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DIAL P FOR POPCORN

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Grandes Divas do Ecrã



"I'm loud and I'm vulgar, and I wear the pants in the house because somebody's got to, but I am not a monster. I'm not."

"You make me puke."


Martha (Elizabeth Taylor), "Who's Afraid of Virginia Woolf?" (1966)


Estou a dever esta publicação a Elizabeth Taylor desde Março, desde o dia em que este mundo ficou infinitamente mais pobre por perdê-la. Taylor é, ainda hoje, a definição de estrela de cinema. Ousada, ambiciosa, belíssima, com uma vida pessoal a rivalizar com uma história ficcional, criticada por uns, amada por outros, admirada mundialmente como pessoa e como actriz. Vencedora de dois Óscares, um deles por esta interpretação,  Elizabeth Taylor é, simplesmente, uma das maiores criações que Deus alguma vez fez pisar a Terra. 

A rubrica "Grandes Divas do Ecrã" arruma assim a sua primeira temporada. Não sei se a traga de volta daqui a algum tempo, se a remodele, se arranje nova rubrica dentro do género. Questões a repensar para a rentrée, sem dúvida. Aceitam-se sugestões para renovações e para novas rubricas.

Especial Animação: A vilã de 101 DALMATIANS (50º Aniversário)

Nesta semana especial, que abre o mês de festividades, pedimos a amigos próximos e colaboradores de outros blogues que nos ajudassem a abordar um dos nossos temas preferidos: a animação. Todos eles foram limitados a um máximo de dez imagens ou um vídeo para a sua tarefa. Sete dias, sete colaboradores, sete títulos que festejam este ano o início de uma nova década de vida. Muita diversão, emoção e magia é prometida. A ver se cumprimos. 

O nosso quinto convidado é dono de um dos espaços mais interessantes e irreverentes da nossa blogosfera, o qual me dá imenso prazer visitar: o Samuel Andrade (Keyser Soze's Place) que, na senda dos clássicos Disney, nos vem falar de um filme que atingiu a meia centena de vida no passado dia 25 de Janeiro, 101 DALMATIANS. Aqui vos deixo com o Samuel:



Rever "101 DÁLMATAS" é reconhecer que, de toda a Sétima Arte de animação, a Disney perfilou um impressionante conjunto de vilãs: a Rainha Grimhilde de "BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES", a Ursula em "A PEQUENA SEREIA", a Yzma em "PACHA E O IMPERADOR", a Mãe Gothel em "ENTRELAÇADOS". Contudo, nenhuma terá sido tão bem construída — e a vários níveis — como Cruella De Vil.

O próprio nome indica estarmos perante uma “criatura” capaz de emprestar pleonasmo ao conceito de antagonismo e, no que toca a vilões, apresenta todo os seus traços habituais: o penteado de um louco, compleição quase inumana, vícios (nomeadamente, o cigarro na ponta de uma boquilha), gargalhada infame e a discutível apetência por casacos feitos a partir da pele de adoráveis cachorrinhos dálmatas.

Mas Cruella é uma vilã particular pelos subtextos que não são imediatamente destacados na sua caracterização, numa provável estreia dos argumentistas da Disney em apelar à consciência social do espectador. A saber, uma tremenda e deliciosa condenação à sociedade consumista dos anos 60, através de uma figura que, a certa altura, parece protagonizar uma campanha publicitária a favor dos casacos de pele: «My only true love, darling. I live for furs. I worship furs! After all, is there a woman in all this wretched world who doesn’t?». Cruella De Vil é, portanto, mais do que a antagonista com um plano diabólico a ser executado pelos seus ineptos empregados que ela agride constantemente; é a extrema caricatura do ideal (bastante mundano, por sinal) de parecer que nunca temos tudo o que precisamos.


No geral, é de lamentar que 101 DÁLMATAS não tenha investido mais tempo neste e noutros conceitos. Afinal de contas, não existe “universo” mais simples e puro que o reino animal. E, por acaso, o filme até é narrado por um dálmata…


Obrigado, Samuel, por teres aceite o convite!
E vocês, que pensam da Cruella? E do filme em si?


