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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Como recriar algo perfeito?



Aparentemente Courteney Cox e David Arquette, que embora separados mantêm negócios juntos através da sua produtora Coquette, responsável por "Cougar Town", venderam um projecto-piloto de comédia sobre os altos e baixos de um grupo de amigos na casa dos trinta e que acompanha uma década das suas vidas, abordando as suas relações profissionais e pessoais e as interacções entre os diferentes membros do grupo, cada um peculiar à sua maneira. O projecto, intitulado provisoriamente "10 Years", foi adquirido pela NBC. Resta perguntar: tudo isto não vos soa a familiar?

E, já agora, resta dizer: não dá para repetir a magia do original. Nem vale a pena tentar.


Se alguém quiser uma série descontraída sobre um grupo de amigos fora do comum, sugiro que tentem esta: "Happy Endings". Não tem uma qualidade ao nível de "30 Rock" ou de "Modern Family" mas se o que querem é algo leve para se rirem um pouco, esta é a vossa melhor aposta. Renovada hoje para uma temporada inteira pela ABC.



E o red band trailer da 2ª temporada AQUI.

Entretanto, Cox e Arquette venderam mais uma das suas grandes apostas à ABC: de título provisório "Skinny Girl", trata-se de uma comédia sobre uma rapariga gorda que decide perder peso, tarefa essa que parece impossível dado o facto de trabalhar numa diner onde comidas gordurosas são o prato mais pedido. Acho muito bem que o ex-casal se dê muito bem e que a sua empresa esteja a florescer, mas no fim de contas, acho que é imperial dizer agora:

O que eu quero mesmo é que volte COUGAR TOWN. E essa... só em Janeiro de 2012. Infelizmente. O que me faz lembrar isto. Quem é que tem seguido atentamente esta brilhante ideia dos produtores da série em fazer aparecer os seus actores por breves momentos em outras séries, para criar buzz para o regresso da tão malograda sitcom (e digo malograda porque é assim que muita gente a vê, com muita pena minha, uma vez que é das melhores séries de comédia da televisão actual).

Discutindo os Emmy 2011: Melhor Actor Secundário e Actriz Secundária - Comédia

A contar os dias para o anúncio dos nomeados para os Emmy 2011 - que ocorrerá esta quinta-feira 14 de Julho, venho oferecer a minha opinião sobre quais os candidatos mais fortes nas principais corridas e tentar a minha sorte no jogo preditivo, tal e qual como faço para os Óscares. Pego agora em Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz Secundária em Comédia.

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIA - COMÉDIA


PREVISÃO:
Julie Bowen, Modern Family
Jane Krakowski, 30 Rock
Jane Lynch, Glee
Sofia Vergara, Modern Family
Betty White, Hot in Cleveland
Kristen Wiig, Saturday Night Live 

Do grupo de nomeadas do ano passado, Sofia Vergara e Julie Bowen ("Modern Family") e a vencedora Jane Lynch ("Glee") irão certamente repetir a nomeação, até porque as suas séries continuam populares e as suas interpretações ainda são agradavelmente relembradas. Jane Lynch tem ainda como bónus o facto de ser a apresentadora da cerimónia deste ano, algo que só a fará ganhar mais votos e reconhecimento. A elas deve-se juntar a rejuvenescida Betty White que, aos oitenta e nove anos, monta um comeback que só tem paralelo com o de Meryl Streep na sétima arte. "Hot in Cleveland" pode não ser para todos, mas o seu estilo tradicional e o facto de ter no seu elenco Betty White, um dos pilares da televisão das últimas quatro décadas, ajuda. Além disso, o resto do elenco também é bastante reconhecido, daí que não me surpreendia se mais alguém conseguisse ser nomeada; provavelmente a mais forte candidata será Wendie Malick, mas Jane Leeves e Valerie Bartinelli também são possibilidades.

