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DIAL P FOR POPCORN

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Quando a Academia acerta (IV)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.



Melhor Actor Secundário, 1972 | Joel Grey - "CABARET"

Perante uma categoria preenchida com grandes actores (entre eles Robert Duvall, Al Pacino e James Caan por "The Godfather"), foi refrescante ver o vibrante e extraordinário Joel Grey receber o Óscar pela sua inesquecível e inimitável interpretação do mestre de cerimónias em "Cabaret" (esta não seria a única surpresa que o filme conseguiria na cerimónia; também Bob Fosse - merecidamente - levaria o Óscar perante Francis Ford Coppola).

Provavelmente terá vencido porque Pacino e Duvall repartiram votos do contingente de "Godfather" mas ainda bem por isso: Grey merecia juntar o Óscar ao seu Tony (conseguido pelo mesmo papel na Broadway) e mais que isso Grey e Minnelli mereceram ambos os seus troféus - as suas interpretações, juntas, são o que dão alma ao filme.

Dois exemplos:





Grandes Melodias do Ecrã (IV)



Para quem se lembre sequer de sugerir que "My Heart Will Go On" é a música mais romântica do cinema... Gente, nunca ouviram "The Way We Were", só pode. Vencedora do Óscar em 1973, escrita por Alan Bergman e Marvin Hamlisch para ser a canção que dá título à película de Sidney Pollack protagonizada por Barbra Streisand e Robert Redford. E é a própria que a entoa nos créditos finais do filme.

BRITISH TV - FAWLTY TOWERS



Esta é uma das mais hilariantes séries de sempre da televisão britânica. Pouco divulgada e vagamente conhecida na actualidade (principalmente em Portugal), este é um dos pontos mais altos da carreira de John Cleese (num período de ressaca do mega sucesso de "Flying Circus" dos Monty Python, do qual fez parte) e que revela a sua enorme qualidade como criador de humor.


Com apenas duas temporadas, Fawlty Towers é, como qualquer projecto que aqui vos apresento no BritishTV, viciante. Vê-se num abrir e fechar de olhos e é a prova viva daquilo que é uma britcom. Um hotel, gerido pelo incompetente Basil Fawlty (John Cleese), que não só se sente ininputável perante todos os problemas que causa aos clientes e ao próprio hotel, como também descarrega toda a sua fúria em Manuel, uma personagem (quase piedosa) de um emigrante espanhol sem conhecimentos de inglês, que nunca percebe as ordens que lhe são dadas e que é obrigado a aceitar todas as punições que lhe são instituídas, sem que disso se aperceba.


A série vive muito da diversidade de personagens (e problemas concomitantes) de cada episódio, muito distintas entre si e que retiram à série o peso da sequência dramática: a obrigatoriedade de seguir e acompanhar a fundo e com paciência a história, o enredo e a origem das personagens. Leve, simples, divertida e singular. Fawlty Towers é a prova de que as capacidades de John Cleese não se esgotam nos Monty Phyton.



MANHATTAN (1979)



"I think people should mate for life, like pigeons or Catholics."


Manhattan é uma verdadeira obra de arte sobre o mundo cosmopolita. Um dos melhores filmes da carreira de Woody Allen, onde se entrega de corpo e alma na realização, na criação do argumento e na interpretação principal como Isaac, um argumentista de séries televisivas transformado num improvável sedutor, capaz de conquistar as mulheres pela inteligência das suas ideias e pela perspicácia das suas conversas.


Manhattan, "o coração de Nova Iorque", é um verdadeiro rebuliço de nações. Um rebuliço quase artístico, inspirador para muitos dos pensadores da nossa sociedade, um local mágico para os amantes do fervilhar das cidades. Isaac é um quarentão divorciado, a viver um romance de circunstância com a jovem Tracy (Mariel Hemingway), uma inocente rapariga, menor de idade e que se perdeu de amores pela intrigante personagem que é Isaac. Grande amigo e companheiro do casal Yale, um famoso e bem-sucedido professor universitário que vive um inesperado affair com a sofisticada Mary (Diane Keaton), Yale confessa a Isaac a angústia de esconder e viver uma relação proibida.


