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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

MERLIN - SEASON FINALE




Terminou, com o final da quinta temporada, a história de Merlin. A mais bem sucedida adaptação desta imortal lenda, sai do grande ecrã no momento certo, quando a série corria o risco de atingir um ingrato período de saturação, que não merecia e que nunca procurou. Com um episódio final que acabou por saber a pouco, Merlin teve contudo uma despedida digna e emocionante. Era o meu guilty pleasure televisivo. Veremos quem ocupará o seu lugar.

[TRAILER] MISFITS - SEASON 4


Acaba de ser divulgado o teaser da próxima temporada da série britânica Misfits. Com uma nova remodelação no elenco, mantendo-se apenas Nathan Stewart-Jarrett (do elenco inicial) e Joseph Gilgun (que, na temporada passada, entrou para substituir o inesquecível Robert Sheehan), Misfits tem tudo para continuar a ocupar um lugar de destaque na grelha britânica. Com mais um grande desafio pela frente, a equipa de criação da série de super-heróis prova que não existem limites para as suas ideias e que, cada temporada é, literalmente, um novo desafio. Serão capazes de nos com as duas novas personagens? Ou será o princípio do fim da série? Em breve vamos descobrir.

BRITISH TV - SPACED


O British TV deixará de ser uma crónica mensal no Dial P for Popcorn. O tempo disponível já não é o de antigamente, o trabalho na faculdade aumentou e a disponibilidade para conhecer novas e admiráveis séries britânicas foi diminuindo. A isto, alia-se o facto de estar finalmente a dar alguma oportunidade a séries americanas (como, por exemplo, Breaking Bad) que me retiram tempo para a televisão britânica. Decidi, portanto, dar alguma liberdade a esta rubrica. Estará aqui no Dial P for Popcorn em situações mais pontuais, sem periodicidade, sem obrigatoriedade, quando eu descobrir algo que realmente me faça sentir extasiado, e que, no meu entender, seja digno de divulgação e reconhecimento globais.


A série de que hoje vos falo não me deixou particularmente entusiasmado. No entanto, reconheci-lhe qualidade, reconheci-lhe inovação e reconheci-lhe irreverência. SPACED foi a rampa de lançamento para um dos grandes nomes da comédia britânica na última década: Simon Pegg. Trata-se de um pequeno projecto, de apenas duas temporadas (num total de catorze episódios de trinta minutos), onde dois protagonistas partilham mais do que o próprio lar: partilham problemas, alegrias, angústias e vitórias. Tudo regado de um humor britânico clássico, negro, mordaz e corrosivo.


Tudo começa num pequeno café, onde Tim Bisley (Simon Pegg), um tremendo fan de banda desenhada, cruelmente rejeitado nas suas recentes relações amorosas e que vive uma vida pacata, envolto no seu mundo de vídeo-jogos e histórias de banda-desenhada, conhece Daisy Steiner (Jessica Hynes), uma depressiva jornalista e aspirante a colunista nas mais sofisticadas revistas femininas, que decide colocar um ponto final numa vida e relação falhadas. Num entusiasmo frenético, procura em vários jornais uma casa para habitar. Intrigado com a forma electrizante com que Daisy fala, gesticula e argumenta, Tim decide ajudá-la. Acabam a viver juntos, por conveniência, num modesto apartamento, onde misteriosos e intrigantes vizinhos os levam a experienciar situações que têm tanto de ridículo quanto de desnecessário.


Duas personagens totalmente dispares, sem nada em comum, numa mistura que, episódio após episódio, se vai tornando cada vez mais explosiva, revelando uma química improvável, entre dois seres que viviam distraidamente no seu próprio espaço. SPACED faz-se de rasgos, de motivações primárias de cada uma das personagens, que reinventam ocupações e problemas. SPACED representa uma nova geração que desperta, aos poucos, para os problemas de uma sociedade que se prepara para a viragem do século. Marcou a televisão britânica e, certamente, marcará o espectador que, tal como Tim e Daisy, experimentou uma revolução pessoal no fim dos anos 90.

