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DIAL P FOR POPCORN

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Quentin Tarantino: Inglourious Basterds


O mais recente dos filmes de Tarantino (e embora eu ainda não fosse gente em 1994 ou não fizesse a mais pequena ideia do que era Cinema e Tarantino aquando da saída de Kill Bill), penso que Inglourious Basterds terá sido o filme com maior divulgação, box office e aceitação pelo público em geral. Na análise a este filme, penso que obtemos duas opiniões um pouco distintas: Para os mais fervorosos fans de Tarantino, Inglourious Basterds é visto como um belo filme, mas a satisfação que se retira não será a mesma de um Pulp Fiction ou de um Reservoir Dogs (nem penso que poderia ser). Para os fans dos filmes mais mainstream, principalmente aqueles para quem Inglourious Basterds é o primeiro contacto que têm com Tarantino, este é tido como um grande filme, dos melhores de 2009. São duas opiniões que respeito e compreendo.


No meu entender, Inglourious Basterds é um filme com grandes interpretações (como é o caso de Christoph Waltz, um desconhecido que limpou tudo o que era troféu desde Cannes até aos Óscars com uma das grandes interpretações da última década) e com pequenos momentos de uma genialidade enorme, ao melhor nivel de Tarantino, como a cena inicial em que Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) captura, com uma enorme classe, uma família de Judeus (ou não fosse a sua alcunha, que ostenta com orgulho, "Jew Hunter").


Inglourious Basterds é um filme dividido em 5 capítulos e que conta a história de um grupo (posso dizer, "heterogéneo") de Judeus, liderado por Aldo Raine (Brad Pitt) e que se orgulha de fazer frente ao regime Nazi, de uma forma tão eficaz, cuja fama se espalha pela Europa e leva a que, o próprio exército Nazi sinta receio destes guerrilheiros. A acção começa quando este grupo decide eliminar o Coronel Hans Land e este prova ser um osso muito duro de roer!

É um filme que mistura o melhor humor negro de Tarantino, com empolgantes cenas de acção e suspense. Toda a excitação (acho que foi o maior empurrão para tal) à sua volta levou-o a conseguir 8 nomeações na ultima edição dos Oscars, tendo garantido a inevitável estatueta para o papel de Melhor Actor Secundário que, no meu entender, seria criminoso caso não acontecesse.


Nota Final: B+

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Ano: 2009
Duração: 153 minutos

Quentin Tarantino: Death Proof


O mais fraco dos dois filmes de Grindhouse. O humor negro de Robert Rodriguez deixou-me completamente pasmado em Planet Terror e a pensar como é que alguem vai de Spy Kids até Planet Terror (ou até mesmo a participação em Sin City e a realização do mais recente Machete que embora ainda em fase inicial recebe em imdb.com uma boa pontuação).
Mas estamos aqui para falar de Quentin Tarantino e de Death Proof. Penso que em poucas palavras se explica a essência do filme. Stuntman Mike (Kurt Russell) e o seu carro "à prova de morte", um belo dodge challenger de 1970 é conhecido por ser um mortífero assassíno que percebe jovens mulher até as assassinar em brutais acidentes de carro.

Tudo lhe corre bem, e o filme começa com uma prova clara das potencialidades de Mike. Estamos num bar, e vemos aparecer Shanna (Jordan Ladd), Arlene (Vanessa Ferlito) e Jungle Julia (Sydney Poitier). Mike está sentado nesse mesmo bar. É então que Julia revela que fez, nessa mesma manhã um estranho anúncio na rádio: avisou que iria sair com as suas amigas nessa mesma noite e que, caso alguem visse Arlene, deveria pagar-lhe uma bebida, olha-la nos olhos enquanto recitava o poema "Stopping by Woods on a Snowy Evening" de Robert Frost e, no final chama-la de borboleta. Se tal acontecesse, Arlene teria que fazer a essa mesma pessoa, uma lap dance (a imaginação de Tarantino é uma fora de série...)
Mike convence Arlene a fazer-lhe a Lap Dance e depois disso, dá boleia a Pam (Rose McGowan) a empregada do bar. É aí que temos uma das frases mais marcantes do filme. Durante a viagem, Pam pergunta a Mike se o carro é seguro ao que este responde: “100% death proof, but to get the benefit of it, honey, you really need to be sittin’ in my seat!” e sem piedade e num brutal acidente, mata Pam, seguindo-se mais tarde Shanna, Arlene e Jungle Julia.

