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DIAL P FOR POPCORN

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[Trailer] INSIDE LLEWYN DAVIS, dos irmãos Coen


Foi hoje divulgado o primeiro trailer do novo filme dos Irmãos Coen. Chama-se Inside Llewyn Davis e é baseado no livro de memórias de Dave Van Ronk "The Mayor of MacDougal Street". Conta com a participação de Oscar Isaac (no papel de Llewyn Davis), Carey Mulligan, Justin Timberlake, Garrett Hedlund, John Goodman, F. Murray Abraham e Adam Driver. Deverá ter estreia mundial na edição de 2013 do Festival de Cannes.

TRUE GRIT (2010)


Juntar os irmãos Coen a um Western é o equivalente a colocar uma cereja no topo de um enorme e delicioso bolo. Para mim, esta combinação é o equivalente a um sonho que se torna realidade. Já o disse aqui, por diversas vezes, que estes são os meus realizadores favoritos, em actividade, e como tal, sendo eu um fan de Westerns, vê-los a colocar a sua magia num género cada vez mais esquecido e ostracizado, deixa-me indescritivelmente feliz.


Saí feliz, contente, realizado e convencido da sala de cinema. Todos os actores de True Grit estão a um nível altíssimo: Jeff Bridges espalha charme e versatilidade pelo ecrã, numa prestação de grande qualidade e que, infelizmente, não será devidamente recompensada com o Óscar de melhor actor; Hailee Steinfeld, justifica a nomeação e deixa no ar a perspectiva de uma grande carreira, com uma natural propensão para papéis carismáticos e intensos; Matt Damon, certamente num dos papéis mais divertidos de toda a sua carreira, o meu favorito deste filme, e a prova de que os Coen fazem o que querem de um actor; Por fim, Josh Brolin, com apenas 10 ou 15 minutos de protagonismo, num papel diferente daquele a que nos habituou, mas pleno de oportunismo e extremamente bem aproveitado.


Ora bem, fui ao cinema sem sequer ver o trailer de True Grit. E fiquei, como já vos disse, verdadeiramente agradado. Não existisse uma obra-prima chamada Biutiful, e True Grit seria certamente o meu favorito deste ano.


Adaptado do livro de Charles Portis, Ethan e Joel Coen não deixam os créditos por mãos alheias. A magia de um filme dos Coen é a imprevisibilidade dos acontecimentos. A qualquer momento, uma cena emocionante de verdadeira partilha de amor entre duas pessoas, pode natural e espontaneamente, dar lugar a uma cena do humor negro e ácido com que os Coen me conquistaram.


A base da história, vou tentar resumi-la em poucas linhas: Ao ver o seu pai ser assassinado às mãos do cruel oportunista Tom Chaney (Josh Brolin), Mattie Ross (Hailee Steinfeld) decide vingar a morte do seu progenitor e partir à procura do responsável pela sua morte. Para a ajudar, contrata um temível e impiedoso Marshal, Reuben J. "Rooster" Cogburn (Jeff Bridges) e partem no encalço de Chaney. Cedo percebem que não são os únicos a quererem a cabeça do fora-de-lei: LaBoeuf (Matt Damon), um Ranger do Texas, persegue o mesmo assassino há diversos meses a mando de uma abastada família do Texas. Juntos, partem numa atribulada aventura, onde serão diversos os obstáculos a ultrapassar e constantes as dificuldades com as quais se irão deparar.


True Grit é um filme cheio de garra, cheio de personalidade, cheio dos Coen, cheio de humor negro, cheio de carisma, cheio de momentos únicos. True Grit é um filme que os fans dos Coen vão amar. True Grit é a prova de que os Coen nunca falham: são uma máquina de fazer cinema com qualidade, um fenómeno da sétima arte e uma das poucas razões pelas quais ainda vale a pena ver o Cinema produzido nos Estados Unidos.

Notal Final: A-

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Joel e Ethan Coen
Argumento: Adaptação de Joel e Ethan Coen, a partir do livro de Charles Portis
Ano: 2010
Duração: 110 minutos.

