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DIAL P FOR POPCORN

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ATTACK THE BLOCK (2011)




É o sucesso inglês do ano. O grande candidato aos BAFTA de 2011 mas que, curiosamente, não teve praticamente repercussão internacional. E, depois de ver o filme, é fácil perceber o porquê. Attack the Block é um filme mediano. E quando um filme é mediano, não aquece nem arrefece. Achei-o um pouco monótono, um pouco mortiço, um pouco sonolento. É uma ideia engraçada, não o nego. O oportunismo com que apareceu associado aos tumultos de Londres, fê-lo entrar num comboio de sucesso para o qual, à partida, não estaria preparado.


Tudo se passa num bairro social, onde um grupo de jovens utiliza os assaltos violentos para garantir a sua subsistência. Quando a jovem Sam regressa a casa e é atacada pelo gang liderado por Moses, um objecto estranho aparece do nada e cai em cima de um carro. O estrondo da queda permite a fuga de Sam e capta a atenção dos jovens que, ao perceberem que se trata de um alien, decidem mostrar a sua força e exercer a sua autoridade. A morte deste estranho animal traz consigo a desgraça do bairro social. O gang começa a ser perseguido por animais monstruosos e demolidores e vê-se a braços com uma guerra entre dois mundos, utilizando todos os artifícios à sua disposição para se defenderem.



Até podem achar o argumento interessante, mas eu considerei o filme bastante entediante e, até, medíocre. Não é o melhor do ano em Inglaterra. Nem estará certamente entre os cinco melhores.

Nota Final:

C+


Trailer:





Informação Adicional:

Realização:
Joe Cornish
Argumento: Joe Cornish
Ano: 2011
Duração: 88 minutos

THE ADVENTURES OF TINTIN (2011)



Tenho que ser sincero. Tintin é um filme realmente engraçado, divertido, empolgante e cativante. Um "Two Thumbs Up!". Um sucesso. Não esperava admiti-lo, principalmente depois de saber que era Spielberg quem o iria realizar e depois de um trailer tão pouco convincente.


Mas, paradoxalmente, sempre desconfiei que Tintin me poderia surpreender. Em primeiro lugar, o trio de argumentistas que adaptaram a história de Hergé é bastante bom. Steven Moffat? Criador de Coupling, Sherlock e Doctor Who. Edgar Wright? Criador de Spaced, Shaun of Dead, Hot Fuzz e Scott Pilgrim. Joe Cornish? Criador do grande sucesso inglês do ano, Attack the Block. Em segundo lugar, porque as histórias de Hergé são, por si só, dotadas de um enorme potencial que, embora precisem de ser exploradas com alguma inteligência e sagacidade, podem facilmente garantir o sucesso de um filme. E por último porque foi depositada em Peter Jackson a tarefa de "criar" Tintin. E, algo que quero salientar, é a qualidade das imagens (em 2D) do filme. Graças às potencialidades da equipa de Jackson, o espectador tem a oportunidade de entrar dentro do desenho animado, de ver uma banda desenhada, no seu verdadeiro signficado, projectada numa película de cinema.


Por fim, a história, emocionante, consegue cativar o espectador sem grandes dificuldades. A cumplicidade de Tintin (Jamie Bell) e Milu é muito bem explorada, a personagem do Capitão Haddock (Andy Serkis) completamente hilariante e só fiquei com uma pontinha de desilusão devido às parcas aparições dos sempre divertidos irmãos Dupond e Dupont. Tudo gira à volta da miniatura de um barco que Tintin adquire numa feira de antiquidades por mera curiosidade. O assalto à sua casa, onde o pequeno barco é roubado, e a insistência de um estranho coleccionador em o adquirir, são o ponto de partida para mais uma aventura perigosa e atribulada desta personagem e do seu eterno companheiro.




Se quiser, Spielberg tem aqui uma mina de ouro para se encher de dinheiro para si e para as suas próximas quatro ou cinco gerações. Representar Tintin no cinema, com esta qualidade de imagem e efeitos especiais, é um sucesso garantido.

Nota Final:
A-/B+



Trailer:





Informação Adicional:

Realização:
Steven Spielberg
Argumento: Joe Cornish, Edgar Wright, Steven Moffat
Elenco: Jamie Bell, Daniel Craig, Andy Serkis, Nick Frost, Simon Pegg
Fotografia: Janusz Kaminski
Banda Sonora: John Williams
Ano:
2011
Duração:
107 minutos