14 meses depois, somos confrontados com uma história em (quase tudo semelhante) a esta. Abernathy (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms), e Lee (Mary Elizabeth Winstead) são três raparigas com aspirações a Hollywood que se encontram estacionadas num Dodge Charger de 1969 em pleno Tennessee. Mike observa-as. A adrenalina, a vontade de matar começam aos poucos a tomar conta de si mas desta vez, há algo de diferente. Aos poucos o espectador começa a notar em pequenos pormenores, pequenas diferenças que culminam com um final surpreendente, talvez a melhor parte do filme. Ficará para sempre na minha memória a cena final e onde Tarantino dá mais uma prova da sua potencialidade e capacidade criativa.


Embora seja um filme uns furos abaixo daquilo a que Tarantino nos foi habituando, considero-o sem dúvida um bom filme e um bom registo de Tarantino. Melhor que Jackie Brown, é um filme que combina bem com a sua outra metade "Planet Terror" e tornou o projecto Grindhouse num dos grandes sucessos de 2007!

Nota final: B

Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Ano: 2007
Duração: 114 minutos


Quentin Tarantino: KILL BILL (2003-2004), Vol. 1 e Vol. 2



Até há pouco tempo recusei-me a ver Kill Bill. O cartaz não me convencia, a prespectiva de Tarantino num filme de acção também não. Assim que tive a ideia de vos fazer esta retrospectiva sobre o Quentin Tarantino, tive obrigatoriamente que o colocar no leitor de DVD.

E que grande surpresa eu tive! Atrás de Reservoir Dogs e Pulp Fiction, a grande distância dos restantes filmes de Tarantino, Kill Bill é uma obra de arte. É um filme de acção e uma história aparentemente simples sobre vingança. No entanto é uma história criada por Tarantino, o que é o mesmo que dizer, uma história carregada de humor negro, com uma fantástica banda-sonora (considero seriamente falar-vos sobre ela em breve nas crónicas sobre as soundtracks) e particularidades deliciosas como o mítico jipe Pussy Wagon.




Kill Bill conta-nos a história de uma noiva (Uma Thurman) cujo casamento é estragado por Bill (David Carradine) e pelo seu gang. Após 4 anos em coma e de um despertar inesperado, a noiva decide vingar-se daqueles que a tentaram tramar. Um a um, todos serão eliminados. São 4 os alvos a abater antes de chegar até Bill: O-Ren Ishi, Vernita Green, Elle Drive e Budd que, a mando de Bill, constituiam o Deadly Viper Assassination Squad.


Um filme cheio de acção, que no meu entender é o que menos me importa, embala-nos numa aventura intensa, numa saga dividida em 2 filmes (que aconselho sejam vistos de uma assentada), pensado ao cuidado por Quentin Tarantino e que mostra um lado que, embora já conhecido de Tarantino (o seu humor e os seus diálogos, embora menos em foco, continuam brilhantes) exposto de uma nova forma. É acção à moda de Tarantino!


Nota Final: A-

Trailer:



Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Duração: 111/136 minutos
Ano: 2003/2004

Quentin Tarantino: Jackie Brown



É um filme que já vi há uns 5 anos e como tal não tenho grandes recordações dele. Sei que é, dos filmes de Tarantino, o que menos gostei. Talvez discuta o ultimo lugar com Deadproof (do qual falarei em breve), não deixando de ser um belo policial que, se fosse da autoria de um comum mortal, eu próprio diria "sim senhor, óptimo filme" mas, ao ser da autoria do mesmo homem que criou Reservoir Dogs e Pulp Fiction, terei inevitavelmente de dizer que, sendo um agradável filme, não se compara em nada às suas duas primeiras películas.