Personagens do Cinema - Chad Feldheimer


É inevitável. Tinha que voltar aos irmãos Coen e a mais uma das suas criações. Uma surpreendente, inesperada, viciante e genuína personagem. É aquelas personagens que marcam a diferença entre um bom realizador e um realizador de classe. É por personagens assim que eu me perco em palavras quando falo sobre eles e é por personagens assim que, para mim, tudo o que vem dos irmãos Coen, vem com selo de qualidade. Eu, pessoalmente, conto as horas para ver True Grit. Falta cada vez menos para o dia 17 de Fevereiro.



Sobre Chad Feldheimer, o que vos posso dizer é que é um palhaço. Desde a ponta dos cabelos até à unha do polegar do pé. Um azeitolas, um bimbo, um parolão. É toda aquela personagem que caminha por este mundo com uma auto-estima interminável e sem preocupações sobre as opiniões que os outros possam retirar da sua figura.


Como não podia deixar de ser, e vejam bem a sua figura, é um autêntico cobardolas. Técnico de ginásio, musculado, com uma aparência vistosa e um porte elegante, foge à primeira ameaça e implora perdão ao primeiro sinal de perigo.


E é toda esta combinação, à qual se junta um disco externo com informação ultra confidencial da CIA e um elenco de luxo (George Clooney, John Malkovich, Frances McDormande Tilda Swinton), que torna Burn After Reading umas das melhores comédias da década. Perdi-me de riso e tive pena que tivesse que acabar. Burn After Reading é Irmãos Coen em modo light. E é tão bom!

Personagens do Cinema - The Dude


Vi o Oscar que Jeff Bridges ganhou este ano, como uma tardia recompensa pelo papelão que em 1998 os (mágicos) irmãos Cohen criaram à sua imagem.

The Dude é o Big Lebowski. Um indivíduo para quem não existem problemas, tudo está sempre bem e que nunca se chateia. Até ao dia em que dois individuos, com todo o seu ar de capangas pagos para matar, arrombam a porta de sua casa e o agridem, exigindo o pagamento de uma multa milionária que se encontra há muito por saldar. Toda a cena da agressão é de uma ironia e um humor negro deliciosos, com o ponto alto na cena em que um dos agressores urina no tapete favorito do The Dude.


Perplexo e sem entender o que se estava a passar, The Dude decide que a bem da sua integridade física e da tranquilidade de que tanto gosta, lá terá que arranjar um emprego (algo a que até então se julgava alérgico) para pagar o montante exigido.

O filme vai-se desenrolando até à altura em que descobrimos que LA existem dois Lebowskis, um milionário (o tal que devia ter pago a divida) e um outro, que exibe com orgulho a alcunha do The Dude. Tudo havia sido uma confusão e não passava de um mal entendido. Mas The Dude estava decidido a entrar em acção e deixar o conformismo dos seus dias. Um herói inesperado, uma figura impar, um estilo que fez a digna homenagem aos tão maltratados robes de casa. O resto, quero que sejam vocês a descobrir!


Um grandioso papel, um filme com um humor digno dos melhores momentos dos irmãos Coen (realizadores que adoro!) e que, como tantas vezes acontece, passou completamente ao lado dos Oscars e do reconhecimento de muitos "filósofos" do cinema.

(Teaser) Poster Oficial de "TRUE GRIT", dos irmãos Coen

Já sei que serão notícias antigas, mas tinha de a colocar aqui de qualquer forma. Depois do teaser trailer, chega-nos o teaser poster oficial para a nova adaptação cinematográfica (os irmãos Coen têm rejeitado a ideia de remake do anterior filme, pois afirmam ser um argumento originalmente adaptado do livro) de "True Grit", o romance de Charles Portis que chegou pela primeira vez aos cinemas em 1969 e que valeu a John Wayne o seu único Óscar.


Protagonizado por Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin e Hailee Steinfeld, realizado por Joel e Ethan Coen e contando ainda com os seus homens de confiança Roger Deakins (fotografia) e Carter Burwell (banda sonora), o filme promete ser um dos grandes candidatos aos prémios de final do ano, em particular dos Óscares, para os quais os irmãos Coen tendem sempre a ser considerados favoritos.

