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DIAL P FOR POPCORN

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Especial Animação: A beleza de BEAUTY AND THE BEAST (20º Aniversário)

Peço desculpa por isto andar com menos publicações nos últimos dois dias mas a minha Internet tem sofrido alguns problemas e, com isso, não tenho conseguido agendar publicações. Espero que a situação se normalize hoje. De qualquer forma, avante com os especiais animação!

Nesta semana especial, que abre o mês de festividades, pedimos a amigos próximos e colaboradores de outros blogues que nos ajudassem a abordar um dos nossos temas preferidos: a animação. Todos eles foram limitados a um máximo de dez imagens ou um vídeo para a sua tarefa. Sete dias, sete colaboradores, sete títulos que festejam este ano o início de uma nova década de vida. Muita diversão, emoção e magia é prometida. A ver se cumprimos. A nossa quarta convidada, por quem nutro especial apreço, como ela sabe, é a Ana Alexandre (também do Split-Screen), que nos vem falar de um dos mais lindos contos de fadas de sempre: BEAUTY AND THE BEAST, que comemora 20 anos a 22 de Novembro. Deixo-vos então com as suas palavras:




A minha relação com este filme é um pouco diferente da habitual: durante vários anos, o acesso que tive a esta versão da estória consistia na BD, pelo que todas as cenas me ficaram na cabeça quase por imagens fixas e não pelas cenas em si. Contudo, este Natal ofereceram-me a edição diamante e pude ver finalmente o filme. Agora, uns anos mais velha, acabei por ter um olhar bem diferente do que teria tido e acabei por analisar mais o filme em contexto.

Para os que não sabem, este é o terceiro filme da fase Disney Renaissance, o regresso da Disney a produções de grande sucesso e foi também o primeiro filme de animação a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme. Feitas as apresentações teóricas a este texto, passemos então àquilo que realmente interessa, o filme em si.

Primeiro que tudo, há que referir o pormenor de que mais gostei neste filme (e chamem-me feminista se quiserem): Belle. Pela primeira vez num filme Disney vemos a personagem principal a fazer algo além de cair adormecida e esperar pelo príncipe encantado. Além deste pormenor, há que referir o facto de ela ser provavelmente a "Princesa Disney" mais inteligente de todas e a única ligada a livros. Uma das imagens de que me recordo mais facilmente ao pensar no filme/BD é a alegria de Bella quando vai à biblioteca buscar um livro e o entrega do topo da escada. A outra, obviamente, é a da enorme biblioteca no castelo. Para uma crominha dos livros como eu, aquilo é praticamente pornografia.

Entretanto, como não podia deixar de ser, tenho também de falar da cena de dança, provavelmente a mais bonita de todos os filmes Disney que vi até hoje (cuja conta deve andar à volta dos 50-60). Acho que nenhuma cena é tão mágica, tão cumpridora do "o que conta é a beleza interior", porque por momentos não se consegue sequer ver que está uma rapariga a dançar com uma criatura monstruosa, mas sim duas pessoas apaixonadas. É um culminar de todo um crescendo nesse sentido, cuja minha cena preferida é aquela em que estão a comer juntos e onde o monstro faz um esforço enorme por parecer civilizado e tenta comer com a colher.







Uma outra cena que me marcou foi quando a Belle descobre a rosa, o facto de ser tão irónico que a fraqueza do monstro seja uma rosa, bem como a reacção do monstro ao descobrir que ela sabia da existência da rosa. É impressionante como o filme consegue ser tão simbólico, conter tanta realidade representada iconicamente.



Chega também a altura da parte menos boa, de Gaston e uma turba enfurecida pelo preconceito e estupidez. Gaston já por si é detestável, mas após conseguir convencer toda uma multidão a fazer o seu trabalho sujo apenas porque se sente ofendido torna-se pior ainda. A verdadeira personificação do ódio e ganância.



Por fim, e para terminar bem... a cena final. Poucas palavras são necessárias para a descrever, não só a cena entre ambos, mas também toda a transformação do pessoal da casa, especialmente de Mrs. Potts e do filho.


É impossível para mim considerar que alguém que veja o filme não goste dele. É tudo aquilo que se espera de um filme de animação para crianças: bonito, bem feito, com todo um conceito moral por trás e acima de tudo, mágico. É o verdadeiro espírito dos filmes Disney tornado filme.


Obrigado por teres aceite o convite, Ana! 
E em vocês, que sentimentos desperta este conto de fadas imortal?


