ecrã mas Joan Cusack tem o nome, a idade, a reverência e a interpretação necessárias para levar o prémio para casa.

Quem tem o melhor episódio: A interpretação mais consistente é a de Joan Cusack, que em "Frank Gallagher: Loving Husband, Devoted Father" se exibe a alto nível, quando a sua agorafóbica personagem fica de tomar conta de um bebé que foge para o jardim e que a obriga a medidas drásticas para o recuperar. É uma actuação impressionante, que só peca por não ser possível submeter outros episódios anteriores para explicar mais ao pormenor a complexidade da condição da personagem. Ainda assim, é a mulher a abater. E a única com grande possibilidade de o fazer é Julia Stiles, quase estreante nestas coisas da televisão, que se bate bem com Dexter Morgan (Michael C. Hall) nesta temporada de "Dexter". Em "In The Beginning", somos quase obrigados a abraçar a sua personagem, que se junta a Dexter para procurar um dos assassinos de que foi vítima. É um episódio bastante intenso e forte. Se há alguém que possa ser considerado o dark horse da categoria, é Loretta Devine. Ela, que se arrasta por "Grey's Anatomy" já lá vão muitos anos, teve este ano uma história de relativa importância na série, ao ser diagnosticada com Alzheimer. No seu episódio, "This Is How We Do It", a sua personagem é confrontada com a notícia e atravessa um espectro largo de emoções, da raiva à aceitação, pondo tudo em causa. Uma vez que Kate Burton, duplamente nomeada por uma narrativa semelhante na mesma série há alguns anos atrás, nunca venceu, também me parece difícil acreditar que será Devine a vencer. Em "Chinese Wall", Faye Miller (a personagem de Cara Buono), apaixonada por Don Draper, decide contar-lhe alguns segredos para o poder ajudar no negócio, pensando ingenuamente tratar-se de um gesto para com quem ama. Mais tarde, a sua ira é incandescente, irrompendo pelo gabinete de Draper e respondendo-lhe à medida quando descobre a sua traição. É o melhor episódio dos seis, mas o seu tempo de ecrã é tão escasso que não me parece que ela tenha qualquer hipótese. Mary McDonnell pouco faz também no seu episódio, "Help Wanted", em que ela entrevista e selecciona candidatos para um cargo policial. Já que falamos em tempo de ecrã, é altura de abordar Alfre Woodard, nomeada por dois ou três minutos de aparição em "True Blood". A actriz faz, todavia, esses poucos minutos contar, quando na sua cena ela agride o seu filho física, verbal e psicologicamente. Finalmente, falta falar de Randee Heller, que conseguiu o impensável: uma nomeação para a sua formidável - e inolvidável - Miss Blankenship, uma favorita do público, que perece no seu episódio "The Beautiful Girls", deixando Draper e a sua equipa a discutir a melhor forma de se ver livre dela sem que nenhum cliente se aperceba.

E vocês, que acham?

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Série - Drama

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. Para encerrar as principais categorias de Drama, só falta mesmo Melhor Série.

MELHOR SÉRIE - DRAMA


PREVISÃO:
"Boardwalk Empire"
"Dexter"
"Friday Night Lights"
"The Good Wife"
"The Killing"
"Mad Men"

Em princípio, uma categoria bastante competitiva, como é apanágio, até mais competitiva do que o habitual, visto que pela primeira vez o tricampeão "Mad Men" tem competição à altura sob a forma de "Boardwalk Empire", que vem fresquinho de uma vitória nos Globos de Ouro e de um SAG para Melhor Elenco. A luta pela vitória final passará, sem dúvida, por um destes dois. Também "Dexter", um nomeado já padrão desta categoria, deverá voltar a ser nomeado, apesar da sua popularidade começar (finalmente) a decrescer. Pelo contrário, quem vem lançado e com a cotação a subir em flecha (a ponto de muitos críticos acreditarem ser possível conquistar o Emmy) é "The Good Wife", cuja segunda temporada conseguiu ainda maior buzz do que a primeira, que conquistou número recorde de nomeações para a CBS.

