Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

DAFA TV 2011: Melhor Série - Drama


Finalizo os meus prémios com as nomeações - e vencedores - para MELHOR SÉRIE - DRAMA. Habitualmente, atribuo estes prémios no final da temporada de televisão de 2011 (Verão). Este ano, decidi fazer diferente e copiar, por assim dizer, o modelo dos Globos de Ouro, só atribuindo os prémios depois das novas estreias de 2011. 

Os meus nomeados são:

MELHOR SÉRIE - DRAMA:



"Breaking Bad"   #1
"Friday Night Lights"
"Justified"
"Mad Men"   #3
"The Good Wife"  #2
"Treme"

"Breaking Bad" melhora mais a cada temporada que passa. A sua quarta temporada foi tão ou mais genial que a sua antecessora, já de si brilhante, com um estilo, um ambiente e diálogo inconfundível, inequívoco e um confronto final épico. Uma série excepcional, explosiva, tempestuosa, onde a expressão "sem respeito às regras" se aplica completamente. Vince Gilligan tem monstruosas expectativas para domar quando este Verão a série regressar para concluir a história de Walter White, contudo penso que o criador não terá qualquer dificuldade em terminar a série em grande, com um final surpreendente e excitante, como já nos habituou. "Friday Night Lights" foi embora do pequeno ecrã de vez e um misto de tristeza e satisfação pela conclusão de uma das séries mais recompensadoras de seguir de sempre invade os nossos corações. "Always" foi o culminar perfeito de cinco anos em que habitamos Dillon, que nos mostrou Dillon cresceu em nós e nós crescemos com Dillon. "Clear eyes, full hearts, can't lose". "Justified" já era óptimo na sua primeira temporada, mas eleva o nível na segunda e, agora, na terceira temporada. Falemos da segunda que foi a que esteve para consideração nestes prémios, aquela que contou com a soberba Margo Martindale a dar luta, com Boyd e Dickie ao exausto Raylan Givens. Além da escrita fantástica e do fabuloso elenco de que dispõe - a maioria deles encaixa nos seus papéis como se fossem eles naturalmente - a série consegue impressionar porque se mantém única e igual a si mesma, proporcionando entretenimento de qualidade ao mesmo tempo que nos oferece, semana após semana, obras-primas de ficção em vez de meros episódios. "The Good Wife" exibe um nível de qualidade só visto em canais de cabo de excelência. A sobriedade e elegância com que desenvolve as suas histórias, o nível de complexidade narrativa e o talentoso elenco de que dispõe fazem de "The Good Wife" a série que mais admiração merece dos últimos tempos. Ainda para mais se contarmos que tem 10% da liberdade que o cabo dá a séries como "Breaking Bad", "Shameless" ou "Mad Men". Já que falamos dela... Disse de "Mad Men" em 2010: "bem sei que não se deve falar em perfeição porque normalmente esse é um objectivo inatingível, mas a terceira temporada de "Mad Men" foi, sem dúvida, perfeita". A quarta temporada mantém o nível da terceira. Uma série que mudou os nossos tempos ao explorar a vida nos anos 60, uma série inigualável no panorama televisivo e uma série de um calibre e magnitude tais que qualquer novo drama que estreie com raízes em épocas passadas é inevitavelmente comparado com esta besta de série que estreou recentemente a quinta temporada e mostra ter vida e pernas para durar muitos mais anos. Voltando ao que disse em 2010: "Esta vai ser uma série que vai ganhar o Emmy de Melhor Drama até ao dia em que decidir terminar". Mantenho a minha opinião. Falta falar de "Treme". Após revolucionar o mundo dos policiais televisivos com "The Wire", David Simon fez o mesmo com "Treme", ao dar voz e vida às pessoas de Nova Orleães no pós-Katrina e deixá-las contar a sua história. Quem vê "Treme" e via "The Wire" notará logo algumas semelhanças, principalmente a nível da ambição e da visão, das temáticas envolvidas (tal como em "The Wire", "Treme" também mistura sociologia, política, antropologia e religião, entre outros temas, num só episódio), do arrojado toque visual, do ambiente rico e variado em que somos inseridos e da enorme qualidade das histórias. "Treme" conta a verdade, nua e crua, através de um colorido leque de personagens que nos dão conforto (e música alegre, evocativa da região e um incrível complemento ao ambiente da série) quando a série tomba para o seu lado mais depressivo.


FINALISTAS: "Game of Thrones", "Southland", "Parenthood" e "Sons of Anarchy" ficaram perto destes seis finalistas mas, no fim de contas, não consegui ver lugar para nenhum destes quatro acima dos meus nomeados.

EMMY 2011: Actor e Actriz - Drama


 

Melhor Actor - Drama:


Steve Buscemi, "Boardwalk Empire"
Kyle Chandler, "Friday Night Lights"
Michael C. Hall, "Dexter"
Jon Hamm, "Mad Men"
Hugh Laurie, "House, M.D."
Timothy Olyphant, "Justified"

Quem ficou de fora: Admitindo que realmente poderão haver fãs de Charlie Hunnam ("Sons of Anarchy"), Holt McCallany ("Lights Out"), Sean Bean ("Game of Thrones"), Peter Krause ("Parenthood") e Donal Logue ("Terriers"), penso que o único que se pode queixar verdadeiramente de ser excluído é Wendell Pierce ("Treme") - mas também, quem é que achava que ele ia mesmo ser nomeado? Ninguém que conheça a Academia, certamente.