É quando se desloca até um museu com Tracy, que Isaac conhece pela primeira vez Mary, que o irrita profundamente com a presunção das suas ideias e o desprezo permanente pelas opiniões divergentes da sua. Numa mescla interessante de sentimentos, Isaac acaba por descobrir novamente Mary, por mero acaso, e uma jovial amizade nasce depois de várias horas na companhia um do outro. Companhia essa que acaba por ser partilhada durante grande parte do filme, numa constante troca de ideias e reflexões sobre as relações fugazes da cidade que nunca dorme, o drama da solidão e a dor da rejeição. Manhattan é hoje, como em 1979, um filme actual. A sociedade agradece.


Nota Final:
A-



Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Woody Allen
Argumento:
Woody Allen
Ano:
1979
Duração:
96 minutos.

DIRTY HARRY (1971)




"Now I know why they call him 'Dirty' Harry. He gets the shit end of the stick every time."


Harry Callahan
(Clint Eastwood) é inspector da polícia de São Francisco. Conhecido como "Dirty", devido não só à sua personalidade de durão, trato difícil, solitário e anti-social, mas também por consequência de todos os trabalhos arriscados que já conseguiu resolver, é um dos mais respeitados policiais da cidade. Dono de uma astúcia que descobre o crime independentemente do seu disfarce, é respeitado pelos colegas, invejado pelos superiores e temido pelos criminosos.


Neste que foi o primeiro de um conjunto de cinco filmes protagonizados por Clint Eastwood, o Detective Callahan é confrontado com um misterioso assassínio de uma jovem que se banhava na piscina do topo de um dos edifícios de São Francisco. Após uma investigação à área, Harry descobre um bilhete no qual o serial-killer, responsável pela morte da jovem, ameaçava com mais vítimas caso os seus desejos não fossem cumpridos.


Com um conjunto de sucessivos crimes e revira-voltas, Dirty Harry é aquilo que um thriller policial deve ser: misterioso, surpreendente, intrigante, com uma boa banda-sonora (que naturalmente "embala" o espectador) e com a dose de suspense e acção que contagiam quem acompanha a história. Dirty Harry é uma fórmula de sucesso para o grande público. Para ter sido repetida quatro vezes, é porque foi explorada até ao último cêntimo.


Nota Final:
B


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Don Siegel
Argumento:
Harry Julian Fink e Rita M. Fink
Ano:
1971
Duração:
102 minutos

Frases Inesquecíveis do Cinema


"I'm mad as hell, and I'm not going to take this anymore!"




Howard Beale (Peter Finch), "Network" (1976)



Uma das minhas interpretações favoritas de sempre (num dos meus filmes favoritos), uma das frases mais imortais e inesquecíveis do cinema, uma das minhas citações preferidas (que até uso frequentemente) e uma cena brilhantemente inspirada, completada com estilo por esta belíssima frase, proferida na perfeição por Peter Finch / Howard Beale. Vejam o vídeo - e se nunca viram "Network", é altura de verem:

Frases Inesquecíveis do Cinema


É um dos monólogos mais fabulosos do cinema, culminando com esta frase espectacular e lendária, daí que isto tanto podia ser uma "Frase Inesquecíveis" como um "O Cinema Numa Cena". Chamemos-lhe o primeiro e consideremos o segundo.

Al Pacino é realmente grande.
 

"You're out of order! You're out of order! The whole trial is out of order! They're out of order!"



Arthur Kirkland (Al Pacino), "And Justice For All" (1979)

Maratona Meryl Streep: SOPHIE'S CHOICE (1982)

Este artigo faz parte da nossa semana temporada especial dedicada a Meryl Streep, intitulada apropriadamente Maratona Meryl Streep by Dial P For Popcorn. Vamos analisar os títulos mais importantes da sua filmografia e vamos tentar perceber como foi a sua carreira, como foi cada uma das suas nomeações aos Óscares e como é, portanto, a pessoa, a actriz, a mulher que se chama Mary Louise Streep.