Estou a arriscar um pouco nas restantes previsões ao apostar que Jane Krakowski ("30 Rock") e Kristen Wiig ("Saturday Night Live") vão manter o seu estatuto de nomeadas por mais um ano quando não é como se "30 Rock" e "Saturday Night Live" - e particularmente o seu papel nelas - tenham ganho fãs. Wiig terá provavelmente mais hipóteses de manter o lugar do que Krakowski, uma vez que a sua incursão mais recente no cinema ("Bridesmaids") foi um sucesso estrondoso e também porque o tempo de ecrã de Krakowski foi bastante reduzido este ano em "30 Rock".

A principal vantagem delas é que as candidatas de luxo desta categoria têm todas handicaps difíceis de combater. Busy Philipps e Christa Miller ("Cougar Town"), Alison Brie e Gillian Jacobs ("Community"), Mayim Blahik ("The Big Bang Theory") e Aubrey Plaza e Rashida Jones ("Parks & Recreation") teriam todas lugar cativo na minha linha da frente de candidatas dado o seu brilhante trabalho esta temporada, mas a verdade é que as suas séries têm mostrado dificuldade em conseguir muitas nomeações (embora estas fossem merecidas) e portanto mais um ano deve passar sem que elas sejam reconhecidas. As maiores candidatas, depois das supra-mencionadas, talvez sejam Phyllis Sommervile ("The Big C"), que está numa série que será definitivamente visionada pela Academia e talvez possa benificiar do estatuto de provável vencedora de Laura Linney na categoria de Melhor Actriz (o mesmo se passa com Oliver Platt) e Vanessa Williams, que decidiu continuar a espalhar a sua diva interior agora pelas ruas de Wisteria Lane em "Desperate Housewives". Outras potenciais candidatas a ter em consideração são Kathryn Joosten ("Desperate Housewives") que já venceu anteriormente por este papel em Melhor Actriz Convidada e que agora é candidata como Melhor Actriz Secundária, Anne Heche, Jane Adams e Rebecca Crestoff ("Hung"), Kaitilin Olson ("It's Always Sunny in Philadelphia"), Merritt Wever ("Nurse Jackie") que não percebo como não foi nomeada o ano passado, ainda por cima com "Nurse Jackie" a conseguir nomeação para Melhor Série,  Allison Janney ("Mr. Sunshine"), Holland Taylor ("Two and a Half Men") e Jenna Fischer ("The Office").

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA


PREVISÃO:
Ty Burrell, Modern Family
Chris Colfer, Glee
Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother
Ed O'Neill, Modern Family
Oliver Platt, The Big C
Eric Stonestreet, Modern Family
 
Já na categoria de Melhor Actor Secundário, as contas são mais simples. A única coisa que é difícil de estimar é mesmo a proporção do domínio da categoria pelos homens de "Modern Family". Depois das confusões do ano passado, Ed O'Neill deve-se juntar aos seguríssimos Eric Stonestreet e Ty Burrell na categoria, podendo ou não (eis a questão) ter como companhia o também nomeado o ano passado Jesse Tyler Ferguson. A minha aposta é que este fique de fora para dar lugar a O'Neill, apesar de tal poder não acontecer. A questão então seria: quem terá que sair para dar lugar à entrada de O'Neill? 

Chris Colfer ("Glee") não será, até porque a sua personagem é mais popular que nunca e ele é considerado o favorito à vitória, a par de Burrell. Neil Patrick Harris ("How I Met Your Mother") ainda não venceu este troféu nesta categoria, apesar da sua interpretação de Barney Stinson ser das coisas mais lendárias da última década em televisão. Provavelmente manter-se-á na discussão até à última temporada de "How I Met Your Mother" para então ser premiado (ou até a série decair substancialmente em qualidade, o que está prestes a acontecer), portanto penso que deverá manter-se nomeado, embora não me choque se for deixado de fora.

