Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Há público para nova edição?


Cá no DPFP estamos sempre interessados em repetir iniciativas cujo resultado final nos agrada. Apesar da falta de receptividade, gostávamos de ter mais gente connosco a prever os Óscares, porque só com companhia é que isto se torna divertido. Dito isto...


Lembram-se do 10 FOR THE OSCARS - OSCARS FOR 10?



Pois é, queríamos trazer essa iniciativa de volta, com algumas (bastantes) mudanças e um novo formato... Há interessados?

Podem ver o que se fez na temporada anterior (por assim dizer) AQUI.

10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Previsão Colectiva (Óscares)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Só para terminar, faltou-nos falar dos vencedores da nossa Previsão Colectiva. Não sei como fizeram os nossos leitores aí em casa, mas espero que nos deixem também a vossa percentagem de acertos.


Entre nós, tivemos um empate a três. Nas oito categorias principais (as únicas para as quais eu tinha previsão do Samuel Andrade), todos - excepto o Gonçalo - conseguimos a mesma pontuação: 7 em 8 correctas (o Pedro também tinha, tal como o Gonçalo, "The Social Network" previsto para Melhor Filme, mas na última hora e via Facebook alterou-a correctamente). 

Excluindo as categorias das curta-metragens, para as quais só eu, o Gonçalo e o Tiago fizemos previsão, ficando portanto com 21 categorias no total, não houve vencedor, houve um empate a três: eu, o Tiago Ramos e o Diogo Figueira conseguimos o mesmo resultado, 15 correctas em 21 categorias. A aposta em "Inception" para Argumento Original saiu mal ao Diogo, a minha aposta em "The King's Speech" para Edição (já nem falo em "Incendies" para Filme Estrangeiro) foi ridícula e a aposta do Tiago em "I See The Light" também não se saiu bem. De qualquer forma, ficámos todos muito perto uns dos outros.

Se contarmos com as curtas-metragens, continuamos a ter um empate, porque eu e o Tiago Ramos acertámos nas previsões para Curta - Documentário e Curta - Live Action, errando ambos a Curta - Animação e portanto conseguindo um 'score' final de 17 em 24 o que, se olharmos aos resultados dos críticos internacionais, bem mais veteranos nisto, é bastante bom.


Das minhas apostas, as que me dão mais orgulho, além das curtas-metragens, é sem dúvida a que fiz em "We Belong Together", que mais nenhum de nós fez, apesar de saber, por exemplo, que é a favorita na categoria para o Pedro Ponte.


Deixo-vos abaixo então com o nosso boletim de voto, por assim dizer e espero que partilhem cá o vosso também. Agradeço, uma vez mais, aos meus convidados por terem sido impecáveis em partilhar do meu interesse por este jogo preditivo. E para o ano há mais.

 (podem clicar para ampliar)



10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Último Meeting (Parte 2)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Com uns dias de atraso, é verdade, mas como também não era incisiva para a cerimónia em si, decidi só publicar a nossa segunda parte da conversa hoje. Aqui vos deixo com o último segmento desta nossa iniciativa. Espero que deixem ficar também as vossas opiniões.



ALGUMA CATEGORIA NOVA QUE ACRESCENTASSEM?

DIOGO: Melhor Cena.

GONÇALO: Não acrescentava nenhuma nova, mudava era as regras das que já existem.

JOÃO: Categoria do Público, em que por votação no sítio dos Óscares, o público escolheria os nomeados e os vencedores de uma categoria para melhor filme.

JORGE: Acrescentar não acrescentaria nenhuma (talvez Melhor Elenco?), até porque elas já são demasiadas. Mudaria regras, sim, como o Gonçalo sugeriu, para haver mais uniformidade no número e qualidade dos nomeados, para haver igualdade entre os diferentes ramos da Academia.

PEDRO: Talvez Melhor Design ou Efeitos Gráficos, que de certa forma está associado aos efeitos especiais mas que requerem imenso trabalho.

SAMUEL: Julgo que não seria descabida a inclusão de uma categoria que premiasse o elenco de um filme; desta forma, seria possível galardoar títulos onde abunda a química entre os actores e com fantásticas interpretações. Paralelamente gostaria de ver a criação de uma cerimónia promovida pela Academia que premiasse os melhores trabalhos em promoção (poster, trailer, etc.) cinematográfica.

TIAGO: Talvez Melhor Banda Sonora Não Original/Adaptada.



ALGUMA CATEGORIA QUE ACHAM QUE PODIA SER ELIMINADA?


DIOGO: Alterava as regras relativas à “originalidade” da banda-sonora.

GONÇALO: Nenhuma. Acho que o equilíbrio foi alcançado com a categoria de Melhor Filme de Animação. 

JOÃO: Maquilhagem.

JORGE: Tendo em conta o mau uso que se faz da categoria, eu era capaz de sugerir a remoção de Melhor Canção Original – mas note-se: se ela continuar com estas regras ridículas.

PEDRO: Não consigo "dispensar" nenhuma. Todas as que lá estão premeiam trabalho de qualidade, sejam nas técnicas ou nas que menos interesse despertam  (curtas/documentários), enquanto as restantes são a raison d'être da cerimónia.

SAMUEL: Não dispensaria categorias, mas sim certas regras associadas a algumas das existentes (ex.: Banda Sonora).

TIAGO: Todas elas me parecem justas.


SE PUDESSEM ATRIBUIR UM ÓSCAR A ALGUÉM ESTE ANO, QUEM SERIA?


DIOGO: SHUTTER ISLAND.

GONÇALO: É ridículo que o THE GHOST WRITER não esteja presente na lista de nomeados. Foi facilmente um dos filmes do ano, com uma das melhores realizações e um dos melhores argumentos. SHUTTER ISLAND é outro: merecia estar nomeado em, pelo menos, melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor actor principal. E enfim, o Clint Mansell merecia o Óscar de melhor compositor (já merece há alguns anos, diga-se).

JOÃO: Javier Bardem (BIUTIFUL).

JORGE: Ryan Gosling (BLUE VALENTINE), Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg pelo argumento de THE KIDS ARE ALL RIGHT e, sem qualquer dúvida, Robert Richardson pela fotografia de SHUTTER ISLAND.

PEDRO: BLACK SWAN/Ryan Gosling/Matthew Libatique/Trent Reznor [n.d.r. Trent Reznor ganhou mesmo o Óscar].  

SAMUEL: Já é altura de Roger Deakins arrecadar uma estatueta por Melhor Fotografia. E seria um autêntico prazer ouvir, no Kodak Theatre, o anúncio do nome de Trent Reznor pela banda sonora de THE SOCIAL NETWORK… [n.d.r. Trent Reznor ganhou mesmo o Óscar]

TIAGO: [APARTE: Não sei se percebi muito bem esta questão. THE SOCIAL NETWORK merecia um Óscar, Natalie Portman merecia um Óscar, muita gente merecia um Óscar... É dos nomeados ou não nomeados; n.d.r. Era indiferente] De qualquer modo, escolho... I AM LOVE.
                               


ESCOLHAM UM ACTOR, UM FILME E UM ARGUMENTO DO PASSADO QUE NÃO DEVIAM TER PASSADO SER RECEBER UM ÓSCAR.


DIOGO: A CLOCKWORK ORANGE (Melhor Filme), Julianne Moore (Melhor Actriz), MAGNOLIA (Melhor Argumento).

GONÇALO: Duas palavras: CITIZEN KANE. E em relação ao de argumento (foi o único Óscar que o CITIZEN KANE recebeu)... Tanto por onde escolher... Bem, digo o que me vem agora à cabeça: THE SIXTH SENSE.