E estamos de volta com a nossa maratona, espero que com o pé a fundo no acelerador até ao final. Depois de pegarmos nos anos 70 da sua filmografia, passamos à década de 80, onde Meryl Streep foi profílica como talvez nenhuma outra estrela de Hollywood. Nesse período de dez anos ela viria a coleccionar seis nomeações para os Óscares, todas na categoria de Actriz Principal e, mais importante que isso, consolidar-se-ia como a melhor actriz que apareceu no mundo desde Bette Davis e Katharine Hepburn. Mas falaremos disso mais em pormenor no artigo que foca todos os títulos. Vamos agora à crítica dos quatro filmes seleccionados desta década. Este é o primeiro:

SOPHIE'S CHOICE (Pakula, 1982)


"Don't make me choose! I can't!"


Há uma cena em "Sophie's Choice", quase a chegar ao fim, em que ela conta finalmente a escolha terrível que tem que fazer. Essa cena surge em analepse no meio de uma diálogo entre Sophie (Meryl Streep) e Stingo (Peter MacNicol) e é precedida e é sucedida pela mesma cara de Sophie. Fria, amoral, sem reacção, como se lhe tivessem tirado a vida. Este é um exemplo claro do extraordinário trabalho da actriz na composição da personagem, pois é a única cena em todo o filme que me lembro em que Sophie não demonstra alegria e satisfação. 


O filme de Alan J. Pakula revolve em torno de três personagens principais: Sophie, uma mulher polaca e Católica que havia sido capturada pelos Nazis e colocada num campo de concentração, onde os Nazis lhe roubaram os seus dois filhos, Nazis estes que depois lhe permitiram miraculosamente imigrar para os Estados Unidos; Nathan (Kevin Kline), um homem Judeu charmoso e cheio de vida mas secretamente problemático e perturbado mentalmente, que acolhe Sophie na sua casa e com quem mantém uma relação no mínimo turbulenta; e Stingo, um adolescente saloio vindo do Sul que chega a Brooklyn com a ambição de se tornar um escritor conhecido. A história desenvolve-se a partir da amizade improvável que se cria entre os três personagens, da tumultuosa relação entre Nathan e Sophie e da crescente admiração que Stingo ganha à vida, aos seus dois melhores amigos e em particular a Sophie. 

 
O filme introduz-nos na vida de um ingénuo e pacato rapaz do Sul que, pouco conhecendo da vida real, trava conhecimento com uma pessoa tão impressionante quanto experienciada como Sophie e como imediatamente fica embeiçado por ela e pelo mundo que ela - e o seu amante Nathan, genial, excêntrico, louco - decidem abraçar, onde não há lugar para tristezas, onde todos os momentos são para serem vividos e onde todas as alegrias devem ser celebradas. Ao mesmo tempo, o filme, narrado por Stingo, vai-nos revelando, através do seu outro narrador contido dentro da história, Sophie, como é que esta pessoa foi tão fulcral no seu crescimento de um adolescente sonhador para um adulto responsável e realista. No decorrer do filme, as aspirações algo idióticas do jovem rapaz são substituídas por longos flashbacks de confissões da vida passada de Sophie, no tempo da II Guerra Mundial  (flashbacks estes que vão surgindo após calorosas discussões entre Nathan e Sophie que invariavelmente culminam com a fuga do primeiro, abandonando-a com Stingo) e vamos percebendo o quão grande é a fachada que Sophie usa para esconder o que de mal fez (e lhe fizeram) no passado.


Ficamos então a conhecer do horror que Sophie viveu, das escolhas terríveis que teve que fazer e de uma em particular que a assombra para o resto da vida e que ela não consegue perdoar a si própria. Não me vou alongar mais nisto porque arruína o prazer de ver o filme a quem não o viu, só dizer que é um filme que progride de forma exemplar para o grande clímax final que nos mostra, sem julgamentos, a outra face de Sophie.