A dúvida, para todos, reside nos dois últimos lugares. E a dúvida existe fundamentalmente por duas razões: a primeira é porque não há uma série que reúna consenso de que deve e merece ser nomeada. Sim, há defensores acérrimos de "Game of Thrones" mas "True Blood" é capaz de ter primazia se a Academia for escolher uma série de fantasia, até porque foi nomeado o ano passado - claro que posso também estar redondamente enganado e "Game of Thrones" impressionar mais do que estou a pensar. A competir pela mesma vaga temos "Fringe", que é ficção científica de puro quilate, que já merece há muito ser premiada nalgum lado, que provavelmente vai ver outro ano passar-lhe ao lado sem que veja nomeações significativas e a série gore sobre zombies, "The Walking Dead", que será quem provavelmente ficará com o lugar, se a Academia decidir fugir às convenções mais um ano.


O mais provável, contudo, é que a AMC repita os dois nomeados como de costume não com esta série de Frank Darabont mas sim com "The Killing", que conquistou aclamação crítica pela sua primeira parte da temporada e que, mesmo que a segunda metade tenha sido menos inspirada, tem fortes hipóteses de conseguir uma nomeação aqui. É o tipo de série prestigiante que a Academia gosta de premiar.

Outras séries que vão certamente garantir votos são "Shameless" - que estreou a sua primeira temporada com grande sucesso na Showtime, que acredita muito na série mas que possivelmente vai ter que se contentar com a nomeação do seu actor principal -, "Justified" - que se ficará muito provavelmente pelo sétimo lugar na corrida, portanto aquele nomeado que quase chega lá mas que no fim não consegue e o polémico "Sons of Anarchy", que também me parece que se há-de contentar com a nomeação de Katey Sagal.

Outra série com algumas hipóteses, embora mais remotas, é "In Treatment", que foi cancelada e portanto pode dar vontade à Academia de premiar a série pela última vez, tal como "Big Love" e "Friday Night Lights". Esta última será, espero eu, a surpresa positiva das nomeações todas, fazendo um upgrade das duas nomeações para os seus protagonistas somando a estas uma nomeação muito merecida e até diria catártica para o final desta grande série. Quem parece ter saído de vez do radar é "House", o que se percebe perfeitamente, dado a contínua derrocada de qualidade da série.

De resto, é possível que tenhamos uma surpresa (afinal, são os Emmy!) na forma de "Burn Notice", "White Collar", "Covert Affairs", "Men of a Certain Age", "The Borgias", "Spartacus" ou "Camelot", mas não contaria muito com isso.

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Actor e Melhor Actriz - Drama

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. Já depois de termos falado de duas categorias, cá vão mais duas: Melhor Actor e Melhor Actriz - Drama.

MELHOR ACTOR - DRAMA


PREVISÃO:
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Kyle Chandler, Friday Night Lights
Michael C. Hall, Dexter
Jon Hamm, Mad Men
Hugh Laurie, House
 William H. Macy, Shameless

Um bom abanão era do que esta categoria menos precisa e assim sendo todos os nomeados anteriores voltam este ano em princípio, excluindo apenas Matthew Fox ("Lost") cuja série acabou e Bryan Cranston ("Breaking Bad"), triplo vencedor desta categoria (2008, 2009, 2010), cuja série falhou a temporada televisiva que terminou e só retorna este Verão. Assim, Jon Hamm ("Mad Men") conseguirá a sua quarta nomeação e posiciona-se, sem Bryan Cranston no caminho, para conseguir finalmente vencer o Emmy, ainda para mais se submeter "The Suitcase" como o seu episódio. Não terá tarefa fácil, porque nenhum dos outros homens que se mantém na categoria venceu ainda e todos são igualmente merecedores; Michael C. Hall ("Dexter") venceu o Globo de Ouro em 2010 mas não conseguiu juntar-lhe o Emmy; e Hugh Laurie ("House") venceu dois Globos de Ouro nas longínquas épocas de 2006 e 2007 mas o Emmy fugiu sempre. Deverão retornar à lista de nomeados em 2011, mas sem grandes hipóteses de vencer. 