JOÃO: THERE WILL BE BLOOD, o argumento de MEMENTO e Jack Nicholson no SHINING.

JORGE: Eu aqui nem consigo dizer só um por tema. BROKEBACK MOUNTAIN, L.A. CONFIDENTIAL, RAGING BULL e CITIZEN KANE perderem Melhor Filme, por exemplo. Mike Leigh ter perdido Melhor Argumento sete vezes mas gente como Paul Haggis já ter vencido duas vezes. E lendas do ecrã como Glenn Close, Sigourney Weaver, Julianne Moore, Michelle Pfeiffer, Annette Bening, Deborah Kerr não terem nenhum Óscar e Hilary Swank e Jodie Foster terem dois cada uma. Nem comento.

PEDRO: PULP FICTION; Sidney Poitier (IN THE HEAT OF THE NIGHT); EASY RIDER (Peter Fonda, Dennis Hopper, Terry Southern).

SAMUEL: Filme – CITIZEN KANE, em 1941; Actor – Ralph Fiennes, por SCHINDLER’S LIST, em 1993; Argumento – BEING THERE, em 1979.

TIAGO: THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON (Argumento). Julianne Moore. THERE WILL BE BLOOD.


QUAL FOI A PRIMEIRA CERIMÓNIA A QUE ASSISTIRAM?


DIOGO: 2003.

GONÇALO: Creio que foi em 2001 [N.B. Cerimónia de 2002], quando o primeiro Senhor dos Anéis foi nomeado... Fiquei tão contente quando vi, anos mais tarde, o terceiro ganhar tudo.

JOÃO: Este ano será a primeira.

JORGE: A primeira que vi mesmo foi em 1997 [N.B. Cerimónia de 1998], mas só lhes comecei a dar mesmo importância desde 1999-2000 (AMERICAN BEAUTY ganhou).

PEDRO: 1998 (vencedor: TITANIC).

SAMUEL: Foi em 1991 [N.B. Cerimónia de 1992], numa cerimónia em que vi O SILÊNCIO DOS INOCENTES sair vencedor e ouvi falar, pela primeira vez, num actor fenomenal chamado Anthony Hopkins.

TIAGO: Não faço ideia…


POR ÚLTIMO, PEÇO QUE ME FAÇAM UM SUCINTO BALANÇO DO ANO CINEMATOGRÁFICO DE 2010.


DIOGO: É positivo, está claro. A meu ver, foi mais interessante do que 2009/2010, com grandes nomes como Scorsese, Coppola, os Coen, Fincher, Kiarostami, Noé, Allen, Iñarritu, Eastwood, entre tantos outros, a trazerem-nos aquilo que melhor sabem fazer, embora alguns não tenham passado sem deixar certa desilusão por trás. Na animação houve três filmes que adorei mesmo (TOY STORY, HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, TANGLED) e um do qual gostei (THE ILLUSIONIST), um ratio que já não acontecia há algum tempo. O cinema português não esteve bom, mas teve coisas interessantes e já teve anos piores (falta-me ver o FILME DO DESASSOSSEGO e o JOSÉ E PILAR). Para o ano, não teremos, infelizmente, alguns dos nomes de que falei, mas teremos outros igualmente magníficos, como Almodóvar, Lars von Trier, Malick, etc. Muita pena, e certa angústia, por ainda ter de esperar por mais uma peça do brilhante Paul Thomas Anderson.

GONÇALO: Uma boa dose de excelentes filmes, mas não muitos a que possa chamar de Obra-Prima. Olhando para as nomeações deste ano, por exemplo, vê-se que não há muitos filmes que mereçam essa designação, aliás... Creio que foi uma boa temporada, mas não excelente. Faltaram, talvez, algumas grandes surpresas, alguns grandes novos autores. Os grandes mestres (Scorsese, Polanski, Kiarostami...), e os grandes filmes vieram de onde se esperava (Aronofsky, Fincher...), mas de resto...

JOÃO: Positiva. Pena só ter produzido em quantidade e em qualidade no final o ano. São três meses que compensam nove de profunda pobreza (tirando algumas excepções, claro).

JORGE: O meu balanço pessoal está feito no blogue, mas partilho aqui algumas palavras também. Penso que foi um bom ano, a começar bem a nova década, com grandes nomes do cinema a mostrarem-nos novos projectos de qualidade, mostrando que ainda estão no topo da sua forma, com os nomes emergentes da actualidade a consolidarem a sua reputação como mestres e com novos e promissores aprendizes a surgirem com obras de inegável talento e mérito. De realçar ainda o culminar de uma década espectacular de animação, muito devida à força crescente da Pixar e da Dreamworks no mercado mundial e uma brilhante década também para os documentários, rejuvenescidos desde o par de obras-primas que Michael Moore deitou cá para fora no virar do século. Esperemos que o novo ano nos proporcione grandes e iguais alegrias.

PEDRO: Parece-me que foi uma temporada bastante razoável. Não houve mais que 5 filmes que tenham maravilhado no sentido real da palavra, mas houve imensa qualidade. E é para isso que estes prémios deviam existir, para premiar qualidade. Outra coisa que faz é incitar o debate, dividindo-nos em grupos consoante os nossos favoritos. E nesse aspecto 2010 foi um ano excepcional.     

SAMUEL: Dominado pelo protagonismo (para mim incompreensível) de THE SOCIAL NETWORK, este foi um ano onde, uma vez mais, o cinema independente ou a beirar o mainstream revelou-se original e/ou desafiador. Basta ver os exemplos de BLACK SWAN ou de WINTER’S BONE para se chegar a essa conclusão.

De 2010, não posso deixar de destacar INCEPTION, sem dúvida um dos blockbusters mais inteligentes que Hollywood produziu nos últimos anos e que se encontra merecidamente nomeado para Melhor Filme.

Houve, também, boas revelações no que toca a actrizes: Jennifer Lawrence, Hailee Steinfeld e Chlöe Moretz são valores seguros para o futuro da indústria e com carreiras muito promissoras.

Por fim, de salientar que 2010 ainda não é o ano em que o fenómeno 3D, a mais recente “cartada” de Hollywood para aumentar receitas de bilheteira, ganhou consensos. As experiências (a meu ver) falhadas de ALICE IN WONDERLAND ou TRON: LEGACY comprovam-no, dois títulos que são melhor desfrutados se visualizados no formato dito original.

TIAGO: No geral foi um bom ano, com grandes filmes, boas produções... Desempenhos de elevada qualidade, bastantes filmes muito bons, um regresso a algum classicismo, mas simultaneamente com um grande travo de modernidade.



No fim das contas, só me resta agradecer ao brilhante elenco de convidados que aceitaram de bom grado o meu convite, não só os geniais Gonçalo Trindade, Pedro Ponte, Diogo Figueira, Samuel Andrade e Tiago Ramos, que contribuíram em todos os encontros, mas também ao "nosso" João Neves que acabou de assistir aos seus primeiros Óscares fruto da nossa rubrica e insistência, e ainda ao Fernando Ribeiro, à Ana Alexandre e ao Roberto Simões, que connosco iniciaram o projecto.


Espero contar de novo convosco no próximo ano, talvez até numa fase mais precoce e num projecto com maior e melhor planificação (e até talvez com mais convidados). Isso serão discussões para mais tarde.


Agradeço-vos imenso as saudáveis e agradáveis discussões em que nos envolvemos, as horas de curioso e divertido debate que nos levaram a destilar ódios e a inflamar paixões, sempre no interesse de falar do que tanto nos aproxima: o cinema. Penso que aí o nosso objectivo foi conseguido. Muito obrigado a todos.


