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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Revisão da Televisão em 2010: Parte 1

Para entrar na nova temporada televisiva que está quase a começar (e eu estou consciente do facto de várias séries - algumas que eu sigo - já se encontrarem em exibição, mas essas já contam para a nova temporada, não para a que encerrou com a entrega dos Emmys) eu preciso de arrumar com a minha revisão das temporadas das séries em 2010. Vou então proceder à revisão das séries que vi em 2010 de seguida, em quatro posts (#31-40, #21-30, #11-20 e #1-10). Espero que deixem ficar a vossa opinião.




#40. ENTOURAGE

Temporada: 6
Nota: C+

Crítica: Parece mesmo que eles deixaram de tentar contar histórias interessantes, não é? E parece que o tempo de "Entourage" está a chegar ao fim. Até Ari Gold parece já não ter a piada de outros tempos (claro que Jeremy Piven continua a dar boas prestações nesse papel, mas não é isso que aqui se discute). Algumas storylines que demoraram muito tempo a encontrar resolução, Vincent e a sua habilidade para não fazer nada chegaram mesmo a tirar-me do sério em mais que uma ocasião e a falta de interesse que se vem agravando nos personagens secundários da série, excepção feita a Ari, é gritante. Graças a Deus que a 7ª temporada tem-me parecido melhor senão teria feito o funeral de vez. E ainda bem que 2011 será o último ano.

Melhor Episódio: Não é que haja muitos para escolher, por isso vou com "Berried Alive" (6.10, B/B+).
Quem sobressaiu: Jeremy Piven



#39. GOSSIP GIRL

Temporada: 3
Nota: C+

Crítica: Alguém que me recorde como é possível eu ter gostado desta série antes, por favor, que eu estou a precisar que me relembrem. Personagens gastas, histórias mil vezes contadas na série, discussões intermináveis que acabam sempre com o resultado mais previsível, algumas storylines de me pôr a arrancar cabelos (já todo o mundo sabe que Serena é burra, mas tanto?) e só se safa mesmo a interpretação de Meester no meio da confusão. Quarta temporada que não aguardo, isso é certo. Só se as coisas melhorarem muito.

Melhor Episódio: De longe, "The Treasure of Serena Madre" (3.11, A-). Nunca me tinha rido tanto num drama.
Quem sobressaiu: Leighton Meester


#38. HOW I MET YOUR MOTHER

Temporada: 5
Nota: B-

Crítica: Talvez esta série não merecesse um lugar tão baixo no meu ranking, mas o facto de ser uma série tão querida por mim e tão bem explorada nas suas duas-três primeiras temporadas e depois ter tal declínio na sua quarta temporada (B-), seguida desta terrível quinta, não me podem culpar de ter agido de forma raivosa e decidir castigar a série. O claro substituto de "Friends" era, até 2008, inteligente, sensível, divertido, genialmente absurdo, criou uma personagem lendária (Barney Stinson) e deu-nos uma série que vale a pena ver e rever várias vezes. No pós-2008, veio o desastre, que atingiu novas proporções esta temporada: nada tinha seguimento, nada fazia sentido a maioria das vezes e se algum episódio era de todo engraçado era mais pelo talento do elenco do que pela escrita dos argumentistas. Salvou-se, uma vez mais, Neil Patrick Harris.

Melhor Episódio: Declaro um empate entre "The Playbook" e "The Perfect Week" (5.08 e 5.14, ambos B+). Desta temporada só gostei de mais dois episódios ("Girls vs. Suits" e "Rabbit or Duck") - mas é claro que me ri com mais alguns.
Quem sobressaiu: Neil Patrick Harris




#37. BROTHERS & SISTERS

Temporada: 6
Nota: B-

Crítica: Esta série tem tido temporadas substancialmente mais fracas a cada ano que passa e este ano ela atingiu novo nível de ridículo por vezes, com episódios autenticamente saídos de uma novela mexicana. Não obstante isto, há que dar valor aos episódios que realmente mostram o excelente drama que Brothers & Sisters é. Esta foi uma temporada marcada por vários rombos em todas as personagens mas também com alguns momentos de felicidade, que assentou fundamentalmente em quatro grandes linhas narrativas: a doença de Kitty, a falência da Ojai Foods, a entrada de Luc na vida dos Walkers e o casamento de Justin e Rebecca. E não vamos esquecer aquele glorioso sprint final, com vários episódios de muito boa qualidade, com demasiadas storylines suculentas que, para os fãs da série que visitem e não queiram ver spoilers, não vamos relevar. Com a saída de vários actores principais da série, não lhe abono bom futuro e isto, somado ao facto de ter sido uma temporada algo medíocre, leva-me a não querer ver mais.