Quem devia ganhar: Tendo em consideração que qualquer um destes que ganhar é merecido - e é a primeira vez, uma vez que Bryan Cranston, que este ano não está na corrida, venceu nos últimos três anos -, penso que Jon Hamm é o que tem o melhor episódio, a melhor interpretação e a melhor temporada.

Quem vai ganhar: Esta é uma corrida muito simples, porque desde sempre só teve dois vencedores possíveis: Jon Hamm ou Steve Buscemi. A segunda nomeação é prenda suficiente para Kyle Chandler (que escolheu "Always" para seu episódio), uma vez que embora ele seja impressionante no seu episódio, a Academia não o vai premiar sobre um dos dois favoritos mencionados acima. O mesmo se passa com Timothy Olyphant (escolheu "Reckoning"), que também é brilhante no seu episódio, mas que terá de se contentar com a nomeação, para já. Hugh Laurie e Michael C. Hall tinham ambos excelentes hipóteses de vencer, pois tinham os melhores episódios. Perderam de novo e este ano voltam à corrida pela sexta e quinta vez (Laurie com "After Hours" e Hall com "Teenage Wasteland") mas sem grandes possibilidades de vencer. Steve Buscemi tem como vantagem o facto de ser o estreante absoluto (Olyphant também conseguiu a primeira nomeação mas a sua série já existia o ano passado), de estar numa série da HBO, que conseguiu 17 nomeações além da sua e de ter vencido o SAG e o Globo de Ouro. Isto, como se sabe, vale de pouco nos Emmy - perguntem a Julianna Margulies, por exemplo - pois aqui os episódios é que contam. Buscemi é muito bom em "Return to Normalcy", é verdade, mas Jon Hamm bate todos em "The Suitcase", que devia ser exibido em toda e qualquer aula de representação. Ele e Moss são absolutamente perfeitos. E com isto... eu acho que vai ser Jon Hamm a vencer.


Melhor Actriz - Drama:


Kathy Bates, "Harry's Law"
Connie Britton, "Friday Night Lights"
Mireille Enos, "The Killing"
Mariska Hargitay, "Law & Order: Special Victims' Unit"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Elizabeth Moss, "Mad Men"


Quem ficou de fora: Como sempre, Mariska Hargitay é de novo premiada pela sua mediocridade; felizmente, Kyra Sedgwick, depois de vencer, já não o foi mais (como eu havia previsto num artigo há dois anos, por esta mesma altura, em que disse que para ela deixar de ser sempre nomeada bastava ganhar uma vez). Com Hargitay vai passar-se o mesmo quando ela vencer para o ano quando abandonar de ver "L&O: SVU" (ela já tem uma vitória). Para o lugar de Glenn Close entrou outra estrela de Hollywood: Kathy Bates. Ao contrário de Close, Bates tem um programa péssimo. Mas tem David E. Kelley do seu lado. Enfim. De fora ninguém importante ficou - ou melhor, ninguém que eu esperasse que pudesse ser nomeado sem ser Sedgwick. Jennifer Beals ("The Chicago Code"), Melissa Leo ("Treme"), Emmy Rossum ("Shameless") e Anna Torv ("Fringe") mereciam todas a nomeação acima destas senhoras mas, como era óbvio, tal não sucedeu.
Quem devia ganhar: Julianna Margulies é de longe a actriz mais multifacetada e dotada deste grupo que, por azar, tem uma personagem que reage muito pouco. Quase tão pouco como Mireille Enos. Contudo, a haver um vencedor pelos episódios submetidos, esse seria Elizabeth Moss.

Quem vai ganhar: Uma corrida a três também aqui. Connie Britton ("Always") e Mariska Hargitay ("Rescue") são boas nos seus respectivos episódios mas não têm suporte da indústria para vencer. Mireille Enos foi inteligente ao escolher "Missing" como seu episódio, pois é o único da temporada inteira em que ela se abre mais, demonstrando profundidade emocional e intensidade dramática, que falta à sua personagem nos restantes episódios. É o 'cavalo negro' da categoria. Depois temos a incógnita Kathy Bates. O prestígio, o passado de vencedora de Óscar, o facto de estar numa série de David E. Kelley são pontos a favor. Contra ela está a baixíssima qualidade da série e a sua interpretação (em "Innocent Man"), por muito boa que seja, não aguenta a falta de qualidade do enredo. O ano passado Margulies perdeu o Emmy à custa da sua horrorosa escolha de episódio. Este ano pode acontecer o mesmo, uma vez que embora "In Sickness" seja melhor escolha que a de 2010 e neste episódio ela realmente demonstre tudo aquilo que compõe a sua personagem e tem algumas cenas de choro e de confronto épicas com o marido, Elizabeth Moss rebenta a escala com "The Suitcase", no qual ela e Jon Hamm não têm falhas. Se fosse pelo episódio, Moss vencia (há que notar, no entanto, que mesmo com um excelente episódio, Moss não tem garantia de vitória, pois o ano passado perdeu para Panjabi sendo a favorita e a que tinha melhor episódio). Se a Academia olhar de facto para as temporadas e para o buzz... O Emmy não irá fugir de novo a Julianna Margulies. Que é quem eu prevejo que vença.