- Jorge Rodrigues

10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Último Encontro (Parte 1)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Para este último encontro, contámos com o contributo do nosso painel regular de comentadores, composto por mim e pelo João cá do blogue, o Samuel Andrade (Keyser Soze's Place), o Pedro Ponte e o Gonçalo Trindade (Ante-Cinema), o Tiago Ramos (Split Screen Blog) e o Diogo Figueira (A Gente Não Vê). A todos agradeço a disponibilidade e a participação.

Vamos lá às questões colocadas neste último encontro.


1. QUAL A VOSSA NOMEAÇÃO FAVORITA?

DIOGO: WINTER'S BONE para Melhor Filme.

GONÇALO: Darren Aronofsky (BLACK SWAN) para Melhor Realizador.

JOÃO: Javier Bardem (BIUTIFUL) para Melhor Actor.

JORGE: Mike Leigh (ANOTHER YEAR) para Melhor Argumento Original. É tão merecido.

PEDRO: TOY STORY 3 para Melhor Filme.

SAMUEL: A de John Hawkes, para Melhor Actor Secundário, por WINTER'S BONE. Mais que merecida e, numa muito improvável vitória, inteiramente justa.

TIAGO: Tenho três que se destacam: I AM LOVE para Melhor Guarda-Roupa, Michelle Williams  (BLUE VALENTINE) para Melhor Actriz e DOGTOOTH para Melhor Filme Estrangeiro.


2. QUAL A VOSSA PREDILECTA DE ENTRE AS CANÇÕES ORIGINAIS NOMEADAS?

DIOGO: "I See The Light" de TANGLED.

GONÇALO: "I See The Light" de TANGLED.

JOÃO:  "If I Rise" de 127 HOURS.
JORGE: "I See The Light" de TANGLED.

PEDRO: "We Belong Together" de TOY STORY 3.

SAMUEL: Confesso que esta não é das categorias a que dedico mais atenção. Contudo, “I See The Light”, de TANGLED, é o meu tema favorito.

TIAGO: "Coming Home" de COUNTRY STRONG.


3. ESPERAM SER SURPREENDIDOS COM A CERIMÓNIA? QUAIS AS VOSSAS EXPECTATIVAS?

DIOGO: Não espero ser surpreendido, mas creio que é exactamente nessa condição que somos surpreendidos. Espero uma luta muito interessante entre THE SOCIAL NETWORK e THE KING'S SPEECH e ser-me-á difícil apostar no vencedor de Melhor Filme. Também tenho expectativas por alguma disputa nas categorias técnicas e esperança na vitória de INCEPTION em Melhor Argumento Original.

GONÇALO: Não espero muitas surpresas... Espero que mantenham as mudanças que têm sido feitas nalgumas das últimas (na entrega do Óscar de melhor actor/actriz, por exemplo), mas tenho imenso medo que não aproveitem bem o carisma desta dupla. Espero a rotina, mas a rotina bem feita.

JOÃO: Não.
JORGE: Espero ser surpreendido no sentido em que certamente vai ocorrer algo que me vai deixar de nariz torcido. Quanto à cerimónia em si e ao formato, nada a dizer, têm tentado corrigir alguns pormenores muito criticados de anteriores cerimónias procurando uma reaproximação ao público, com pouco sucesso para já. Ainda assim, aplaudo o esforço. Já em relação a vencedores... a maioria já está decidida, daí não haver grande suspense.

PEDRO: Sinceramente, não. Acho que já ninguém vê os Óscares para ser surpreendido, vemo-los porque... são os Óscares. Mas claro que fica sempre uma réstia de esperança de vermos aqueles que mais gostamos e que achamos mais merecedores triunfarem. Diria que 90% da cerimónia está encaminhada, mas haverá sempre uma pequeno espaço de manobra para uma ou outra surpresa.

SAMUEL: Com o discurso de Ricky Gervais, durante os Globos de Ouro, ainda bem fresco na memória de organizadores deste género de cerimónias, não espero grandes surpresas do par “inofensivo” que escolheram para anfitriões. Penso que as surpresas advirão de algum vencedor — por exemplo, se o documentário de Banksy (EXIT THROUGH THE GIFT SHOP) ganhar, esse poderá ser o momento da noite…

TIAGO: Depois de várias desilusões durante anos sucessivos, já não espero ser surpreendido. Mas estou confiante na química de Anne Hathaway e James Franco. Acho que vão trazer um espírito novo à cerimónia, com muito entretenimento.


4. QUAL É A VOSSA PARTE FAVORITA?

DIOGO: Os discursos inteligentes, como o de Quentin Tarantino ao vencer o Melhor Argumento Original com PULP FICTION em 1995.

GONÇALO: Bem, a entrega de Melhor Filme é sempre de grande ansiedade. E sempre gostei dos números de abertura, principalmente nos bons velhos tempos do grande Billy Crystal e mais recentemente na excelente cerimónia apresentada pelo Hugh Jackman.
JOÃO: Melhor Filme Estrangeiro.
JORGE: O monólogo inicial. Acho mesmo que é a partir daí que as grandes cerimónias se constroem e que os fiascos principiam. E os discursos. Não é por isso que vemos os Óscares?
PEDRO: Não sei se terei uma. Acho que a cerimónia tem bons e maus momentos, dependendo sempre dos intervenientes e do ambiente que se vive. De qualquer forma, nos últimos anos tenho gostado imenso das apresentações das categorias de interpretação por parte de vencedores anteriores e das montagens evocativas das categorias técnicas, dando de certa forma algum destaque àqueles que, mais que os actores ou produtores, fazem realmente cinema. As actuações musicais são também agradáveis, sendo importante não esquecer que isto é, acima de tudo, um espectáculo, e como tal deve entreter. 
SAMUEL: Um bom monólogo inicial/introdução é sempre o ponto alto da cerimónia. E (pelo menos, nas últimas edições) quando Ben Stiller surge para apresentar um Óscar.
TIAGO: Não tenho uma parte favorita, visto que a cerimónia era dispensável, a meu ver. Por mim, quanto mais rápido melhor.


5. QUE PARTE REMOVERIAM OU MUDARIAM SE PUDESSEM?

DIOGO: Os discursos como os de Sandra Bullock [vencedora o ano passado por THE BLIND SIDE].

GONÇALO: Em vez de mudar propriamente uma parte da cerimónia, preferia que o raio da orquestra parasse de interromper o discurso dos vencedores. Chega a ser frustrante.

JOÃO: Nunca vi, [daí que não opino].

JORGE: Transições cénicas e longos intervalos. Chega a ser insuportável. Já nem pego nas interrupções dos discursos que são uma verdadeira falta de educação.

PEDRO: Apesar de reconhecer que faz parte, o discurso do presidente da Academia. Não tem utilidade rigorosamente nenhuma, quebra o ritmo do espectáculo e é um exemplo óbvio de auto-congratulação de uma organização e não do cinema. 

SAMUEL: O regresso à cerimónia principal dos Óscars honorários, vergonhosamente relegados para um tal de Governor’s Ball.

TIAGO: A excessiva duração e os intervalos.


6. DIGAM TRÊS INJUSTIÇAS QUE TENHAM OCORRIDO NOS ÓSCARES QUE GOSTARIAM DE CORRIGIR.

DIOGO: É difícil só escolher três mas cá vai: THE HURT LOCKER vencer INGLORIOUS BASTERDS, em 2010 [em cinco categorias no total]. SLUMDOG MILLIONAIRE vencer qualquer Óscar que tenha vencido, em 2009. MY FAIR LADY vencer DR. STRANGELOVE em 1965 [para Melhor Filme].

