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DIAL P FOR POPCORN

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THE HUNGER GAMES (2012)



Desde o início que olhei de lado, com desconfiança, para The Hunger Games. Li o primeiro livro da trilogia (fiquei sem qualquer curiosidade para ler os dois seguintes) e, assim que tive oportunidade, fui ao cinema ver o filme. Tudo isto porquê? Tudo porque The Hunger Games é baseado num dos meus filmes favoritos, num dos poucos filmes aos quais atribui, com orgulho, a nota máxima, um dos primeiros sobre os quais vos falei aqui no blogue: BATTLE ROYALE.


É óbvio que The Hunger Games, como gosto de o rotular, a versão americana de Battle Royale, é pior do que o filme asiático. Não conseguiria ser melhor. Mas, surpresa, o Filme consegue ser bastante mais consistente e interessante do que o Livro, que peca pelo excesso de pormenores, pelo arrastar de uma narrativa que se torna, na sua parte final, quase insuportável. O filme separa o trigo do joio, selecciona o que realmente interessa e aproveita, muito bem, o que de bom tem o livro. Reúne um conjunto de actores que atrai o público mais jovem, cria um ambiente bélico, onde a tensão se mistura com a paixão, e desenvolve gradualmente a trama que se alimenta de momentos de acção muito bem contextualizados, apresentados de forma cíclica e na dose certa para não agastar o espectador.


Como já leu, nas dezenas de crónicas que existem por aí, Hunger Games é um drama trágico, que junta jovens de cada um dos doze distritos do Capitólio, para um combate até à morte, em honra dos tempos difíceis do passado. É bem realizado, com uma boa fotografia e uma perspicaz edição. Mas, por mais elogios que lhe possa fazer, o desenlace final de toda a história é um tiro no pé. Já quando li o livro me tinha tirado do sério e, no cinema, voltou a fazer-me sentir desconsolado. No campo da acção e do drama trágico, são finais e desenlaces como o de The Hunger Games, que nos fazem perceber a diferença entre o Cinema Asiático e o Cinema Americano. Há algo em que os orientais são mestres. E trabalhar os sentimentos mais irracionais e primatas do ser humano é algo que não devia ser feito pela grande maioria dos Americanos. Porque não o sabem fazer e porque, quando o fazem, fazem-no mal. The Hunger Games foi uma tentativa fracassada. Não passou daí.


Nota Final:
B



Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Gary Ross
Argumento: Suzanne Collins
Ano: 2012
Duração: 142 minutos