BRITISH TV - ALLO ALLO!



Reservei para este mês uma das mais acarinhadas séries da televisão britânica. Foi com surpresa que descobri que ainda não vos tinha falado sobre ela e a sua ausência é uma falha grande nesta crónica sobre o melhor da televisão britânica. Allo Allo reúne muito daquilo em que os Ingleses são bons: a sátira social, mordaz e negra, associada à humilhação permanente aos franceses e alemães, transformam Allo Allo numa série distinta, não só pela sua qualidade como pela sua ousadia. Poucas séries televisivas foram capazes de trabalhar o polémico tema da II Guerra Mundial de uma forma tão criativa e arrojada, criando uma série de culto, que se estendeu por nove temporadas e que ainda hoje deixa saudades.


Conheçam René Artois (Gorden Kaye), a estrela desta série. Um anti-herói, um homem que não pode, em nenhum momento, ser julgado pela sua aparência flácida e desleixada. Ele é o dono de um pequeno café/restaurante na Paris da década de 40, em plena Grande Guerra. O seu café, frequentado essencialmente por alemães, é um tesouro de surpresas. René é casado, mas o seu apetite pelo sexo feminino não se consegue (nunca!) resumir a uma única mulher. René é galã. No seu café, todas as mulheres são suas e todas as mulheres se perdem de amores pelo seu charme. Inteligente, não só para enganar a sua mulher como cada uma das empregadas, René trabalha em segredo com os Franceses e os Ingleses e, aos poucos, transforma o seu café num dos mais importantes focos de espionagem dos Aliados.


O que nos entretém em Allo Allo! é a versatilidade da personagem de René. Imparável, indomável, inigualável. Esta é uma série que merece ser vista lentamente, aos longo de vários meses. Não aconselho o leitor a vê-la de uma só vez. A qualidade de Allo Allo merece ser saboreada, descoberta gradualmente. Porque esta é uma das mais belas obras-primas que os Ingleses alguma vez fizeram. E acaba de se juntar ao nosso clube do British TV.

BRITISH TV - MISFITS, MERLIN AND SHERLOCK.

Porque o British TV é uma crónica sobre aquilo que de melhor existe na televisão britânica, optei este mês por fazer um ponto de situação sobre as séries do momento em Inglaterra. Aquelas que tenho a felicidade de poder acompanhar.


Começo pelas séries que terminaram. Merlin, numa quarta temporada cheia de sucesso (para mim foi a melhor), confirma o seu estatuto de série em prime-time (é transmitida aos sábados à noite na BBC One) com mais de oito milhões de espectadores a assistir ao episódio que encerrou a quarta temporada. Se duvidas existiam, quanto à sua capacidade de ombrear com a elite das séries britânicas, a renovação para uma quinta temporada muito promissora e uma remodelação das personagens e dos seus estatutos, prova que existe uma evolução, um crescendo e uma maturidade que são inegáveis. Eu já gastei todos os meus elogios com Merlin e resta-me apenas aconselhar, mais uma vez, que o leitor lhe dê uma oportunidade e se delicie com esta adaptação de uma das mais lendárias histórias da nossa infância.


Também chegou ao final a muito aguardada terceira temporada de Misfits. Uma série que precisou de sarar as feridas provocadas pela saída da sua estrela mais brilhante, mas que não virou a cara a luta. A terceira temporada ficou marcada pela chegada de Joseph Gilgun, um actor com grande potencial, que aos poucos foi apagando o fantasma de Nathan Young. É natural e era expectável que a terceira temporada não fosse tão cativante quanto foram as duas primeiras temporadas. Mas eu gostei. Gostei porque vi em Misfits um enorme esforço em seguir em frente, não vi dramatização, não vi uma série presa ao passado. Vi sim uma série a seguir em frente, a procurar uma saída do buraco em que foi enfiada e, no culminar de mais uma temporada, é deixada escancarada a porta para uma próxima temporada que será, em comparação com a primeira, algo de completamente diferente e inovador.


