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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Parabéns, Mary Louise



O "fenómeno" conhecido por Meryl Streep festeja mais um aniversário. Eu sei, eu sei, passo metade da vida do blogue a falar dela. Mas ela hoje (e sempre, vá) merece. Engraçado, acho que nunca disse cá no cantinho quais as minhas cinco interpretações favoritas desta lendária actriz. 






Poderiam estar entre elas "Bridges of Madison County", "Sophie's Choice" e "Kramer vs Kramer" e na minha mente figuram bem perto entre as melhores interpretações dela, mas não fazem parte das minhas cinco melhores. Porque as minhas cinco interpretações favoritas dela mostram traços únicos que não são vistos em mais nenhuma performance da actriz: o arrojado sentido cómico de "The Devil Wears Prada", uma criação icónica, que ninguém conseguirá imitar tão cedo (basta ver-se o exemplo de Glenn Close em "101 Dalmatians" e o quão ténue é a linha entre a caricatura e a caracterização); a desconstrução de uma mulher simples, banal em "The Hours", que poucas actrizes conseguiriam preencher com tanta alma e sofreguidão como Meryl; a simplicidade com que Meryl incorpora mulheres especiais resignadas a uma vida repleta de caminhos entrecruzados, como em "Postcards from the Edge"; a capacidade extraordinária de reinventar-se uma vez mais e outra e mais outra, como Meryl consegue em "Adaptation"; e a perfeita combinação dos talentos de uma estrela de cinema à escala mundial a desaparecer numa personagem (como recentemente fez Day-Lewis em "Lincoln" ou mesmo Meryl em "The Iron Lady"), que Meryl consegue em "Silkwood"


E um bónus: se "Angels in America" contasse na filmografia oficial, seria a minha segunda interpretação favorita, atrás apenas de "Silkwood", que é para mim uma das - senão a melhor - interpretação feminina da década de 80.

E agora vocês: quais são as VOSSAS interpretações favoritas desta senhora?


Uma lista de 11 para o dia 11/11/11

Como saberão, esta sexta-feira é dia de palíndromo (um palíndromo imperfeito, mas ainda assim). Às 11:11 horas deste dia 11/11/11, assistimos a um fenómeno que só ocorrerá novamente daqui a cem anos. Uns dizem que esse momento leva a grandes decisões e mudanças na vida, dado o misticismo em volta da dada e superstições populares, para outros é apenas mais um minuto do seu dia.  Posso dizer que a essa hora estava bem ferrado no sono.

De qualquer forma, referi isto por que razão, perguntam-me vocês. Pois bem, em resposta ao curioso desafio do Nathaniel Rogers no seu The Film Experience, aqui estão as minhas onze coisas favoritas de hoje. Ou, já que é de cinema que se fala nesse site e neste, os meus onze actores (e actrizes) favoritos de hoje em dia. Claro que se excluem aqui as grandes glórias como Meryl Streep, Al Pacino, Jack Nicholson, Dustin Hoffman, Julianne Moore, Michael Caine, Robert DeNiro, Daniel Day-Lewis, Brad Pitt, George Clooney, Judi Dench, Emma Thompson, Anjelica Huston, Sissy Spacek, entre outros. Estamos a falar de actores e actrizes que não são (ainda) lista-A em Hollywood apesar da grande maioria deles estar bem lá perto (e Kate Winslet, quer se queira quer não, não gosta de ser considerada como lista-A).


Cate Blanchett | Christian Bale | Ewan McGregor


 James McAvoy | Kate Winslet| Marion Cotillard


 Michael Fassbender | Michelle Williams | Nicole Kidman


Ryan Gosling | Tilda Swinton


Quais são os vossos? (Ou, se preferirem, vão ao The Film Experience deixar outra lista; há lá várias listas curiosíssimas).

O Cinema Numa Cena


Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme. 

Da última vez que fizemos esta rubrica, pegámos numa cena não para avaliar as interpretações como tem sido costume, mas para demonstrar o brilhante trabalho dos técnicos, em comunhão com o realizador.

Desta vez, voltamos a pegar numa cena dessas. "The Hours", o filme de 2002 de Stephen Daldry com Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep nos principais papéis, fecha em grande, muito graças à brilhante cena final que compõe tudo aquilo que há de bom no filme: a sublime banda sonora de Philip Glass, a tríade de actrizes a interporem-se (o efeito dual e trial da história é o ponto alto tanto do livro como da película) e as últimas palavras de Virginia Woolf (da excelente escrita de David Hare):

"Always the years between us, always the years. Always the love. Always... the hours."


 


O filme nunca chega, infelizmente, a igualar a qualidade deste final.


ESPAÇO DE CULTO: Marion Cotillard


Como foi com ela que eu tive a ideia desta rubrica, é com ela que começamos efectivamente. ESPAÇO DE CULTO é uma nova rubrica do Dial P For Popcorn que se dedica semanalmente a valorizar, a idolatrar, a adorar uma das nossas actrizes favoritas, tanto pelo seu aspecto físico, como pela sua filmografia.

Então esta semana o objecto de adulação é, como mencionei...