Um filme repleto de boas interpretações, em particular de Meryl Streep, claro está, no papel da sua vida (muitos outros se seguiram, mas este é invariavelmente aquele que toda a gente vai recordar daqui a muitos anos) e que lhe valeu merecidamente o seu segundo Óscar em 1983, acompanhado por uma realização muito capaz e um argumento que é uma fidelíssima adaptação do apaixonante romance com o mesmo nome. "Sophie's Choice" é, no fim de contas, mais do que um relato portentoso da maturidade de um jovem quando face a face com problemáticas adultas e a aquisição de responsabilidades e a destruição do ideal de vida a que aspirava, um retrato apaixonado, subtil, inflamado, absorvente de uma mulher demasiado complexa para tentar ser rotulada levianamente, de uma mulher que já viu tanta maldade, tanta má fé, tanta desonra, tanto ódio, tanta tristeza, tanta tortura e tanta morte que a única forma que ela tem de viver a vida é mesmo na corda bamba, sem apego às coisas, bebendo, de festa em festa, fazendo amor, dia após dia, bloqueando o passado horroroso que a teima em perseguir. De partir o coração.


Nota:
B+

Trailer:



Informação Adicional:

Realização: Alan J. Pakula
Elenco: Meryl Streep, Kevin Kline, Peter MacNicol
Argumento: Alan J. Pakula
Fotografia: Nestor Almendros
Banda Sonora: Marvin Hamlisch



IMDB Top250

Acho que não existe nenhum amante de cinema que não tenha o desejo de completar a famosa lista dos 250 melhores filmes do site IMDb.com. Como todas as listas, é discutível e nunca será consensual.

No entanto, e no meu entender, é uma lista com vários filmes muito bons e que é uma óptima porta de entrada para o mundo do cinema. No meu caso pessoal, que  fui conhecendo o cinema praticamente sozinho, esta lista foi um fantástico cartão de visita, que me ajudou a separar o trigo do joio e a perceber porque existe tanta paixão e admiração em relação a alguns filmes.

O que me proponho a fazer é algo simples, que certamente já foi feito por outros blogues. Faço-o porque quero-o no nosso blogue e porque espero que, com esta separação e breve introdução, consiga ajudar outros que, tal como eu, precisam de um pequeno empurrão para começar esta fantástica viagem pela sétima arte.

Ainda não consegui ver todos os 250 filmes e como tal não vou poder opinar sobre todos. No entanto, em todas as décadas tentarei salientar o filme que, para mim, é mais interessante e sobressai entre os restantes.

SÉCULO XX

Década de 20:


A única década onde ainda não vi qualquer filme. Sempre ouvi referências ao Metropolis como sendo um grande filme. Depois desta divisão, fico com os filmes organizados e já sei por onde começar. Vi o The Kid quando era pequeno e recordo-me dele com saudade. É difícil um filme de Charles Chaplin ser mau, embora The Kid não seja para mim o seu melhor filme.

Metropolis (1927)
The General (1926)
Aurora (1927)
The Gold Rush (1925)
The Kid (1921)
La passion de Jeanne d'Arc (1928)


Década de 30:


Grandes e memoráveis filmes. Vi City Lights e Modern Times há algum tempo, quando a nostalgia da infância me atingiu e senti vontade de rever os clássicos de Charles Chaplin. Qualquer um deles é genial e qualquer um deles é um marco na história do cinema. No entanto, temos também aqui o famoso M, que com pena nunca vi! O grande problema destas primeiras três décadas de cinema do Top250 está na dificuldade que existe em encontrar os filmes em versões de qualidade. Mais uma década a ter em atenção e que espero em breve conseguir actualizar por completo.

M (1930)
City Lights (1931)
Modern Times (1936)
Mr. Smith Goes to Washington (1939)
The Wizard of Oz (1939)
It Happened One Night (1934)
Gone with the Wind (1939)
All Quiet on the Western Front (1930)
Duck Soup (1933)
King Kong (1933)


Década de 40:


Uma década com grandes clássicos! Casablanca, It’s a Wonderful Life, Citizen Kane, The Third Man… É dificil escolher um favorito. Adoro o Casablanca, mas é inevitável não colocar no topo o Citizen Kane. É um dos filmes que mais me marcou até hoje, de que gosto intensamente. Ladri di Biciclette é um filme que vou ver muito em breve, sobre o qual tenho tido óptimas referências e cuja presença neste Top me despertou a atenção. Em breve estará no nosso blogue.