Enquanto uns vão, outros voltam. Aquela que é, muito provavelmente, a série mais aguardada de 2012 na televisão britânica, Sherlock, regressou para uma segunda temporada exactamente nos mesmos moldes da sua série de estreia (três episódios de noventa minutos) com críticas muito positivas para o seu primeiro episódio. Se o leitor ainda não viu, obrigo-o a ver. Sherlock é, muito provavelmente, a maior lufada de ar fresco da televisão britânica nos últimos largos anos. E mete num bolso a pobre e infeliz versão de Guy Ritchie.

BRITISH TV - AN IDIOT ABROAD


"He's like a real life Homer Simpson."

Karl Pilkington, em tempos o produtor da rádio XFM London, é a estrela da Edição de Dezembro do BRITISH TV. O seu carisma peculiar, a sua forma de ser (paradoxalmente) interessante, cativaram a atenção de Ricky Gervais (criador de "The Office", entre outros), que viu em Karl um diamante em bruto, com um grande potencial.


Com uma perspicácia que o distingue dos demais, Ricky idealizou uma série interessante, criativa, original e distinta: An Idiot Abroad é aquilo que faltava à televisão. Um individuo humilde e ingénuo, a ser manipulado de forma monstruosa e cobarde, por dois seres absolutamente maléficos - Ricky Gervais e Stephen Merchant. E é óbvio que só poderia resultar em grande!


Na primeira temporada da série, Karl é convidado a visitar as novas maravilhas do planeta e, em cada episódio (que corresponde a uma nova viagem), a produção consegue retirar o máximo rendimento do seu humor non-sense, que a mim me deixou de lágrima no olho de tanto me rir. A espontaneidade de Rick, um homem simples, comum, despretensioso, transformaram-no num ídolo. E fizeram de An Idiot Abroad numa das séries do momento do Reino Unido!

BRITISH TV - FAWLTY TOWERS



Esta é uma das mais hilariantes séries de sempre da televisão britânica. Pouco divulgada e vagamente conhecida na actualidade (principalmente em Portugal), este é um dos pontos mais altos da carreira de John Cleese (num período de ressaca do mega sucesso de "Flying Circus" dos Monty Python, do qual fez parte) e que revela a sua enorme qualidade como criador de humor.


Com apenas duas temporadas, Fawlty Towers é, como qualquer projecto que aqui vos apresento no BritishTV, viciante. Vê-se num abrir e fechar de olhos e é a prova viva daquilo que é uma britcom. Um hotel, gerido pelo incompetente Basil Fawlty (John Cleese), que não só se sente ininputável perante todos os problemas que causa aos clientes e ao próprio hotel, como também descarrega toda a sua fúria em Manuel, uma personagem (quase piedosa) de um emigrante espanhol sem conhecimentos de inglês, que nunca percebe as ordens que lhe são dadas e que é obrigado a aceitar todas as punições que lhe são instituídas, sem que disso se aperceba.


A série vive muito da diversidade de personagens (e problemas concomitantes) de cada episódio, muito distintas entre si e que retiram à série o peso da sequência dramática: a obrigatoriedade de seguir e acompanhar a fundo e com paciência a história, o enredo e a origem das personagens. Leve, simples, divertida e singular. Fawlty Towers é a prova de que as capacidades de John Cleese não se esgotam nos Monty Phyton.



BRITISH TV - MISFITS (SEASON 3)




Não tenho por hábito anunciar o regresso de séries aqui no blogue. Faço-o em casos excepcionais, quando o regresso é tão aguardado que várias semanas antes começo à procura de trailers e informações sobre a nova temporada. Misfits é um caso excepcional. Uma lufada de ar fresco numa britcom que se distingue pela sua capacidade admirável de, ano após ano, geração após geração, se renovar e trazer ideias novas para o mercado.


