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DIAL P FOR POPCORN

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Críticas Rápidas


Bom, há que explicar primeiro a ideia deste post: uma vez que não tenho tempo para criticar todos os filmes numa razoável extensão, eis que optei por escolher os melhores ou os mais proeminentes e escrever sobre eles e deixar para segundo plano os restantes, pegando neles desta forma. Seguindo o conceito de "crítica rápida", não escreverei mais de duas-três frases por filme, realçando apenas os principais aspectos positivos e negativos de cada um.



ALL GOOD THINGS (B-): Ryan Gosling e Frank Langella um pouco abaixo do que podem fazer, mas Kristen Dunst brilhante. A história não faz muito sentido por vezes, contudo o filme é fascinante. Andrew Jarecki a provar o que os seus dois filmes anteriores adivinhavam: está ali um senhor realizador. 



 
BURIED (B-): Talvez o pior dos nossos pesadelos. Boas decisões do realizador Rodrigo Cortés. Uma interpretação surpreendente de Ryan Reynolds, a demonstrar instinto dramático, se bem que numa personagem francamente limitada.


BURLESQUE (B-): Um filme cheio de disparates e clichés mas, mesmo assim, não tão mau como o pintam (ou estavam à espera que fosse). Gigandet e Aguilera não são bons actores, isso é certo. Bell, Tucci e Cher compensam largamente. E o momento da balada de Cher faz o filme.


EMBARGO (B): Estive imenso tempo para fazer uma crónica completa a este filme e acabei por ficar-me só por isto. "Embargo" é curioso. É o melhor elogio que posso fazer ao filme. O filme de António Ferreira representa um passo em frente no cinema português, fabricando um filme inteligente, divertido e de boa qualidade. 



GET LOW (B): "Get Low" é, acima de tudo, o show de Robert Duvall. Uma interpretação monstruosa. E a cena do discurso... das melhores que vi este ano. Não é um filme genuinamente triste nem inspiracional (como o tentam vender), mas é um filme que vale a pena ver.



GOING TO DISTANCE (B-): Incrível química (óbvio que são namorados na vida real) de Drew Barrymore e Justin Long. Uma comédia que me impressionou devido à inúmera quantidade de clichés e 'plot holes' em que podia ter caído facilmente e aos quais conseguiu fugir. Bravo.


HOWL (B): Alan Ginsberg parece ter sido uma personagem feita à medida de James Franco. Uma brilhante interpretação, num filme recheado de pequenos grandes papéis (Jon Hamm, David Strathairn, Jeff Daniels, Alessandro Nivola, Mary-Louise Parker e Aaron Tveit). Mesmo quando a história foge ao objectivo e perde um pouco a qualidade, Franco é carismático o suficiente para nos agarrar a atenção sempre.



I LOVE YOU PHILIP MORRIS (B): No que poderia parecer à primeira vista uma comédia inapropriada sobre gays, acaba por ser do mais engraçado e agradável que vi nos cinemas este ano. Ewan McGregor e em particular Jim Carrey a trabalhar milhas acima do argumento.



LOLA (B+): Depois de "Kinatay", eis que Brillante Mendoza nos traz mais um grande filme. Esta história de duas avós a lutar pelo que é melhor para os netos apanhou-me de surpresa, porque nunca pensei que um filme com uma história tão simples pudesse ser tão poderoso, tão envolvente, tão especial. Provou-me o contrário.





OF GODS AND MEN (B): Não vou mentir se disser que tinha grandes esperanças neste filme. Afinal, estamos a falar do escolhido francês para seguir os passos de "Entre Les Murs" e "Un Prophète" na corrida aos Óscares. Infelizmente, o filme desiludiu-me. É um grande filme à mesma, mas não é de todo tão interessante ou avassalador como os dois títulos que o precederam. Uma história bem explorada, um elenco de qualidade, contudo parece falhar o objectivo.



RED (B-): Comédia engraçada mas (quase) sem sentido nenhum. Helen Mirren, John Malkovich, Bruce Willis e Morgan Freeman a divertir-se com o peso da idade é sem dúvida interessante, mas de resto... Mais nada salva o filme.