Quem deverá abandonar a lista de nomeados é Jon Cryer ("Two and a Half Men") que, com tudo o que se passou este ano, terá sorte se a sua série, quando voltar, se mantiver com o sucesso de audiências que ainda possuía. Os Emmys não serão o que o preocupa mais - embora esta situação e a boa vontade que daí possa surgir em seu favor o possa de facto beneficiar. Quem também não deverá voltar são os antigos nomeados Rainn Wilson ("The Office"), Jeremy Piven e Kevin Dillon ("Entourage"), Jack McBrayer e Tracy Morgan ("30 Rock").

Um antigo nomeado que estará potencialmente de volta é Oliver Platt, que depois de conseguir duas nomeações consecutivas por "Huff" retorna agora com "The Big C", beneficiando em muito do estatuto de favorita de Laura Linney na categoria de Melhor Actriz, o que vai impulsionar muitos votantes a visionar a série e possivelmente a considerar outras nomeações, como a dele. Também John Benjamin Hickey, de "The Big C", não deve ser posto de parte.

Tal como na categoria de Melhor Actriz Secundária, aqui haviam outros candidatos com bastante qualidade e que mereciam ser incluídos, mas estão em séries que ainda não encontraram favores na Academia, como Danny Pudi, Donald Glover e Chevy Chase ("Community") e Ted Danson ("Bored to Death"). Também Jason Segel ("How I Met Your Mother"), John Krasinki e Ed Helms ("The Office") e Simon Helberg e Kunal Nayyar ("The Big Bang Theory") não têm conseguido buzz pelas suas interpretações, apesar das suas séries serem bem vistas pela Academia e terem inclusive nomeados nas categorias de interpretação, se bem que para os seus elementos mais... impressionantes, digamos. Finalmente, quem devia absolutamente ser tido em conta - e que é o candidato mais forte a ocupar um dos seis lugares depois dos seis que mencionei serem as minhas previsões - é Nick Offerman, que rouba cenas a torto e a direito na melhor comédia do ano ("Parks & Recreation") e que, se houvesse justiça, já tinha sido nomeado o ano passado e era o favorito a vencer neste. Também Aziz Ansari e Chris Pratt, da mesma série, deviam ser tidos em consideração.

Revisão da Televisão em 2010: Parte 3

A nova temporada televisiva já começou e eu preciso mesmo de arrumar com a minha revisão das temporadas das séries em 2010. Vou então proceder à revisão das séries que vi em 2010 de seguida, em quatro posts (já disponível: #31-40 e #30-21; falta #1-10). Espero que deixem ficar a vossa opinião.


#20. BORED TO DEATH


Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: Ia dizer que era o melhor novo produto da HBO o ano passado mas esqueci-me de "Treme". Bem, posso dizer que é uma das melhores comédias do ano e uma refrescante surpresa. Humor negro q.b. (uma versão mais leve do humor típico de "It's Always Sunny in Philadelphia" e "Curb Your Enthusiasm") que tem realmente piada. Jason Schartzman, Zack Galifianakis e Ted Danson. Três personagens tresloucados, cada um pior que o outro. De que fala a série? De tanta coisa, mas principalmente relata as histórias de um escritor frustrado que decide embarcar na bizarra carreira de investigador privado. Com consequências imprevisíveis (e hilariantes), claro. A única desvantagem: só oito episódios. Mas foi renovada (e já estreou, aliás).

Melhor Episódio: "The Case of the Stolen Sperm" (1.07, B+).
Quem sobressaiu: Parece uma das estrelas do momento e tornou-se fácil referi-lo, mas de facto Zack Galifianakis evoluiu muito desde os dias de "True Calling" e esta personagem é de facto um espanto à custa dele.

