Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

HOW TO MARRY A MILLIONAIRE (1953)


Pérola dos anos 50 que reúne três das maiores estrelas de então - Lauren Baccall, Betty Grable e a única e insubstituível Marilyn Monroe, "HOW TO MARRY A MILLIONAIRE" é uma comédia romântica de pouca história e pouco interesse para além das cenas partilhadas entre as três protagonistas, uma delícia de ver interagir, contracenar e conviver. Pegando num conto simpático mas pouco ambicioso, embora divertido e perspicaz q.b., o realizador Jean Nagulesco tem pelo menos a sensatez de se afastar, não tentar nada especial e, pelo contrário, deixar as meninas tomar conta e fazer o que sabem melhor. O filme não chega para deixar uma impressão que perdure, todavia também não era para ver o filme que as pessoas se deslocavam ao cinema: era para ver as três actrizes.


Das três, Lauren Baccall é quem tem a personagem mais trabalhada, mais rica, mais inspirada, enquanto que Marilyn Monroe tem de longe o papel mais ingrato, compensando largamente em momentos de comédia mas fraquíssimo no serviço à narrativa. Pouco interessa a sua história e é por isso que acaba relegada como linha narrativa terciária, em detrimento da de Baccall e de Grable. Acaba por não se notar na película porque Monroe enche o ecrã sempre que a vemos e entusiasma a sua facilidade em transformar qualquer acto físico em comédia, auxiliada brilhantemente pela sua aparência ridiculamente pateta e personalidade naïve e delicada (sempre que ela saca dos foleiros óculos com que finge ser inteligente, é uma cena que promete). Betty Grable é a mais pacata das três e, por isso mesmo, perde-se no poder da interpretação das outras duas. Dos três companheiros masculinos vale pouco a pena falar, tão parco é o que contribuem para a história. São o equivalente das personagens femininas na maioria dos filmes de acção de hoje, para pouco existem: servem neste filme para embelezar a história e levar-nos a torcer para estas meninas se aperceberem de que os seus amores estão mais perto do que elas imaginam e pouco mais que isso.



Infelizmente, como disse, o filme não se aguenta nada bem para os dias de hoje, com algumas piadas verdadeiramente antiquadas e um argumento simpático mas nada de especial. Agora, se me perguntarem se voltava a ver este filme, dir-vos-ia logo que sim: Monroe e Baccall valem sempre a pena. Que actrizes enormes.

Nota Final:
C+

Best Shot: How To Marry a Millionaire


This post marks our blog's return to participating in Nathaniel Rogers' thrilling series "Hit Me With Your Best Shot". I was very sad that I wasn't able to participate last week, in which the series focused on Wes Anderson's "The Royal Tenenbaums", one of my personal favorites, so this week I knew I couldn't miss. 

The movie being showcased is "HOW TO MARRY A MILLIONAIRE", a deity from the 1950s with three huge stars and box office draws of the time, Betty Grable, Lauren Bacall and the one-and-only Marilyn Monroe. This romantic comedy, though amusing and clever at times, is too simple and too plain to leave me with a lasting impression. Luckily, the movie itself wasn't the important part: the three actresses were.

Of the three, I found Lauren Baccall's Shatze the most inspired character, the more fleshed-out, while Marilyn Monroe's is by far the weakest in terms of service to the plot. Nevertheless, Monroe never fails to impress, substantially elevating the material with her great comic timing and her dim-witted appearance (she looks like a modern hipster trying to pass as cool with those crazy-ass glasses). Betty Grable was just fine. The man they date are far less interesting and therefore, for me, don't even merit any commentary.


Look at hipster Marilyn (if this were today, this would be an instant Internet meme like 'hipster Ariel')


There were three moments that stuck with me:

1. Lauren Bacall's expression of superiority and despisement (that eyeroll! that false look of concern!) when she's informed by her two friends of their mission's failure, marrying poor, humble men:


2. Marilyn Monroe (not wearing glasses and thus blind as a bat) at first mistaking the maitre d' for another man and then bumping into him unknowingly:




3. And my best shot: in a moment of total awesomeness, Lauren Bacall, who spends the entire movie behaving like a rich, snotty bitch, gives in and is seen eating a plain, greasy burger. And still giving a face like it's SO beneath her. Classic diva / moment of bitchery.




I may be poor as hell but I'm not going down without dignity. He's still WAY out of my league. No tie, how dares he!


The movie doesn't hold up very well today (many jokes and situations feel very time-appropriate) but the actresses are still a delight.  As for this series from Nathaniel? It's a blessing that keeps on giving. I hope he never stops doing this.