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DIAL P FOR POPCORN

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HORRIBLE BOSSES (2011)





"You can't win a marathon without putting some band-aids on your nipples! "


Hilariante, imprevisível e original. Horrible Bosses é uma comédia tipicamente americana, com um nível superior àquilo a que esse país do "cinema" nos habitua anualmente, mas que vale a pena o dinheiro do bilhete do cinema. A boa disposição é garantida, mesmo para os mais cépticos.


Três chefes terríveis, que atormentam os seus funcionários com chantagens e ameaças, são o ponto de partida. Nick Hendricks (Jason Bateman) é um empenhado e eficiente funcionário num dos muitos escritórios deste mundo. Trabalha com afinco, diariamente, para conseguir a tão ambicionada promoção a vice-presidente da sua empresa. Dale Arbus (Charlie Day - a melhor interpretação do filme) é um homem cujo único sonho era o de ser um bom marido. Atingido esse objectivo, empregou-se como ajudante de uma dentista ninfomaníaca que constantemente o convida para aventuras sexuais. Kurt Buckman (Jason Sudeikis) é um homem feliz no seu emprego, até ao dia em que o seu adorado chefe falece e deixa todo o seu legado a um caprichoso e inconsequente filho.


Amigos de longa data, e após várias horas de reflexão com diversa cerveja à mistura, os três companheiros decidem que não têm outra alternativa: terão que matar os seus chefes para poderem garantir alguma sanidade mental. E a partir daí um filme que não parecia nada convidativo, transforma-se numa sucessão de momentos que têm tanto de surpreendente como de divertido, e que eu arrisco escrever, vão também convencer o leitor. A juntar a estes trio de grande nível, Horrible Bosses conta ainda com Kevin Spacey, Jamie Foxx e Colin Farrell em três interpretações bastante singulares. Uma das melhores comédias de 2011.


Nota Final:
B+



Trailer:




Informação Adicional:

Realização:
Seth Gordon
Argumento: Michael Markowitz
Ano: 2011
Duração
: 98 minutos

IT'S ALWAYS SUNNY IN PHILADELPHIA - Temporada 6


Felizmente para o Dial P for Popcorn que eu e o Jorge somos tão diferentes em alguns gostos pessoais que temos. E começo esta revisão da sexta temporada "It's Always Sunny in Philadelphia" precisamente por este ponto porque, como já o demonstrei aqui, sou um fan incondicional desta série que, para mim, continua a ser o melhor da comédia dos Estados Unidos. O Jorge, legitimamente, nunca conseguiu gostar dela e acho que, nunca como agora, lhe dei tanta razão em relação à sua opinião sobre ela. Como tal, a crítica que lhe vou fazer é de alguém que tem um gosto de muitos anos por esta série e de quem está verdadeiramente desiludido com o que viu.

Também já o disse aqui que, para mim, não há ninguém a bater os Ingleses na comédia. Aliás, depois de nos trazerem séries como as de Monty Python ou Black Adder, podiam arrumar para sempre as botas e mesmo assim nunca ninguém os conseguiria bater.


E qual é o segredo desta série e do meu fascínio por ela? Estes dois tipos: Charlie Day e Rob McElhenney.

E porque é que a sexta temporada é, de longe, a pior temporada que alguma vez fizeram?


Porque pela primeira vez decidiram entregar toda a temporada (excepto um episódio) a outras pessoas, ficando unicamente com a parte da representação. É pouco, muito pouco, para as enormes potencialidades que Charlie Day ou Rob McElhenney (o criador da série) têm. Até esta sexta temporada, praticamente todos os episódios, para além de produzidos, eram escritos por quem protagonizava a série: indivíduos com uma piada natural imensa e perfeitamente confortáveis com aquilo que estavam a fazer.


Esta troca, que não consigo entender, levou a série a perder muito do humor que a caracterizava, retirou-lhe a característica dos episódios únicos e das short-stories que nos faziam entrar em aventuras diferentes a cada episódio e tornou-a em mais uma americanada chata e sem qualquer piada. Eu não gostei. Se algum de vocês, que acompanha a série desde o seu início, está a pensar ver esta temporada, o meu conselho é para que retirem muita da expectativa que, como eu, certamente têm. A sexta temporada de "It's Always Sunny in Phiadelphia" é má. Para darem cabo da série, mais valia terem ficado quietos.