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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

"The Monuments Men" de Clooney ganha primeiro trailer...



E enganem-se os que pensavam que ia ser um dos grandes candidatos aos Óscares. Acho muito duvidoso e, depois do que já tinha ouvido da promoção, com este trailer, faz sentido. Penso que teremos uma boa história (como "The Ides of March"), com um bom elenco - "The Monuments Men" conta com George Clooney, Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Cate Blanchett e Jean Dujardin nos principais papéis - (como "The Ides of March"), que vai à procura do mesmo público-alvo de "Argo" (também produzido pela dupla George Clooney - Grant Heslov e, como se sabe, vencedor do Óscar de Melhor Filme o ano passado). Óscares? Só se o filme se tornar demasiado popular para ser ignorado. A ver vamos.

MOONRISE KINGDOM (2012)



Ando há semanas para vos falar de Moonrise Kingdom. Mas a falta de tempo para, com calma e prazer, vos escrever sobre este delicioso filme, têm afastado esta crítica do Dial P for Popcorn. A mais recente referência que o Jorge fez ao filme aqui no blogue foi o empurrão que me faltava. Em primeiro lugar, dispo-me de fanatismos e créditos, e como humilde espectador de cinema, digo-vos que Moonrise Kingdom foi o primeiro filme de Wes Anderson que tive o prazer de ver. Não tinha noção do pedaço de génio que este rapaz é, confesso. Mas com Moonrise Kingdom, conseguiu convencer-me. Wes Anderson é grande. E daqui a uns anos vai ser enorme. E, com sorte, no final da sua carreira, vai ser imortal.


Começa pela forma como utiliza câmara de filmar. A fotografia de Moonrise Kingdom é uma delícia. Indescritível, charmosa, elegante. A característica do filme que mais me empolgou. Um argumento muito bem escrito, que se percebe, foi tranquilamente amadurecido, conta-nos uma história de um amor proibido, quando a tenra idade ainda justifica actos impulsivos e inconsequentes. A paixão obsessiva que une estes dois jovens é a força motriz de toda a acção. Sam é um rapaz ostracizado pelo seu grupo de escuteiros, que se apaixona por Suzy ao primeiro olhar. Suzy, uma rapariga incompreendida dentro de uma família disforme, aceita o convite de Sam e, juntos, decidem partir para, longe de complexos, julgamentos e preconceitos, viverem de forma intensa o amor que os une.


Nesta história de amor, Wes Anderson consegue colocar Bruce Willis e a Edward Norton em personagens que, não sendo de uma exigência técnica extrema, conseguem ser marcantes nas suas longas carreiras. E percebe-se facilmente a influência do realizador na forma harmoniosa como as suas personagens encaixam no elenco infantil. Moonrise Kingdom é um presente que Wes Anderson embrulha com requinte antes de o entregar ao espectador. Tem o potencial para se transformar, dentro de alguns anos, numa obra de culto. Aceitam apostas?

Nota Final:
A-


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Wes Anderson
Argumento: Wes Anderson
Ano: 2012
Duração: 94 minutos

Grandes Posters


O detalhe, a cor, o brilho, a expressão na cara da Scarlett Johansson, tão demonstrativa da solidão da sua personagem, o dinossauro gigante, o choque de culturas - que se vê pela confusão que se percebe das ruas de Tóquio... E nem vou pegar na magnífica tagline, "Everybody wants to be found", que se aplica tão bem ao filme e que é tão verdadeira para a vida real também. Este é dos meus posters favoritos, pelo muito que o poster quer transmitir e pela singularidade da reacção de cada um de nós ao poster.

ZOMBIELAND (2009)


E porque é que eu me lembrei de falar sobre o Zombieland? Sim, é um fantástico filme de um humor negro que me levou ao céu e me fez rir com vontade como não o fazia há muito no cinema. Cinco euros que valeram os cinco euros deitados fora no (muito) infeliz "Book of Eli" ou até no mais recente tiro ao lado de Oliver Stone em "Wall Street 2". São idas ao cinema para ver filmes como Zombieland que me fazem ter prazer de entregar cinco euros em troca de noventa minutos de puro entretenimento.


