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DIAL P FOR POPCORN

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DAFA TV 2011: Melhores Novas Séries

Tentarei que até ao final de Março os meus prémios de televisão deste ano estejam anunciados e entregues. Começamos pela categoria de MELHOR NOVA SÉRIE. Habitualmente, atribuo estes prémios no final da temporada de televisão de 2011 (Verão). Este ano, decidi fazer diferente e copiar, por assim dizer, o modelo dos Globos de Ouro, só atribuindo os prémios depois das novas estreias de 2011. Ainda assim, mantenho a minha decisão inicial de não contar com as séries que estrearam em 2011-2012 para a atribuição dos prémios, reservando para essas séries precisamente esta categoria, com dez nomeados. Sem mais demoras, aqui vos deixo as minhas dez séries favoritas do ano, em nenhuma ordem em especial (vencedores assinalados com #1, #2 e #3, respectivamente):



 "HOMELAND" (Showtime) #1

Dificilmente um produto com Claire Danes à cabeça na Showtime poderia falhar. E não falhou. Transformando o tão abusado tópico do terrorismo e da política governamental em algo excitante e refrescante, a série coleccionou fãs pelo ar maduro e sério com que encarou os assuntos e pela forma brilhante como estruturou a sua narrativa.


"2 BROKE GIRLS" (CBS)

Vivendo muito à custa da imparável química entre as protagonistas Kat Dennings e Beth Behrs, que conseguem vender uma piada parva como ninguém, "2 Broke Girls" sucede em fazer da CBS, imagine-se, um canal jovem e hilariante. Quem diria. Não é uma série muito sofisticada ou complicada de seguir, consegue atingir níveis de xenofobia e piadas subentendidas de índole sexual brutais, mas quando a série funciona, é de morrer a rir.



"ONCE UPON A TIME" (ABC)

Um vício. É absolutamente viciante e é a única razão para esta série figurar entre as melhores do ano. Não é bem escrita, não tem os personagens melhor desenvolvidos, nem sequer tem um fio narrativo que se perceba. Contudo, é envolvente, peculiar e fascinante demais para desistir de a ver.



"ENLIGHTENED" (HBO) #3

Para aqueles que acham que uma série pode fazer algo para mudar a nossa vida. Mordaz na forma como serve de crítica à sociedade contemporânea e aos seus valores morais, protagonizada irrepreensivelmente pela magnífica Laura Dern e inesperadamente divertida e inteligente, "Enlightened" torna o nosso mundo melhor só por existir.



"BOSS" (Starz) #2

Kelsey Grammer no melhor papel da sua carreira, rodeado por um elenco de actores soberbos e por uma história que proporcionou dos momentos mais fantásticos de televisão de 2011. Mal posso esperar por saber por que caminhos o incrivelmente corrupto Tom Kane (Grammer) nos vai levar na próxima temporada.



"REVENGE" (ABC)

"Revenge" veio ocupar, em mim, o lugar que "Desperate Housewives" vai esvaziar no final deste ano. Uma telenovela mascarada de drama sério, que eu vejo mais pelos olhares vingativos, pelo que os personagens dizem nas entrelinhas, pelos escândalos e confusões do que pelos mistérios e mortes e jogadas de poder. A busca incessante de Emily Thorne/Amanda Clarke (Emily VanCamp) em fazer justiça e a limpar o nome do pai é claramente, a meu ver, uma narrativa secundária, acessória, que só ajuda a tornar "Revenge" em algo mais especial. Assim via-se bem. Com tudo isto... Admira-se.



"NEW GIRL" (FOX)

Quem não é alérgico ao charme de Zooey Deschanel e conseguiu ver além dos três episódios iniciais, sabe que além de bastante satisfatória e consistentemente divertida, esta série consegue safar-se com a mais bizarra das histórias com uma naturalidade invejável. Bónus: tem o melhor personagem secundário da nova temporada. O Schmidt (Max Greenfield) é o mete-nojo com coração de ouro que todos sonhamos ser.



"WILFRED" (FX)

A premissa era absurda demais para dar alguma coisa de jeito. Afinal, quão crível é que uma série australiana sobre um homem normal que vê um cão como um homem vestido num fato de cão pudesse ter sucesso nos Estados Unidos, onde nada tem mais piada que gente socialmente inapta (sejam nerds, gordos ou o Charlie Sheen)? Pois bem, a FX provou que trazer Jason Gann, que imortalizou o original Wilfred na Austrália e juntá-lo a Elijah Wood funciona em pleno. Não só Wood foi a maior revelação cómica a saltar do mundo da sétima arte para o pequeno ecrã - o seu Ryan tem tanto de ridiculamente desesperante como de hilariantemente perdido - como Gann mostrou, uma vez mais, que tem talento para maiores voos. Quem ganha com isto tudo é a FX que é capaz de ser, na actualidade, o canal com o melhor rácio de qualidade em série (de "Justified" a "Archer", de "Sons of Anarchy" a "Louie").



"SUBURGATORY" (ABC)

Começou devagar e periclitante mas ganhou confiança e hoje em dia é uma série que não só produz do melhor humor em televisão como o faz com grande solidez e todas as semanas, sem falhar. Jane Levy confirmou todas as esperanças que se detinha nela como grande actriz de comédia e quem veio a surpreender foi mesmo Jeremy Sisto, que compensa a sua maior falta de reactividade com muita qualidade na comédia física. A série sucede além disso ao juntar a este fantástico duo actores de qualidade inegável como Alan Tudyk, Cheryl Hines, Chris Parnell e Ana Gasteyer, que se complementam e funcionam muito bem em conjunto. Parecia inicialmente o parente pobre do bloco de comédias de quarta-feira da ABC mas depressa se percebeu que "Suburgatory" ia ter sucesso.




Ex-aequo: 
"SMASH" (NBC) / "SUITS" (USA) / "TOUCH" (FOX)

Ainda não vi o suficiente de qualquer uma destas séries para merecer um lugar mais elevado na lista e por isso estas três séries partilham um honroso... 10º lugar, digamos. "Suits" já terminou a sua temporada mas ainda não consigo ter uma opinião formada acerca da mesma. Sim, é divertida, é ousada, é leve e interessante e é uma série bastante inteligente. Mas isso as séries da USA são quase todas (e eu acho mesmo que esta é um novo "White Collar" mas no ramo da advocacia e com pior qualidade). Preciso que se distingam mais das outras séries do canal para merecer maior admiração da minha parte. "Smash", por sua vez, é um valente sarilho. Ainda não vi um episódio do melhor que a série pode oferecer. A música é bestial (queriam muitos musicais - e "Glee" - escrever música desta qualidade) mas as histórias são um desastre. E a série não consegue sequer organizá-las de forma sincronizada e a não parecer a) coincidência quando a sequência narrativa é lógica e consistente ou b) completamente previsível e com acontecimentos de fazer revirar os olhos. Pior ainda para a série é o facto de possuir o personagem mais obnóxio, obsoleto e desprezível que há na televisão actual: o assistente Ellis. Alguém que o atire para debaixo de um autocarro, se faz favor. Finalmente, "Touch". O piloto prometeu. Muito. Não tenho dúvida que bem desenvolvida a série será das minhas melhores de 2012 quando daqui a um ano entregar estes prémios. Por agora... muita promessa somente.

E agora vocês: quais são as vossas séries favoritas de 2011? Falhei alguma grave?

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