SALT (B-): Importa dizer, desde logo, que este filme tem de ser avaliado como o filme de acção que é. O argumento é curioso (nada de especial, mas para um filme de acção, bem acima da média). Angelina Jolie sente-se como peixe na água (alguém notou a falta do Tom Cruise? Eu não.), dando energia, poder e convicção ao papel e Philip Noyce realiza um filme de acção que de facto se pode orgulhar.





SECRETARIAT (C+): Que dizer mais desta cópia aborrecida do "Seabiscuit" que é tão pretensiosa que nem se apercebe das grandes incongruências da sua história? Querem-me explicar qual o ângulo da "impossible true story" que o poster promete? Será o da doméstica rica que com pouco mais para fazer decide comprar um cavalo, investir num dos maiores treinadores no ramo e fazer uma fortuna quando ele ganha as três provas de maior renome? Deve ser. Uma história impossível E verídica. Enfim. É preciso ter pachorra. Ao menos Diane Lane está razoável. Pena que só lhe dêem papéis destes e um "Unfaithful" surge a cada dez anos.





WHITE MATERIAL (B+): Fiquei enfeitiçado pela filmografia de Claire Denis em 2008 com o formidável "35 Shots of Rum". Surpreendeu-me ainda mais quando vi o "Beau Travail" que é de 1999. Portanto, é óbvio que já estava à espera de boas coisas quando vi "White Material". E não me desapontou. Uma intepretação soberba de Isabelle Huppert transcende o filme, que já por si é brilhante. Claire Denis é, simplesmente, um dos melhores realizadores que por aí anda.



YOU AGAIN! (C+): Novamente Kristen Bell com outras duas veteranas (Weaver e Lee Curtis) a compensar uma parte fraca (continuo a não perceber como Odette Yustman continua a ter trabalho em Hollywood). Uma comédia como muitas outras. A diferença desta está no magnífico elenco que arranjou (a juntar-se às quatro mencionadas temos Garber, White, Chenoweth e o novo achado, James Wolk). Vale a pena, mais não seja para ver Betty White.


E vocês? Viram alguns destes filmes? Que pensam?

UPDATE ÓSCARES: 41 Canções Originais Elegíveis - Previsões




A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), que entrega anualmente os Óscares, revelou esta semana a lista das canções em disputa pela nomeação para Melhor Canção Original. Como saberão, para uma canção receber uma nomeação deve ter uma aprovação geral, por parte de todo o júri, com uma classificação superior a 8,25 (isso foi o que eliminou "The Wrestler" da corrida em 2008, por exemplo). Este e outros critérios mais restritivos que esta categoria ostenta tornam-na difícil de digerir por parte de alguns críticos (como eu), que acham que é uma vergonha a selecção que fazem todos os anos para entregar o prémio. Termos músicas como "Come What May" ("Moulin Rouge", 2001) ou "The Wrestler" ("The Wrestler", 2008) eliminadas do concurso com pontuações inferiores e depois vermos músicas terríveis como "O'Saya" ("Slumdog Millionaire", 2008) nomeadas entristece-me o coração. O ano passado, felizmente, acertaram mais ou menos na mouche, com cinco bons nomeados (e conseguido evitar o falhanço épico que seria a nomeação de "Cinema Italiano" de "Nine", por exemplo).

Bom, divergi do ponto. Bem, como disse, a Academia anunciou esta semana as 41 canções eligíveis para nomeação para os Óscares de 2011. A lista das canções segue abaixo - e tomei a liberdade de incorporar a música (cortesia do YouTube) nos casos em que esta se encontra on-line:


"Alice" de ALICE IN WONDERLAND (Avril Lavigne)


"Forever One Love" de BLACK TULIP (Natalie Cole)

"Freedom Song" de BLACK TULIP (Natalie Cole)


"Bound to You" de BURLESQUE (Christina Aguilera)



"Welcome to Burlesque" de BURLESQUE (Cher)


"You Haven't Seen The Last of Me" de BURLESQUE (Cher)



"There's A Place For Us" de CHRONICLES OF NARNIA: VOYAGE OF THE DAWN TREADER (Carrie Underwood)


"Coming Home" de COUNTRY STRONG (Gwyneth Paltrow)



