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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

THE MECHANIC (2011)



"I'm going to put a price on your head so big, that when you look in the mirror your reflection's gonna want to shoot you in the face."


Arthur Bishop (Jason Statham) é um assassino perfeito: recebe fortunas para provocar mortes naturais, concebe-as de forma genial e ilude polícia, investigadores e inimigos. Um homem sem falhas, respeitado e temido.


Tudo corre bem, até Arthur ser contratado para o mais difícil de todos os trabalhos: Matar Harry McKenna (Donald Sutherland), seu mentor e orientador, cuja morte era necessária após a denuncia e a traição que Harry havia feito a Dean (Tony Goldwyn), seu sócio na empresa para a qual Arthur trabalha. Como profissional, Arthur cumpre a sua missão e Harry morre após um (aparente) ataque de car-jacking.


Após o funeral, Arthur conhece o filho de Harry, Steve McKenna (Ben Foster) que, entregue ao álcool e aos fúteis vícios de uma vida abastada, está decidido a vingar a morte do seu pai. Apercebendo-se do seu natural fracasso e sentindo-se culpado pelo infeliz rumo que a vida de Steve iria tomar devido à ausência do seu pai, Arthur acolhe-o, treina-o e prepara-o para ser seu parceiro de negócios.


The Mechanic estreou na passado dia 17 de Março nos cinemas portugueses e tem tudo para ser um bom sucesso de bilheteira: Acção, Emoção, Intensidade, Bons Actores (Jason Statham nasceu para fazer este tipo de papéis e Ben Foster é, para mim, um dos mais promissores actores do cinema actual). Pena é a sua história ser tão previsível, tão mastigada e tão repetida. Já vimos o argumento de The Mechanic em, pelo menos, 150 filmes. Mas não deixa de nos entreter e divertir durante um bom bocado.


Nota Final:
C

Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Simon West
Argumento: Richard Wenk e Lewis John Carlino
Ano: 2011
Duração: 93 minutos

Grandes Divas do Ecrã


"Did IQs just drop sharply while I was away?"


Ellen Ripley (Sigourney Weaver), "Aliens (1986)"


Uma boa questão. Pertinentíssima, aliás. Porque não há um momento em "Aliens" em que a acção não envolva a brutal Ellen Ripley. Não uma diva per se, mas mesmo assim uma das personagens mais inigualáveis da história do cinema, uma bad ass por natureza, uma assassina a sangue frio com pouca paciência para vida extra-terrestre. E uma pessoa capaz de expelir da sua boca punchlines tão fantásticas quanto esta não podia deixar de ser referida no meio das minhas heroínas... - perdão, minhas divas - da história do cinema.

Grandes Divas do Ecrã

E em honra da recém-falecida Sally Menke, editora de longa data de Quentin Tarantino - e que fez o seu melhor trabalho, para mim, neste "Kill Bill: Vol. 1" (2003) -, deixo este post com uma das maiores divas da década passada (ainda por cima considerando que teve de enfrentar outras divas - O-Ren Ishii, Bill, Elle Driver - iguais ou piores que ela):


"Your name is Buck, right?"


"And you came here to fuck, *right*?"


[manda a porta contra a cabeça; procura nos seus bolsos e encontra um par de óculos de sol e umas chaves; lê o porta-chaves e...]

 "Pussy Wagon. You *fucker*!"



The Bride (Uma Thurman), "Kill Bill: Vol. 1" (2003)
 
 
 
E deixo-vos cá um extra... Tarantino inclui em todos os DVD dos seus filmes uma sequência nos Extras chamada "Hi, Sally", que basicamente consiste em extractos de filme entre cenas onde os actores dizem "Hi, Sally" para a câmara, com o intuito de entreter a editora, quando esta for editar o filme. No YouTube encontram dois deles, que passo a colocar abaixo:
 




Descansa em paz, Sally!