Melhor Episódio: Ou "Lights Out" (6.23, B/B+) ou "Nearlyweds" (6.10, B/B+)
Quem sobressaiu: Calista Flockhart



#36. WEEDS

Temporada: 5
Nota: B-

Crítica: Uma temporada mediana, a fugir muito ao que "Weeds" já foi noutros tempos (basicamente, a melhor comédia da televisão), com a grande maioria das histórias a serem completamente disparatadas e sem sentido nenhum e a grande parte das revelações e reviravoltas desta temporada a serem desvendadas de forma tão descolorida que até me deixou pena. Uma diferença algo interessante para a abertura da 6ª temporada, ao contrário do que foi feito em temporadas anteriores, foi terem deixado um cliffhanger, ou seja, terminaram a temporada no meio da acção - claro que para quem já está a acompanhar a 6ª temporada, que está a decorrer já nos Estados Unidos, já estará inteirado do que se passou depois. E algo que me chocou esta temporada foi mesmo o facto que eu não consogo simpatizar mais com Nancy Botwin. Ridículo. Ela, que noutros tempos eu chamaria de anti-herói, agora é pura e simplesmente estúpida e desgovernada. Não tem rumo na vida e volta sempre a erros passados. Não há pachorra.

Melhor Episódio: "Su-su-sucio" (5.03, B+) é aquele que me vem logo à cabeça.
Quem sobressaiu: Mary Louise Parker parece-me a escolha óbvia, embora eu ache que desde há dois anos para cá é Justin Kirk que é o MVP.


#35. GREY'S ANATOMY

Temporada: 6
Nota: B/B-

Crítica: Das séries todas da lista, foi a que teve a temporada mais errática. Começou pessimamente, depois lá encontrou o seu ritmo com dois episódios sucessivos brilhantes ("I Saw What I Saw", contado por perspectivas diferentes e "Give Peace a Chance", um episódio inteiro focado em Derek), voltou a cair ligeiramente nos episódios seguintes e só voltou a recuperar lá para o final, especialmente com o duplo episódio de final de temporada, que definitivamente iria para o meu top-10 de episódios de drama do ano inteiro de televisão. Agora o meu problema é que tanta irregularidade, tanta personagem a entrar e a sair, o drama com Heigl, os problemas na maioria dos episódios e algumas storylines ridículas tornam insuportável que eu consiga defender mais esta série. Não dá.


Melhor Episódio: O duplo episódio do final da temporada, em particular a primeira parte, "Sanctuary" (6.23, A-).
Quem sobressaiu: Patrick Dempsey



#34. NCIS: LOS ANGELES

Temporada: 1
Nota: B/B-

Crítica: Suponho que tenha que agradecer a Daniela Ruah por me ter levado a ver esta série. É que eu tenho alergia a C.S.I. e aos seus spin-offs e o mesmo se passa com este NCIS. Eu não queria ver a série. Só a vi por causa dela. E tenho que admitir que a série não é nada daquilo que eu inicialmente pensava. Inteligente por vezes, engraçada, divertida, nada parecida com aqueles policiais que tanto correm pela televisão (que já viu de tudo no género, desde "The Closer" até "Saving Grace"), boa química entre os actores (LL Cool J com boa interpretação, veja-se só!) e boa prestação do elenco - especialmente Linda Hunt (como é óbvio). Argumentos diversos e interessantes permitem que nunca se torne aborrecida e eu provavelmente voltarei a acompanhar esta série, este guilty pleasure, se assim o quisermos caracterizar, ainda não sei se durante o ano ou se a vejo toda depois do final da temporada.

Melhor Episódio: Tem vários que eu apreciei bastante, como "Callen, G." (1.24, B+) ou "Blood Brothers" (1.18, B+) ou então "Hand-to-Hand" (1.19, B+).
Quem sobressaiu: Poderia dizer Chris O'Donnell, mas a verdadeira estrela da companhia é a pequena Linda Hunt.