GONÇALO: A Julia Roberts vencer à Ellen Burstyn [em 2000-2001]; o CRASH vencer em vez do BROKEBACK MOUNTAIN ou do MUNICH (que é, a meu ver, o filme que nesse ano mais merecia o prémio); todas as cerimónias em que o Morricone perdeu.

JOÃO: THERE WILL BE BLOOD não ter vencido melhor filme. THE HURT LOCKER ser considerado o Melhor Filme de 2009. Sandra Bullock ter vencido um Óscar.

JORGE: CRASH vencer BROKEBACK MOUNTAIN para Melhor Filme. CITIZEN KANE perder o Óscar de Melhor Filme para HOW GREEN WAS MY VALLEY. Annette Bening, Julianne Moore e Glenn Close não terem um Óscar sequer mas Hilary Swank e Jodie Foster terem dois cada.

PEDRO: A vitória de Robert Redford por Melhor Realizador, em 1980, ao invés de Martin Scorsese por RAGING BULL; a derrota de THE SEARCHERS (melhor Western já feito), de John Ford, em 1957, na categoria de Melhor Filme, para AROUND THE WORLD IN 80 DAYS; Melhor Realizador em 1969, quando Carol Reed (OLIVER!), tirou o Óscar a Kubrick por 2001: A SPACE ODYSSEY.

SAMUEL: THE FRENCH CONNECTION vencer A CLOCKWORK ORANGE em 1971; DANCES WITH WOLVES vencer GOODFELLAS EM 1990; e SHAKESPEARE IN LOVE vencer SAVING PRIVATE RYAN em 1998.

TIAGO: Jeff Bridges vencer Colin Firth em 2009-2010. CRASH vencer BROKEBACK MOUNTAIN em 2005-2006. CHICAGO vencer THE PIANIST em 2002-2003.


7. "THE SOCIAL NETWORK" OU "THE KING'S SPEECH"?

DIOGO: THE KING'S SPEECH.

GONÇALO: THE SOCIAL NETWORK.

JOÃO: Nenhum. TRUE GRIT.

JORGE: THE SOCIAL NETWORK.

PEDRO: Mais que debatido. Sinceramente já não tenho energia para voltar a discutir isto. Creio que são, acima de tudo, filmes completamente diferentes, e fazer alguém escolher entre os dois é essencialmente perguntar-lhe de que filme gosta mais, e não qual tem mais qualidade. Porque neste último aspecto, é impossível dizer; um valoriza a estética, o virtuosismo técnico e o imediatismo, enquanto que o segundo reveste-se por inteiro em classicismo e charme britânico, contando uma história de superação, ao invés de uma de egoísmo. Pessoalmente, acho que The King's Speech perdurará, enquanto The Social Network cairá no saco do culto, definindo um período e uma geração muito específicos.

SAMUEL: THE KING'S SPEECH.

TIAGO: THE KING'S SPEECH como vencedor na categoria. Mas THE SOCIAL NETWORK como meu favorito.


8. QUAL O NÚMERO DE VITÓRIAS QUE ACHAM QUE "THE KING'S SPEECH" VAI CONSEGUIR NO TOTAL?

DIOGO: Quatro.

GONÇALO: Três.

JOÃO: Oito.

JORGE: Sete.

PEDRO: Cinco.

SAMUEL: Seis.

TIAGO: Seis.


Daqui a pouco vem a Parte 2.
Para já: que pensam destas questões?


 

10 for the Oscars, Oscars for 10 - Previsão Colectiva (Globos de Ouro)

Para concluir a segunda parte do nosso encontro para a rubrica, pedi aos meus excelentíssimos convidados (aos quais agradeço, de coração, a colaboração comigo - eles sabem o chato que eu sou) que emitem o seu parecer sobre os vencedores de mais logo. À custa de algumas confusões, o Diogo Figueira (que também tinha participado na nossa conversa) não chegou a enviar as suas previsões - daí que acho bem colocar aqui o link para as previsões dele, colocadas no seu blogue, aqui.

Então os votos nas categorias de cinema ficaram assim:


Acordo na maioria das categorias, com o Pedro a apostar forte no "I Am Love" para Melhor Filme Estrangeiro, o Tiago a apostar na Helena Bonham-Carter para Melhor Actriz Secundária (e o Samuel a escolher a Melissa Leo) e alguma divisão no voto para Canção Original.

E nas categorias de televisão ficaram assim (o Samuel não deu opinião aqui, infelizmente):


Já nas categorias televisivas... tenho que dizer que a maioria das minhas previsões batem com as do Tiago. De qualquer forma, percebo e até acharia interessante se qualquer uma das apostas do Pedro e do Gonçalo no "Carlos" se revelassem frutíferas (seriam de facto surpreendentes). Acho também interessante que para os três haja uma Série - Drama diferente (qualquer uma delas com chance de vencer).


Quanto às minhas...Já cá estão (aqui).

E que pensam vocês destas previsões? Quais as vossas previsões?


10 for the Oscars, Oscars for 10 - Meeting #2 - Parte 2



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Meeting #2: Fim-de-semana dos Globos de Ouro e BFCA Critics' Choice Awards


- Parte 2 -



Como a primeira parte não teve grande adesão, vamos tentar uma abordagem diferente a ver se conseguimos recolher mais opiniões dos nossos leitores e obter mais comentários acerca das nossas opiniões. Desta vez, servi de moderador e pus algumas questões aos meus colegas bloggers, tendo participado no debate de forma conservadora (daí que a minha opinião será emitida num artigo à parte destes, para dar lugar à palavra dos meus colegas). A segunda parte das respostas deles seguem abaixo: 




Melhor e Pior Surpresa das nomeações para Globos de Ouro:

GONÇALO TRINDADE: A melhor foi, sem dúvida, todas as nomeações dadas a Black Swan. A pior é toda a secção de comédia, e a nomeação para Depp por Alice.

PEDRO PONTE: a melhor: a forte presença de Black Swan; a pior: a categoria de "Melhor Musical/Comédia" inteira.


TIAGO RAMOS: a melhor: Ryan Gosling e Michelle Williams nomeados pelos seus desempenhos em BLUE VALENTINE; a pior: As três nomeações para THE TOURIST. O esquecimento de GHOST WRITER.

SAMUEL ANDRADE:
Melhor surpresa: a boa presença de BLACK SWAN nas nomeações. Pior surpresa: os filmes nomeados a Melhor Comédia ou Musical (THE TOURIST ou THE KIDS ARE ALL RIGHT podem ser categorizados como Comédia?).


Surpresa Desagradável que esperam ter no anúncio dos nomeados dos Óscares

GONÇALO TRINDADE: O esquecimento completo de SCOTT PILGRIM VS THE WORLD, que merecia no mínimo uma nomeação para montagem e efeitos visuais. T

PEDRO PONTE: A quase certa ausência de SCOTT PILGRIM VS THE WORLD, nomeadamente nas categorias técnicas (Edição, Fotografia, Direcção de Arte, etc.).

TIAGO RAMOS: Várias nomeações, mesmo que técnicas, para ALICE IN WONDERLAND.

SAMUEL ANDRADE: Se THE SOCIAL NETWORK arrecadar a maioria dos prémios para o qual está nomeado.



Dos quatro favoritos (Portman, Firth, Adams, Bale), trocavam algum?


