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DIAL P FOR POPCORN

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ESPAÇO DE CULTO: Julianne Moore


ESPAÇO DE CULTO é uma rubrica do Dial P For Popcorn que se dedica semanalmente a valorizar, a idolatrar, a adorar uma das nossas actrizes favoritas, tanto pelo seu aspecto físico, como pela sua filmografia.


Quatro nomeações para os Óscares da Academia. Extraordinárias interpretações em "[safe]", "Boogie Nights", "Far From Heaven", "The Hours", "Magnolia", "The Kids Are All Right", "The End of the Affair", "Blindness","Vanya on 42nd Street" e "Saving Grace", todas dignas de um Óscar, ao qual se junta a sua inolvidável Sarah Palin em "Game Change". Aparece ainda em "A Single Man", "Crazy, Stupid, Love", "Children of Men", "The Big Lebowski", "Hannibal", "I'm Not There", "The Fugitive", "The Hand that Rocks the Craddle", "Shipping News", "Cookie's Fortune" e "Psycho" de van Sant. Uma filmografia que qualquer actor ou actriz em Hollywood gostaria de possuir.


Uma das maiores beldades do mundo do cinema, conhecida pela sua beleza rara e pelo magnífico cabelo ruivo que lhe cai sobre os ombros, bem como pelo seu incomensurável talento. Uma actriz hábil e versátil, instintiva e corajosa, que desaparece completamente na personagem que interpreta, que sente todas as emoções à flor da pele e fá-las passar ao telespectador. Que ela ainda não tenha recebido um prémio major da indústria - seja um Tony, um Emmy, um Globo de Ouro ou um Óscar - é uma das maiores injustiças. Uma actriz sem nada mais a provar, JULIANNE MOORE continua a mostrar, ano após ano, mesmo aos cinquenta e dois anos, por que razão é considerada uma das maiores actrizes da indústria e, diria até, de sempre.


A primeira vez que a vi foi, como para muitos outros da minha geração, em "The Hours". Já aí a sua ferocidade e sagacidade me impressionaram e a forma desconcertante como Laura Brown disfarça toda uma vida aparentemente feliz quando por dentro sofre de uma depressão gravíssima e que a faz ponderar o suicídio deixaram uma marca inesquecível no meu eu adolescente. Mas foi só quando peguei em "Boogie Nights", "Far From Heaven" e "[safe]" que me apercebi do quão especial e formidável esta actriz é. Um verdadeiro camaleão, que alterna entre estilos e personagens tonalmente muito diferentes com uma facilidade e uma panache incríveis. Ter-lhe-ia dado já três Óscares (em 2002 por "Far From Heaven", em 1997 por "Boogie Nights" e em 1995 por "[safe]" - para mim as suas melhores interpretações) e é-me incompreensível que a Academia tenha decidido reparar a asneira de 2001 ("roubando" a Nicole Kidman um Óscar que ela dela por "Moulin Rouge!") com mais uma asneira em 2002 ("roubando" a Moore o Óscar para dar a uma interpretação que é a terceira melhor do seu próprio filme - Streep e Moore são superiores a Kidman em "The Hours"). Eu culpo o nariz, claro. E o facto de Julianne Moore fazer tudo parecer fácil e sem esforço.


Esperemos que o Emmy e o Globo de Ouro por "Game Change" ao menos não escapem.
E agora vocês: qual é a vossa interpretação favorita de Julianne Moore?

ESPAÇO DE CULTO: Michelle Pfeiffer


ESPAÇO DE CULTO é uma nova rubrica do Dial P For Popcorn que se dedica semanalmente a valorizar, a idolatrar, a adorar uma das nossas actrizes favoritas, tanto pelo seu aspecto físico, como pela sua filmografia.

Vou tentar ir escolhendo uma actriz por década, mais ou menos. A desta semana é...

MICHELLE PFEIFFER




Sem qualquer dúvida uma das minhas actrizes favoritas do final dos anos 80 e início dos anos 90, Michelle Pfeiffer só ainda não tem o seu lugar reservado no panteão da história do cinema porque, como a tantas grandes actrizes como Glenn Close ou Annette Bening, lhe falta o prémio máximo: um Óscar. Pode não parecer importante, mas é. Tanto o é que as três se tornaram conhecidas por isso. São as três grandes actrizes do final dos anos 80 a quem falta ganhar o Óscar. A elas juntaria Julianne Moore e Kathleen Turner. Cinco grandes injustiças, portanto.