P.S. - Coincidentemente, este artigo marca a nossa 500ª publicação cá no blogue. Que venham mais 500, é o que se quer.

EMMY 2011: Melhor Série - Drama

 

MELHOR SÉRIE - DRAMA
BOARDWALK EMPIRE
DEXTER
FRIDAY NIGHT LIGHTS
GAME OF THRONES
THE GOOD WIFE
MAD MEN


Bem sei que esta é a categoria que menos queixas devia suscitar, até porque não houve nenhuma exclusão de relevo, por muito que alguns se possam queixar da falta de "Sons of Anarchy", de "Treme" ou de "Justified". Felizmente, "The Killing" não conseguiu ser nomeado e "Game of Thrones" sim. Infelizmente, "Shameless" não conseguiu ser nomeado mas "Dexter" sim. Esta seria a minha única grande queixa quanto a este elenco. Elenco esse que é composto por "The Good Wife", que voltou a conseguir ser nomeado no meio de tanta série por cabo, tendo-se juntado a ela este ano "Friday Night Lights", que recebe esta nomeação como um belo prémio de despedida. "Mad Men" retorna para tentar o quarto triunfo consecutivo o que, a acontecer, fará da série recordista de troféus consecutivos e, além disso, igualará outras três séries com quatro triunfos, o recorde actual detido por "Hill Street Blues", "The West Wing" e "LA Law". Sem surpresa, "Boardwalk Empire" carimba também presença nesta categoria, sendo uma forte ameaça - talvez a mais forte - à vitória de "Mad Men". Mais surpreendentemente, "Game of Thrones" também consegue ser nomeado para Melhor Série - Drama, algo que deve ter deixado os seus fãs extasiados. Por acaso, eu temia que tal não fosse suceder, devido a algum preconceito das Academias (tanto para cinema como para televisão) quanto a géneros alternativos (ficção científica, terror, fantasia). Finalmente, a completar a categoria está "Dexter" que, mesmo com uma quinta temporada bem mais fraca que as anteriores, consegue a quarta nomeação consecutiva.


Quem ficou de fora: 
"Treme", "Shameless" e "Justified" mereciam uma oportunidade, mas quem iria ser arrumado?

Quem deve ganhar:
"Mad Men" é a óbvia escolha, com a sua quarta temporada a ser tão ou mais forte do que a anterior. Uma palavra aqui para "The Good Wife": se "Mad Men" triunfar este ano de novo, batendo "Boardwalk Empire", como se espera e se "The Good Wife" continuar em crescendo de qualidade, caberá à série da CBS - e não à da HBO - o privilégio de potencialmente ser quem vai quebrar a hegemonia de "Mad Men", num ano bem próximo. Ou então "Breaking Bad", de volta à corrida em 2012.
Quem vai ganhar:
"Boardwalk Empire" era o favorito em Dezembro e de facto limpou os Globos de Ouro e os SAG à custa desse buzz. Contudo, nesta altura, a série já está esquecida e o buzz já é quase inexistente, sendo que tudo dependerá da resposta aos episódios e aos nomes envolvidos na produção. É, ainda, um nome fortíssimo a ter em conta, mas parece-me que esta corrida vai cair para o lado da AMC outra vez, com "Mad Men" a triunfar pela quarta vez. Cuidado, ainda assim, com "The Good Wife".


Lista de episódios submetidos:

BOARDWALK EMPIRE
“Boardwalk Empire” e “Anastasia”
“Nights in Ballygran” e “Family Limitation”
"Paris Green” e “Return to Normalcy”

DEXTER
"Circle Us" e "Take It!"
"Teenage Wasteland" e "In the Beginning"
"Hop a Freighter" e "The Big One"

FRIDAY NIGHT LIGHTS
"Fracture" e "Gut Check"
"Don't Go" e "The March"
"Texas Whatever" e "Always"

GAME OF THRONES
“Winter is Coming” e “The Kingsroad”
“A Golden Crown” e “You Win or You Die”
“Baelor” e “Fire and Blood”

THE GOOD WIFE
"Double Jeopardy" e "VIP Treatment"
"Nine Hours" e"Real Deal"
"Great Firewall"e "In Sickness"

MAD MEN
"Public Relations" e "The Chrysanthemum and the Sword"
"Waldorf Stories" e "The Suitcase"
"The Beautiful Girls" e "Blowing Smoke"

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Série - Drama

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. Para encerrar as principais categorias de Drama, só falta mesmo Melhor Série.