GONÇALO TRINDADE: Não, creio que todos esses nomes merecem realmente o lugar de favoritos à corrida. Portman, em particular, merecia todos os Óscares do mundo.  

PEDRO PONTE:
Não me posso pronunciar em relação a Firth, apesar de o mais provável ser tão fantástico como dizem, mas neste momento não trocava nenhum. 


TIAGO RAMOS: Mantinha todos, embora na categoria de Actriz Secundária preferia talvez a Hailee Steinfeld ou a Melissa Leo. Como actor secundário, mantenho a dúvida entre Bale ou Rush, mas hei-de tirar as teimas.

SAMUEL ANDRADE:
Não me desagradaria a vitória de Annette Bening. Para Actriz Secundária, acredito mais no Óscar para Melissa Leo (THE FIGHTER).


Filme estrangeiro que acham que não vai ser nomeado e devia:


GONÇALO TRINDADE: "CELDA 211", talvez... E enfim, o nosso "JOSÉ E PILAR". 

PEDRO PONTE: "DOGTOOTH"


TIAGO RAMOS: "I AM LOVE" e "DOGTOOTH"

SAMUEL ANDRADE: Podem ser dois? UNCLE BOONMEE WHO CAN RECALL HIS PAST LIVES (Tailândia) e, obviamente, MORRER COMO UM HOMEM (Portugal).



Quem é que merecia a nomeação e não a vai ter provavelmente:

GONÇALO TRINDADE: Tilda Swinton. E tenho um palpite que Nolan não vai ser nomeado como realizador...

PEDRO PONTE: Mila Kunis. 

TIAGO RAMOS: Michelle Williams e Ryan Gosling como Melhor Actriz e Melhor Actor, respectivamente. THE GHOST WRITER em diversas categorias, como Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Actriz Secundária. O esquecimento de Olivia Williams não devia ser possível.

SAMUEL ANDRADE:
Julgo que THE GHOST WRITER merecia ser, pelo menos, nomeado a Melhor Filme. Trata-se, contudo, de uma obra que perdeu a “corrida”.


Franco ajudado ou prejudicado na votação por ser apresentador?


GONÇALO TRINDADE: É uma questão interessante, mas acho que não vai alterar nada. A Academia há-de ter maturidade suficiente para não se deixar afectar por isto... espero.


TIAGO RAMOS: Não vai ter qualquer influência. Contudo se me perguntarem se acho "ético" responderia que não.

PEDRO PONTE: Ajudado penso que nunca será. A sua interpretação é fabulosa e inteiramente merecedora, apesar de me parecer óbvio que o vencedor será Firth, um actor com uma carreira longa e que já merece um Óscar desde há uns bons anos. Independentemente de ganhar ou não, nunca será por ser o apresentador.

SAMUEL ANDRADE: Prejudicado. Contudo, e embora ainda não tenha visto a sua interpretação no 127 HOURS, o Óscar dificilmente fugirá a Colin Firth.



Banda Sonora: quem se vai juntar a Reznor, Zimmer e Desplat?



GONÇALO TRINDADE: Bem, devia ser Clint Mansell (BLACK SWAN), mas infelizmente... talvez Powell, por HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, ou Daft Punk (TRON: LEGACY). 

PEDRO PONTE: A.R. Rahman (127 HOURS) e Carter Burwell (TRUE GRIT) [n.d.r.: é ineligível]. 


TIAGO RAMOS: Danny Elfman (ALICE IN WONDERLAND) e AR Rahman (127 HOURS).

SAMUEL ANDRADE: A.R. Rahman (127 HOURS) e Danny Elfman (ALICE IN WONDERLAND).


Qual a banda sonora favorita do ano?


GONÇALO TRINDADE: Daft Punk - TRON: LEGACY.

PEDRO PONTE: Irremediavelmente Zimmer, por INCEPTION.  

TIAGO RAMOS: THE GHOST WRITER, de Desplat.

SAMUEL ANDRADE: Sem hesitações, a de THE SOCIAL NETWORK!




E para vocês, quais são as bandas sonoras favoritas do ano?
E que pensam acerca das nomeações dos Globos? Esperam alguma surpresa logo à noite?
[ainda para vir: parte 3]

10 for the Oscars, Oscars for 10 - Meeting #2 - Parte 1



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Meeting #2: Fim-de-semana dos Globos de Ouro e BFCA Critics' Choice Awards


- Parte 1 -



Como a primeira parte não teve grande adesão, vamos tentar uma abordagem diferente a ver se conseguimos recolher mais opiniões dos nossos leitores e obter mais comentários acerca das nossas opiniões.
Desta vez, servi de moderador e pus algumas questões aos meus colegas bloggers, tendo participado no debate de forma conservadora (daí que a minha opinião será emitida num artigo à parte destes, para dar lugar à palavra dos meus colegas). A primeira parte das respostas deles seguem abaixo: 



GONÇALO TRINDADE (Ante-Cinema): Acho que os Globos de Ouro têm vindo a perder credibilidade ao longo do tempo. Distanciam-se cada vez mais dos Óscares, não sendo hoje em dia uma boa forma de prever os nomeados. Valem mais pela cerimónia que outra coisa qualquer. Os Óscares, por seu lado, são a opinião de Hollywood... e valem apenas como isso. Têm credibilidade, claro, e é raro poder apelidar de mau filme um que está presenta na cerimónia como nomeado, mas hoje em dia o público começa cada vez mais a abrir-se para os tipos de filmes que a Academia, ainda bastante conservadora, infelizmente não gosta de premiar.


PEDRO PONTE (Ante-Cinema): Se começar pelos Globos temo que a resposta seja um categórico "quase nenhuma". Já foi maior, não apenas a sua credibilidade, mas o seu valor em termos de reconhecimento do trabalho que foi desenvolvido ao longo do ano e a sua importância em termos de "previsões" com vista aos Óscares. Em relação a estes últimos, têm igualmente vindo a perder cada vez mais credibilidade ao longo dos anos, mas continuam a ser os Óscares e por isso mesmo devem a si mesmos manter um nível mais alto. Pelo menos é o que qualquer cinéfilo espera.


SAMUEL ANDRADE (Keyser Soze's Place): No seu estatuto de cerimónias totalmente viradas para o show business, a sua credibilidade varia conforme os gostos do espectador/cinéfilo. Contudo, e como consequência dos nomeados para a categoria Comédia ou Musical, os Globos ganharam a “má fama” de privilegiarem títulos com apelo comercial em detrimento dos que podem ser considerados dignos de prémios — e o mesmo se aplica às escolhas nas interpretações. Quanto aos Óscares, apesar de todo o espectáculo montado à sua volta, continuam a gozar de uma credibilidade muito maior, tendo em conta a sua história (sem dúvida, pelo “peso” de vencedores e vencidos anteriores) e a adesão pública por esta cerimónia.
 

TIAGO RAMOS (Split Screen): Os Globos de Ouro têm vindo a perder a credibilidade ao longo dos anos. E estas nomeações foram o culminar de algo que já se vinha a notar: são nomeações populistas, que mais se assemelham a uns meros prémios da MTV que se baseiam única e exclusivamente na visibilidade dos realizadores e actores envolvidos no filme, bem como a sua bilheteira. Os Óscares têm vindo a perder o seu interesse. A extensa corrida de prémios anteriores e o facto da cerimónia ser a última, retira-lhe todo o potencial efeito surpresa. Contudo, têm caminhado bem no sentido da reaproximação do grande público.