Sem vos querer adiantar muito sobre a história, Jackie Brown (Pam Grier) é uma hospedeira de bordo que trafica dinheiro, entre os Estados Unidos e o México, sob as ordens de Ordel Robbie (Samuel L. Jackson), um traficante de armas que está a encher o seu baú para gastar após de reformar. Quando a polícia entra na história, por via de Max Cherry (Robert Foster) e Ray Nicolette (Michael Keaton), esta é aliciada a estabelecer com eles um acordo que a levaria a entregar-lhes Ordell. Sentido que esse mesmo acordo não a levará a lado nenhum, Jackie desenha um plano para conseguir baralhar todos, fugir e ficar com o dinheiro só para si. Será que consegue? A resposta a esta pergunta vão ter que a descobrir quando virem o filme!

Nota Final: B

Trailer:

Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Adaptação de Tarantino do livro de Elmore Leonard
Duração: 154 minutos
Ano: 1997

De Toy Story a Toy Story: o meu top da Pixar

Concluída então que (finalmente) está a minha crítica ao "Toy Story 3", torna-se para mim essencial fazer uma espécie de balanço. Devia até tê-lo feito quando muitos o fizeram, em 2009, quando a Pixar atingiu a dezena de filmes com "Up!". Contudo, optei por só fazê-lo agora, primeiro por considerar que não há qualquer hipótese de eu vir remotamente a gostar de "Cars 2" que é o filme que a Pixar lançará no mercado em 2011 e depois porque tive um ano para maturar a minha opinião sobre "Up!" que, diga-se, é bastante mais amado do que o que devia ser. Continua, todavia, a ser adorável e fantástico à mesma.


E o que é se entende por balanço? Pois bem, vou pegar nos onze filmes da Pixar e ordená-los em função da minha preferência por cada um. Claro que sendo uma lista bastante pessoal irão haver imensas opiniões contrárias à minha, mas no entanto desafio-vos a colocarem aqui nos comentários as vossas sugestões e a complementarem a minha (se tiverem blogues, façam-no nos vossos blogues que eu aqui inserirei a hiperligação para o vosso post).


Vamos então partir para a hercúlea tarefa de ordenar os onze filmes da Pixar:

#11

CARS / CARROS (2006)

Invariavelmente, eu tinha que pegar neste. É o único espinho encravado da Pixar. Um filme sem rumo, engraçado e até entretido por vezes, mas muito bizarro e completamente fora de tom com toda a restante filmografia da Pixar. Ainda para mais com John Lasseter a realizar, não percebo como este projecto foi dado como finalizado quando havia ainda tanto a melhorar no filme. (Nota: B-)


#10


A BUG'S LIFE / UMA VIDA DE INSECTO (1998)

O filme de estreia de Andrew Stanton como realizador (bem, co-realizador, com Lasseter) tinha a pesada tarefa de igualar ou superar as expectativas criadas após "Toy Story". E não se pode dizer que tenham sido defraudadas, apesar da qualidade do argumento ser claramente mais baixa, do filme ter sido bem menos sucedido e da ideia ter vindo numa má altura, estreando no mesmo ano de "AntZ", também sobre formigas, da rival Dreamworks. Ainda assim, excelente a nível estético, com cenários lindíssimos gerados em CGI. (Nota: B)


#9

TOY STORY 2 / TOY STORY 2 - EM BUSCA DE WOODY (1999)

A sequela de "Toy Story" tinha uma grande herança para aguentar. Sendo que conseguiu ser um extraordinário sucesso e superar as expectativas iniciais, o filme é invariavelmente menos poderoso emocionalmente que o primeiro e indubitavelmente menos inesquecível que o terceiro. É, contudo, uma excelente história e contém uma poderosa mensagem de amizade, de coragem e de nunca desistir dos outros. (Nota: B+)


#8

THE INCREDIBLES / OS INCRÍVEIS (2004)