MELHOR SÉRIE - DRAMA


PREVISÃO:
"Boardwalk Empire"
"Dexter"
"Friday Night Lights"
"The Good Wife"
"The Killing"
"Mad Men"

Em princípio, uma categoria bastante competitiva, como é apanágio, até mais competitiva do que o habitual, visto que pela primeira vez o tricampeão "Mad Men" tem competição à altura sob a forma de "Boardwalk Empire", que vem fresquinho de uma vitória nos Globos de Ouro e de um SAG para Melhor Elenco. A luta pela vitória final passará, sem dúvida, por um destes dois. Também "Dexter", um nomeado já padrão desta categoria, deverá voltar a ser nomeado, apesar da sua popularidade começar (finalmente) a decrescer. Pelo contrário, quem vem lançado e com a cotação a subir em flecha (a ponto de muitos críticos acreditarem ser possível conquistar o Emmy) é "The Good Wife", cuja segunda temporada conseguiu ainda maior buzz do que a primeira, que conquistou número recorde de nomeações para a CBS.

A dúvida, para todos, reside nos dois últimos lugares. E a dúvida existe fundamentalmente por duas razões: a primeira é porque não há uma série que reúna consenso de que deve e merece ser nomeada. Sim, há defensores acérrimos de "Game of Thrones" mas "True Blood" é capaz de ter primazia se a Academia for escolher uma série de fantasia, até porque foi nomeado o ano passado - claro que posso também estar redondamente enganado e "Game of Thrones" impressionar mais do que estou a pensar. A competir pela mesma vaga temos "Fringe", que é ficção científica de puro quilate, que já merece há muito ser premiada nalgum lado, que provavelmente vai ver outro ano passar-lhe ao lado sem que veja nomeações significativas e a série gore sobre zombies, "The Walking Dead", que será quem provavelmente ficará com o lugar, se a Academia decidir fugir às convenções mais um ano.


O mais provável, contudo, é que a AMC repita os dois nomeados como de costume não com esta série de Frank Darabont mas sim com "The Killing", que conquistou aclamação crítica pela sua primeira parte da temporada e que, mesmo que a segunda metade tenha sido menos inspirada, tem fortes hipóteses de conseguir uma nomeação aqui. É o tipo de série prestigiante que a Academia gosta de premiar.

Outras séries que vão certamente garantir votos são "Shameless" - que estreou a sua primeira temporada com grande sucesso na Showtime, que acredita muito na série mas que possivelmente vai ter que se contentar com a nomeação do seu actor principal -, "Justified" - que se ficará muito provavelmente pelo sétimo lugar na corrida, portanto aquele nomeado que quase chega lá mas que no fim não consegue e o polémico "Sons of Anarchy", que também me parece que se há-de contentar com a nomeação de Katey Sagal.

Outra série com algumas hipóteses, embora mais remotas, é "In Treatment", que foi cancelada e portanto pode dar vontade à Academia de premiar a série pela última vez, tal como "Big Love" e "Friday Night Lights". Esta última será, espero eu, a surpresa positiva das nomeações todas, fazendo um upgrade das duas nomeações para os seus protagonistas somando a estas uma nomeação muito merecida e até diria catártica para o final desta grande série. Quem parece ter saído de vez do radar é "House", o que se percebe perfeitamente, dado a contínua derrocada de qualidade da série.

De resto, é possível que tenhamos uma surpresa (afinal, são os Emmy!) na forma de "Burn Notice", "White Collar", "Covert Affairs", "Men of a Certain Age", "The Borgias", "Spartacus" ou "Camelot", mas não contaria muito com isso.

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Actor e Melhor Actriz - Drama

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. Já depois de termos falado de duas categorias, cá vão mais duas: Melhor Actor e Melhor Actriz - Drama.

MELHOR ACTOR - DRAMA


PREVISÃO:
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Kyle Chandler, Friday Night Lights
Michael C. Hall, Dexter
Jon Hamm, Mad Men
Hugh Laurie, House
 William H. Macy, Shameless

Um bom abanão era do que esta categoria menos precisa e assim sendo todos os nomeados anteriores voltam este ano em princípio, excluindo apenas Matthew Fox ("Lost") cuja série acabou e Bryan Cranston ("Breaking Bad"), triplo vencedor desta categoria (2008, 2009, 2010), cuja série falhou a temporada televisiva que terminou e só retorna este Verão. Assim, Jon Hamm ("Mad Men") conseguirá a sua quarta nomeação e posiciona-se, sem Bryan Cranston no caminho, para conseguir finalmente vencer o Emmy, ainda para mais se submeter "The Suitcase" como o seu episódio. Não terá tarefa fácil, porque nenhum dos outros homens que se mantém na categoria venceu ainda e todos são igualmente merecedores; Michael C. Hall ("Dexter") venceu o Globo de Ouro em 2010 mas não conseguiu juntar-lhe o Emmy; e Hugh Laurie ("House") venceu dois Globos de Ouro nas longínquas épocas de 2006 e 2007 mas o Emmy fugiu sempre. Deverão retornar à lista de nomeados em 2011, mas sem grandes hipóteses de vencer. 