No entanto, ao fim de duas temporadas de grande qualidade, viciantes e electrizantes, a série criada por Howard Overman perdeu a sua principal figura: Robert Sheehan, que representava o papel de Nathan Young, era a grande alma, a figura principal e o grande motor de toda a série. Mesmo que a história não girasse à sua volta, o seu carisma, a sua qualidade enquanto actor transformavam-no no centro das atenções. Sheehan é uma natural born star e será, sem dúvidas, um dos grandes nomes da representação em Inglaterra no médio prazo. É uma perda irreparável (e porque não arriscar insuperável?) para esta série que tantas coisas novas e arrojadas trouxe para a televisão.




Em jeito de despedida, o staff de Misfits criou uma pequena despedida para a personagem de Nathan Young, numa short history intitulada de "Vegas Baby" lançada a meio de Setembro e que serve também para a apresentação de Rudy, a nova personagem que ocupou a vaga deixada por Nathan. Aqui vos deixo alguns vídeos e algumas imagens sobre aquilo que poderemos esperar desta nova temporada. Regresso está marcado para dia 30 de Outubro.

BRITISH TV - The Office

A British TV vai de férias. A crónica regressará em Setembro, mantendo o mesmo formato, para acompanhar o início da nova época das séries televisivas. Aguardo com especial interesse as novas produções de Sherlock, Misfits e Merlin.



Para a despedida, escolhi uma série que já gerou bastante controvérsia e discussão entre os diversos fans deste formato. Para mim, trata-se de uma escolha óbvia. O The Office inglês, o verdadeiro, aquele que foi copiado para ser recriado numa amostra mal amanhada do seu original, é, a toneladas de anos-luz, muitíssimo melhor do que a sua versão americana.

Confesso que, com o passar dos anos e dos consecutivos tiros ao lado que Ricky Gervais tem dado, me sinto cada vez mais desiludido com aquele que era, para mim, um dos mais promissores criadores da Inglaterra. Bem, quem cria uma série como este The Office tem, inevitavelmente, que ser um tipo especial, com imaginação, humor e rebeldia suficiente para se arriscar num formato que, na altura, caiu como uma lufada de ar fresco na televisão inglesa. Mas alguns projectos que assumiu desde então (em especial o The Office americano) foram uma autêntica decepção para mim. Especialmente no cinema.


The Office, é uma série baseada nos dramas, ambições e histórias (quase) insignificantes de um grupo de empregados liderados por um homem peculiar: David Brent (Ricky Gervais) é uma das mais complexas e misteriosas personagens que já vi numa série televisiva. Digo-vos isto porque, desde o primeiro ao último episódio, a minha opinião sobre Brent foi-se refazendo, sucessivamente e, ainda hoje, não consegui chegar a uma conclusão sobre quem era e o que realmente pretendia David Brent.


Com um elenco de luxo, The Office conta ainda com as participações de Martin Freeman (actualmente uma das estrelas da televisão britânica com a série Sherlock) como Tim Canterbury, um empregado subserviente, simples, pacato e bondoso cuja paciência é, diariamente, levada ao limite, não só pelas diabruras dos colegas como também pelos avanços e recuos na relação de amizade que tenta manter com Dawn Tinsley (Lucy Davis), o seu eterno amor platónico.


A estes junta-se Mackenzie Crook, no papel de Gareth Keenan, a minha personagem favorita desta série e a grande revelação de toda esta história. Um tipo completamente desconcertante, certamente resultado de uma combinação de mentes negras e cruéis, que o transformaram num verdadeiro sucesso. Um individuo cuja imagem aparenta de imediato estarmos perante uma pessoa especial, revela-se, com o evoluir de toda a história, numa intrigante personagem que se transforma, de uma forma quase imperceptível, num dos grandes pílares desta história, tendo, aquando do seu término, um papel chave e de inesperado destaque.


Com apenas duas temporadas e um fabuloso episódio (possivelmente o melhor de toda a série) comemorativo durante a época de natal, esta é mais uma prova clara e evidente de que os ingleses estão muitos degraus acima daquilo que se faz na América. E felizmente para nós, eles sabem aquilo que estão a fazer. A British TV regressa em Setembro com o melhor das séries inglesas.