"Country Strong" de COUNTRY STRONG (Gwyneth Paltrow)





"Me & Tennessee" de COUNTRY STRONG (Gwyneth Paltrow, Tim McGraw)


"Despicable Me" de DESPICABLE ME (Pharrell Williams)


"Prettiest Girls" de DESPICABLE ME (Pharrell Williams)



"Dear Laughing Doubters" de DINNER FOR SCHMUCKS (Pharrell Williams)


"Better Days" de EAT PRAY LOVE (Eddie Vedder)


"If You Run" de GOING TO DISTANCE (The Boxer Rebellion)


“Darkness before the Dawn” de HOLY ROLLERS (MJ Mynarski e Paul Comasky)


"Sticks & Stones" de HOW TO TRAIN YOUR DRAGON (Jónsi)

“Le Gris” de IDIOTS AND ANGELS (Nicole Renaud)



“Chanson Illusionist” de L'ILLUSIONISTE (Sylvain Chomet)

“Never Say Never” de THE KARATE KID (Justin Bieber)



“To the Sky” de LEGEND OF THE GUARDIANS: THE OWLS OF GA'HOOLE (Owl City)



“What If” de LETTERS TO JULIET (Colbie Caillat)



“Life During Wartime” de LIFE DURING WARTIME (Devendra Benhart ft Beck)



“Made in Dagenham” de MADE IN DAGENHAM (Sandie Shaw)



“Little One” de MOTHER AND CHILD (Julie Schwartz)



“Be the One” de THE NEXT THREE DAYS (Moby)





“If I Rise” de 127 HOURS (Dido & A.R. Rahman)



“When You See Forever” de THE PERFECT GAME (Kendra Law)



“I Remain” de PRINCE OF PERSIA: THE SANDS OF TIME (Alanis Morissette)



“Dream Big” de PURE COUNTRY 2: THE GIFT (Katrina Elam)



“How I Love You” de RAMONA & BEEZUS (Michael Frant & Spearhead)



“Darling I Do” de SHREK FOREVER AFTER (Landon Pigg, Lucy Schwartz)



“Noka Oi” de SIX DAYS IN PARADISE (Eddie Wakes)



“This Is a Low” de TAMARA DREWE (Swipe)



“I See the Light” de TANGLED (Mandy Moore, Zachary Levi)



“Rise” de 3 BILLION AND COUNTING (Debbie Gibson)

“We Belong Together” de TOY STORY 3 (Randy Newman)



“Eclipse: All Yours” de TWILIGHT SAGA: ECLIPSE (Metric)



“Nothing” de TYLER PERRY'S WHY DID I GET MARRIED TOO? (Janet Jackson)



“A Better Life” de UNBEATEN (Clint Black)

“Shine” de WAITING FOR SUPERMAN (John Legend)



“The Reasons Why” de WRETCHES & JABBERERS (J. Ralph)




Não tendo ouvido sete-oito músicas das quarenta e um, tenho que começar logo por me perguntar: Onde estão as músicas de "Scott Pilgrim vs the World"? Porque razão foram consideradas ineligíveis? E de "Tangled", qual a razão para a exclusão de "Mother Knows Best"? Muito estranho. E depois temos "lixo" como a Colbie Caillat, o Justin Bieber, o Pharrell Williams e outros a entupir a categoria. Incrível.

Em termos de favoritos pessoais, a minha escolha é óbvia: se fosse eu a escolher, ou ganharia a música country escrita por Chris Martin para o filme da mulher, "Country Strong", cantada por Gwyneth Paltrow e pelo seu co-protagonista Tim McGraw, "Me and Tennessee", ou venceria a brilhante música de Jónsi para "How To Train Your Dragon", "Sticks & Stones", ou então daria o prémio à portentosa balada composta por Diane Warren (seis vezes nomeada para Óscar) para a superestrela pop Cher, "You Haven't Seen The Last of Me". Completaria os meus nomeados com uma das duas músicas de "Tangled", "Mother Knows Best" cantada por Donny Murphy ou esta "I See The Light" e com uma das excelentes músicas de "Scott Pilgrim vs the World", potencialmente "We Are Sex Bom-Omb".