#19. COUGAR TOWN



Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: Nunca esperaria eu que depois do fenómeno que é "Modern Family" viesse outra série com tanta qualidade como "Cougar Town" e uma interpretação comédica tão estupenda como a de Courteney Cox como a mãe divorciada e quarentona que tem que suportar os amigos malucos, o marido infantil e o filho único tão peculiar e que para piorar as coisas é tão doida como eles, Jules Cobb. A série começou mal, com uns cinco-seis episódios a gozar com o facto de Jules ter envelhecido, mas levantou-se depressa e logo que começou a focar-se mais no facto de Jules se encontrar agora, vinte anos depois, a descobrir de facto a vida, a série melhorou imenso. Diria até que nem parece a mesma. E este B+ poderia bem ser um B se eu fosse muito racional, mas "Cougar Town" não é racional. É divertido, é uma série que se pode ver com amigos, é uma série para apreciar, com o seu leve (e nada subtil) jeito de fazer rir.

Melhor Episódio: São tantos, mas "Finding Out" (1.24, B+) resume tudo aquilo que é Cougar Town: emoção, alma e amor.
Quem sobressaiu: Courteney Cox e Busy Phillips. É um empate. São as duas brilhantes. E já agora, um recado para a Academia: seis anos depois e mesmo assim ainda não há nomeação para Cox? Incrível.


#18. JUSTIFIED


Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: Além da excelência no diálogo, além das incrivelmente profundas caracterizações das personagens, além das magníficas escolhas de casting (Olyphant é perfeito para o protagonista Raylan, Carter e Searcy são excepcionais nos seus respectivos papéis também), além da história em si ser sensacional e sobretudo além da direcção, da fotografia, da música e da realização serem extremamente cuidadas, há só a dizer mais uma coisa: é uma série com a marca FX. Sim, a estação que nos trouxe "The Shield" e que hoje em dia nos dá "Sons of Anarchy". Portanto, selo de qualidade indiscutível.

Melhor Episódio: O piloto foi absolutamente sensacional (1.01, A).
Quem sobressaiu: Há séries que são brilhantes pura e simplesmente por causa do protagonista. É o caso desta. Timothy Olyphant foi roubado de uma nomeação nos Emmy este ano. Continuará a ser?


#17. FRINGE


Temporada: 2
Nota: B+

Crítica: Quem acompanha "Fringe" desde o início sabe que esta série não é nada convencional, sabe que se tem que ser mesmo fã e confiar nos argumentistas e sabe que se tem que ter paciência. Felizmente, a série contém tanto detalhe e tantas pequenas pérolas escondidas que é um prazer segui-la. Mais uma temporada volvida, de novo um início péssimo mas com melhorias evidentes no pós-ano Novo. Os novos segredos descobertos, as incursões pelo mundo alternativo e as novas referências mitológicas introduzidas são fascinantes e espera-se que ainda continue tanto por descobrir. Novamente temos John Noble brilhante mas Joshua Jackson e Anna Torv sofríveis e não me venham dizer que a culpa é dos personagens - os actores é que não têm, pura e simplesmente, qualidade suficiente para os papéis. E outra coisa que me irritou na série este ano: a constante angariação de fãs de outras séries de culto e de ficção científica (a Ana Alexandre fala disso mesmo na sua crítica no Split-Screen, se não me engano). "Fringe" é "Fringe", não é "X-Files" e não é "Torchwood".

Melhor Episódio: O trio final de episódios: "Northwest Passage" e o duplo episódio "Over There" (1.21, 1.22, 1.23, B+).
Quem sobressaiu: Mas haverá dúvidas que John Noble também já merecia alguma espécie de consideração? Será que algum dia os Emmy vão abrir-se para esta série?



#16: WHITE COLLAR


Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: A USA tem-me surpreendido com algumas das séries que escolhe produzir. "Burn Notice", "Covert Affairs", "Royal Pains", "Psych" e "Monk têm todas qualidades que as recomendam mas todas elas têm algo que eu não consigo deixar passar. Esse não é o caso com esta "White Collar", que tem sido transmitido insistente e repetidamente pela FOX portuguesa. A problemática relação entre o criminoso (que decide negociar com a polícia a sua prisão, oferecendo em troca a prisão de vários colegas criminosos e alguns  cúmplices) Neal Caffrey e o duro polícia Peter Burke, duas pessoas tão diferentes em personalidade e em abordagem à vida, é entretidíssima. Caffrey tem um carisma e Burke tem uma rudeza que dão um certo charme a ambas as personagens. Este jogo do gato e do rato podia esgotar-se rápido e tornar-se aborrecido, é verdade, mas a escrita e sobretudo o aparecimento de novas personagens não deixa isso acontecer. Uma temporada curiosamente bastante agradável de seguir e uma segunda temporada que promete (e que volta em Janeiro de 2011).