IP MAN (2008)


Intrigou-me a sua nota no imdb.com (8,2). Embora a ideia do filme não me atraísse e uma vez que não sou um adepto dos filmes de acção, decidi vê-lo para descobrir o que estava por detrás de tantos elogios.

Ip Man (Donnie Yen) é um filme sobre aquele que foi o grande mestre de uma das maiores (para muitos a maior) lenda do cinema de acção e das cenas de pancadas, Bruce Lee. Um filme que misturou as habilidades de Ip Man com a invasão que o Japão fez à China na década de 30, toda a acção se desenrola em Fatshan, considerado o grande centro de Kung-Fu na época.

Ip Man é um lutador sem rival, mas cuja personalidade humilde e amável a todos agrada. Vive bem, com a sua mulher e o seu filho. Após a invasão do Japão, Ip Man vê-se obrigado a mudar de casa e a ter que trabalhar nas minas de carvão. E é aí que descobre a fuga para todo o pesadelo que a sua cidade, antes próspera e feliz, agora ultrapassa vivendo os seus habitantes endividados, com fome e em casas em ruínas.

Um filme com um histórias interessante, mas cujo forte se encontra claramente nas cenas de acção. Há muita arte marcial e muito cuidado na coordenação das cenas. É bem explorada a vertente das ideologias do Kung-Fu e todas as cenas são realizadas com realismo, praticamente sem intervenção de duplos (e aí honra seja feita a Donnie Yen, com uma bela prestação) ou efeitos especiais, o que agrada ao olhar e especialmente aos fans.


Nota final: B

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Wilson Yip
Argumento: Edmond Wong
Ano: 2008
Duração: 106 minutos.

Quentin Tarantino: Inglourious Basterds


O mais recente dos filmes de Tarantino (e embora eu ainda não fosse gente em 1994 ou não fizesse a mais pequena ideia do que era Cinema e Tarantino aquando da saída de Kill Bill), penso que Inglourious Basterds terá sido o filme com maior divulgação, box office e aceitação pelo público em geral. Na análise a este filme, penso que obtemos duas opiniões um pouco distintas: Para os mais fervorosos fans de Tarantino, Inglourious Basterds é visto como um belo filme, mas a satisfação que se retira não será a mesma de um Pulp Fiction ou de um Reservoir Dogs (nem penso que poderia ser). Para os fans dos filmes mais mainstream, principalmente aqueles para quem Inglourious Basterds é o primeiro contacto que têm com Tarantino, este é tido como um grande filme, dos melhores de 2009. São duas opiniões que respeito e compreendo.


No meu entender, Inglourious Basterds é um filme com grandes interpretações (como é o caso de Christoph Waltz, um desconhecido que limpou tudo o que era troféu desde Cannes até aos Óscars com uma das grandes interpretações da última década) e com pequenos momentos de uma genialidade enorme, ao melhor nivel de Tarantino, como a cena inicial em que Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) captura, com uma enorme classe, uma família de Judeus (ou não fosse a sua alcunha, que ostenta com orgulho, "Jew Hunter").


Inglourious Basterds é um filme dividido em 5 capítulos e que conta a história de um grupo (posso dizer, "heterogéneo") de Judeus, liderado por Aldo Raine (Brad Pitt) e que se orgulha de fazer frente ao regime Nazi, de uma forma tão eficaz, cuja fama se espalha pela Europa e leva a que, o próprio exército Nazi sinta receio destes guerrilheiros. A acção começa quando este grupo decide eliminar o Coronel Hans Land e este prova ser um osso muito duro de roer!

É um filme que mistura o melhor humor negro de Tarantino, com empolgantes cenas de acção e suspense. Toda a excitação (acho que foi o maior empurrão para tal) à sua volta levou-o a conseguir 8 nomeações na ultima edição dos Oscars, tendo garantido a inevitável estatueta para o papel de Melhor Actor Secundário que, no meu entender, seria criminoso caso não acontecesse.


