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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

MOONRISE KINGDOM (2012)



Ando há semanas para vos falar de Moonrise Kingdom. Mas a falta de tempo para, com calma e prazer, vos escrever sobre este delicioso filme, têm afastado esta crítica do Dial P for Popcorn. A mais recente referência que o Jorge fez ao filme aqui no blogue foi o empurrão que me faltava. Em primeiro lugar, dispo-me de fanatismos e créditos, e como humilde espectador de cinema, digo-vos que Moonrise Kingdom foi o primeiro filme de Wes Anderson que tive o prazer de ver. Não tinha noção do pedaço de génio que este rapaz é, confesso. Mas com Moonrise Kingdom, conseguiu convencer-me. Wes Anderson é grande. E daqui a uns anos vai ser enorme. E, com sorte, no final da sua carreira, vai ser imortal.


Começa pela forma como utiliza câmara de filmar. A fotografia de Moonrise Kingdom é uma delícia. Indescritível, charmosa, elegante. A característica do filme que mais me empolgou. Um argumento muito bem escrito, que se percebe, foi tranquilamente amadurecido, conta-nos uma história de um amor proibido, quando a tenra idade ainda justifica actos impulsivos e inconsequentes. A paixão obsessiva que une estes dois jovens é a força motriz de toda a acção. Sam é um rapaz ostracizado pelo seu grupo de escuteiros, que se apaixona por Suzy ao primeiro olhar. Suzy, uma rapariga incompreendida dentro de uma família disforme, aceita o convite de Sam e, juntos, decidem partir para, longe de complexos, julgamentos e preconceitos, viverem de forma intensa o amor que os une.


Nesta história de amor, Wes Anderson consegue colocar Bruce Willis e a Edward Norton em personagens que, não sendo de uma exigência técnica extrema, conseguem ser marcantes nas suas longas carreiras. E percebe-se facilmente a influência do realizador na forma harmoniosa como as suas personagens encaixam no elenco infantil. Moonrise Kingdom é um presente que Wes Anderson embrulha com requinte antes de o entregar ao espectador. Tem o potencial para se transformar, dentro de alguns anos, numa obra de culto. Aceitam apostas?

Nota Final:
A-


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Wes Anderson
Argumento: Wes Anderson
Ano: 2012
Duração: 94 minutos

Grandes Divas do Ecrã

Meryl Streep é a Rainha do Universo. Vá, pelo menos do Cinema. Disso não haja dúvida. O que surpreende muita gente é que, quando tentam vasculhar pela filmografia dela, embora o número de dramas seja infinitamente superior ao de comédias, é nas comédias que ela consegue as suas melhores interpretações. É notável. Nesta rubrica já nos referimos a uma das suas interpretações ("Devil Wears Prada") e a ela voltamos em mais uma "Grandes Divas do Ecrã"...


Madeline Ashton em "Death Becomes Her" (1992):


Madeline Ashton: [reading the title of Helen's new book] "Forever Young?"
Rose: I like that title.
Madeline Ashton: [Cackling] "Ah, forever young... and eternally fat."


Madeline: "Could you just NOT breathe?!"


[Helen has a gaping hole in her abdomen]
Madeline Ashton: "You're a fraud, Helen! You're a walking lie and I can see right through you. Speaking of which, as a friend, some advice. I would stay out of bathing suits for a while. At least a two-piece."



E poderíamos ir buscar muitos mais exemplos só deste filme, que é um poço de bitchy moments. Se não viram, aconselho a ver. Até porque a nossa retrospectiva da filmografia de Meryl Streep começa dentro de dias. Não vão querer perder.