O real competidor de Hamm vem de uma série nova e titânica chamada "Boardwalk Empire", tendo já vencido o Globo de Ouro em 2011 para Melhor Actor - Steve Buscemi. Ele, em quem ninguém apostava um chavo que iria ser convincente no papel de Nucky Thompson, surpreendeu tudo e todos e está agora à beira de vencer mais um prémio por uma interpretação excepcional - aliás, como todas são na carreia de Steve Buscemi. Quem terá uma tarefa hercúlea para se manter na lista é Kyle Chandler ("Friday Night Lights"). No entanto, como o treinador Taylor nada teme e como este ano foi a sua despedida em glória da série, que termina na DirecTV/NBC, parece-me que vai aguentar mais um ano e conseguir nova nomeação.
Finalmente, para o último lugar da tabela estavam vários - e meritórios - candidatos: os antigos nomeados Peter Krause ("Parenthood"), Bill Paxton ("Big Love"), Michael Imperioli ("Detroit 1-8-7"), Denis Leary ("Rescue Me"), Tom Selleck ("Blue Bloods"), Jeremy Irons ("The Borgias") e Gabriel Byrne ("In Treatment") e ainda os surpreendentes Andrew Lincoln ("The Walking Dead") e Sean Bean ("Game of Thrones") que infelizmente estão mais numa série de elenco do que numa série que os deixe brilhar por si só. O carisma de Nathan Fillion ("Castle") e David Boreanaz ("Bones") também não lhes deve valer muitos pontos e votos, por muito boas audiências tenham os seus procedurais.

A FX está a puxar a sério pela nomeação de Charlie Hunnam ("Sons of Anarchy") e a USA faz o mesmo por Jeffrey Donovan ("Burn Notice"), mas provavelmente sem efeito. Desses canais, contudo, vêm duas fortes possibilidades para o sexto e último lugar: falo de Timothy Olyphant ("Justified") e Matt Bomer ("White Collar"), ambos enormemente merecedores dessa nomeação - o primeiro já a merecia o ano passado. Não obstante isto, penso que quem tem o buzz todo é quem prevalece no fim e esse é William H. Macy que se transforma completamente no patriarca Frank Gallagher de "Shameless" e que em teoria ocupará o último lugar da lista.

MELHOR ACTRIZ - DRAMA


PREVISÃO:
Connie Britton, Friday Night Lights
Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims' Unit
Julianna Margulies, The Good Wife
Elizabeth Moss, Mad Men
Katey Sagal, Sons of Anarchy
Kyra Segdwick, The Closer

Começamos por Mariska Hargitay. Todos os anos toda a gente prevê que "este vai ser o ano em que Hargitay não é nomeada". E todos os anos ela acaba por ser. É uma daquelas instituições que referi na publicação anterior que não consegue ser arrumada para canto. É como se fosse uma boa amante que nos traz sempre boas memórias de tempos passados enquanto jovens descuidados na flor da idade. Ou pelo menos deve ser por isso que a Academia não a consegue esquecer. Assim, em vez de irremediavelmente voltar a ser corrigido (se for corrigido, será agradavelmente assim), cá está ela de novo a marcar presença - pelo menos assim o espero até 2012, quando ela sair de vez do ar. A vencedora do ano passado (pese tudo o que tenho contra ela) também está de pedra e cal na categoria - Kyra Segdwick encerra a sua cruzada em "The Closer" em 2012 e também ela me parece prontinha para receber segunda estatueta por trabalho medíocre no próximo ano, quando inevitavelmente desaparecer da TNT. Finalmente, do ano passado transitam duas actrizes que pelas suas respectivas interpretações já deviam ter tido Emmy na mão em 2009 e 2010, respectivamente. Connie Britton é tão excelente no que fez em "Friday Night Lights" que juro que vou ficar de queixo caído se depois de a Academia ter feito bem em nomeá-la em 2010, voltar a errar e deixá-la de fora em 2011. É inadmissível dar um passo em frente e dois para trás. Depois, o outro erro a ser corrigido é, claro, finalmente dar a estatueta de Melhor Actriz a Julianna Margulies (para ela juntar ao SAG e ao Globo de Ouro que já possui), que é absolutamente fantástica em "The Good Wife" e que só falhou o prémio em 2010 porque submeteu um episódio em que a sua interpretação nada impressiona (pelo menos, não mais do que o costume).