O real competidor de Hamm vem de uma série nova e titânica chamada "Boardwalk Empire", tendo já vencido o Globo de Ouro em 2011 para Melhor Actor - Steve Buscemi. Ele, em quem ninguém apostava um chavo que iria ser convincente no papel de Nucky Thompson, surpreendeu tudo e todos e está agora à beira de vencer mais um prémio por uma interpretação excepcional - aliás, como todas são na carreia de Steve Buscemi. Quem terá uma tarefa hercúlea para se manter na lista é Kyle Chandler ("Friday Night Lights"). No entanto, como o treinador Taylor nada teme e como este ano foi a sua despedida em glória da série, que termina na DirecTV/NBC, parece-me que vai aguentar mais um ano e conseguir nova nomeação.
Finalmente, para o último lugar da tabela estavam vários - e meritórios - candidatos: os antigos nomeados Peter Krause ("Parenthood"), Bill Paxton ("Big Love"), Michael Imperioli ("Detroit 1-8-7"), Denis Leary ("Rescue Me"), Tom Selleck ("Blue Bloods"), Jeremy Irons ("The Borgias") e Gabriel Byrne ("In Treatment") e ainda os surpreendentes Andrew Lincoln ("The Walking Dead") e Sean Bean ("Game of Thrones") que infelizmente estão mais numa série de elenco do que numa série que os deixe brilhar por si só. O carisma de Nathan Fillion ("Castle") e David Boreanaz ("Bones") também não lhes deve valer muitos pontos e votos, por muito boas audiências tenham os seus procedurais.

A FX está a puxar a sério pela nomeação de Charlie Hunnam ("Sons of Anarchy") e a USA faz o mesmo por Jeffrey Donovan ("Burn Notice"), mas provavelmente sem efeito. Desses canais, contudo, vêm duas fortes possibilidades para o sexto e último lugar: falo de Timothy Olyphant ("Justified") e Matt Bomer ("White Collar"), ambos enormemente merecedores dessa nomeação - o primeiro já a merecia o ano passado. Não obstante isto, penso que quem tem o buzz todo é quem prevalece no fim e esse é William H. Macy que se transforma completamente no patriarca Frank Gallagher de "Shameless" e que em teoria ocupará o último lugar da lista.

MELHOR ACTRIZ - DRAMA


PREVISÃO:
Connie Britton, Friday Night Lights
Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims' Unit
Julianna Margulies, The Good Wife
Elizabeth Moss, Mad Men
Katey Sagal, Sons of Anarchy
Kyra Segdwick, The Closer

Começamos por Mariska Hargitay. Todos os anos toda a gente prevê que "este vai ser o ano em que Hargitay não é nomeada". E todos os anos ela acaba por ser. É uma daquelas instituições que referi na publicação anterior que não consegue ser arrumada para canto. É como se fosse uma boa amante que nos traz sempre boas memórias de tempos passados enquanto jovens descuidados na flor da idade. Ou pelo menos deve ser por isso que a Academia não a consegue esquecer. Assim, em vez de irremediavelmente voltar a ser corrigido (se for corrigido, será agradavelmente assim), cá está ela de novo a marcar presença - pelo menos assim o espero até 2012, quando ela sair de vez do ar. A vencedora do ano passado (pese tudo o que tenho contra ela) também está de pedra e cal na categoria - Kyra Segdwick encerra a sua cruzada em "The Closer" em 2012 e também ela me parece prontinha para receber segunda estatueta por trabalho medíocre no próximo ano, quando inevitavelmente desaparecer da TNT. Finalmente, do ano passado transitam duas actrizes que pelas suas respectivas interpretações já deviam ter tido Emmy na mão em 2009 e 2010, respectivamente. Connie Britton é tão excelente no que fez em "Friday Night Lights" que juro que vou ficar de queixo caído se depois de a Academia ter feito bem em nomeá-la em 2010, voltar a errar e deixá-la de fora em 2011. É inadmissível dar um passo em frente e dois para trás. Depois, o outro erro a ser corrigido é, claro, finalmente dar a estatueta de Melhor Actriz a Julianna Margulies (para ela juntar ao SAG e ao Globo de Ouro que já possui), que é absolutamente fantástica em "The Good Wife" e que só falhou o prémio em 2010 porque submeteu um episódio em que a sua interpretação nada impressiona (pelo menos, não mais do que o costume).

De resto, o lugar habitual de "Mad Men" que Elizabeth Moss elegantemente desocupou em 2010 para dar lugar a January Jones que detinha maior tempo de ecrã na terceira temporada da série voltará a ser reavido pela mesma Elizabeth Moss nesta quarta temporada - mesmo com January Jones também submetendo-se como Melhor Actriz Principal, naquela que é das maiores anedotas desta corrida. Não só estará de volta como potencialmente poderá sair vencedora, se Margulies afrouxar de novo na selecção de episódio e Moss escolher o brilhante "The Suitcase". Finalmente, resta-nos o último lugar e não temos gente muito qualificada para o ocupar além de Katey Sagal, que só por esquecimento ou burrice não foi ainda nomeada pelo ser impressionante trabalho em "Sons of Anarchy" que, felizmente, começou a dar frutos este ano com a vitória nos Globos de Ouro. Será provavelmente a sexta nomeada, até porque este ano não temos Glenn Close ("Damages" só estreia este Verão), Lauren Graham ("Parenthood"), Piper Perabo ("Covert Affairs") e Emmy Rossum ("Shameless") não parecem ter o buzz requerido para deitar abaixo nenhuma destas senhoras e as outras opções, de Sarah Wayne Callies ("The Walking Dead"), Melissa Leo ("Treme"), Anna Paquin ("True Blood") e Mary McCormack ("In Plain Sight") não parecem ter poder suficiente para se impor na corrida.