Abaixo vos deixo estas duas músicas que aqui referi - e que foram consideradas inelegíveis pela Academia (enfim):




E para acabar, deixo-vos ficar com os prováveis nomeados na categoria:


"I See A Light", TANGLED
"Shine", WAITING FOR SUPERMAN
"You Haven't Seen the Last of Me", BURLESQUE
"If I Rise", 127 HOURS
"Me & Tennessee", COUNTRY STRONG


A primeira é do filme animado musical do ano, a segunda é de um documentário de Guggenheim (lembram-se do "An Inconvenient Truth" e do resultado nesta categoria?) e a terceira é do musical do ano (bónus: cantada por uma lenda e composta por outra lenda).  Estas três estarão certas. A partir daqui, é uma luta a quatro entre as duas acima mencionadas e "We Belong Together" (desvantagem: vitória anterior de Randy Newman em 2001; vantagem: nomeações prévias em 1995 e 1999 pelos outros dois filmes da franchise) e a outra música de "Burlesque" com hipóteses, a balada de Aguilera, "Bound To You".




E qual é a vossa opinião acerca destas músicas todas?



Maratona Meryl Streep: SILKWOOD (1983)

Este artigo faz parte da nossa semana temporada especial dedicada a Meryl Streep, intitulada apropriadamente Maratona Meryl Streep by Dial P For Popcorn. Vamos analisar os títulos mais importantes da sua filmografia e vamos tentar perceber como foi a sua carreira, como foi cada uma das suas nomeações aos Óscares e como é, portanto, a pessoa, a actriz, a mulher que se chama Mary Louise Streep.


Depois de analisarmos um primeiro título da sua filmografia dos anos 80 ("Sophie's Choice"), vamos agora abordar outro, que é bastante especial para mim, porque é das minhas interpretações favoritas dela:


SILKWOOD (Nichols, 1983)


"Goddamn goverment fucks you comin' and going."

Vou começar a minha crónica por confessar a minha maior admiração pelo realizador deste filme, Mike Nichols, um cineasta americano como poucos outros, que nos deu das obras mais assinalavelmente populares dos últimos cinquenta anos (basta dizer que foi o realizador de "The Graduate", "Who's Afraid of Virginia Woolf?", "Working Girl", "Carnal Knowledge" e é o responsável pelas minhas três interpretações favoritas de Meryl Streep, em "Postcards from the Edge", no fabuloso "Angels in America" e neste "Silkwood"). As suas quatro colaborações com Meryl Streep, aparte de "The Graduate" e do sucesso que este obteve, são sem dúvida portanto o seu ponto alto e é interessante ver a simbiose entre o seu excelente trabalho como realizador e a interpretação que Streep lhe entrega nos seus filmes. 



Ao filme passamos. "Silkwood" é baseado na história verídica de Karen Silkwood, uma mulher como tantas outras que por acaso trabalhava na central nuclear Kerr-McGee, em Oklahoma, produzindo peças para construção de um reactor nuclear e que aparece morta no meio de circunstâncias bastante misteriosas após ter iniciado uma investigação que visava analisar as condições de segurança da central nuclear onde trabalhava.




Mike Nichols poderia ter abordado o argumento do filme (brilhantemente escrito pela estreante então Nora Ephron, acompanhada por Alice Arlen) a partir de uma vertente mais política, ou podia ter optado por tratá-lo como um drama sobre seres humanos, com qualidades e defeitos, que se vêem apanhados no meio de uma confusão, por acaso. Felizmente para nós, o realizador preferiu fazer um filme sobre o segundo e portanto o que temos aqui sé a história de indivíduos normalíssimos, a história do dia-a-dia das pessoas que trabalhavam numa fábrica / central nuclear, que vêm para o trabalho todos os dias à mesma hora e todos os dias saem da central à mesma hora, com vidas rotineiras, o mais vulgar possível. Mesmo os vilões da história, aqui, são tratados como pessoas, pessoas essas que cometem erros pelos quais outros pagam, mas ainda assim são pessoas como quaisquer outras. Uma coisa interessante acerca deste filme são os longos takes que dão um ar e um ritmo mais naturalista à coisa, em que em vez de só focar as personagens principais, focam as suas interacções com todos os intervenientes em cena.