De resto, o lugar habitual de "Mad Men" que Elizabeth Moss elegantemente desocupou em 2010 para dar lugar a January Jones que detinha maior tempo de ecrã na terceira temporada da série voltará a ser reavido pela mesma Elizabeth Moss nesta quarta temporada - mesmo com January Jones também submetendo-se como Melhor Actriz Principal, naquela que é das maiores anedotas desta corrida. Não só estará de volta como potencialmente poderá sair vencedora, se Margulies afrouxar de novo na selecção de episódio e Moss escolher o brilhante "The Suitcase". Finalmente, resta-nos o último lugar e não temos gente muito qualificada para o ocupar além de Katey Sagal, que só por esquecimento ou burrice não foi ainda nomeada pelo ser impressionante trabalho em "Sons of Anarchy" que, felizmente, começou a dar frutos este ano com a vitória nos Globos de Ouro. Será provavelmente a sexta nomeada, até porque este ano não temos Glenn Close ("Damages" só estreia este Verão), Lauren Graham ("Parenthood"), Piper Perabo ("Covert Affairs") e Emmy Rossum ("Shameless") não parecem ter o buzz requerido para deitar abaixo nenhuma destas senhoras e as outras opções, de Sarah Wayne Callies ("The Walking Dead"), Melissa Leo ("Treme"), Anna Paquin ("True Blood") e Mary McCormack ("In Plain Sight") não parecem ter poder suficiente para se impor na corrida.

Os dois pesos pesados que faltam - Dana Delany ("Body of Proof") e Kathy Bates ("Harry's Law") - poderão ter que esperar mais um ano ou dois até possivelmente serem incluídas. Isto se durarem tanto tempo. Também não podemos propriamente excluir Sally Field ("Brothers & Sisters") e Patricia Arquette ("Medium") das possibilidades, até porque ambas venceram em 2005 e 2006, respectivamente, mas a verdade é que ambas as séries estão há muito ultrapassadas.

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Actor e Actriz Secundários - Drama

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. As primeiras categorias a que me dedico: Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz Secundária - Drama.
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - DRAMA

 
 PREVISÃO:
Andre Braugher, Men of a Certain Age
Josh Charles, The Good Wife
Alan Cumming, The Good Wife
Michael Pitt, Boardwalk Empire
Michael Shannon, Boardwalk Empire
John Slattery, Mad Men

A lista de nomeados desta categoria este ano vai ser bastante diferente em comparação ao ano passado, sobretudo porque quatro dos seis nomeados de 2010 não vão poder estar presentes: Aaron Paul ("Breaking Bad") e Martin Short ("Damages") não viram as suas séries regressar nesta temporada televisiva, tendo ambas estreia apenas para este Verão; e Michael Emerson e Terry O'Quinn ("Lost") viram a sua série terminar o ano passado. Em teoria, faz sentido que John Slattery ("Mad Men") continue por entre os nomeados, juntando a sua terceira nomeação; já Andre Braugher ("Men of a Certain Age"), o outro nomeado de 2010 que sobra, pode cair para qualquer um dos lados - a competição é dura de roer, portanto embora eu mantenha a aposta na sua nomeação, não ficaria surpreendido se ele não a conseguisse.

De entre os ferozes competidores deste ano, duas séries emergem como potenciais providenciadoras, digamos, da categoria, dado o elevado número de candidatos que cada uma possui para integrar a lista de nomeados. Alan Cumming pode repetir a nomeação o ano passado por "The Good Wife", então na categoria de Melhor Actor Convidado e a ele provavelmente deve-se juntar um dos dois amores de Alicia Florrick - dos dois, dado o tempo de antena, Josh Charles tem a vantagem, mas também poderia muito bem ser Chris Noth (Matt Czuchry não deve, para já, ter hipótese de pontuar). Já de "Boardwalk Empire" a escolha vai ser mais difícil: Michael Shannon é o mais forte competidor, tendo como selo de qualidade a sua nomeação recente para os Óscares; e a minha outra escolha é Michael Pitt, indubitavelmente a maior figura da série, depois de Buscemi e o acima-mencionado Shannon (outras possibilidades incluiriam Michael Stuhlbarg e Michael K. Williams).