Quanto ao que penso do poster em si? Acho-o algo fraco, embora já tenha lido por aí que é fabuloso e uma obra-prima genial. Eu não concordo; acho-o insípido, uma ideia usada e esbatida, nada a condizer com o espírito empreendedor e criativo dos irmãos Coen. E penso que poderiam ter feito muito melhor (se bem que os posters dos irmãos Coen nunca foram o grande forte dos seus filmes).

ÚLTIMA HORA: "True Grit", "The King's Speech", entre outros!

Bem, não é propriamente "última hora!" porque alguns destes trailers já têm algum tempo, mas como eu tenho vindo a adiar a sua publicação (pouco tempo livre...), juntei-os agora todos. Vão-me perdoar se já os tiverem visto noutros sítios. Peço desculpa pelo meu atraso em retornar ao blogue mas acho que já vou voltar a ter tempo para publicação regular.


"CASINO JACK"

"Casino Jack" é suposto ser plataforma de lançamento para Kevin Spacey voltar a ser nomeado para um Óscar. Tem todos os ingredientes necessários: filme biográfico, personagem histriónica, singular e bastante peculiar, história real pertinente no mundo actual e o filme parece ser bom. Contudo, eu não estou muito convencido.




"TRUE GRIT"

Outro que tem vindo a ganhar maior desconfiança da minha parte, dado todo o secretismo em volta da situação, é este remake de "True Grit" por parte dos irmãos Coen. Em teoria, tem tudo para dar certo: irmãos Coen + Jeff Bridges + Josh Brolin + Matt Damon + uma novata, Hailee Steinfeld, em quem recaem grandes expectativas (o filme depende todo dela), mas que para ter sido seleccionada de um casting de milhares tem que ter mostrado alguma coisa + Carter Burwell + Roger Deakins + western = novo sucesso à la "No Country for Old Men"? Veremos.




"THE KING'S SPEECH"

O filme mais criticamente aplaudido este ano, a par de "The Social Network", é este "The King's Speech", que vem fresquinho de vencer o Prémio do Público (People's Choice Award) em Toronto. Claro que nem sempre apoio da crítica + prémios do público em grandes festivais significa glória, mas sempre ajuda imenso, não é verdade? E o facto de ser britânico, de ter um realizador a subir na carreira, de ter um elenco com Firth (na shortlist para ganhar um Óscar a curto-prazo - provavelmente este ano), Rush (na shortlist para nova nomeação há muito tempo) e Bonham-Carter (na shortlist para nova nomeação desde 1999, até porque muitos verão com excelentes olhos esta fuga da filmografia Burton), de ser uma história real que envolve realeza do passado próximo e que é engraçada e interessante devem ser pontos bónus que deverão ajudar a que o filme seja mesmo o foco das atenções da temporada que se vem iniciando. Infelizmente, o trailer é uma mostra pobre das qualidades do filme, segundo o que tenho lido por aí.




"THE FIRST GRADER"

Este intrigou-me. Foi o segundo mais votado no Prémio do Público no Festival de Toronto, tendo perdido para o filme acima mencionado ("The King's Speech") e é uma história verídica inspiracional sobre um homem queniano que aos 84 anos de idade, no primeiro dia de educação primária gratuita do país, surge numa escola, pronto para ser um estudante. O realizador do filme é Justin Chadwick ("The Other Boleyn Girl"). Mesmo não sendo nada de especial, vou tentar deitar um olho a críticas que eventualmente surjam do filme para ver se vale a pena.



"SUPER 8"

O que tem de especial este "Super 8"? Kyle Chandler e Elle Fanning. Realização de J.J. Abrams. Produção de Steven Spielberg. Ficção científica. Sinopse interessante: desastre de comboio em 1979 com relatos de três pessoas que viram uma criatura desconhecida abandonar o local. Teaser trailer estupendo.


E deixo-vos por fim com um segundo trailer para o potencial blockbuster do realizador de "The Hangover", Todd Philips, "DUE DATE", com Downey, Jr. e Galifianakis, a estrear no Natal. Um segundo trailer, por sinal, bem mais engraçado que o primeiro:

Personagens do Cinema - Anton Chigurh


Anton Chigurh é um dos grandes personagens da última década.