Nota Final: B+

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Ano: 2009
Duração: 153 minutos

Quentin Tarantino: Death Proof


O mais fraco dos dois filmes de Grindhouse. O humor negro de Robert Rodriguez deixou-me completamente pasmado em Planet Terror e a pensar como é que alguem vai de Spy Kids até Planet Terror (ou até mesmo a participação em Sin City e a realização do mais recente Machete que embora ainda em fase inicial recebe em imdb.com uma boa pontuação).
Mas estamos aqui para falar de Quentin Tarantino e de Death Proof. Penso que em poucas palavras se explica a essência do filme. Stuntman Mike (Kurt Russell) e o seu carro "à prova de morte", um belo dodge challenger de 1970 é conhecido por ser um mortífero assassíno que percebe jovens mulher até as assassinar em brutais acidentes de carro.

Tudo lhe corre bem, e o filme começa com uma prova clara das potencialidades de Mike. Estamos num bar, e vemos aparecer Shanna (Jordan Ladd), Arlene (Vanessa Ferlito) e Jungle Julia (Sydney Poitier). Mike está sentado nesse mesmo bar. É então que Julia revela que fez, nessa mesma manhã um estranho anúncio na rádio: avisou que iria sair com as suas amigas nessa mesma noite e que, caso alguem visse Arlene, deveria pagar-lhe uma bebida, olha-la nos olhos enquanto recitava o poema "Stopping by Woods on a Snowy Evening" de Robert Frost e, no final chama-la de borboleta. Se tal acontecesse, Arlene teria que fazer a essa mesma pessoa, uma lap dance (a imaginação de Tarantino é uma fora de série...)
Mike convence Arlene a fazer-lhe a Lap Dance e depois disso, dá boleia a Pam (Rose McGowan) a empregada do bar. É aí que temos uma das frases mais marcantes do filme. Durante a viagem, Pam pergunta a Mike se o carro é seguro ao que este responde: “100% death proof, but to get the benefit of it, honey, you really need to be sittin’ in my seat!” e sem piedade e num brutal acidente, mata Pam, seguindo-se mais tarde Shanna, Arlene e Jungle Julia.

14 meses depois, somos confrontados com uma história em (quase tudo semelhante) a esta. Abernathy (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms), e Lee (Mary Elizabeth Winstead) são três raparigas com aspirações a Hollywood que se encontram estacionadas num Dodge Charger de 1969 em pleno Tennessee. Mike observa-as. A adrenalina, a vontade de matar começam aos poucos a tomar conta de si mas desta vez, há algo de diferente. Aos poucos o espectador começa a notar em pequenos pormenores, pequenas diferenças que culminam com um final surpreendente, talvez a melhor parte do filme. Ficará para sempre na minha memória a cena final e onde Tarantino dá mais uma prova da sua potencialidade e capacidade criativa.


Embora seja um filme uns furos abaixo daquilo a que Tarantino nos foi habituando, considero-o sem dúvida um bom filme e um bom registo de Tarantino. Melhor que Jackie Brown, é um filme que combina bem com a sua outra metade "Planet Terror" e tornou o projecto Grindhouse num dos grandes sucessos de 2007!

Nota final: B

Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Ano: 2007
Duração: 114 minutos


THE EXPENDABLES (2010)


Sim, recomenda-se. Mas só para os fans da acção pura e (naturalmente) dura. Principalmente se esses fans tiverem como ídolo essa lenda chamada Sylvester Stallone. São 103 minutos de "pancada de criar bicho", com belas inovações (conto pelo menos 2 cenas em que fiquei surpreendido pela forma como Stallone deu a volta à situação), mas que conta com um argumento pobrezinho, diálogos (que em alguns momentos) nos dão pena e um desenrolar previsível.