 

Dona de uma belíssima voz, proprietária de um dos rostos mais bonitos que alguma vez agraciaram o cinema - que ainda hoje, com 50 anos e algumas rugas, se encontra notavelmente conservado, esta loira que mostrou ao que veio pela primeira vez, a sério, em Scarface de Brian de Palma, no início dos anos 80, viria a revelar toda a sua qualidade com um one-two-three punch no dobrar da década: foi sublime em Dangerous Liaisons de Stephen Frears, um dos meus filmes favoritos de sempre e com não uma, mas duas grandes interpretações femininas (Pfeiffer e Close, ambas enormemente roubadas nos Óscares nesse ano), derreteu-me o coração e enfeitiçou-me para sempre em The Fabulous Baker Boys, o papel que a devia ter lançado em definitivo para a ribalta e dado o Óscar que ela tanto merecia (não fosse o sentimentalismo foleiro da Academia em premiar a octagenária Jessica Tandy) e foi felina e impressionante em Batman Returns de Tim Burton - ainda hoje não consigo imaginar mais ninguém desempenhar aquele papel com tanto instinto, intensidade e personalidade como Pfeiffer (e é, sem dúvida, a melhor vilã da filmografia, a par do The Joker de Heath Ledger).



Depois disto, ainda tentou a sorte com a Academia mais uma vez, num filme feito propositadamente para caçar Óscares (Love Field) e, depois de surgir em The Age of Innocence, a actriz desapareceu. Ou melhor, deixou de tentar. Passou a dedicar-se a comédias românticas foleiras nas quais era, invariavelmente, o único ponto de interesse, sendo que para mim a única excepção a essa regra esteve em One Fine Day, contracenando com George Clooney, que foi para mim o melhor par que Pfeiffer alguma vez teve em filmes, a par de Jeff Bridges.


Esta grande actriz ainda tentou uma espécie de retorno à ribalta por duas vezes: em 2001 e 2002, com I Am Sam que valeu a Sean Penn uma nomeação para Óscar e com White Oleander, uma adaptação de uma obra-prima de grande sucesso, onde Pfeiffer é, sem qualquer dúvida, brilhante mas que não conseguiu grande tracção para prémios; e o ano passado, com Chéri, uma nova parceria com Stephen Frears que desta vez não produziu os resultados esperados. Felizmente, a actriz já disse que quer trabalhar mais esta década; infelizmente, o único grande projecto que tem para já é a continuação da horrível comédia romântica Valentine's Day, de seu nome New Year's Eve. Esperemos ao menos que o rumor de que Tim Burton a quer para Dark Shadows seja verdade.

Seja como for, para mim pelo menos, Michelle Pfeiffer terá sempre um lugar cativo no meu coração e no meu pensamento, mais não seja pela icónica Catwoman que protagonizou:




ESPAÇO DE CULTO: Marion Cotillard


Como foi com ela que eu tive a ideia desta rubrica, é com ela que começamos efectivamente. ESPAÇO DE CULTO é uma nova rubrica do Dial P For Popcorn que se dedica semanalmente a valorizar, a idolatrar, a adorar uma das nossas actrizes favoritas, tanto pelo seu aspecto físico, como pela sua filmografia.

Então esta semana o objecto de adulação é, como mencionei...

MARION COTILLARD



Como já disse há alguns artigos atrás, estou completamente apaixonado por esta senhora. Acreditem. Paixão tal que era capaz de fundar um clube de fãs e passar a vida a olhar para ela, a ver filmes dela (e eu que não sou o maior amante de "La Vie en Rose"), a ouvi-la cantar... Tal é o poder dela. Claro que acho genuinamente que ela é a melhor importação que os Estados Unidos fizeram desde a Cate Blanchett e a Nicole Kidman. E claro que acho que ela, podendo, vai ultrapassar Deneuve e Binoche como a actriz francesa mais galardoada além-fronteiras de sempre.



E engraçado que esta minha devoção surgiu meio do nada. Não gostei muito do filme sobre Édith Piaf e sou daqueles que acha que o Óscar de Marion Cotillard, embora até merecido, ficava melhor na prateleira da Julie Christie. Mas não nego que é uma vitória que se pode justificar.


Contudo, nada - e digo mesmo NADA - me podia ter preparado para o "one-two-three punch" que se seguiria: Marion Cotillard apanhou-se desguardado em "Public Enemies", siderou-me em "Nine" (não é por nada que "My Husband Makes Movies" e "Take It All" são de longe as melhores cenas do filme, ao lado de todas em que ela aparece - na minha cabeça há uma luta renhida entre ela e Mo'Nique para Melhor Actriz Secundária do ano passado) e foi de vez, com a interpretação em "Inception", que ela me teve. Eu sou assim, fácil de conquistar por actrizes brilhantes.


E ela agora que anda pelas televisões internacionais no excelente anúncio publicitário para a Dior, que abaixo vos deixo:




E por aqui ficamos. Quem é que vocês querem ver no próximo "Espaço de Culto"? E que me dizem de Cotillard e da sua trajectória em Hollywood?


 [fotos: Telegraph; GQ; Dior]