Para mim, este filme merece mais crédito que o 8º lugar. Mas não consigo encontrar forma de o subir na lista, não depois de ter revisto "Toy Story" e "Monsters, Inc." que eram os dois filmes que estavam abaixo deste na minha lista provisória. Enfim. Diria de qualquer forma que este e os dois filmes acima estão em pé de igualdade na minha mente. Brad Bird já tinha realizado "The Iron Giant" em 1999, o que já me dava certa confiança na qualidade deste filme. Mas quando eu vi o que ele tinha planeado para nós... Este é pura e simplesmente um dos melhores filmes de super-heróis de sempre. E é um filme animado. Que pega numa família ordinária, igual a tantas outras e a transforma em tanto mais. E consegue não cair no ridículo de ser uma caricatura rasca de "Fantastic Four" ou "X-Men". (Nota: B+)


#7


TOY STORY / TOY STORY - OS RIVAIS (1995)

Admito que este poderá ser o lugar mais discutível da minha lista. É, no final de contas, de um filme que muitos consideram perfeito que estamos a falar. Para mim, não é perfeito. Gosto muito do filme, mas nunca senti tão grande apego às personagens como outras pessoas. Achei que o argumento era fantástico, a caracterização das personagens muito sólida, a banda sonora genial (talvez a única vez que eu não ache Randy Newman irritante - "You've Got a Friend in Me" é lendária) e mesmo a ideia é refrescante, mas ainda assim não me enche tanto as medidas como os filmes acima e por isso mesmo a sua colocação neste lugar. Aberta a discussão, como é óbvio. (Nota: B+)


#6


MONSTERS, INC. / MONSTROS E COMPANHIA (2001)

Quis por tudo colocar este filme (ainda) mais alto, mas mais alto que isto, com a concorrência que ele tem acima, não consegui. Será, por ora, aquele que muita gente colocaria mais abaixo. Mas eu não posso. Eu adoro este filme. Além de ser, na minha opinião, a ideia mais original da Pixar, é inacreditável como duas personagens como Sulley e Mike são portadoras de tanta humanidade (para isso ajuda também o facto de Billy Crystal e John Goodman serem vozes que assentam como uma luva em Mike e Sulley, respectivamente). Ainda por cima, é de longe o filme mais divertido da lista. E é aquele que as pessoas mais desprezam. É uma jóia à espera de ser revisitada. Façam-no e depois discutam comigo. (Nota: B+)


#5


UP! / UP! - ALTAMENTE (2009)

Adorei o filme quando o vi, apesar das suas falhas me terem obviamente irritado um pouco. Repetindo a visualização... é menos impressionante. A sequência da vida do casal ao som de "Married Life" é possivelmente das melhores cenas de cinema de sempre e devia ser estudado por todo e qualquer estudante da arte que se preze. É assim tão fenomenal. Felizmente, o filme não perde fulgor após essa cena e é todo ele uma maravilha de se experienciar. E embora merecidamente nomeado para Melhor Filme, não se deve esquecer que só o foi porque não um mas dois filmes antes, bastante mais merecidamente, não o foram. (Nota: A-)


#4


RATATOUILLE / RATATUI (2007)

Cá está um dos filmes a que me referi anteriormente. O cenário de Paris é só por si idílico, a personalidade criada por Brad Bird para o protagonista, o rato Remy, condiz com a personagem na perfeição, a banda sonora torna o filme uma experiência transcendente e as frequentes referências a comida, a bebida e à vida tornam-no uma obra magistral. Num ano de 2007 exemplar em como fazer bom cinema, a Academia teria beneficiado imensamente do que só aceitou fazer em 2009, aumentando para dez nomeados. E a Pixar começava, por esta altura, a tornar-se marca indelével de qualidade. (Nota: A-)


#3


FINDING NEMO / À PROCURA DE NEMO (2003)