NOTA: Deixo cá ficar AQUI o link para o meu próprio texto sobre o filme, da minha participação na rubrica do The Film Experience, "Hit Me With Your Best Shot".


"Hit Me With Your Best Shot": BEAUTY AND THE BEAST (1991)


Este artigo faz parte da minha participação na rubrica do The Film Experience Blog de Nathaniel Rogers, "Hit Me With Your Best Shot", na qual é-nos requerido escolhermos uma imagem icónica do filme em discussão nessa semana e justificar a nossa opinião. Depois de na semana passada termos faltado à crítica de "Heavenly Creatures" do Peter Jackson, esta semana, com este título, era inevitável participarmos.
 

Celebrating its 20th anniversary this year, BEAUTY AND THE BEAST is one of the most unforgettable movies of all time, a daring, outstanding achievement from a studio which had just rebirth from a major animated feature crisis with "A Little Mermaid" which was deservedly rewarded with the first-ever nomination for Best Picture for an animated picture (since  then, two other Disney efforts made it again - but with 10 nominees). Full of idyllic romantic moments, the most enchanting classic in the Disney dynasty has it all: a heartstopping story of two very different people, from two very different backgrounds, each seeing past the outer beauty (or lack thereof, in Beast's case) of each other and finding love against all odds.




We first meet the Beast through a very inventive and inspired prologue that informs us that once upon a time, in a beautiful castle somewhere in France, lived a handsome prince who, unfortunately, hadn't got a soul to match his outer beauty. He was rude, he was arrogant, he didn't have love in his heart. It was because of this that one day a beautiful enchantress transformed him into a Beast and gave him an enchanted rose that would begin to wilt. If its last petal fell and he still hadn't found true love, he would remain a Beast forever. We are then introduced to Belle, our feisty heroine, that lives within the magical, enchanted world of her books and doesn't have time for the romantic advances of diva/brute Gaston, who insists that she will become his wife someday. With this, you know that when Belle arrives at the castle, the seemingly impossible, tragic, spell-breaking fairy tale romance is about to blossom. And to be fair: the story doesn't disappoint. The main story arc is then enriched by the presence of marvelous secondary characters that come in the form of everyday objects turned into servants to the Beast. They give a much-needed wit and energy to the story, making the storytelling fresh and audacious - a wise decision made by Howard Ashman, whose lyrics in collaboration with always reliable Alan Menken bring about a spur of creativity and magic that few musical movies have ever possessed. The central ballad, "Beauty and the Beast", is of course sensational and uplifting, but it's in the lesser songs, like "Gaston", "Be Our Guest" or "Belle", that this duo really leave their indelible mark of unquestionable quality.


My best shot: I had to think very thoroughly to find a "best shot" among my 25 favourite screenshots of the movie (so full of delicious details, such a distinct design - amazing art design on the castle, by the way); nevertheless, I stuck to my guns and picked the one I was happiest with. It's a four-part shot of when Belle decides to explore the west wing of the castle, against the orders given by the Beast and the warnings from the servants. She enters a room which seemed as if it had once been a bedroom; yet, it was now full of debris, broken furniture and ripped curtains. Surprisingly (or not), one thing in particular strikes Belle's interest - a portrait of a beautiful man with piercing blue eyes which was tore apart. Those eyes... She has seen those deep, blue eyes before. It is, I believe, the first time Belle starts to understand that the Beast is not the evil being it tries so hard to be. It is the first time Belle begins to see through it (his?) surface. And it's the first glimpse of a change of heart in Belle's mind (and talk about a widely expressive protagonist!). It may not even be an important scene taking into consideration the whole movie, but to me, it's one of its very best images - and speaks a lot about both of the main characters (I love how the ripped effect of the portrait tells so much about how much baggage and damage the Beast carries and how he is in fact two beings at once) while not revealing much about where the plot is about to go.




All in all, BEAUTY AND THE BEAST is dreams come true, it's fantasy at its very best. It shakes us to our core, it brings up the most wonderful feelings in our heart, it is as powerful and as enchanting a fairy tale as any. It's one of the grand animated features of the New Golden Era of Disney - and it's one that stands on its own with the big giants of the studio, like "Snow White", "Pinocchio", "Fantasia", "Sleeping Beauty", "Alice in Wonderland", "A Little Mermaid" and "The Lion King". It's so soulful, so joyous, so rich and hopeful that you can't escape the feeling  it projects - it brings you to tears, it makes you root for the two characters, it makes you learn a valuable lesson for life: never trust appearances, as they are very misleading. All this while having tons of fun and filling our hearts with love and warmth. That's the Beauty of the Beast, I suppose.