Casablanca (1942)
It's a Wonderful Life (1946)
Citizen Kane (1941)
Double Indemnity (1944)
The Third Man (1949)
The Treasure of the Sierra Madre (1948)
The Great Dictator (1940)
Ladri di biciclette (1948)
The Maltese Falcon (1941)
Rebecca (1940)
Notorious (1946)
The Big Sleep (1946)
The Grapes of Wrath (1940)
The Best Years of Our Lives (1946)
Kind Hearts and Coronets (1949)
His Girl Friday (1940)
Arsenic and Old Lace (1944)
The Philadelphia Story (1940)
Rope (1948)
Shadow of a Doubt (1943)


Década de 50:


E à medida que avançamos nas décadas, os filmes vão aumentando em quantidade e qualidade. Numa década com bastantes filmes de Hitchcock, fico dividido entre 12 Angry Men e Rear Window para a escolha de filme de destaque. Temos All About Eve (o filme da vida do Jorge), Ikiru, Rashomon e um filme que adoro perdidamente, Les quatre cents coups... Quero deixar bem claro que não vi todos os filmes e portanto a escolha que faço hoje pode muito bem não ser a mais justa e pode, perfeitamente, ser alterada quando vir todos os filmes desta década. Mas opto por Rear Window, para mim o melhor filme de Hitchcock e o ponto mais alto da sua carreira. É um filme com um argumento fantástico, que não tem falhas e que é construído com uma imaginação de levar ao céu. Mas que grande década esta de 50!

12 Angry Men (1957)
Seven Samurai (1954)
Rear Window (1954)
Sunset Blvd. (1950)
North by Northwest (1959)
Vertigo (1958)
Paths of Glory (1957)
Singin' in the Rain (1952)
The Bridge on the River Kwai (1957)
Some Like It Hot (1959)
Rashômon (1950)
All About Eve (1950)
On the Waterfront (1954)
Det sjunde inseglet (1957)
Touch of Evil (1958)
Strangers on a Train (1951)
Witness for the Prosecution (1957)
Smultronstället (1957)
High Noon (1952)
Ben-Hur (1959)
Le salaire de la peur (1953)
Les diaboliques (1955)
Ikiru (1952)
The Night of the Hunter (1955)
The Killing (1956)
A Streetcar Named Desire (1951)
Les quatre cents coups (1959)
La strada (1954)
Stalag 17 (1953)
Dial M for Murder (1954)
Le notti di Cabiria (1957)
Harvey (1950)
Roman Holiday (1953)

Década de 60:


Embora constituída por grandes filmes, a escolha é, para mim, óbvia! The Good, The Bad and The Ugly, o meu filme favorito, merece totalmente o destaque que aqui lhe faço. Com grandes filmes como 8 ½, Dr. Strangelove, 2001: A Space Odyssey ou C’era una volta il West, a década de 60 é também ela uma década muito rica.

Il buono, il brutto, il cattivo. (1966)
Psycho (1960)
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)
C'era una volta il West (1968)
Lawrence of Arabia (1962)
To Kill a Mockingbird (1962)
2001: A Space Odyssey (1968)
The Apartment (1960)
The Great Escape (1963)
Per qualche dollaro in più (1965)
Yôjinbô (1961)
Cool Hand Luke (1967)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
The Manchurian Candidate (1962)
The Graduate (1967)
8½ (1963)
Judgment at Nuremberg (1961)
The Hustler (1961)
The Wild Bunch (1969)
Persona (1966)
La battaglia di Algeri (1966)
Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966)
Rosemary's Baby (1968)
The Man Who Shot Liberty Valance (1962)


Década de 70:


A Clockwork Orange. Assim que olhei para esta lista, o nome de imediato me veio à atenção. Adorei este filme de Kubrick e dou-lhe o destaque da década. É também uma década que marca o aparecimento de grandes lendas vivas do cinema, como Copolla, Scorcese, James Cameron ou George Lucas. Aqueles que são, para muitos, os inventores da comédia moderna, Monty Python, têm também aqui o seu reconhecimento e acho que Life of Brian é a melhor crítica que alguma vez vi à religião cristã.