Melhor Episódio: Os episódios a meio da temporada, "Free Fall" e "Hard Sell" (1.07 e 1.08, B+).
Quem sobressaiu: Se bem que na segunda temporada esteve abaixo das expectativas, nesta temporada, Matthew Bomer foi demais.



#15: TREME


Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: Lembram-se do nome David Simon? Não? Mas talvez se lembrem da sua última série, "The Wire", que é reconhecida como a melhor série dramática de sempre da televisão? Pois. Ele este ano voltou à HBO com "Treme" e qual foi o resultado? O mesmo de "The Wire". Aclamada pela crítica, passou despercebida pelo público em geral e os Emmy olharam-na de lado, dando-lhe pouquíssimas nomeações e em categorias que quase não interessam. E, a comparação que mais me dói, é uma série quase tão boa como "The Wire" era. "Treme" conta a história de Nova Orleães no pós-furacão Katrina. Mas mais do que contar a história da cidade, conta a história de pessoas, pessoas normais como nós, pessoas que foram profundamente afectadas pela tragédia. E no meio disto tudo cria uma série sensacional de seguir e experienciar. Pena que pouca gente tenha notado.

Melhor Episódio: O piloto e o final, "I'll Fly Away" (1.01 e 1.10, A- ambos).
Quem sobressaiu: O elenco é que importa, mas tenho que realçar Khandi Alexander, tão longe dos seus dias de CSI (e tão merecedora de um Emmy... mas claro que nem nomeada foi) e John Goodman, tão diferente das personagens que ele costuma interpretar (e tão merecedor de um Emmy... mas claro que nem nomeado foi) .



#14. BETTER OFF TED


Temporada: 2
Nota: B+

Crítica: A melhor comédia do ano que ninguém viu. É, de facto, a melhor definição que podia dar à série. Interessante, divertida, cerebral, com um humor bastante peculiar (não chega a ser humor negro mas é humor intelectual, sem dúvida), uma comédia com cabeça, tronco e membros, com um elenco bestial, liderados pelos fabulosos Jay Harrington e Portia De Rossi, ambos fenomenais (em interpretações que mereciam Emmy, pois são incrivelmente melhores que os actuais vencedores, Parsons e Falco) e com uma escrita que muitos argumentistas sonhavam possuir, "Better Off Ted" tinha tudo para dar certo. Então, por que razão não resultou? Bem: o horário não ajudava; as audiências não eram boas; e a ABC não tem paciência para comédias inteligentes; e o público também não. Enfim.

Melhor Episódio: A série não chegou a acabar (faltavam 2 episódios para o fim) portanto não sei bem se seria a minha escolha, mas dos que foram transmitidos, "Lust in Translation" (2.10, A-) é o melhor. 
Quem sobressaiu: Portia De Rossi está uma grande comediante, coisa que se adivinhava desde "Ally McBeal" mas ninguém queria apostar.