No entanto, não foi por isso que me lembrei de Zombieland. Fui à lista de "Top Movies" do imdb.com e reparei no tão badalado "The Social Network" e lembrei-me de ir buscar um filme onde tenha entrado a mais recente entrela do cinema americano: Jesse Eisenberg. O rapaz que certamente já é um sex symbol para as jovens americanas, cujo estilo simplório, idiota e (quase sempre) caricato que emprega na grande maioria das personagens que encarna, acabam por me fazer pensar se Jesse Eisenberg não será uma cópia de um Michael Cera (esse sim, um tipo com aquela piada genuína).

Deixando de parte o Zuckerberg dos cinemas, venho aqui então fazer-vos esta suplica: Se nunca viram Zombieland, procurem-nos imediatamente. Arranjem-no e hoje mesmo vejam-no!


Como já deixei bem claro em vários posts que fiz, sou um fiel admirador do humor negro, da piada sádica e dos momentos mórbidos. Sei bem que nem todos estão habilitados para o fazer, mas depois de ver Zombieland, reconheço que Paul Wernick e Rhett Reese são dois tipos capazes de transformar uma ideia já mais do que batida, misturada, explorada e remoída, num filme interessante, intenso e surpreendentemente divertido. Deixo-vos apenas um cheirinho daquilo que é Zombieland: Com um elenco de valor, onde Woody Harrelson, Emma Stone, Abigail Breslin e o próprio Bill Murray (que entra no filme como Bill Murray) se juntam a Jesse Eisenberg para formar um insólito gang que, por um conjunto de acasos, se reúne para combater os zombies que se instalaram nos Estados Unidos. Com métodos e ideais peculiares, Zombieland é um filme único.


Nota Final: B+

Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Ruben Fleischer
Argumento: Paul Wernick e Rhett Reese
Ano: 2009
Duração: 88 minutos

LOST IN TRANSLATION (2003)


"Everyone wants to be found."

É um dos grandes filmes da década e dos que melhor retrata a cinzenta monotonia, no meu entender desesperante, em que se tornaram os dias da grande maioria dos seres que tentam sobreviver, um dia após o outro, nas metrópoles dos países desenvolvidos.


Tocou-me bastante e senti-o como um murro seco no estômago, um alerta que nos faz repensar o futuro que pretendemos e questionarmo-nos sobre aquilo que é o melhor para nós. A prova de que o dinheiro não compra tudo e de que o sucesso vem quase sempre acompanhado da infelicidade. Infelicidade essa que se materializa em Lost in Translation no papel de Bob Harris (Bill Murray), um famoso actor que viaja até Tokyo para realizar uma publicidade que lhe permitirá embolsar 2 milhões de dólares.


É aí que o espectador, aos poucos, vai conhecendo o homem solitário e infeliz por detrás do bem sucedido e admirado actor. No hotel conhece Charlotte (Scarlett Johansson) uma bonita e interessante jovem, com quem sente uma imediata empatia. Charlotte partilha com Bob a solidão e infelicidade dos dias: o seu marido, um fotógrafo muito ocupado, quase nunca está presente e aquilo que prometia ser um feliz e apaixonado casamento, torna-se então num simples e insignificante passar dos dias.


Lost in Translation foi o vencedor do Oscar para melhor argumento original em 2004 (juntamente com a nomeção para melhor direcção, melhor actor principal (Bill Murray enche o ecrã!) e melhor filme) e é a obra-prima de Sofia Coppola, a recente (e surpreendente) vencedora do Leão de Ouro na ultima edição do Festival de Veneza. Lost in Translation é um filme sobre o Século XXI, um filme que era actual em 2003, que é actual nos dias de hoje e que será actual daqui a 50 anos.


Nota Final: A-

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Sofia Coppola
Argumento: Sofia Coppola
Ano: 2003
Duração: 102 minutos.