A minha admiração por Andrew Stanton é conhecida e tudo começou em 2003, com o que é largamente considerado "o" sucesso da Pixar. Para criar "Finding Nemo", Stanton dá largas à imaginação e, com a ajuda dos excelentes actores que dão as vozes às personagens (tendo aqui que particularizar, obviamente, Ellen DeGeneres), cria uma obra intemporal que faz as delícias de todas as pessoas que a vêem. A juntar a isto, temos um tema imensamente original, um argumento soberbo, uma banda sonora excepcional, fortíssima caracterização das personagens e cenários magníficos. Como não poderia dar certo? (Nota: A-)


#2


TOY STORY 3 (2010)

O filme mais recente. Pode ser uma consideração prematura da minha parte, mas acho claramente que é o lugar que ele merece. Crítica aqui. (Nota: A-)


#1


WALL-E (2008)

Provavelmente a Pixar nunca fará um filme que chegue ao nível deste. Rotulado de overrated mais vezes que posso contar, criticado e ostracizado por ditos experts de animação (cuja vida se resume a ver filmes Disney todos os dias), o filme animado que ousou ser diferente é de uma magnificência tal que nunca vai ser esquecido. Um filme quase sem diálogo, que busca a emoção no nosso coração, que recorre a expressões e pensamentos genuinamente humanos tidos por robôs, um filme que é de facto notoriamente quase arruinado na sua segunda parte à custa da introdução dos humanos (irónico, não?), mas baseado num argumento poderosíssimo que merecia ter ganho Melhor Argumento Original, de tão impressionante que é e realizado por um génio cujo lugar na história já estará marcado, Andrew Stanton. A cada momento que surge no ecrã, Wall-E vai abrindo, pouco a pouco mais, a nossa alma, expondo-a à sua alegria, à sua tristeza, à sua frustração, ao seu desespero. Quem diria que um robô, algo inanimado e incapaz de se expressar (ou assim se pensaria), poderia fazer algo assim?  "Wall-E" é definitivamente uma estrela brilhante no céu e traz-me novos prazeres e deleites a cada vez que eu o coloco no DVD para o ver de novo. E de novo. E de novo. Não me consigo cansar. Ele é assim TÃO bom (e tão bom é que a Academia, à custa dele e "The Dark Knight", mudou Melhor Filme para dez nomeados). (Nota: A/A-)

Quentin Tarantino: PULP FICTION (1994)


E eis que Tarantino toca o céu e fica para sempre na história do cinema.

Para muitos, Pulp Fiction é o melhor filme e o ponto alto da carreira de Quentin Tarantino. A minha paixão por Reservoir Dogs não me permite fazer a mesma afirmação, mas permite-me afirmar que para Quentin Tarantino, seguramente, fazer melhor do que fez em Pulp Fiction é impossivel. Este é um dos grandes filmes da História do Cinema, com um dos melhores argumentos alguma vez feitos, com um elenco de luxo e com uma realização e produção fantásticas!


É dificil falar-vos de Pulp Fiction. Conseguir arrumar as ideias deste filme. Como é caracteristico em Tarantino, a história do filme conta-se em fragmentos, sem a sua habitual ordem cronológica.
Temos 4 histórias distintas:
Ringo (Tim Roth) e Yolanda (Amanda Plummer) um casal de assaltantes que pretende roubar um restaurante.
Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnifield (Samuel L. Jackson), dois assassinos que trabalham para Marsellus Wallace (Ving Rhames).
Marsellus, casado com Mia (Uma Thurman), encarrega Vincent Vega de acompanhar a sua mulher durante uma noite. As aventuras desta noite, representam a 3.ª história deste filme.
Por fim, Butch Coolidge (Bruce Willis), casado com Fabienne (Maria de Medeiros), negoceia com Marsellus um acordo (que não cumpre) de perder um combate de boxe.