 
GONÇALO TRINDADE: Acho que foi uma escolha inspirada, apesar de ter medo depois do desastre que foi quando se teve a dupla Baldwin/Martin. Hathaway não tem nada a provar a ninguém, e tem um potencial cómico enorme. Creio que se vai revelar como uma verdadeira entertainer, tal como foi Hugh Jackman (naquela que foi das melhores cerimónias que alguma vez vi). Franco tem carisma, mas não lhe dou tanta confiança. Creio que se safará muito bem, mas foi uma escolha audaz e arriscada. Estou curioso para ver como se vai safar. Estas duas escolas são, claro, sinal daquilo que a Academia tenta cada vez mais fazer: chegar a um público mais jovem.


PEDRO PONTE: Em relação a Anne Hathaway e James Franco, são escolhas que fazem todo o sentido. Sempre fui da opinião que a Academia tem obrigatoriamente que apostar em sangue novo, em promover uma revolução que troque as visões do cinema antiquadas e desactualizadas que imperam por outras menos limitadas. Sendo isto obviamente aplicável aos apresentadores e a tudo o resto, especialmente aqueles que votam. Daí achar que Hathaway e Franco são precisamente o exemplo perfeito dessa mudança, dois jovens actores (americanos) imensamente talentosos, carismáticos e com excelente timing cómico. Em relação a Ricky Gervais e aos Globos, é a única opção que faz sentido. Tem sido a melhor coisa da cerimónia nos últimos anos e mudar isso seria absurdo.


SAMUEL ANDRADE: Tendo em conta o ambiente relaxado dos Globos de Ouro (com álcool à mistura), Ricky Gervais sente-se em “casa”. As escolhas de James Franco e Anne Hathaway seguem a linha de rejuvenescimento da cerimónia que a Academia, de há uns anos a esta parte, tem levado a cabo. Se é boa ou má opção, não consigo emitir opinião: são caras conhecidas do grande público, mas a pouca experiência em eventos deste género poderá saldar-se num resultado final menos positivo.


TIAGO RAMOS: Quanto aos Globos, não morro de amores por Ricky Gervais, nem percebo bem a ideia de repetir o apresentador. Mas como se diz que em equipa vencedora não se mexe... Já quanto aos Óscares, Anne Hathaway e James Franco são uma forma da Academia se aproximar de um público mais jovem, que se tem distanciado desta cerimónia. São ambos jovens, bonitos e divertidos. A participação de James Franco em SNL comprova-o, bem como o número musical de Anne Hathaway com Hugh Jackman na cerimónia de há dois anos atrás.


 
GONÇALO TRINDADE: Sim, a Academia concorda cada vez mais com o que a crítica no geral diz. Claro que houve o fenómeno Crash há uns anos, mas hoje em dia na lista de nomeados só se vêem filmes de que a crítica, no geral, gostou. A partir do momento em que um filme consegue o consenso geral da crítica como grande filme, é mais um passo para estar na cerimónia desse ano.

PEDRO PONTE: Parece-me óbvio. O reconhecimento da Academia é um reflectir do sucesso comercial e crítico, e sempre foi. Independentemente de nomearem (e inclusive premiarem) algum trabalho que passou mais um menos debaixo do radar das massas, é e sempre será uma organização que dá destaque aos filmes e aos intervenientes que reúnem consenso, não aos que dividem e promovem discussão. 


SAMUEL ANDRADE: Se atentarmos aos favoritos aos Óscares de todos os anos, observamos um consenso crítico positivo quase consensual. No entanto, nem sempre os mais aclamados arrecadam a principal estatueta. Mas não existem dúvidas de que um filme bem recebido pela imprensa especializada é sempre candidato a vencedor da noite…


TIAGO RAMOS: Tenho a opinião contrária. Cada vez menos a aclamação crítica tem importância. Ou melhor: continua com a mesma importância que tinha em anos anteriores, mas começaram a dar preferência também a outros factores, como o sucesso no box office. Um exemplo disso foi a nomeação de The Blind Side para Melhor Filme, que deu o Óscar de Melhor Actriz a Sandra Bullock.




GONÇALO TRINDADE: Acho que a Academia, no geral, gosta de premiar o extraordinário dentro do conservador. Raramente vejo filmes que possa chamar de medíocres na cerimónia, mas o gosto da Academia é, ainda, limitado.


PEDRO PONTE: Provavelmente os dois. Em primeiro lugar, é uma Academia americana e, como tal, uma grande percentagem do que nomeia e premeia provém de Hollywood. E todos sabemos que Hollywood é igualmente capaz do extraordinário e do medíocre. A sua principal responsabilidade deve ser optar pelo primeiro, mas muitas vezes não consegue resistir ao segundo, porque vem acompanhado de vestidos bonitos e caros, e o principal ancestral dos Óscares é precisamente o glamour. 


SAMUEL ANDRADE: Julgo que nem um nem outro. A Academia avalia o que é considerado como de qualidade para as massas. Numa opinião bastante pessoal, raramente o extraordinário é nomeado e/ou premiado.


TIAGO RAMOS: Acho que continua a avaliar o extraordinário. Mas tem que "jogar" com o que existe e nem sempre a oferta é excelente.




GONÇALO TRINDADE: Creio que se deverá manter o actual. A última cerimónia não correu muito bem, verdade, mas isso foi acima de tudo por causa dos apresentadores. Creio que este novo formato resulta muito bem, no geral.

PEDRO PONTE: Parece-me que manterá a teatralidade e maior rapidez dos últimos dois anos, o que provavelmente será a melhor opção. 

SAMUEL ANDRADE: Pela inusitada escolha dos apresentadores, acredito que também ocorra alguma novidade. 

TIAGO RAMOS: Para mim é-me absolutamente indiferente. No entanto gostei dos nomeados introduzidos por pessoas que efectivamente os conheciam e não apenas por anteriores vencedores da categoria.


E vocês, leitores, que pensam?
A Academia escolhe o extraordinário ou o medíocre? E qual o papel dos críticos nisto?
É melhor as apresentações dos actores serem feitas pelos amigos ou por antigos vencedores?
E qual a vossa opinião dos apresentadores deste ano?
 
[Amanhã - partes 2 e 3]


10 For the Oscars, Oscars for 10 - Meeting #1 - Parte 2



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Meeting #1: Favoritos; Globos de Ouro

- Parte 2 -



Nesta nossa primeira discussão só marcaram presença o GONÇALO Trindade, a ANA Alexandre, o TIAGO Ramos, o PEDRO Ponte, eu (JORGE Rodrigues), o DIOGO Figueira e o SAMUEL Andrade (ocasional participação do FERNANDO Ribeiro e do JOÃO Samuel Neves). O realce a dourado tem razão de ser - é assim que daqui em diante vamos referir-nos aos diversos intervenientes na discussão.

Na segunda parte da nossa discussão, foram discutidos Globos de Ouro, potenciais nomeados, favoritos pessoais e tivemos acusadores apaixonados de "pérolas" deste ano como "Eat, Pray, Love" e pérolas, no bom sentido do termo, como "Scott Pilgrim vs. The World".


O resultado desta conversa foram estas tabelas que contêm a nossa previsão colectiva. Restringimo-nos às categorias principais (Melhores Filmes, Melhores Actores e Actrizes e Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz Secundária - não discutimos Melhor Realizador por falta de tempo).
















Amanhã (14 de Dezembro, dia de anúncio dos nomeados dos Globos de Ouro - por volta da hora do almoço) veremos quem acertou mais! Boa sorte a todos!