Os dois pesos pesados que faltam - Dana Delany ("Body of Proof") e Kathy Bates ("Harry's Law") - poderão ter que esperar mais um ano ou dois até possivelmente serem incluídas. Isto se durarem tanto tempo. Também não podemos propriamente excluir Sally Field ("Brothers & Sisters") e Patricia Arquette ("Medium") das possibilidades, até porque ambas venceram em 2005 e 2006, respectivamente, mas a verdade é que ambas as séries estão há muito ultrapassadas.

Revisão da Televisão em 2010: Parte 4

A nova temporada televisiva já começou há quase dois meses, daí que eu precise mesmo de arrumar com a minha revisão das temporadas das séries em 2010.

Vamos à quarta e última parte da minha revisão (partes anteriores em #31-40, #30-21 e #20-11 e este, #10-1) Espero que deixem ficar a vossa opinião.



10. PARKS AND RECREATION

Temporada: 2
Nota: B+

Crítica: Depois de uma primeira temporada interessante, a comédia que era suposto ser um parente pobre de "The Office" deu um salto substancial em qualidade. Muito mais engraçada, muito mais madura, com piadas muito mais eficientes e muito menos ilógicas, como algumas das storylines do ano transacto. E enquanto Leslie Knope (Amy Poehler) continuou nos seus devaneios do costume, as verdadeiras estrelas do show apareceram, desculpe-me Tom (Aziz Ansari) que parece ser de quem toda a gente gosta, são April (Aubrey Plaza) e Ron (Nick Offerman), que é uma versão bastante mais aprimorada do sr. Michael Scott. Parabéns a uma série que consegue ter tanta riqueza e extrair tão bom potencial para histórias a partir dos seus personagens secundários como esta. Estaria mais alto não fosse o facto de ainda assim continuar a ter alguns episódios em que escapa para a piada fácil.

Melhor Episódio: Um empate entre "Sweetums" e "The Stakeout" (2.15 e 2.02, B+).
Quem sobressaiu: Aubrey Plaza. Tudo o que ela disse esta temporada foi mágico.


9. THE GOOD WIFE

Temporada: 1
Nota: B+


Crítica: Se alguém me dissesse que um drama legal muito subtil e ligeiro se fosse tornar na minha série favorita das que estreou na nova temporada, não acreditaria. Mas foi de facto verdade. "The Good Wife" ganhou-me a pouco e pouco e agora é a série que mais falta me faz durante a semana. "Modern Family" é de longe a série que eu mais gostei de acompanhar o ano passado, mas esta é que se tornou das minhas favoritas. Excelentes casos, brilhante a forma como captura o ambiente dos tribunais e ao mesmo tempo tece bem a dicotomia entre a vida profissional e a outra vida, a pessoal, a privada e impecável ao explorar a bipolaridade das personagens, nunca nos emburrecendo, nunca nos tomando como garantidos, sempre surpreendendo sem recorrer a clichés ou a jogadas duplas, como tão frequente é ver neste tipo de séries. E nem vamos falar do valor incalculável deste elenco. Josh Charles e Chris Noth têm pura e simplesmente os papéis de uma vida, Archie Panjabi já levou o Emmy e Christine Baranski é grande candidata a levar o próximo, ainda por cima se continuar assim. E depois disso temos Julianna Margulies. Que interpretação soberba. Sabe quando deve deixar a sua personagem falar por si, sabe quando usar as expressões faciais, sabe quando deve subir o tom e descê-lo. É impressionante. Foi-lhe roubado um Emmy este ano, mas em 2011 não lhe escapa.


Melhor Episódio: "Boom" (1.19, B+) e "Unplugged" (1.21, B+).

Quem sobressaiu: Todos excelentes, mas Julianna Margulies é a MVP da série.


8. FRIDAY NIGHT LIGHTS


Temporada: 4
Nota: A-/B+


Crítica: Que há a dizer de "Friday Night Lights" que ainda já não foi dito? Que é capaz de ser o melhor drama da televisão norte-americana? Sim. Que tem um dos melhores elencos em televisão? Sim. Que tem argumentistas fantásticos que conseguem aliar o drama ao inspiracional e a geniais momentos de comédia? Sim. Que tem em Kyle Chandler e em Connie Britton dois dos melhores actores da sua faixa etária? Sim. Que apesar de falar primariamente em futebol americano pouquíssimo do interesse da série reside no desporto em si? Sim. Que quem vir "The Son", do ano passado, e não passar a seguir a série religiosamente é porque não tem coração? Obviamente. Acho que já disse tudo, portanto.

