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DIAL P FOR POPCORN

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Personagens do Cinema - Henry Spencer


Há já alguns dias que penso falar-vos de Henry Spencer (Jack Nance), o protagonista da primeira grande obra de David Lynch. Eraserhead é seguramente um dos filmes mais surrealistas que algumas vez vi. Se Lynch é capaz de produzir cinema peculiar, Eraserhead será certamente um clássico dentro deste género. São muitas e distintas as opiniões sobre o que Lynch é capaz de fazer. Há quem o tome como um génio do cinema (e eu assino por baixo). Há quem o considere presunçoso e incompetente. Há quem o deteste. Há quem o admire.



Para mim, Lynch é único. E quando ouço dizerem-me que "O Black Swan é de uma complexidade admirável" é como se visse uma faca a apunhalar Lynch pelas costas.

Ninguém como ele consegue criar suspense. Não são precisos momentos de carnificina, de suspense previsível, de fantasmas computorizados. Lynch mexe com o espectador. Coloca a câmara num plano que limita a visão do público, junta-lhes a luminosidade e a música de fundo e por fim, o terrível e desesperante suspense do silêncio (algo tão raro no cinema dos dias de hoje). E tudo isto transforma filmes como Eraserhead, Mulholland Drive ou Lost Highway em obras eternas, que não deixam indiferente nenhum amante do cinema.



Eraserhead, e em especial Henry Spencer, é o primeiro heterónimo de um génio chamado David Lynch. Um impressor em período de férias, descobre que a sua namorada está grávida de uma aberração. Um bébé disforme, que destrói todos planos projectados num futuro feliz e próspero. A ausência da sua namorada, que o deixa sozinho com o seu "filho" levam Henry à loucura e ao delírio. Em diversos sonhos, Henry imagina situações bizarras, que transportam a atmosfera do filme para um clímax negro, trágico, dramático. O caminho de um homem pela estrada da loucura é penoso. E Eraserhead retrata-o de uma forma emblemática.

Personagens do Cinema - Léon


Um dos melhores filmes da década de 90. Um dos finais mais intensos, inesperados e dramáticos que alguma vez vi. Léon foi uma personagem desenhada bem ao jeito de Jean Reno, da qual se retirou todo o rendimento possível. Jean Reno, habitualmente um cinzento actor que passa ao lado da grande maioria dos filmes onde entra e que, no meu entender, já esgotou o stock de personagens francesas em filmes americanos, conseguiu ficar para a história neste surpreendente thriller que se tornou ainda mais badalado pela estreia de uma irreverente e carismática actriz de catorze anos: Depois de Léon, Natalie Portman ganhou um meritório lugar entre as mais promissoras actrizes da sua geração (rótulo que acabou por confirmar em Black Swan, onde encheu o ecrã e apontou uma das melhores interpretações dos últimos tempos).


Léon é um profissional da morte. Um hitman cheio de versatilidade, capaz de cumprir com perfeição todo e qualquer trabalho a mando de Tony (Danny Aiello), um poderoso mafioso que manobra todas as suas investidas no mercado da droga e corrupção a partir do seu restaurante. Solitário, reservado, misterioso, Léon vive sozinho num apartamento de Nova Iorque onde passa os dias com uma planta que trata com carinho e em quem deposita todo o seu amor.


A sua vida muda quando, por mero acaso, conhece Mathilda (Natalie Portman), uma jovem que apesar de ainda estar a dar os primeiros passos na adolescência, já revela uma maturidade e uma inteligência que de imediato captam a atenção de Léon. Após o assassínio da família de Mathilda, Léon acolhe-a e ensina-lhe aquilo que melhor sabe fazer: matar sem piedade. Numa busca incessante por Stansfield (Gary Oldman), o polícia corrupto que destruiu a família de Mathilda, Léon revela-se um coração doce e um amigo fiel. Um hitman que sabe matar por amor, um homem que se abre ao mundo que o rodeia e recebe, com felicidade e alívio, o que nele existe.