Se fôssemos por reais merecedores de nomeação, então a nossa lista não pode ficar completa sem Shawn Hatosy e Michael Cudlitz ("Southland"), Walton Goggins (Justified) e John Noble ("Fringe") que irão decerto obter votos, mas que não serão em princípio suficientes para lhes garantir a nomeação. Em "Mad Men" temos ainda Jarred Harris e Vincent Kartheiser como hipóteses mais remotas, em "True Blood" temos Alexander Skarsgard e Denis O'Hare (cuja interpretação na terceira temporada da série da HBO gerou enorme buzz), Billy Campbell em "The Killing" (que hesitei por algum tempo em colocar nas minhas previsões como upset da categoria em detrimento de Braugher), Scott Caan ("Hawaii Five-0") que recebeu uma nomeação para Globo de Ouro e, finalmente, de entre o grande elenco de "Game of Thrones", é possível que Peter Dinklage, esteja a Academia mais receptível à série de fantasia do que eu pensava, consiga o último lugar da lista.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - DRAMA

PREVISÃO:
Christine Baranski, The Good Wife
Michelle Forbes, The Killing
Christina Hendricks, Mad Men
Kelly MacDonald, Boardwalk Empire
Margo Martindale, Justified
Archie Panjabi, The Good Wife

Neste grupo é provável que haja menos mexidas, com as três nomeadas que transitam do ano passado com enormes possibilidades de voltarem a marcar presença, com as premiadas Archie Panjabi e Christine Baranski ("The Good Wife") a repetir a nomeação, ao lado de Christina Hendricks ("Mad Men") que conseguiu finalmente ser nomeada a temporada passada e vem carregada de buzz, fruto da vitória recente nos Critics Choice Awards. Embora me deixe algumas reservas quanto à sua inevitável nomeação, a outra vencedora nos Critics Choice Awards, Margo Martindale ("Justified") tem sem dúvida uma das melhores interpretações do ano em televisão e seria um portentoso crime deixá-la de fora. 

Sharon Gless ("Burn Notice") recebeu uma nomeação o ano passado - ela que é uma veterana nomeada dos Emmy, tendo amealhado várias nomeações ao longo da carreira - e pode sem dúvida repetir; contudo, wishful thinking da minha parte leva-me a pensar que ela terá ficado com o sexto lugar dos nomeados em 2010, sendo portanto uma nomeação isolada, sem grande explicação. Claro que posso estar errado e ela voltar a conseguir estar na lista. Quem entrará com quase certeza absoluta nesta lista - e merecidamente o fará - é Kelly MacDonald, que deixou meio mundo boquiaberto com o seu talento em "Boardwalk Empire", sendo até uma das favoritas à vitória.

Finalmente, o último lugar da lista - aquele que mais confusão me dá em decidir - ficou com Michelle Forbes. Principalmente porque acho que "The Killing" vai ser entusiasticamente bem recebido pela Academia, também porque a AMC está a promover intensamente a série (agora que está habituada a ter sempre dois lugares nos nomeados para Melhor Série) e ainda porque se há nomeação plausível para os actores da série, ou é para Forbes ou é para Mireille Enos na categoria de Melhor Actriz e nessa categoria há certas "instituições" que prevalecem sempre. E Forbes tem batalhado arduamente para fazer nome em várias séries televisivas.

Outras possibilidades: a brilhante Kiernan Shipka ("Mad Men"); as multiplamente nomeadas Sandra Oh e Chandra Wilson e, com muito buzz à custa do episódio musical, Sara Ramirez ("Grey's Anatomy"); Emilia Clarke and Michelle Fairley ("Game of Thrones"); uma das descobertas de "Parenthood", Mae Whitman; Debra Winger e Amy Ryan ("In Treatment"), antigas nomeadas para o Óscar; a veterana Khandi Alexander ("Treme"); a MVP de "Southland", Regina King; e, uma vez que a sua série terminou, talvez Chloe Sevigny e Ginnifer Goodwin tenham hipótese de ganhar uma nomeação de despedida.