 
Melhor Episódio: "The Son" (4.05, A) é o melhor episódio dramático do ano passado, só a par do season finale de Mad Men e Breaking Bad.

Quem sobressaiu: Connie Britton continua, ao fim de quatro temporadas, simplesmente espectacular.


7. LOST


Temporada: 6
Nota: A-/B+

Crítica: Esta nota é capaz de ser um pouco alta demais para uma temporada tão confusa e incerta como esta última de "Lost" foi, mas a verdade é que a série terminou em grande, diga-se o que se quiser dizer do episódio final, que iria sempre causar imensa controvérsia. Uns optam por dizer que foi dos piores finais da história, eu opto por dizer que achei o final perfeito e totalmente condizente com o rumo que a série tomou. "Lost" nunca foi apenas uma série de mitologia, nunca foi apenas uma série de ficção científica. "Lost" sempre foi uma série que se focou nas pessoas, focou-se em explorá-las, focou-se em mostrar o seu lado bom e o seu lado mau e focou-se em tentar expô-las a situações que testassem a sua personalidade. Claro que foi fascinante ver algumas questões finalmente resolvidas mas para mim o mais importante foi ver que o desígnio final para as personagens era justo e assentava bem no que tínhamos vindo a conhecer de cada um deles. Admito que me veio lágrimas aos olhos no final. No fim de contas, estamos a falar da série mais icónica da nossa década, da nossa geração até, a terminar.


Melhor Episódio: Vários ao longo da temporada, mas só para ser teimoso, vou realçar o final ("The End: Part 1 and 2", A-).
Quem sobressaiu: Terry O'Quinn. Assombroso.



6. CHUCK


Temporada: 3
Nota: A-/B+


Crítica: Peço desculpa por dizer já isto, mas para quem não gosta de "Chuck", não vale a pena sequer tentar compreender esta nota. Esta é uma nota de uma pessoa que se diverte imenso todas as semanas ao seguir as desaventuras do sr. Chuck Bartowski e Cª. Tenho pena que com esta série só tenha percebido o seu valor muito mais tarde do que a maioria das pessoas. Ainda bem, contudo, que eu ainda cheguei a tempo. A terceira temporada de "Chuck" foi a mais forte até agora, parece-me a mim. Finalmente o nosso herói é treinado para ser espião, finalmente obtivemos uma resolução quanto à relação entre Chuck e Sarah, finalmente Morgan serve para mais do que comic relief e finalmente Ellie e Awesome têm uma participação mais activa na série. A única coisa que não gostei nesta temporada foi a adição de Brandon Routh como o super-espião Shaw. Admito, surpreendeu-me pela positiva inicialmente, todavia com o andar das coisas e as complicações que ele foi aos poucos inserindo na relação de Chuck e Sarah e no treino de Chuck foram demovendo-me da minha apreciação inicial. E depois aqueles seis últimos episódios, com a sua dupla face mostrada... Não há paciência. Foram momentos difíceis para mim sempre que ele surgia no ecrã. De resto, foi um ano bastante bom para a equipa de "Chuck", que manteve as audiências minimamente altas e conseguiu uma renovação completa de 24 episódios. Not bad.


Melhor Episódio: Para mim, "Chuck vs. the Mask" (3.07, B+).
Quem sobressaiu: Acho que esta foi, até agora, a melhor temporada de Joshua Gomez.

 
5. SONS OF ANARCHY

Temporada: 2
Nota: A-


Crítica: É mesmo uma pena que pouca gente dê valor a "Sons of Anarchy", um dos melhores dramas da televisão por cabo nos EUA. É uma série que não respeita convenções e que pisa a linha do inaceitável vezes demais, mas a verdade é que não há outra coisa como ela. Faz-me lembrar algo do género de "Rescue Me", mas mais pesado ainda. Abordar de forma tão brusca e poderosa uma violação, como fez a série o ano passado, não é para todos (viu-se pelo episódio de "Private Practice" esta semana). Felizmente, conta com um elenco fabuloso e com um grupo de argumentistas com muito talento para contar histórias. O que me admira é a falta de amor que os prémios como os Emmy têm pela série. É que por exemplo Katey Sagal teria ganho um Emmy de caras. E já agora, lembram-se de uma série fantástica que passava há uns anos na televisão, chamada "The Shield", que também não tinha sucesso com os Emmy? Pois é, adivinhem quem era o argumentista principal dessa série? O criador desta.


Melhor Episódio: "So" (2.01, A-) e "Service" (2.11, A-).
Quem sobressaiu: Katey Sagal. Aquela cena da violação ainda me está gravada na memória.


