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DIAL P FOR POPCORN

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Novembro, mês da música (I)


No mês que celebra a semana da Música* (16 de Novembro) e o dia da Criatividade (17 de Novembro), decidi celebrar o contributo da música no cinema de uma forma especial: um trecho de banda sonora por dia, trinta bandas sonoras diferentes num mês, as minhas favoritas pessoais, músicas que me dizem muito. 

Agradeço sugestões, de qualquer forma (pode ser que me lembrem de alguma melhor do que as que escolhi).  Começamos com esta:




* Sim, eu sei que o dia mundial da música foi no dia 1 de Outubro.

HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS - PART 1 (2010)




Eu detesto aqueles fãs de Harry Potter que vão para o cinema com o livro todo decorado a contar o que está e o que não está nos filmes. O que está como não está no livro, o que não está e tinha que estar. Eu detesto esse tipo de fanatismo. Detesto, porque um filme não é um livro e, como tal, a sua adaptação tem que ser, obviamente, fiel mas também prática e adaptada às capacidades de um filme.

Dito isto, penso que neste último filme essa crítica recorrente não se poderá aplicar. A divisão em duas partes foi, claramente, uma óptima escolha da equipa de David Yates. Nunca um filme de Harry Potter foi tão profundo de pormenores e tão fiel à história de um livro.

Considero importante referir que é muito mais um filme de graúdos do que um filme de miudos. Por força das circunstâncias da história, o novo filme de HP tem um lado muito intenso de suspense bem conseguido e com alguns momentos que farão, certamente, muita gente saltar na cadeira. É um filme muito negro, muito sombrio e que faz justiça aos tempos de desordem e terror vividos na história do sétimo livro de HP.


Daniel Radcliffe é (e sempre será) um péssimo actor e continua a ser, como em quase todos os filmes, a pior parte deste bom filme. O rapaz não nasceu para ser actor, não nasceu para representar um papel intenso e com tanta personalidade como o de Harry Potter. Emma Watson e Rupert Grint também não são fantásticos, mas sempre trazem algo de positivo para o trio que monopoliza toda a história desta primeira parte, que nos fala das aventuras dos três feiticeiros na busca de um dos quatro últimos horcruxes que é necessário destruir para matar de vez Lord Voldemort (Ralph Fiennes). O final foi bem escolhido e não me deixou aquela mágoa pelo filme estar dividido ou vontade de querer de imediato ver a segunda parte. Gostei.


No entanto, "Harry Potter and the Half-Blood Prince" continua a ser o meu favorito desta saga e, sinceramente, não acredito que a segunda parte deste ultimo capítulo me consiga fazer mudar de opinião. Confesso que tenho algum receio que a obcessão de transformar a segunda parte numa disputa titânica entre Harry Potter e Voldemort e que tudo gire à volta dessa ideia. Se a parte dois estiver ao nivel da parte um, David Yates deu um final muito digno a toda esta aventura.


Nota Final:
B

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: David Yates
Argumento: Adaptação de Steve Kloves
Ano: 2010
Duração: 146 minutos

Personagens do Cinema - Harry Potter


E em semana de estreia, nada melhor do que esta homenagem a uma personagem que, com uma singular popularidade, conseguiu fazer sonhar milhões pelo mundo fora, tanto nos livros como no grande ecrã.

Recordo-me de ter onze anos quando estreou a primeira longa-metragem desta saga. Daniel Radcliffe é da minha idade e como tal a ilusão de ver alguém "do meu tamanho" encarnar aquela que era, na altura, a grande personagem dos meus dias, foi uma quase facada no coração. Não, não procurava o protagonismo do garoto. O que quero explicar, de forma a não se tornar entediante e complexo, é que Daniel Radcliffe é o rapaz que muitos de nós gostaríamos de ter a sorte de ser. Quantos não leram os livros de Harry Potter e se imaginaram com uma varinha na mão a destruir Devoradores de Morte? A criar uma poção que tornasse o irritante Dudley Dursley num miserável insecto que fosse, por acidente, esmagado pelo rabo gordo do seu pai?


Todas estas ilusões foram transportadas, em 2000, para uma cara. Em 2000, aquando da escolha dos protagonistas dos filmes, Harry Potter dos livros passou a ter uma figura real. Tão real que era quase igual àquilo que muitos de nós havíamos imaginado. Desde Harry Potter e a Pedra Filosofal habituámo-nos a ver a evolução in vivo do herói dos livros. Fomos, todos nós, transportados para a realidade temporal dos livros de J. K. Rowling e tivémos o privilégio de acompanhar o desenrolar de uma história que, embora à partida já fosse conhecida por todos nós, não deixou de provocar em nós emoção, curiosidade e interesse.


Com a estreia desta primeira parte, faltam agora pouco mais do que meia duzia de meses para o final desta maravilhosa epopeia. Para os fans de Harry Potter foi sem dúvida um prazer acompanhar a evolução e o crescimento dos seus heróis. Todo o trabalho feito à volta de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint foi de um nível superior, digno de um reconhecimento colectivo por parte de todos os que, ao longo destes anos, têm seguido a história de Harry Potter. Daniel Radcliffe nasceu para ser Harry Potter.