#13. GLEE

Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: De vez em quando, surge na televisão uma série que põe toda a gente maluca. Foi assim com "Arrested Development", foi assim com "The Sopranos", foi assim com "Friends", com "Cheers" e por aí fora. E foi assim também que começou o fenómeno à escala mundial conhecido por "Glee", que curiosamente retrata a vida de um grupo de estudantes do coro escolar, apropriadamente (ou não) definidos como "a classe mais baixa da grande cadeia alimentar que é o ensino secundário" por Sue Sylvester, a horrorosa, rude e histriónica treinadora da claque do liceu. O que há em "Glee" para não se gostar? Alegria contagiante, grandes números musicais, personagens com os quais todos nos sentimos ligados, seja por que razão for (todos já fomos menosprezados e maltratados por alguém superior, não é verdade?) e diversão pura às mãos de Jane Lynch, que interpreta a maldosa treinadora da claque que acima já referimos. Além da série ser toda ela muito cómica, completamente abismal nalgumas histórias e de ter que ser vista de forma muito especial, porque algumas das coisas que lá ocorrem nunca se passariam da mesma forma na realidade. Mas porque é "Glee", a gente aguenta.

Melhor Episódio: O meu principal problema com "Glee" é o declínio que a série sofreu desde o seu trio inicial de episódios, o piloto (1.01, B+), "Showmance" (1.02, A-) e "Acafellas" (1.03, B+), embora "Vitamin D" (1.06, B+) tenha estado perto.
Quem sobressaiu: Esta é claramente uma série que dá primazia ao elenco, mas Jane Lynch é a grande estrela (Lea Michele seria uma boa segunda escolha, não fosse pelo facto da sua personagem estar a tornar-se completamente detestável).


#12. TRUE BLOOD

Temporada: 2
Nota: B+

Crítica: Alan Ball é um Deus. Consegue ser brilhante em termos de escrita, dinamismo e aproximação à história quer pegue em famílias aparentemente perfeitas à superfície mas que estão na verdade à beira do abismo, famílias à beira da ruína que cuidam de uma funerária ou vampiros amorais e hiperssexualizados que espalham o pânico no tranquilo deserto texano. "True Blood" não pode nunca ser levado muito a sério como drama, mas com certeza não é também essa a sua intenção. É uma série para se saborear, de uma tremenda qualidade, é certo, mas cujo objectivo é que os espectadores se envolvam, se deixem levar, se deixem contagiar. E não é uma série para todos. Depois de uma primeira temporada fantástica e de um final estrondoso, esta segunda temporada correspondeu às expectativas gigantes dos seus fãs (nos quais me incluo) com histórias fascinantes e com alguns desenvolvimentos que não estava nada a prever. Claro que quem é fã já viu a terceira temporada toda, mas isso fica para discussão daqui a mais algum tempo, sim?

Melhor Episódio: "Never Let Me Go" e "Release Me" (1.06 e 1.07, B+ ambos).
Quem sobressaiu: Deborah Ann Wool. Assustadora.


#11. COMMUNITY


Temporada: 1
Nota: B+

Crítica: Que bela surpresa me reservou a NBC no seu famoso line-up de quinta-feira, que é como se sabe o lugar das suas comédias de excelência (das quatro, só uma, a que tem mais fãs, "The Office", é que eu não suporto; as outras são todas minhas predilectas). Desconfiei desta série desde o momento em que vi a (pouca) publicidade que ela teve, mas sem qualquer razão. "Community" é, em poucas palavras, genialidade e entretenimento. Todos os personagens parecem frescos, bem desenvolvidos e com capacidade para crescimento. Todos os argumentos parecem extremamente bem pensados e são o sonho de qualquer fã de cinema, de BD, de televisão e até de literatura, com inúmeras referências culturais, coisa que me agrada numa série. E mesmo o intelectualismo comédico presente é logo rebaixado pela comédia física o mais marada possível. É uma série com um elenco de luxo, com um criador que sabe do que fala (até porque é a sua história de vida) e com uma equipa de roteiristas que sabe o que faz. E uma emissora que soube ter paciência para ver a série evoluir e florescer.

Melhor Episódio: Não há forma de eu fugir ao episódio da guerra de paint-ball, pois não? Óbvio - "Modern Warfare" (1.23, A).
Quem sobressaiu: Alison Brie, Chevy Chase ou Danny Pudi, façam vocês a escolha. Para mim, os três são bestiais.