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DIAL P FOR POPCORN

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YOUNG ADULT (2011)


Era um dos filmes que mais queria ver na Temporada de 2011. E, infelizmente, transformou-se numa ligeira desilusão. É um filme agradável, no qual Reitman e Cody comprovam que são dois atentos observadores daquilo que são os problemas dos actuais young adults, mas que não aquece nem arrefece. O espectador não é estimulado, não se sente cativado. Somos meros espectadores de uma história que, com noventa e quatro minutos, consegue ser longa demais. A interpretação de Charlize Theron é, embora um pouco histérica, uma óptima prestação. Sem dúvida, o ponto mais positivo de todo o filme.


Charlize é Mavis Gary, uma solitária escritora de argumentos e pequenos livros juvenis que, a viver sozinha em Minneapolis, decide regressar à sua vila natal e recuperar o grande amor da sua adolescência: Buddy Slade (Patrick Wilson), um homem bem casado com a amorosa Beth (Elizabeth Reaser) e que resiste com alguma indiferença aos sucessivos ataques de Mavis, uma mulher decrepita, perdida, desnorteada, que tenta a todo o custo reviver os momentos felizes de uma vida e de um passado que há muito a abandonou.


Foi o muito aguardado regresso da dupla Jason Reitman/Diablo Cody depois do explosivo sucesso de Juno em 2007. Mas infelizmente só serviu para reforçar a dúvida que já existia: será esta dupla, capaz de voltar ao nível que os catapultou para um patamar de sucesso e admiração? Seremos, num futuro próximo, novamente atropelados pela qualidade de um argumento pungente, verdadeiro, real e emocionante? A dúvida fica, e a carreira dos dois tem que seguir em frente. Reitman sobrevive bem sem Cody. Mas não sinto que Cody seja capaz de viver sem Reitman.


Nota Final:
B-



Trailer:




Informações Adicionais:
Realização: Jason Reitman
Argumento: Diablo Cody
Ano: 2011
Duração: 94 minutos






TEMPORADA 2011/2012 - FEVEREIRO


Caros leitores, está de volta a crónica mensal Temporada, para uma edição de Fevereiro carregada de óptimas e muito aguardadas estreias! Mês de Óscares, cinemas ao rubro!





Começamos por aquilo que estreou ontem na salas de cinema portuguesas. E que agradável semana! Destaque, claro, para um dos filmes mais falados de todo o ano, The Artist, que certamente arrecadará uma boa bilheteira durante as semanas em que estiver em exibição (principalmente se aguentar até ao sucesso que certamente lhe estará guardado para a cerimónia dos Óscares). Mas há mais para ver. Young Adult, o regresso de Jason Reitman (muito bem acompanhado por Diablo Cody (com quem trabalhou no filme "Juno")) ao grande ecrã, depois do tremendo sucesso de Up In The Air. Young Adult não conseguiu igual aprovação internacional, mas certamente que será uma agradável e divertida escolha, num filme que conta com Charlize Theron no papel de actriz principal. Mas a semana de 2 de Fevereiro traz-nos ainda o mais inesperado (ou talvez não) sucesso desta temporada natalícia: The Muppets, que marca o regresso do Sapo Cocas e companhia, tem recebido enormes elogios. Com Jason Segel e Amy Adams, este clássico filme para ver com toda a família, é uma das minhas recomendações para o primeiro fim-de-semana deste mês.





E depois de começar em grande, a segunda semana de Fevereiro já não terá tanta e tão boa oferta. O destaque natural irá para Iron Lady, a estreia do bio-pic em que Meryl Streep interpreta uma das mais carismáticas e marcantes governantes europeias do passado século, Margaret Thatcher, numa personagem que tem tudo para que a actriz mostre toda a sua classe e poder enquanto artista. Não sei se irei vê-lo ao cinema, mas é um conselho caso já tenha visto todos os filmes que estreiam durante esta semana e caso, claro, este tema interesse particularmente ao leitor. Esta semana será também marcada pela estreia do filme francês Le Havre, de 2011, mas que não estou certo se estreará em muitas salas. O mais provável será que a estreia se fique por Lisboa e Porto.





Dia 16 de Fevereiro será o dia de Hugo. O novo filme de Martin Scorsese, que venceu prémios por todos os festivais por onde passou, será muito provavelmente o filme que melhor rendimento retirará das suas nomeações para os Óscares. A semana da estreia foi estrategicamente escolhida para arrecadar os frutos da cerimónia (onde é o mais forte candidato à vitória em diversas categorias, a par com O Artista) e, sendo um filme para miúdos e graúdos, facilmente conseguirá uma óptima bilheteira. É o grande filme da semana, e uma forte recomendação que aqui deixo para o leitor. Se preferir um thriller dramático, com uma história dura e tocante, We Need to Talk About Kevin, com uma estrondosa interpretação de Tilda Swinton, será uma óptima escolha.





Para a última semana, será inevitável falar do péssimo War Horse, o novo filme de Steven "sou uma máquina de fazer dinheiro" Spielberg. O trailer bastou-me. Se for fan do realizador, poderá ir até ao cinema para o ver. A sua nomeação para Melhor Filme nos Óscares é uma farsa e só reforça a opinião que já tinha sobre a enorme influência que o nome Spielberg e as grande produtoras americanas têm nas nomeações desta categoria. A nomeação engana os leitores mais distraídos e garante lucros num filme que não devia ter saído da cabeça de Spielberg. Mas nesta semana já tão pobre em estreias (um claro sinal de que a temporada dos Óscares está a terminar), a minha escolha irá cair sobre Bel Ami, um filme baseado no livro de Guy de Maupassant e que conta a história de um rapaz pobre que utiliza a sua beleza, o seu charme e os seus encantos para cativar as mulheres mais poderosas de Paris no final do século XIX.