Aliás, o ano de 2007 ficou marcado nos Oscars como um dos (poucos) anos onde existiu uma unânime aclamação relativamente à estatueta de Melhor Actor Principal e Melhor Actor Secundário. Num ano que ficou marcado por uma forte disputa entre No Country for Old Men (dos Irmãos Coen) e There Will Be Blood (de Paul Thomas Anderson) pelas estatuetas douradas, 2007 é recordado como um dos melhores anos da ultima década (para mim, talvez o melhor) a nível cinematográfico!


O papel que deu a Javier Bardem o reconhecimento há muito merecido (um dos melhores actores que a Espanha, e a própria Europa, produziu até hoje) garantiu uma reviravolta na sua carreira, tornando-o actualmente num dos mais conceituados e desejados actores para alguns dos melhores realizadores (desde Iñarritu até Woody Allen).

No papel de um serial-killer implacável que impressiona pela frieza e prazer com que executa os seus actos, fica para sempre marcado como um dos mais originais (e estranhos) penteados da história do cinema. Em relação a este, o próprio Javier Bardem no discurso após receber o Oscar de Melhor Actor Secundário, se referiu a ele e aos Irmãos Coen com a frase: "Obrigado aos irmãos Coen por serem loucos o suficiente para acreditarem que eu seria capaz de fazer este papel e me terem colocado na cabeça um dos cortes de cabelo mais horríveis que já tive."


Memorável é também a cena em que Anton Chigurh, com uma frieza e tranquilidade impressionantes, demonstra uma inesperada compaixão por um vendedor de gasolina e decide dar-lhe uma chance para viver, através de uma curiosa aposta com uma moeda. Esta cena que aqui vos deixo, para além de inesquecível é sem dúvida o ponto alto do filme, onde Anton demonstra o completo desprezo que sente pelos restantes seres vivos e de como se sente muito superior em relação a todos eles. Esta irónica compaixão não é mais do que a auto-satisfação do próprio ego, de uma forma original.



Retrospectiva Óscares: 2007

Como sabem, a rubrica "Retrospectiva dos Óscares" vai servir para fazer um pequeno balanço das cerimónias, desde o ano mais recente (2009) para trás, avaliando os seus pontos bons e as coisas mais fracas. Depois da análise a 2009 e a 2008, pegamos em 2007, talvez o melhor ano da década.


2007



A Surpresa: na categoria mais confusa da noite, Tilda Swinton ("Michael Clayton") ganhou o prémio de Melhor Actriz Secundária, quando poucos o previam, pois na mesma categoria estava quem tinha limpo a maioria dos prémios (Cate Blanchett, "I'm Not There"), a veterana que estava a ganhar buzz na corrida depois de ganhar o SAG (Ruby Dee, "American Gangster), a favorita da corrida (Amy Ryan, "Gone Baby Gone") e a jovem que surgiu quase do nada com uma interpretação arrebatadora - e nós sabemos como a Academia gosta dessas - e, como o seu filme ganhou Globo de Ouro - Drama, se se confirmasse a sua vitória na cerimónia, podia ser que ela também saísse honrada (Saoirse Ronan, "Atonement"). E muito sinceramente, por muito que eu tenha gostado de Ronan e Blanchett, Swinton foi formidável em "Michael Clayton" e mereceu ganhar.


A Inclusão Mais Significativa: Tommy Lee Jones por "In The Valley of Elah", que deve ter beneficiado da exclusão de Hirsch, além de ter nome de respeito na indústria, ser trabalhador e de ter, além deste papel, um papel secundário relevante no eventual vencedor de Melhor Filme, "No Country for Old Men". Claramente que entre os dois papéis, a Academia iria cair para o de protagonista se pudesse e foi esse o caso.

A Exclusão Mais Significativa: Émile Hirsch e até "Into the Wild" no seu todo, inexplicavelmente maltratado pela Academia, apesar de ter bastante pedigree, um realizador estreante que tem nome no seio da AMPAS (Sean Penn), um elenco de peso e ter sido um dos filmes com melhores críticas do ano. Houveram mais exclusões (Angelina Jolie, outra que não se percebe o porquê da não nomeação, Ryan Gosling, entre outros) mas nenhuma tão horrorosa como esta.