MARION COTILLARD



Como já disse há alguns artigos atrás, estou completamente apaixonado por esta senhora. Acreditem. Paixão tal que era capaz de fundar um clube de fãs e passar a vida a olhar para ela, a ver filmes dela (e eu que não sou o maior amante de "La Vie en Rose"), a ouvi-la cantar... Tal é o poder dela. Claro que acho genuinamente que ela é a melhor importação que os Estados Unidos fizeram desde a Cate Blanchett e a Nicole Kidman. E claro que acho que ela, podendo, vai ultrapassar Deneuve e Binoche como a actriz francesa mais galardoada além-fronteiras de sempre.



E engraçado que esta minha devoção surgiu meio do nada. Não gostei muito do filme sobre Édith Piaf e sou daqueles que acha que o Óscar de Marion Cotillard, embora até merecido, ficava melhor na prateleira da Julie Christie. Mas não nego que é uma vitória que se pode justificar.


Contudo, nada - e digo mesmo NADA - me podia ter preparado para o "one-two-three punch" que se seguiria: Marion Cotillard apanhou-se desguardado em "Public Enemies", siderou-me em "Nine" (não é por nada que "My Husband Makes Movies" e "Take It All" são de longe as melhores cenas do filme, ao lado de todas em que ela aparece - na minha cabeça há uma luta renhida entre ela e Mo'Nique para Melhor Actriz Secundária do ano passado) e foi de vez, com a interpretação em "Inception", que ela me teve. Eu sou assim, fácil de conquistar por actrizes brilhantes.


E ela agora que anda pelas televisões internacionais no excelente anúncio publicitário para a Dior, que abaixo vos deixo:




E por aqui ficamos. Quem é que vocês querem ver no próximo "Espaço de Culto"? E que me dizem de Cotillard e da sua trajectória em Hollywood?


 [fotos: Telegraph; GQ; Dior]

Revisão da Década: Melhores Actrizes da Década (2000-2009)

Estes três artigos seguidos fazem parte da minha Revisão da Década em Cinema, que comecei no meu antigo blogue "O Mundo Está Perdido" e retomei aqui no "Dial P For Popcorn". Por uma questão meramente prática, decidi passá-los para este blogue também e deste modo reabrir esta discussão.


São 50 interpretações, também podem ser papéis secundários ou principais, o que interessa é a sua qualidade. A verde estão marcadas as interpretações que estão nas fotos.


Aqui vos deixo ficar as minhas 50 performances femininas preferidas desta década:



Amy Adams, Junebug
Anne Hathaway, Rachel Getting Married
Annette Bening, Being Julia
Audrey Tautou, Amélie
Björk, Dancer in the Dark
Carey Mulligan, An Education
Cate Blanchett, I’m Not There
Cate Blanchett, The Aviator
Diane Lane, Unfaithful
Ellen Burstyn, Requiem for a Dream
Evan Rachel Wood, Thirteen
Holly Hunter, Thirteen


Imelda Stauton, Vera Drake
Isabelle Huppert, The Piano Teacher
Joan Allen, The Upside of Anger
Judi Dench, Notes on a Scandal
Julia Roberts, Erin Brokovich


Julianne Moore, Far From Heaven
Julianne Moore, The Hours
Julie Christie, Away From Her
Julie Delpy, Before Sunset
Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Keira Knightley, Pride and Prejudice
Kristin Scott-Thomas, Il y a Longtemps que Je t’Aime
Laura Dern, Inland Empire


Laura Linney, The Savages
Laura Linney, You Can Count on Me
Maggie Gylenhaal, Sherrybaby
Maria Bello, A History of Violence
Melissa Leo, Frozen River
Meryl Streep, Adaptation

Meryl Streep, The Devil Wears Prada
Michelle Williams, Wendy and Lucy
Mo’Nique, Precious
Naomi Watts, Mulholland Dr.
Nicole Kidman, Birth
Nicole Kidman, Moulin Rouge!
Nicole Kidman, The Others
Patricia Clarkson, Far From Heaven
Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Penélope Cruz, Volver
Rachel Weisz, The Constant Gardener



Reese Witherspoon, Walk the Line
Sally Hawkins, Happy-Go-Lucky
Samantha Morton, Movern Callar
Tilda Swinton, Julia
Tilda Swinton, Michael Clayton




Uma Thurman, Kill Bill Vol.1 e 2
Virginia Madsen, Sideways



E as minhas 10 favoritas interpretações são (destas 10, 5-8 são sólidas e não mudam, em princípio; as últimas duas/três são as que estão mais sujeitas a variações, ):

1. Julianne Moore, Far From Heaven
2. Nicole Kidman, Moulin Rouge!
3. Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
4. Meryl Streep, The Devil Wears Prada
5. Uma Thurman, Kill Bill Vol. 1 e 2
6. Tilda Swinton, Julia
7. Isabelle Huppert, The Piano Teacher
8. Björk, Dancer in the Dark
9. Imelda Stauton, Vera Drake
10. Naomi Watts, Mulholland Dr.



E para vocês, quais são as melhores interpretações femininas da década?