Personagens do Cinema - L.B. 'Jeff' Jeffries

"I've seen bickering and family quarrels and mysterious trips at night, and knives and saws and ropes, and now since last evening, not a sign of the wife. How do you explain that?"



Naquele que é o meu filme favorito de Hitchcock, Rear Window, a personagem interpretada por James Stewart (uma das mais importantes estrelas da história do cinema) transformou-se num dos grandes cultos da sétima arte.


L.B. 'Jeff' Jeffries
é um fotógrafo que, devido a uma lesão, se vê forçado a ficar em casa preso a uma cadeira de rodas. Para ocupar os seus dias decide aproveitar para observar os seus vizinhos: os seus hábitos, as suas rotinas, os seus passatempos, os seus gostos.


Com o desenrolar do filme, L.B. 'Jeff' Jeffries percebe que algo d e errado se está a passar no seu bairro. Algo de grave poderá acontecer e o único a aperceber-se disso é ele, preso a uma cadeira de rodas, fechado no seu apartamento, impotente perante tudo.


A forma como Hitchcock cria um conjunto de acasos e acontecimentos, os trabalha, associa e mistura de forma a criar um complexo crime que é resolvido graças à mestria de uma personagem que reflecte não só as grandiosas qualidades do grande criador que foi Hitchcock mas também as do grande interprete James Stewart, são uma prova cabal da importância que Rear Window e L.B. 'Jeff' Jeffries tiveram para a história do cinema.

Personagens do Cinema - Jim Stark



Era para ter feito esta homenagem no dia, mas falhou-me e portanto só acabo por fazê-la hoje: um dos maiores ícones cinematográficos da última década, James Dean, faria 80 anos esta semana se estivesse vivo. Infelizmente, o rebelde mais talentoso da história do cinema foi levado de nós cedo demais, deixando para trás uma obra impressionante mas muito pequena.

Apenas três filmes que se tornaram iconicamente associados a este ídolo dos anos 50: "Giant", "East of Eden" (o meu favorito pessoal) e "Rebel Without A Cause" (o papel que o tornou uma estrela). Só o segundo foi lançado quando Dean era vivo - e toda a gente pensava que ele teria uma grande carreira. Com a sua morte em acidente em 1955 e o lançamento de "Rebel Without a Cause", nasce a lenda. Solidificada com mais uma grande interpretação em "Giant".


É deste "Rebel Without A Cause" que vem a nossa Personagem do Cinema desta semana, Jim Stark. Jim Stark era James Dean. Um jovem perturbado, incompreendido, com falta de identidade, que se metia em sarilhos por tudo, que chega a uma nova cidade e procura fugir aos rótulos e confusões do passado. Com uma raiva insustentável que o ultrapassa, torna-se desde cedo mais do que óbvio que  Jim não consegue escapar à rotina de outros tempos, arranjando novos inimigos - e uma nova paixão. Uma boa interpretação, a adivinhar uma carreira recheada de prémios e elogios - se esta tivesse mesmo existido.

Quanto ao filme, este não é nada de impressionante, mas é social e culturalmente influente. Trouxe toda uma nova abordagem ao que é ser jovem, ao poder de rebeldia e liberdade da juventude, à força de expressão da sua opinião. O filme acaba por funcionar como uma espécie de baluarte, um hino à classe jovem e James Dean o seu herói maior: no fim de contas, quantos de nós não gostaríamos de, nem que fosse por um dia, rebeliarmo-nos só porque sim?


Personagens do Cinema - Holly Golightly


Hoje decidi aventurar-me a pegar na rubrica que é habitualmente do João. E escolhi esta para começar (e até para balançar a forte presença masculina nas Personagens do Cinema que já abordámos), ela que é uma das personagens mais icónicas da história do próprio cinema.


