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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Grandes Divas do Ecrã


Esta semana, as nossas rubricas semanais foram guardadas para hoje para, em sintonia com a cerimónia de logo dos Óscares, trazerem à memória os filmes nomeados de 2010. Já fizemos a Frase Inesquecível, vem agora a Grande Diva.

E porque uma Diva não tem que ser sempre feminina... cá está a nossa primeira diva masculina. E que diva!




Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), "The Social Network" (2010)


"I think if your clients want to sit on my shoulders and call themselves tall, they have the right to give it a try - but there's no requirement that I enjoy sitting here listening to people lie. You have part of my attention - you have the minimum amount. The rest of my attention is back at the offices of Facebook, where my colleagues and I are doing things that no one in this room, including and especially your clients, are intellectually or creatively capable of doing. Did I adequately answer your condescending question? "

THE SOCIAL NETWORK (2010)


Há pessoas que são neutras. Nem demasiado boas nem demasiado más. Sem empolgarem mas também sem criarem ódios de estimação. Que passam e não são recordadas. The Social Network é um filme neutro. É um bom filme, um filme que vale os cinco euros dos bilhetes e que certamente levará ao rubro a disputa entre os três canais generalistas para o transmitir numa tarde de domingo. Mas não é, de perto, um grande filme. Eu gostei (melhor a segunda parte do que a primeira), mas não o coloco num altar nem tenho vontade de o rever.


Sinceramente, não me empolgou e não me fará recordá-lo com frequência. Acredito que seja, para muitos, o filme das suas vidas, a melhor coisa que viram nos últimos anos. Acredito que os milhões de fervorosos fans de facebook vão colocar "nota 10" neste filme. Acredito até que esta crónica poderá levar à impopularidade do nosso blog, mas The Social Network não passa de um filme normal, com uma história (por vezes) até um pouco entendiante, algumas piadas pontuais bastante engraçadas e uma bela banda-sonora. David Fincher não podia fazer muito mais.


Mas, há uma questão que se coloca. Até que ponto o filme retrata a realidade e a verdadeira personalidade do tão carismático e peculiar Mark Zuckerberg? Eu gostei muito desta personagem. É dificil não simpatizar com o trabalho de Jesse Eisenberg (já o disse na anterior crónica), mas todas as ideias e sentido de humor que se atribuem a Mark Zuckerberg durante o filme fizeram-me ficar na dúvida quanto à fidelidade da adaptação de David Fincher. E se há coisa que eu não suporto no cinema Americano é o vício de tentar puxar do espectador o seu lado mais emotivo, através do embelezamento de uma personagem e de uma história.


Quanto à história, é conhecida por muitos. Eu nunca me preocupei em saber, profundamente, como tudo começou e fui ao cinema praticamente às cegas. Estamos no ano 2003, quando em Harvard Erica Albright decide terminar o seu namoro com Mark Zuckerberg. Este, por vingança, decide fazer-lhe uma humilhação pública no seu blogue e criar (juntamente com ajuda do amigo Eduardo Saverin) uma votação pública para decidir qual a rapariga mais sensual de toda a universidade. Após levar à rotura o servidor da universidade (vinte e duas mil visitas ao site facemash.com nessa mesma noite), Mark Zuckerberg torna-se o rapaz mais falado da universidade e a sua fama chega aos ouvidos dos irmãos Winklevoss, dois meninos bonitos que decidem propôr a Zuckerberg a criação de um site onde todos os alunos de Harvard possam partilhar fotografias e confidencialidades. Zuckerberg aceita participar na ideia e começa então a criar aquela que hoje em dia é a mais famosa e participada rede social. de todo o mundo O resto são processos nos tribunais e guerras sobre a verdadeira autoria desta ideia que vale actualmente vinte e cinco biliões de dólares.

Notas positivas para as prestações de Jesse Eisenberg (B+) e de Andrew Garfield (B).


Nota Final: B


Trailer:




Informação Adicional:

Realização: David Fincher
Argumento: Adaptação de Aaron Sorkin apartir do livro de Ben Mezrich
Ano: 2010
Duração: 121 minutos

ZOMBIELAND (2009)


E porque é que eu me lembrei de falar sobre o Zombieland? Sim, é um fantástico filme de um humor negro que me levou ao céu e me fez rir com vontade como não o fazia há muito no cinema. Cinco euros que valeram os cinco euros deitados fora no (muito) infeliz "Book of Eli" ou até no mais recente tiro ao lado de Oliver Stone em "Wall Street 2". São idas ao cinema para ver filmes como Zombieland que me fazem ter prazer de entregar cinco euros em troca de noventa minutos de puro entretenimento.


No entanto, não foi por isso que me lembrei de Zombieland. Fui à lista de "Top Movies" do imdb.com e reparei no tão badalado "The Social Network" e lembrei-me de ir buscar um filme onde tenha entrado a mais recente entrela do cinema americano: Jesse Eisenberg. O rapaz que certamente já é um sex symbol para as jovens americanas, cujo estilo simplório, idiota e (quase sempre) caricato que emprega na grande maioria das personagens que encarna, acabam por me fazer pensar se Jesse Eisenberg não será uma cópia de um Michael Cera (esse sim, um tipo com aquela piada genuína).

Deixando de parte o Zuckerberg dos cinemas, venho aqui então fazer-vos esta suplica: Se nunca viram Zombieland, procurem-nos imediatamente. Arranjem-no e hoje mesmo vejam-no!


Como já deixei bem claro em vários posts que fiz, sou um fiel admirador do humor negro, da piada sádica e dos momentos mórbidos. Sei bem que nem todos estão habilitados para o fazer, mas depois de ver Zombieland, reconheço que Paul Wernick e Rhett Reese são dois tipos capazes de transformar uma ideia já mais do que batida, misturada, explorada e remoída, num filme interessante, intenso e surpreendentemente divertido. Deixo-vos apenas um cheirinho daquilo que é Zombieland: Com um elenco de valor, onde Woody Harrelson, Emma Stone, Abigail Breslin e o próprio Bill Murray (que entra no filme como Bill Murray) se juntam a Jesse Eisenberg para formar um insólito gang que, por um conjunto de acasos, se reúne para combater os zombies que se instalaram nos Estados Unidos. Com métodos e ideais peculiares, Zombieland é um filme único.


Nota Final: B+

Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Ruben Fleischer
Argumento: Paul Wernick e Rhett Reese
Ano: 2009
Duração: 88 minutos