The Godfather (1972)
The Godfather II (1974)
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975)
Star Wars (1977)
Apocalypse Now (1979)
Taxi Driver (1976)
Alien (1979)
A Clockwork Orange (1971)
Chinatown (1974)
Monty Python and the Holy Grail (1975)
The Sting (1973)
Jaws (1975)
Annie Hall (1977)
The Deer Hunter (1978)
Life of Brian (1979)
Dog Day Afternoon (1975)
The Exorcist (1973)
Network (1976)
Rocky (1976)
Manhattan (1979)
Barry Lyndon (1975)
Patton (1970)
Sleuth (1972)


Década de 80:


E o destaque vai para Scarface. Embora na ordem do Top não esteja nos primeiros lugares, o papel que Al Pacino faz (para mim, o actor com mais qualidade do famoso trio Pacino, De Niro e Nicholson, embora este último seja o meu favorito) marcou-me tanto que o filme se tornou para mim inesquecível. Uma década onde me sinto bastante ignorante (talvez porque muitos dos títulos não me chamem à atenção), recordo com saudade o dia em que vi Nuovo Cinema Paradiso, uma história linda e singular de amizade.

Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)
Raiders of the Lost Ark (1981)
Shining (1980)
Aliens II (1986)
Das Boot (1981)
Back to the Future (1985)
Raging Bull (1980)
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
Amadeus (1984)
Once Upon a Time in America (1984)
Full Metal Jacket (1987)
The Elephant Man (1980)
Indiana Jones and the Last Crusade (1989)
Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)
Die Hard (1988)
Blade Runner (1982)
Ran (1985)
Hotaru no haka (1988)
Platoon (1986)
Scarface (1983)
The Terminator (1984)
Stand by Me (1986)
The Thing (1982)
Gandhi (1982)
The Princess Bride (1987)
Tonari no Totoro (1988)
Fanny and Alexander (1982)
A Christmas Story (1983)


Década de 90:


É tão dificil escolher um. São tantos e tão bons. A década de 90 fica para a história como a década em que um rapaz de vinte e poucos anos, desconhecido e sem grandes recursos, atirou para os cinemas um filme feito numa garagem. Reservoir Dogs marca o início da carreira de um dos melhores realizadores de sempre, que já deu (e certamente continuará a dar) muitíssimo ao cinema. Escolho Pulp Fiction para o destaque desta década porque é o seu ponto alto e é impossível falar desta década sem falar de Quentin Tarantino. Recomendo também todos os outros títulos (dos quais apenas não vi dois ou três) e em que quase todos merecem o reconhecimento deste top.

The Shawshank Redemption (1994)
Pulp Fiction (1994)
Schindler's List (1993)
Goodfellas (1990)
Fight Club (1999)
The Usual Suspects (1995)
Matrix (1999)
Se7en (1995)
Forrest Gump (1994)
The Silence of the Lambs (1991)
Léon (1994)
American Beauty (1999)
American History X (1998)
Terminator 2: Judgment Day (1991)
Saving Private Ryan (1998)
L.A. Confidential (1997)
Reservoir Dogs (1992)
La vita è bella (1997)
The Green Mile (1999)
Braveheart (1995)
Unforgiven (1992)
Mononoke-hime (1997)
Fargo (1996)
Heat (1995)
The Sixth Sense (1999)
The Big Lebowski (1998)
The Lion King (1994)
Toy Story (1995)
Trainspotting (1996)
Groundhog Day (1993)
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)
Casino (1995)
Twelve Monkeys (1995)
Good Will Hunting (1997)
Ed Wood (1994)
Magnolia (1999)
Festen (1998)
The Truman Show (1998)
Trois couleurs: Rouge (1994)
Toy Story 2 (1999)
The Nightmare Before Christmas (1993)


SÉCULO XXI

Década de 00:


Uma escolha fácil. There Will Be Blood é o melhor filme desta década. Ponto. É um dos melhores filmes da história do cinema, com uma das melhores actuações da história do cinema, protagonizado por um dos melhores actores da história do cinema – Daniel Day-Lewis. Uma década muito rica, que peca pela ausência de grandes títulos, principalmente do cinema europeu e asiático, que acabam por não estar presentes devido à constante e inevitável americanização que o cinema sofre actualmente. Embora seja uma lista muito boa, há alguns filmes que podem deixar uma certa mágoa em quem os vê. Esta é a década em que aparece um grande e muito promissor realizador: Christopher Nolan. Dele aconselho-vos o seu melhor filme, Memento. Um quebra-cabeças criado com perfeição e inteligência. Tal como com Tarantino, também Nolan teve um início de carreira brilhante e é actualmente, um dos poucos realizadores que nunca falha e que nunca está mal. Não me vou perder em recomendações, porque acabaria por repetir quase toda a lista.

O novo milénio trouxe-nos muito cinema bom, e recordo com particular saudade o grande ano de 2007, onde Paul Thomas Anderson e os irmãos Coen tiveram uma luta de cavalheiros como há muito não se via!

The Dark Knight (2008)
The Lord of the Rings: The Return of the King (2003)
Cidade de Deus (2002)
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
Memento (2000)
The Lord of the Rings: The Two Towers (2002)
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)
WALL·E (2008)
Sen to Chihiro no kamikakushi (2001)
The Pianist (2002)
Das Leben der Anderen (2006)
The Departed (2006)
Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Requiem for a Dream (2000)
El laberinto del fauno (2006)
The Prestige (2006)
Inglourious Basterds (2009)
Der Untergang (2004)
Up (2009)
Gran Torino (2008)
Gladiador (2000)
Sin City (2005)
Oldboy (2003)
Batman Begins (2005)
Slumdog Millionaire (2008)
Hotel Ruanda (2004)
No Country for Old Men (2007)
District 9 (2009)
Avatar (2009)
Donnie Darko (2001)
Snatch (2000)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
There Will Be Blood (2007)
Into the Wild (2007)
Million Dollar Baby (2004)
The Wrestler (2008)
The Bourne Ultimatum (2007)
Finding Nemo (2003)
Amores perros (2000)
V for Vendetta (2006)
Ratatouille (2007)
El secreto de sus ojos (2009)
Star Trek (2009)
The Incredibles (2004)
In Bruges (2008)
Le scaphandre et le papillon (2007)
Children of Men (2006)
Låt den rätte komma in (2008)
Big Fish (2003)
Mystic River (2003)
Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Letters from Iwo Jima (2006)
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003)
Mou gaan dou (2002)
Mary and Max (2009)
Fa yeung nin wa (2000)
Hauru no ugoku shiro (2004)
Monsters, Inc. (2001)
Mulholland Dr. (2001)

Década de 10:


Um início promissor com belos filmes. Inception será naturalmente a minha escolha, numa década que espero, sinceramente, nos traga muito e bom cinema. Que a quantidade seja tão boa como a qualidade. Daqui a dez anos aqui estarei, para vos falar dela.

Inception (2010)
Toy Story 3 (2010)
The Social Network (2010)
How to Train Your Dragon (2010)
Kick-Ass (2010)



Concluída esta retrospectiva, fico feliz por saber que ainda me faltam ver alguns filmes desta lista. Espero que esta divisão vos ajude tanto como me vai ajudar a mim. Que vos sirva de apoio para se iniciarem na descoberta do cinema ou que vos ajude, tal como a mim, a completarem os filmes que vos faltam.

Como desafio final, peço-vos a vossa opinião. Qual a melhor década do cinema? E mais importante que isso, que valor atribuem vocês a este tipo de listas?

Depois desta análise, e embora me faltem alguns filmes, a minha opinião fica dividida entre a década de 50 e a década de 90. Ambas são ricas em quantidade e em qualidade. Mas vou jogar pelo seguro, e atribuir o meu voto à década de 90.