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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

'Has the sun finally set in Philly?'

Provavelmente, a PIOR notícia da televisão americana dos últimos anos. It's Always Sunny in Philadelphia não voltará a ser a mesma série se tudo isto não passar de uma brincadeira. Alterar por completo um elenco de luxo, cheio de carisma e com uma fervorosa legião de fãs é entrar em rotura com a própria série. É um contra-senso,  é uma completa idiotice. É cavar a própria sepultura a uma série que tem  (tinha?) tanto de brilhante como de original. A partir de dia 11 de Outubro vamos descobrir se o Sol voltará a brilhar em Philadelphia. 

"Homeland" - Temporada 2


É já no próximo domingo, dia 30 de Setembro, que regressa à televisão americana a série que arrecadou os principais prémios na categoria de Série de Drama da 64th Primetime Emmy Awards (Melhor Série de Drama, Melhor Actor Principal e Melhor Actriz Principal). Aqui fica o entusiasmante trailer da segunda temporada!

O adeus às Desesperadas e ao senhor Doutor


No espaço de quinze dias, dois dos marcos indissociáveis da televisão norte-americana da última década chegaram ao fim: "House" que terminou esta segunda-feira e "Desperate Housewives" que acabou no domingo anterior. Como vou falar dos finais das duas séries, aviso desde já que se poderão encontrar abaixo pequenos spoilers portanto, cuidado se ainda não viu:


As "Desperate Housewives" foram pela última vez desesperadas, numa despedida em estilo e que conteve tudo o que habitualmente se considera elementos fundamentais de qualquer final de série - casamentos, nascimentos e mortes. Numa despedida a fazer lembrar "Will & Grace" e "Six Feet Under", por razões distintas, as donas de casa de Wisteria Lane fizeram a vénia de despedida na ABC - depois de ter contribuído em grande parte para a ressurgência da estação no ido ano de 2004, com "Lost" e "Grey's Anatomy" - com um final tão caótico como emocionante, com as quatro donas de casa a terminarem afastadas uma das outras, com este período das vidas destas quatro mulheres a terminar e novos desafios a abraçar. Embora a série nunca tenha conseguido regressar ao brilhantismo que pautou a sua primeira temporada e ao melhor mistério que teve e apesar de ter entrado em território de telenovela mexicana nos últimos anos, com histórias inacreditavelmente ridículas e temáticas repetitivas, foi com muita saudade que me vi invadido logo que o episódio acabou, acima de tudo porque afinal acompanhei o dia-a-dia destas senhoras durante oito anos e vi-as a elas e às suas famílias crescer e não é de um dia para o outro que me vou esquecer delas. Neste episódio final, como sempre, a série alternou entre o pouco credível (o julgamento de Bree) e o sentimentalismo extremo (a morte de McCluskey), conseguindo ainda assim um término bastante competente, encerrando a história conjunta das quatro protagonistas enquanto nos lembra, na habitual moda de "Desperate Housewives" (através da poderosa voz de Mary Alice), que nada na vida é eterno e que as pessoas nos entram e saem da vida em momentos específicos e com uma razão particular, o laço perdurando mas não as pessoas. Ninguém dá lições de moral nem faz drama de fazer derramar lágrimas tão bem como Marc Cherry. Ninguém. Prova:


Também "House, M.D." se perdeu um pouco a meio do caminho.


Parte da grelha vencedora da FOX dos últimos anos, "House" era um pilar indissociável do sucesso recente daquele que era, no final dos anos 90, o quarto canal generalista, tendo coleccionado bastantes nomeações para prémios nas suas primeiras temporadas, incluindo seis nomeações para Emmy de Hugh Laurie que, infelizmente e injustamente, nunca ganhou. Em forma, "House" conseguia igualar o nível dos melhores dramas da televisão. Relembro saudosamente o brilhante (e vencedor de Emmy) episódio "Three Stories" da primeira temporada ou o não menos genial "Broken" da sexta temporada (que devia ter dado o Emmy a Laurie) ou o excitante "The Mistake" da segunda temporada. A série foi-se ressentindo aos poucos do abandono de personagens-chave como Cameron e Cuddy e após seis, sete temporadas, o formato da série não lhe permitiu fugir ao rótulo de repetitiva. As baixas audiências e a vontade de Shore e Laurie terminar a série enquanto o nível de qualidade não descendesse a pique fizeram o resto. De qualquer forma, oito anos é uma eternidade em televisão e "House", não obstante os seus altos e baixos, é uma série que irá ser relembrada, para sempre, como produto do melhor que a televisão norte-americana tem para oferecer. O final não se focou em atar grandes histórias e resolveu sim preocupar-se em arranjar forma de House e Wilson passarem os últimos meses de Wilson juntos. Um final satisfatório? Não. Um final orgânico e completamente compreensível quando pensamos nas duas personagens? Sim. A série acaba por começar como acabou: House com Wilson. E eu, apesar das minhas muitas queixas, fui ouvido na minha principal. "House" não podia terminar com a morte de qualquer um dos dois.

 
Adeus às duas séries. Obrigado por tudo.
Um dia talvez voltarei a vocês, para reviver os bons momentos que me proporcionaram. E aí, se calhar, é que vou ter mesmo saudades e me lembrar do quão mimado eu fui por vocês na primeira década do novo século. 

Como recriar algo perfeito?



Aparentemente Courteney Cox e David Arquette, que embora separados mantêm negócios juntos através da sua produtora Coquette, responsável por "Cougar Town", venderam um projecto-piloto de comédia sobre os altos e baixos de um grupo de amigos na casa dos trinta e que acompanha uma década das suas vidas, abordando as suas relações profissionais e pessoais e as interacções entre os diferentes membros do grupo, cada um peculiar à sua maneira. O projecto, intitulado provisoriamente "10 Years", foi adquirido pela NBC. Resta perguntar: tudo isto não vos soa a familiar?

E, já agora, resta dizer: não dá para repetir a magia do original. Nem vale a pena tentar.


Se alguém quiser uma série descontraída sobre um grupo de amigos fora do comum, sugiro que tentem esta: "Happy Endings". Não tem uma qualidade ao nível de "30 Rock" ou de "Modern Family" mas se o que querem é algo leve para se rirem um pouco, esta é a vossa melhor aposta. Renovada hoje para uma temporada inteira pela ABC.



E o red band trailer da 2ª temporada AQUI.

Entretanto, Cox e Arquette venderam mais uma das suas grandes apostas à ABC: de título provisório "Skinny Girl", trata-se de uma comédia sobre uma rapariga gorda que decide perder peso, tarefa essa que parece impossível dado o facto de trabalhar numa diner onde comidas gordurosas são o prato mais pedido. Acho muito bem que o ex-casal se dê muito bem e que a sua empresa esteja a florescer, mas no fim de contas, acho que é imperial dizer agora:

O que eu quero mesmo é que volte COUGAR TOWN. E essa... só em Janeiro de 2012. Infelizmente. O que me faz lembrar isto. Quem é que tem seguido atentamente esta brilhante ideia dos produtores da série em fazer aparecer os seus actores por breves momentos em outras séries, para criar buzz para o regresso da tão malograda sitcom (e digo malograda porque é assim que muita gente a vê, com muita pena minha, uma vez que é das melhores séries de comédia da televisão actual).