Grandes Divas do Ecrã

"Imbeciles! Idiots! You poor, simple fools. Thinking you could defeat me. *Me*, The Mistress of All Evil! Now, shall you deal with ME - and all the powers of HELL! AHAHAHAHAHA, AHAHAHAHAHAHAHA! "


Maleficent, "Sleeping Beauty" (1959)


Aquela que é, pura e simplesmente, a maior vilã do Universo Disney. Com uma presença inolvidável.

Grandes Divas do Ecrã

Já tinha saudades da rubrica... E portanto cá está de volta.
Vá, esta não é bem uma "Diva"... Mas como eu estava necessitado de falar sobre ela...



"You're waiting for a train, a train that will take you far away. You know where you hope this train will take you, but you can't be sure. But it doesn't matter - because we'll be together."


"I'm the only thing you do believe in anymore." 


"You keep telling yourself what you know. But what do you believe? What do you feel?"


"You promised! You promised! You said we'd be together. You said we'd grow old together!"

Mal (Marion Cotillard), INCEPTION



Dá para ver que estou apaixonado por ela, não dá? Bónus: uma excelente interpretação.

Grandes Divas do Ecrã

O ano de 2008 foi bastante interessante em termos de grandes interpretações femininas. Temos Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt e Debra Winger ("Rachel Getting Married"), Melissa Leo ("Frozen River"), Angelina Jolie ("Changeling"), Kate Winslet ("Revolutionary Road" ou "The Reader"), Meryl Streep, Amy Adams e Viola Davis ("Doubt"), Sally Hawkins ("Happy-Go-Lucky"), Marisa Tomei ("The Wrestler"), Catherine Keener, Michelle Williams e Samantha Morton ("Synecdoche NY"), Kate Beckinsale e Vera Farmiga ("Nothing But The Truth"), Cate Blanchett ("The Curious Case of Benjamin Button"), Tilda Swinton (com o filme anterior e com "Burn After Reading"), Frances McDormand ("Burn After Reading"), Penélope Cruz e Rebecca Hall ("Vicky Cristina Barcelona") e Michelle Williams de novo ("Wendy & Lucy") e estes são só alguns dos nomes que me aparecem logo. 

Um nome que demoraria a aparecer, ou melhor um filme que demoraria a ser mencionado, se alguém nos perguntasse por grandes interpretações femininas em 2008, seria o de Julianne Moore em "Saving Grace". Algo que lamento. Um filme tão pequeno para uma interpretação tão magistral, Julianne Moore está tão bem aqui como em "Far From Heaven" ou "Boogie Nights", as suas duas melhores interpretações, para mim. Ora zangada, ora alegre, ora aos gritos, ora a sorrir, ora fazendo amor, ora discutindo. Parece complicado, mas nas mãos de Moore tudo se torna possível e natural. Ela é uma diva, sim senhor. E uma das maiores que o cinema já viu. E esta situação com que vos deixo é de uma qualidade, em termos de leitura de fala, impressionante.


"I go away for one week and what do you do?! Something intellectual. Something VERY intellectual indeed."


 Barbara Baekeland (Julianne Moore), Savage Grace (2007)


Aqui vos deixo um vídeo que inclui várias cenas do filme - e aponto-vos para a cena em questão frisada neste post, que começa por volta dos 7:50:

 

Best. Line. Reading. Ever.


Grandes Divas do Ecrã


"Did IQs just drop sharply while I was away?"


Ellen Ripley (Sigourney Weaver), "Aliens (1986)"


Uma boa questão. Pertinentíssima, aliás. Porque não há um momento em "Aliens" em que a acção não envolva a brutal Ellen Ripley. Não uma diva per se, mas mesmo assim uma das personagens mais inigualáveis da história do cinema, uma bad ass por natureza, uma assassina a sangue frio com pouca paciência para vida extra-terrestre. E uma pessoa capaz de expelir da sua boca punchlines tão fantásticas quanto esta não podia deixar de ser referida no meio das minhas heroínas... - perdão, minhas divas - da história do cinema.