Apesar de se notar que Mike Nichols tenta ser inclusivo nos seus takes, é em três pessoas em particular que ele foca a sua atenção (e são eles que ele segue até casa): Karen Silkwood (Meryl Streep), Drew Stephens (Kurt Russell), o seu namorado, e Dolly Pellikker (Cher), a sua melhor amiga, lésbica, que também vive em sua casa. São três interpretações fabulosas e três excelentes casos de imersão e devoção completa ao seu trabalho (quão raro é vermos três estrelas desaparecerem tão a fundo nos seus papéis). Obviamente que a que mais me surpreende é Cher. Tão longe da pessoa que Cher parece ser na realidade, mas tão humana e tão genuína que parece impossível não o ser. E claro, teríamos que chegar a falar de Meryl Streep. O trabalho que teve com esta personagem nota-se desde o início da película, uma vez que todos os seus gestos, o seu sotaque, os seus tiques e manias, as suas expressões faciais parecem tão intrinsicamente detalhados, trabalhados, pensados, todos os movimentos orquestrados automaticamente, de modo a conferir um ar de autenticidade que mais nenhuma outra actriz, ousaria dizer, consegue fazer tão bem como ela. Este é, na minha opinião, o grande trunfo do filme. A autenticidade das personagens principais. O quão convincentes estes três actores conseguem ser, de modo a que nós parecermos mais amigos que meras testemunhas do que se passa no ecrã com elas.




Depois de apresentados às personagens, descobrimos que a central nuclear está com problemas para cumprir os seus prazos, obrigando as pessoas a trabalhar turnos duplos e triplos e a cortar custos em tudo o que possa encontrar. Vários pequenos incidentes começam a chamar a atenção de Karen Silkwood para a falta de condições de higiene e segurança no trabalho da central e a falsificação de testes de controlo de segurança, tendo ela começado por avisar os responsáveis do perigo que as pessoas passavam. 


Não obtendo resposta, ela recorre ao sindicato, que lhe confere alguma notoriedade e a leva a viajar para Washington para tratar do assunto com oficiais do sindicato. O assunto começa a tirar-lhe tanto tempo que ela negligencia o namorado Drew, que sai de casa, e reage mal à entrada da namorada de Dolly, Angela. Entretanto, começa a ser vítima de uma espécie de conspiração na empresa, com o sindicato local e os trabalhadores a mostrarem o seu descontentamento com as confusões que ela estava a começar com a gerência da firma e com a empresa a tentar envenenar Karen com níveis altos de plutónio nos frascos de amostra de urina que ela é requerida a fazer após ter sido contaminada uma vez.

Como se sabe pela história, a sua visita a um laboratório oficial após ter sido confirmada a contaminação elevada por plutónio só lhe reforçou a sua tese que as condições de segurança na fábrica estavam a ser negligenciadas e que era hora de agir. Como também se sabe, Karen nunca chegou a encontrar-se com o repórter do NY Times com quem tinha marcado encontro, aparecendo morta sob circunstâncias misteriosas. A polícia arquivou o caso e os documentos que Karen supostamente trazia consigo desapareceram. Nunca se conseguiu provar nada e a história tornou-se célebre pouco tempo depois por causa disso.




"Silkwood" é, no fim de contas, a história de uma mulher vulgar, nada extraordinária, mas trabalhadora e apaixonada pelo que faz, se bem que um pouco distraída e extrovertida a mais, que cresceu do anonimato a que estava habituada para um lugar de alguma preponderância e destaque, sendo castigada, no final, pela sua rebelião e liberdade de pensamento e expressão. Há que perceber que aqui na história não há pessoas más. Só há a verdade. E isso era o que Karen Silkwood vinha para contar e que ninguém a deixou fazer.



Nota:
B+


Trailer:



Informação Adicional:
Realizador: Mike Nichols
Argumento: Nora Ephron, Alice Arlen
Elenco: Meryl Streep, Cher, Kurt Russell
Fotografia: Miroslav Ondrícek
Banda Sonora: Georges Delerue
Ano: 1983
Duração: 131 minutos