  • E quanto a vocês? Vão fazer previsões para amanhã?
  • Algum favorito pessoal que queiram que vença o Óscar?
  • E querem que divulguemos o texto integral da Parte 2 ou preferem assim?
  • Que vos parece a iniciativa?


Deixem-nos o vosso feedback nos comentários.






10 For the Oscars, Oscars for 10 - Meeting #1 - Parte 1



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.

NOTA: Antes que me esqueça, deixar o agradecimento pelo design do poster e do logotipo ao Diogo Figueira (A Gente Não Vê). Um belíssimo trabalho.


Meeting #1: Favoritos; Globos de Ouro

- Parte 1 -



Nesta nossa primeira discussão só marcaram presença o GONÇALO Trindade, a ANA Alexandre, o TIAGO Ramos, o PEDRO Ponte, eu (JORGE Rodrigues), o DIOGO Figueira e o SAMUEL Andrade (ocasional participação do FERNANDO Ribeiro e do JOÃO Samuel Neves). O realce a dourado tem razão de ser - é assim que daqui em diante vamos referir-nos aos diversos intervenientes na discussão.

Então, para dar o pontapé de saída na discussão, no intuito de criar conversa, o moderador (eu) começou por fazer esta pergunta:

"Têm algum favorito especial para vencer um Óscar este ano?"



JORGE: Gostava sinceramente que Christian Bale (actor secundário, "The Fighter") e Alexandre Desplat (compositor, "The King's Speech"/"The Ghost Writer) vencessem um Óscar este ano, até porque as suas carreiras já o mereciam. 

TIAGO: Colin Firth (actor, "The King's Speech"), para compensar a injustiça de não ter vencido o ano passado pelo sublime "A Single Man". 

PEDROPelo que já fez e continua a fazer, pelo que já deu ao cinema e pelo que continua a dar, a Academia já deve um Óscar ao Leonardo DiCaprio (actor, "Shutter Island"/"Inception") há muitos anos.

JORGE: Firth no "A Single Man" foi extraordinário. Não ganhou porque as forças a puxar pelo Jeff Bridges eram mais fortes. Depois referiu que não se importou que ele ganhasse, até porque estávamos a falar do maior actor americano vivo.

ANA: Queria ver a Annette Bening (actriz, "The Kids Are All Right") nomeada para actriz secundária para darem à Natalie [Portman] (actriz, "Black Swan") o de actriz principal, assim podendo as duas vencer um Óscar cada.

JORGE: Também eu queria, ANA. Infelizmente, tal sonho é algo impossível, pois a Annette Bening é tão protagonista quanto [Julianne] Moore em "The Kids Are All Right" e não faz sentido essa troca. Só se fosse pelo "Mother and Child"...

JORGE: Alguém aqui acha que o DiCaprio tem hipóteses de ser nomeado, seja pelo "Shutter Island", seja pelo "Inception"?
DIOGO: Desplat e Bale merecem. Mas não sei até que ponto é que o Bale o merece este ano. Acho que perduraria o sentimento de injustiça, se dissociássemos os prémios da performances. O mesmo para o Firth, se bem que acredito que o venha a merecer e mesmo a ganhar, com o buzz com que anda o filme. O DiCaprio admito pelo "Shutter Island", não tanto pelo "Inception". Mas quem eu gostava mesmo de ver ganhar: Eduardo Serra (fotógrafo, "Harry Potter and the Deathly Hallows, Part 1")

JORGE: Piada teria um upset da Nicole Kidman (actriz, "Rabbit Hole") no Drama. Isso é que ia achincalhar a corrida.

ANA: Bem, já fizeram isso algumas vezes, tentar pedir nomeação para um papel secundário (no caso da Kate Winslet era para ver se ela ganhava os dois).

 
GONÇALO: Que ou Colin Firth ou DiCaprio ganhassem. O DiCaprio bem merecia, pela interpretação espantosa que deu no "Shutter Island"; o Firth já tem um Óscar à sua espera desde o "A Single Man". 

PEDRO: Acho que merece pelos dois, sinceramente. Mas tendo que escolher, seria pelo "Shutter Island". PS: como uma das duas únicas pessoas que já viu o "Black Swan", a interpretação da Natalie [Portman] é uma das melhores da década. Mas o Óscar vai para a Jennifer [Lawrence] (actriz, "Winter's Bone). 

TIAGO: E se o Óscar for para a Jennifer [Lawrence], embora a minha preferida seja a Natalie, acho plenamente justo. Aquela miúda é brilhante. Mas sinceramente, não acho que ganhe. 

GONÇALO: Plenamente de acordo. "Black Swan" = interpretação de uma carreira. por mim, era Óscar dado de bandeja. 

DIOGO: Na verdade, eu gostava de ver "Shutter Island" na categoria de Melhor Filme. Estou a meio de uma revisão do filme, com um colega, e estamos a descobrir ali pormenores de génio. 

ANA: Eu desde que vi a Natalie Portman em "Star Wars" que acho que ela tem tudo para ganhar um Óscar (não pelos papéis na época, mas por se revelar boa actriz desde logo). Este era o papel que tinha tudo para ela ganhar. 

SAMUEL: Eu gostava de ver Trent Reznor (banda sonora, "The Social Network"), pelo menos, entre os nomeados... 

JORGE: Neste momento há uma forte possibilidade de termos a Jennifer Lawrence a ganhar, porque acho mesmo que Bening e Portman vão fazer split dos votos. Mas claramente que o Óscar é para a Portman perder. Sem dúvida.

SAMUEL: E sim, Colin Firth merece o Óscar, nem que seja para vingar a derrota do ano passado. 

TIAGO: Aí está outra coisa que também acho complicado: a banda sonora de "The Social Network" ser nomeada. Concordo plenamente SAMUEL. E é pena!

JORGE: Uma coisa é certa: Colin Firth é a coisa mais assegurada que temos neste momento. 

TIAGO: Eu cá acho que ganha a Bening. É um ajuste de contas. 

JORGE: A BSO de Trent Reznor devia ser claramente nomeada (ganhar já não sei). Electrónica é sempre complicado de vender à Academia...

ANA: Quanto à secção masculina... bem, o Firth ficou com um Óscar a menos pelo ano passado, mas o DiCaprio, coitado, já merecia qualquer coisa...


DIOGO: E quanto ao Javier Bardem, pelo "Biutiful"? Estou muito expectante.
GONÇALO: Eu tenho a dizer que acho que o "Shutter Island" merecia Melhor Filme. É, simplesmnete, um dos melhores de Scorcese.

TIAGO: O DiCaprio merece, mas não vai sequer ser nomeado.

DIOGO: E a banda sonora do "Shutter Island"? Mais uma categoria...
JORGE: Também gostava, TIAGO, mas... Portman tem interpretação da carreira + idade apropriada para vencer 1º Óscar + melhor intepretação que Bening (aparentemente) + muito boa vontade dentro da Academia (que a considera uma clara candidata para vencer um Óscar eventualmente). Difícil de bater.

SAMUEL: Seria inusitado, eu sei, mas totalmente merecida. E Wally Pfister, o director de fotografia de "Inception", também seria porreiro.

JORGE: "Shutter Island" devia ganhar Fotografia. Ou "Inception". Um deles.
FERNANDO: Christian Bale para Actor Secundário. Segundo o Peter Travers, "The Fighter" vai ser um bom candidato.

TIAGO: Estou completamente satisfeito com essa escolha.

DIOGO: E "Shutter Island" para Melhor Argumento Adaptado? E sim Fotografia também concordo JORGE.


GONÇALO: O "Shutter Island" não vai ter grandes nomeações... não foi aclamado como eu, pessoalmente, esperava que fosse.