Todas as história têm pelo menos uma ligação com outra história, e toda esta interrelação entre as histórias (que nos vão sendo apresentadas em fragmentos) originam Pulp Fiction.
Com uma banda-sonora de grande nível, Pulp Fiction é um filme com um argumento verdadeiramente assombroso. Em quase todos os diálogos Tarantino cria uma discussão sobre assuntos que à partida não têm qualquer interesse mas que, ao serem analisados e expostos da forma como Tarantino o faz, ganham uma nova forma de intelectualidade barata e levam o própro espectador a reflectir sobre os assuntos. De entre estes, destaco-vos a reflexão feita por Vincent e Jules, minutos antes de assassinarem 3 tipos, sobre qual a real diferença entre Massagens nos Pés e Sexo Oral.


Marcada por várias cenas que ficam para a história (Aquele Final!), destaco-vos como Melhor Momento do Filme a conversa entre Jules e Vincent sobre a existência de Deus, que termina de uma forma bastante curiosa:



Nota Final: A+ (10) para todo o filme. Argumento, Realização, Produção, Edição, Banda-Sonora. Tudo o que é Pulp Fiction é Muito Bom!

Trailer:

Quentin Tarantino: RESERVOIR DOGS (1992)


Inicio hoje um projecto que há muito anseio fazer: Apresentar-vos todos os filmes de Quentin Tarantino, aquele que é, para mim, uma das maiores figuras de sempre da História do Cinema.

Cães Danados foi o filme com que se mostrou ao mundo. É um dos meus filmes favoritos e, dos que têm a sua autoria, o meu preferido. Melhor até do que o Pulp Fiction.

Estávamos em 1992 e Quentin era um miúdo de 29 anos, sem dinheiro e com vontade fazer um filme. De uma ideia simples, saiu um filme genial. O filme começa com um grupo de indivíduos, que havia sido contratado por Joe Cabot, com o objectivo de assaltar um banco. Num grupo em que nenhum deles, à partida para o assalto, se conhecia, acabam por colocar de parte as suas verdadeiras identidades e, por motivos de segurança, alteram os seus nomes para Mr. White (Harvey Keitel), Mr. Pink (Steve Buscemi), Mr. Blonde (Michael Madsen), Mr. Orange (Tim Roth), Mr. Blue (Edward Bunker) e Mr. Brown (Quentin Tarantino).

Após alguns problemas na fuga, esta não corre como previsto e o grupo decide refugiar-se numa Garagem. É nessa mesma garagem que se vai então desenrolar então grande parte do filme. Sim, numa Garagem! E perguntam então vocês como é que alguem consegue fazer um filme tão genial, tão brilhante e tão intenso, tendo como pano de fundo, uma garagem. Pois bem, não querendo eu revelar muito do que é o filme, pouco depois da chegada a esta garagem, o grupo começa a desconfiar da possibilidade de haver, entre eles, um policia infiltrado responsável pelo assalto ter fracassado. Tudo se constrói à volta desta conspiração e é esta mesma conspiração que suporta todo o filme.

Com várias cenas "à Tarantino", tem momentos que ficam para a história e que, para bem de que ainda não viu o filme, prefiro não revelar. Digo apenas que o final é o climax de toda a história e que contém cenas de humor negro que poderão chocar os mais sensíveis.


Um filme feito por um génio. Uma ideia fantástica. Um argumento de nota 10 (A+), com uma realização de A+ e com boas interpretações de Michael Madsen, Tim Roth e Harvey Keitel, é um filme em que mais do que os actores, sobressai o criador da obra: Quentin Tarantino.

Nota Final: A+

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Produção: Lawrence Bender
Argumento: Quentin Tarantino
Duração: 99 minutos.
Ano: 1992

Top Filme - Christopher Nolan


Estreou esta semana Inception, o novo filme de Christopher Nolan.

Antes da review deste filme, coloco aqui o meu Top sobre os filmes que já vi deste realizador:

1.º - Memento
2.º - The Prestige
3.º - The Dark Knight
4.º - Batman Begins
5.º - Insomnia


Memento será muito provavelmente o seu melhor filme de sempre, independentemente dos filmes que venha a fazer (e neste ponto, espero sinceramente estar errado, porque seria muito bom sinal!). Durante a próxima semana tentarei ver Inception e assim que poder, faço aqui a minha review. Sintam-se à vontade para discordar do Top ;)