Mas quem vai para o cinema ver um filme de Stallone, não vai certamente a pensar no argumento nem na qualidade dos diálogos. Eu pelo menos não fui. Nesses aspectos e depois de ver o último Rocky e o último Balboa, tinha as expectativas já niveladas por baixo e encontrava-me esclarecido. Quem entra naquela sala quer ver pancada, quer ver acção, quer ver sangue, quer ver os melhores artistas do ramo a fazerem aquilo em que se tornaram célebres. E nisso, o filme não desilude!




Com um elenco de luxo (vejam o Cartaz do filme), como nunca antes um filme de acção teve, Stallone deu asas à sua imaginação e realizou aquele que era certamente um sonho antigo.
A história resume-se em poucas palavras: Os mercenários são um grupo liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone) e que conta com Lee Christmas (Jason Statham), Ying Yang (Jet Li), Toll Road (Randy Couture) e Hale Caesar (Terry Crews). O seu trabalho sujo, ficou conhecido por ser letal e eficaz. São contractados por um homem misterioso (Bruce Willis) para destruir o império construído por James Munroe (Eric Roberts) na ilha de Vilena a troco de 5 milhões de euros. Após se deslocar à ilha para uma primeira abordagem Barney fica impressionado com a dificuldade do trabalho que terá que realizar, mas a presença de Sanda (Giselle Itié), uma bela e misteriosa jovem, convence-o e este decide salvar não só a ilha, mas principalmente Sandra.
O resto meus caros, o resto é história.




Nota Final: B

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Sylvester Stallone
Argumento: Sylvester Stallone
Ano: 2010
Duração 103 minutos

Estreias da Semana / Antevisão (12-19 Agosto)


Duas semanas seguidas parcas em estreias de qualidade, que me levou sequer a questionar se haveria algum objectivo em fazer uma antevisão a alguma estreia. Depois de alguma hesitação e depois de demorar séculos a escolher quais os filmes que iriam predominar na minha antevisão, calhou em sorte que eu preferisse escrever sobre "The Expendables".



Este, realizado e escrito por Sylvester Stallone, é um filme de acção pura - e quem o for ver não pode esperar muito mais que isso - e parece ser, pelo menos, entretido. O que, nos dias de hoje, já não é mau. É claro que vai haver incongruência no diálogo e problemas no argumento, é claro que alguns efeitos especiais vão ser foleiros, é claro que o filme não é para ganhar prémios (só MTV Movie Awards e mesmo esses... são para o Eclipse ganhar) e é óbvio que o objectivo dos actores é só um: divertir-se.

E para o elenco do filme, Stallone foi buscar homens da sua confiança, homens que já nos habituaram a grandes cenas de acção no grande ecrã: Jason Stratham, Jet Li, Bruce Willis, Mickey Rourke, Dolph Lundgren, Steve Austin, Terry Crews, Randy Couture e o próprio Stallone.

O resultado? Um filme sobre mercenários contratados para se infiltrarem num país da América Latina e derrubarem a ditadura em regime. Fica o trailer (cortesia do Ante-Cinema):
Enviado por Ante-Cinema.


Outras estreias:

Como eu disse, a semana que aí vem é de muito fraca qualidade, apresentando-nos além de "The Expendables", dois career killers e um documentário: "Killers" é um novo baixo na carreira de Katherine Heigl, recém-saída de Grey's Anatomy e de Ashton Kutcher. Depois de "The Ugly Truth" e "Killers", Heigl devia mesmo fugir do realizador Robert Luketic - e este devia considerar mudar de carreira. Ou pelo menos de género de filme. O outro career killer é "The Last Airbender", o novo filme de um M. Night Shyamalan que continua em rápido declínio de carreira após o bem-sucedido "The Sixth Sense". Desta vez, ele procura tenta experimenta falha redondamente em adaptar um anime japonês que devia ter permanecido só isso: um anime. Pior notícia: é em 3D, ainda por cima. E finalmente, estreia também em regime limitado (só disponível em algumas salas de cinema) o documentário francês "La Danse - Le Ballet de l'Ópera de Paris".