TIAGO: "Shutter Island" merece a fotografia, totalmente.

SAMUEL: Serei o único aqui que não vê "Shutter Island" como candidato?

DIOGO: É verdade, GONÇALO. E já está um pouco esquecido.

JORGE: O DiCaprio precisa claramente de fugir aos filmes high-profile para ganhar um Óscar. O problema é basicamente ele já ser uma grande estrela e sempre protagonista com 30 e picos anos. Hollywood gosta de dar Óscares a homens mais velhos.

FERNANDO: Não és o único, SAMUEL. Esqueçam o "Shutter Island", apesar de ser bom filme como é óbvio. 

GONÇALO: Por mim, desde que dêem o de Montagem (Edição) ao "The Social Network", eu fico satisfeito.

JORGE: PEDRO, para mim este é o ano em que Aronofsky vai marcar mais nomeações na Academia.

TIAGO: Pois, "Shutter Island" estreou em Janeiro, vai ser muito complicado.

JORGE: E SAMUEL também não acho que o "Shutter Island" vá ter grandes nomeações.

DIOGO: Concordo GONÇALO, grande montagem.

SAMUEL: Não é pela sua estreia antecipada, é que nunca me pareceu ter argumentos ou pretensões a tal...

DIOGO: O [Aaron] Sorkin (argumentista, "The Social Network") também anda com  imenso buzz para Argumento e eu, curiosamente, acho mesmo que é isso que falha no filme.

TIAGO: Eu acho que o Sorkin merece o Óscar.

SAMUEL: Tiago, o "The Hurt Locker" (vencedor de seis Óscares em 2009) também estreou por essa altura e foi o que se viu. A data de estreia nem sempre é redutora.

JORGE: O Sorkin tem Argumento Adaptado no papo.

DIOGO: Eu também acho que tem, mas não concordo.

PEDRO: Acho que nada no "The Social Network" falha. É um filme imaculado. Mas não me disse quase nada.


JORGE: Falou-se cá do Bardem... Tem vindo a perder TANTO buzz. E a [Leslie] Manville  (actriz, "Another Year") a ganhar, o que é estranho. E concordo plenamente PEDRO, tecnicamente perfeito.

SAMUEL:  Continuo a achar o "The Social Network" sobrevalorizado.

TIAGO: O Bardem não tem hipótese, basicamente. A Manville tem a nomeação quase certa... mas não sei.

GONÇALO: E mesmo o "Black Swan" não sei... Demasiado "forte" para a Academia. Vai demasiado ao extremo. Há muita crítica por aí a dizer mal do clímax do filme, que é puro Aronofsky do início ao fim (also known as: absolutamente genial).

 
PEDRO: Também acho, SAMUEL.
SAMUEL: E Natalie Portman é uma quase certeza para actriz, não?

ANA: "The Social Network" é um bom filme, mas... não é o melhor do ano.

GONÇALO: O "The Social Network" é puro virtuosismo. Como o Fincher sempre nos habituou, aliás.

PEDRO: Nomeação sim, SAMUEL. Mas já disse e mantenho: ganha a Jennifer [Lawrence]. 

SAMUEL: Estou a ver a Annette Bening com mais probabilidades de concorrer com a Portman do que a Jennifer Lawrence... que se calhar até merece, dizem que é uma estreia espantosa!

TIAGO: Não sei se ganha Ponte, tenho dúvidas. Para mim a [Carey] Mulligan também merecia o ano passado e não ganhou. A Academia gosta das novatas, mas não lhes tem dado o prémio. Veja-se a Saoirse [Ronan] também.

ANA: Ponte e Gonçalo, vocês que já viram o "Black Swan"... não é propriamente um filme muito a pender para os Óscares, pois não? Dá-me essa ideia...

TIAGO: Sim, SAMUEL. A Jennifer Lawrence traz o filme todo às costas! 

JORGE: "Black Swan" será (provavelmente) só Portman, Filme e... Aronofsky em dia bom. 

PEDRO:  Mas é americana, TIAGO. O que faz toda a diferença. Eles gostam de consagrar, mas também de surpreender e fazer uma carreira. E ela é assombrosa.

TIAGO: Sim, em parte concordo PEDRO. 

GONÇALO: ANA, não, o "Black Swan" não é nada a pender para os Óscares, vai demasiado ao extremo, não é nada o género de coisa que a Academia gosta de presentear.

TIAGO: Mas o filme não é fantástico, SAMUEL. É bom, claro. Muito maduro, adulto. Mas é a Jennifer Lawrence que faz o filme.

 
DIOGO: E o que pensamos de "Somewhere"?

ANA: Pois GONÇALO, é essa a ideia que me dá. Eles gostam de coisas emotivas, mas não demasiado. Não gostam de filmes que provoquem reacções demasiado fortes.

SAMUEL: "Somewhere" é outro que parece nunca ter agarrado a corrida...

TIAGO:  ["Somewhere"] talvez nos faça uma surpresa, só pelo nome que é. Mas duvido muito do seu poder nos Óscares...

DIOGO: Também tenho sinceras dúvidas.
SAMUEL: A Annette Bening já tem quê, 2 ou 3 nomeações, certo?  [n.d.r.: 3 nomeações: "The Grifters"; "American Beauty"; "Being Julia"] Talvez esteja na hora da "consagração"...

TIAGO: Pois, SAMUEL. É a minha ideia também. 

JOÃO: E já que ninguém falou aqui... E os Irmãos Coen?

 
Parte 2 deste Meeting #1 dentro de minutos. Stay tuned.

10 For the Oscars, Oscars for 10 - Prelúdio



Primeiro há que pedir desculpa. Sendo eu um fiel "Oscarologist", ando completamente perdido naquela que devia ser a "minha" época do ano. Já anunciaram os Satellites, os grupos de críticos de Detroit, de Los Angeles, de Nova Iorque, o NBR, os BFCA, o NYFCC,  os Gotham, entre outros e eu sem anunciar nada por estes lados. Já lá iremos. Temos tempo. Até Fevereiro há um longo caminho a percorrer. E este ano decidimos  fazer algo diferente e ajudar quem por aí quer entender alguma coisa de como funcionam nomeações para Óscares e prognósticos, este é o sítio certo para parar.


Bom...
Eis que me sinto muito honrado de iniciar uma nova rubrica no Dial P For Popcorn, rubrica esta que esperemos que se possa repetir por muitos anos e que esperemos que venha a ter sucesso. Esta rubrica é fruto da parceria entre o nosso blogue e outros sítios na Internet onde escrevem pessoas - amigos - cuja opinião muito respeito e admiro. Apresento-vos então...


"10 for the Oscars, Oscars for 10"

Em que consiste?
Uma série de sete reuniões entre bloggers para discutir todos os assuntos relacionados com os Óscares e os variados precursores (Globos Ouro, SAG, BFCA...). O produto destas frutíferas discussões será colocado on-line para fomentar ainda mais discussão.
 

Quais os participantes?
O certame deste ano, por assim dizer, traz-nos estes dez formidáveis (incluindo eu) bloggers: Ana Alexandre e Tiago Ramos (Split Screen Blog), Fernando Ribeiro, Gonçalo Trindade e Pedro Ponte (Ante-Cinema), Samuel Andrade (Keyser Soze's Place), Diogo Figueira (A Gente Não Vê), Jorge Rodrigues e João Samuel Neves (Dial P For Popcorn) e Roberto Simões (Cineroad).
 


O resultado da nossa primeira discussão a vir dentro de alguns minutos. Stay tuned.