O Mais Merecido: algumas nomeações alegraram-me ter acontecido, mas a de Laura Linney por "The Savages" foi sem dúvida a melhor notícia desse ano. Mais coisas merecidas: os quatro actores vencedores da cerimónia (Bardem, Cotillard, Swinton e Day-Lewis), se bem que Julie Christie também seria uma excelente vencedora, caso ganhasse.

O Mais Imerecido: algumas nomeações tiraram-me do sério. Cate Blanchett não faz rigorosamente nada senão gritar e parecer ofendida em "Elizabeth: The Golden Age", mas mesmo assim consegue arrumar Jolie ("A Mighty Heart") da lista dos nomeados - sorte que não foi Ellen Page a arrumada. Na categoria de Melhor Actor, é Tommy Lee Jones ("In The Valley of Elah") que arruma com Émile Hirsch e Ryan Goslingm já para nem falarmos de Johnny Depp ("Sweeney Todd"), que também esteve bastante abaixo da sua categoria. E na categoria de Melhor Actor Secundário, quem me explica qual o valor da interpretação de Phillip Seymour Hoffman em "Charlie Wilson's War"? Não vale nada. Nada.


O Desnecessário: Era completamente desnecessário ter dado Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Filme a "No Country for Old Men". Podiam ter feito como em 1972 e repartido os prémios ("Cabaret" ganhou Melhor Realizador, "The Godfather" foi Melhor Filme, como devia ser). Mas não. Os Coen estavam destinados a limpar a cerimónia. Mas a verdade é que para mim o Melhor Argumento Adaptado foi o de "Atonement". E o Melhor Filme era "There Will Be Blood". E sim eu daria aos irmãos Coen o prémio de Melhor Realizador.

A Desgraça: darem o prémio de Melhor Direcção Artística a "Sweeney Todd". Que musical tão pobre. Que filme tão empobrecido de Tim Burton. Com quatro nomeados na categoria bem melhores.

O Pesadelo: "Bourne Ultimatum" ser o segundo maior vencedor da noite, atrás de "No Country for Old Men". Vão-me dizer que indubitavelmente tinha o melhor editor de som, o melhor misturador de som e a melhor edição? Sem comentários. É só por ser filme de acção, ter algum renome e ter sido um sucesso.


O Incompreensível: se já se sabia que "Persepolis", um dos melhores filmes animados de sempre, não iria conseguir derrotar "Ratatouille" como Melhor Filme Animado, por que razão não se tentou colocá-lo também como Melhor Filme Estrangeiro, que foi a categoria, em comparação, com os nomeados mais fracos dos últimos anos, vencida por (mais) um filme político, "The Counterfeiters". Com "Waltz With Bashir", foi ao contrário. A Academia tem cada uma de vez em quando...

A Melhor Vitória: Robert Elswitt, o fotógrafo de "There Will Be Blood". Tudo bem que isso significa que Roger Deakins (que tem múltiplas nomeações e zero vitórias e tinha duas nomeações em 2007, ambas meritórias) não tenha ganho mas a verdade é que o filme de Paul Thomas Anderson adquire muito do seu estatuto como clássico para a história à extraordinária qualidade da fotografia do filme. A outra grande vitória da noite foi na Melhor Canção Original. "Falling Slowly", de "Once", é tocante, profunda e melancólica.


O Duelo da Noite: foram vários, mas principalmente Melhor Actriz (Christie vs. Cotillard), Melhor Actriz Secundária (Dee vs. Ryan vs. Blanchett vs. Swinton vs. Ronan) e Melhor Filme e Melhor Realizador, que são os dois que vou abordar. "There Will Be Blood" teve 8 nomeações e ganhou 2 Óscares (Actor e Fotografia) e foi o grande perdedor da noite, ao ver fugir os três principais prémios - Argumento Adaptado, Filme e Realizador - para "No Country for Old Men", que juntou Actor Secundário a estes, ganhando 4 Óscares em também 8 nomeações. Estes dois foram, invariavelmente, os dois melhores do ano. A eles eu juntaria de facto os três companheiros nomeados para Melhor Filme, mais a animação "Ratatouille" e uns dois ou três filmes e comporia o meu top-10 de filmes do ano. Escusado será dizer que não concordo com o resultado deste duelo (como já referi acima).