#33. PARENTHOOD

Temporada: 1
Nota: B

Crítica: Foi uma temporada pequena demais para avaliar em profundidade o valor da série, mas do que vi, gostei muito. Uma série que parecia ser para preencher buracos no calendário semanal da NBC (como "Cougar Town" também parecia fazer na ABC, a dar depois de "Modern Family") começou intermintentemente mas melhorou substancialmente por volta do quinto episódio, com um elenco impressionante, especialmente os jovens e que consegue crescer para um drama de qualidade substancial que é um mimo de seguir todas as semanas. Como volta a surgir só na mid-season, se poucos pilotos da nova temporada me excitarem, voltarei a esta série. Se não, só no Verão. De qualquer forma, para quem gosta de dramas familiares, é um must-see. E Lauren Graham num papel que era parecido com o de "Gilmore Girls", mas que se tornou completamente distinto. E Peter Krause numa personagem nada parecida com a sua de "Six Feet Under".

Melhor Episódio: Muitos episódios de grande nível, mas não posso deixar de escolher o querido final de temporada, "Lost and Found" (1.13, B+).
Quem sobressaiu: Como não podia deixar de ser, as duas grandes estrelas do programa, Lauren Graham e Peter Krause; ambos deviam ter sido nomeados para Emmy.



#32. HOUSE

Temporada: 6
Nota: B

Crítica: Mais uma temporada algo estranha para "House, M.D.", que começa de novo muito bem - com um episódio excepcional ("Broken"), que em situação normal deveria ter dado finalmente o Emmy a Hugh Laurie, tal a interpretação extraordinária durante as duas horas de episódio - e depois perde vapor a meio da temporada, de tal forma que os últimos cinco episódios são quase insuportáveis de tolerar (se bem que termina em alta - o final é fenomenal também). O que me tocou mais esta temporada foi a partida de Cameron (Jennifer Morrison), mesmo se o episódio em que ela partiu foi fraco e mesmo se a sua partida é algo injustificada. Foi um momento fulcral da temporada e a actriz e Laurie venderam-no bastante bem. De resto, as interpretações do elenco secundário foram dolorosas, excepção feita a Lisa Edelstein (Cuddy), claro está, pois as suas personagens parecem, ao fim de seis anos, estarem verdadeiramente gastas. O romance entre House e Cuddy será um ponto de partida interessante para a sétima - provavelmente a penúltima - temporada de "House, M.D.".

Melhor Episódio: o primeiro logo, "Broken" (6.01 e 6.02, A-), com uma interpretação genial do protagonista (A+).
Quem sobressaiu: custa-me dizer isto, até porque eu estive quase a pôr Lisa Edelstein, mas Hugh Laurie foi (uma vez mais) o melhor em campo a temporada quase toda.


#31. HUNG

Temporada: 1
Nota: B

Crítica: Até me parece mal estar a redigir a minha crítica à primeira temporada de "Hung" quando já sei tanta coisa que se passou a seguir (fruto da segunda temporada estar a terminar na HBO - acaba para a semana), mas é assim, que se pode fazer? Alexander Payne criou uma série originalíssima que funciona como bom complemento a "Entourage" e que, não sendo uma comédia animadíssima, como o seu parceiro de domingo, é talvez a melhor comédia das duas. Tem um tipo especial de drama e humor seco, humor negro, que poucas séries conseguem explorar hoje em dia e tem dois protagonistas absolutamente especiais. Jane Adams e Thomas Jane têm finalmente os papéis que precisavam para aumentar um pouco o nível das suas carreiras e tenho que dizer que lhes assentam que nem uma luva. A série, por ser chancela da HBO, tem apenas dez episódios por temporada, o que lhe assenta bem, pois se fosse de canal público, além das implicâncias que teria à custa do sexo todo e da linguagem inapropriada, gastar-se-ia rápido em temporadas de mais de 20 episódios. Provavelmente não vai passar da terceira temporada (para a qual já foi renovada), mas "Hung" é excelente e vou seguir enquanto durar, com certeza.

Melhor Episódio: "A Dick and A Dream or Fight the Honey", o final de temporada (1.10, B+). 
Quem sobressaiu: qualquer um dos dois protagonistas, mas sem dúvida que em mim Jane Adams foi quem me deixou maior impressão.

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