4. DEXTER

Temporada: 4
Nota: A-


Crítica: Quando pensamos que "Dexter" não consegue ficar melhor, eis que os argumentistas sobem o nível mais uma vez e nos presenteiam com a melhor temporada da história da série. Uma temporada verdadeiramente excitante, com a adição acertada do extraordinário John Lithgow - finalmente um nemesis à altura de Dexter Morgan - e com um final tão espectacular quanto chocante. Quem poderia prever que seria aquele o destino de Rita? A minha única crítica - e que é recorrente, já não é de agora - é a série não ter mais ninguém com o mínimo interesse, à excepção de Dexter, claro. Não é por culpa dos actores, pois estes desempenham bem os seus papéis. Acho mesmo que é por culpa das personagens e das suas caracterizações, que as tornam muito unidimensionais, além do pouco material que têm os actores secundários para trabalhar.




Melhor Episódio: O final seria óbvio, mas "Hungry Man" é capaz mesmo de ser o melhor (4.09, A).
Quem sobressaiu: John Lithgow e Michael C. Hall.




3. BREAKING BAD


Temporada: 3
Nota: A


Crítica: O primeiro A da minha lista vai para esta brilhante e inovadora série que desafia toda a espécie de lógica ou lei. Não basta dizer só que é inteligente, bem escrita, bem interpretada e interessante. Não. Esta terceira temporada rebentou com todos os fusíveis. Foi excepcional e não houve um episódio que não me tivesse deixado de boca aberta. Ainda por cima, este elenco é fantástico - Bryan Cranston, Anna Gunn e Aaron Paul, o núcleo duro da série, são geniais e todos mereciam um Emmy (só a mulher não levou um Emmy para casa - nem sequer foi nomeada; Paul ganhou o seu primeiro este ano, Cranston vai no terceiro consecutivo) e tem uma química explosiva e é maravilhoso presenciar a transformação que as personagens vêm vindo a sofrer. Finalmente, só uma palavra de apreço para a AMC: obrigado pela boa televisão que nos tem dado. "Mad Men", "Rubicon", "Breaking Bad" e "The Walking Dead"? Obrigado.

Melhor Episódio: o final de temporada, "Full Measure" (3.13, A).
Quem sobressaiu: Aaron Paul ser destacado era merecido, mas como "Peekaboo" já foi a temporada passada, é Bryan Cranston que para mim foi o melhor da série.


2. MODERN FAMILY

Temporada: 1
Nota: A

Crítica: Que lufada de ar fresco foi "Modern Family" no panorama de séries com base situacional (as tais sitcoms)! Um elenco irrepreensível e indubitavelmente talentoso, histórias originais, frescas, bem elaboradas e exploradas (e, muito importante, absolutamente engraçadas), uma direcção cuidada, que deve ter sido crucial para obter tão bons resultados em termos de timing comédico e pronunciação de falas não de um, ou de dois, mas de quatro actores infantis, e uma série que não teve medo de lidar com preconceitos (tem gays; tem estrangeiros; tem um casamento com uma diferença de idades grande) e que vincou bem o seu lugar na temporada televisiva de 2009-2010. Foram tantos e tão saborosos os momentos que me proporcionou que nem dá sequer para singularizar dez, quanto mais só um ou dois. "Modern Family" não promete. Chegou, viu e venceu. Tão simples quanto isso.

Melhores Episódios: Não dá para pegar só num. O piloto, "Fifteen Percent", "Moon Landing", "Fears", "Family Portrait" são alguns que destaco (1.01, 1.14, 1.15, 1.16, 1.24, todos A-).
Quem sobressaiu: Ty Burrell, Sofia Vergara e Eric Stonestreet. Que três.


1. MAD MEN


Temporada: 3
Nota: A+

Crítica: Bem sei que não se deve falar em perfeição porque normalmente esse é um objectivo inatingível, mas a terceira temporada de "Mad Men" foi, sem dúvida, perfeita. Treze episódios fortíssimos, um estilo de escrita ímpar por parte de Weiner e Cª, storylines que mudaram (bem) um pouco o rumo da série e abordam de tudo um pouco, de divórcios a gravidezes a casamentos apresentando-nos sempre mais e mais camadas de complexidade destas personagens que aprendemos a tanto respeitar, um elenco extraordinário, onde não há um ponto fraco - e onde Moss, Hamm e Jones brilham acima de todos os restantes - e uma maravilhosa exploração do dia-a-dia, do ambiente, da história dos anos 60 tornam esta na melhor série dos últimos anos e muito provavelmente na série da década, lado a lado com "The Sopranos", "The Wire" e "Six Feet Under". E se dúvidas haviam da magnitude do calibre de Mad Men, esta temporada deve tê-las aniquilado todas. Esta vai ser uma série que vai ganhar o Emmy de Melhor Drama até ao dia em que decidir terminar.

Melhor Episódio: o trio final, "The Gypsy and The Hobo", "The Grown-Ups" e o soberbo final "Shut the Door, Have a Seat" (3.11, 3.12, 3.13, todos A), a juntar ao espectacular "Guy Walks Into Advertising Agency" (3.06, A-).
Quem sobressaiu: January Jones e Jon Hamm.



E cá está a minha revisão da temporada televisiva passada concluída. Espero que tenham gostado e que não vos tenha maçado muito. Alguma sugestão a como fazer a análise da temporada vindoura será bem-vinda. E obviamente que peço desculpa por ter-me demorado tanto em voltar à escrita no blogue.