Estamos em 1961. Introduzam na história uma das grandes actrizes de todos os tempos, em particular naquela época, em que definitivamente Audrey Hepburn era a mulher mais querida em Hollywood (sentimento que se mantém até hoje, com qualquer actriz mais jovem com uma carreira promissora a ser comparada a ela - as últimas duas: as britânicas Knightley e Mulligan, ambas curiosamente estiveram na luta pelo papel principal no remake de "My Fair Lady", um dos grandes papéis de Hepburn). Vencedora de um Óscar em 1954, juntou a essa nomeação mais duas antes de chegar aquele que é, indubitavelmente, o seu maior papel de sempre, o papel que a imortalizou: o de Holly Golightly.


Holly Golightly é uma mulher frágil, solitária e insegura que esconde essa sua fachada com os seus intermináveis serões e festas, com a sua atitude de espírito livre, sofisticada, moral, engraçada, divertida e charmosa, tentando agarrar o prazer fugaz que a vida traz e a que realidade não lhe traz. Audrey Hepburn empresta uma frescura e originalidade a esta personagem a que é impossível ficar indiferente. 


As suas reacções extemporâneas, o seu carácter romântico e sonhador tornam-se curiosos demais para o seu novo vizinho Paul, que acabou de se mudar para o prédio ao lado, resistir. Holly apresenta a Paul o que de facto compõe a sua vida e se bem que tudo isso é muito fascinante, torna-se ainda mais saboroso ver a  ternura, a vulnerabilidade, a simplicidade real de Holly quando está sozinha em casa, quando não está a saltar de festa em festa, em compras e gestos excessivos e chegar à conclusão que tudo aquilo com que ela se diz identificar, tudo aquilo que ela julga ser a sua vida, é uma farsa, uma falsidade. 


É, no fim de contas, a relação com Paul e a paixão que sente por ele que levam a estonteante Holly Golightly a parar para pensar e a avaliar-se a si própria realisticamente, percebendo que a vida que levava não é a vida que ela quer.


Uma personagem fascinante, uma interpretação genial, um papel que fica marcado na história. "Breakfast at Tiffany's" é Audrey Hepburn. Bem, Audrey Hepburn e "Moon River". Mas essencialmente Audrey Hepburn. E foi inesperadamente com este filme que eu fiquei embevecido por ela.

Personagens do Cinema - Chad Feldheimer


É inevitável. Tinha que voltar aos irmãos Coen e a mais uma das suas criações. Uma surpreendente, inesperada, viciante e genuína personagem. É aquelas personagens que marcam a diferença entre um bom realizador e um realizador de classe. É por personagens assim que eu me perco em palavras quando falo sobre eles e é por personagens assim que, para mim, tudo o que vem dos irmãos Coen, vem com selo de qualidade. Eu, pessoalmente, conto as horas para ver True Grit. Falta cada vez menos para o dia 17 de Fevereiro.



Sobre Chad Feldheimer, o que vos posso dizer é que é um palhaço. Desde a ponta dos cabelos até à unha do polegar do pé. Um azeitolas, um bimbo, um parolão. É toda aquela personagem que caminha por este mundo com uma auto-estima interminável e sem preocupações sobre as opiniões que os outros possam retirar da sua figura.


Como não podia deixar de ser, e vejam bem a sua figura, é um autêntico cobardolas. Técnico de ginásio, musculado, com uma aparência vistosa e um porte elegante, foge à primeira ameaça e implora perdão ao primeiro sinal de perigo.


E é toda esta combinação, à qual se junta um disco externo com informação ultra confidencial da CIA e um elenco de luxo (George Clooney, John Malkovich, Frances McDormande Tilda Swinton), que torna Burn After Reading umas das melhores comédias da década. Perdi-me de riso e tive pena que tivesse que acabar. Burn After Reading é Irmãos Coen em modo light. E é tão bom!

Personagens do Cinema - Ramón Sampedro


Javier Bardem é o primeiro actor a repetir a sua presença na minha crónica sobre as personagens mais marcantes da história do cinema. O valor deste papel é muitíssimo superior ao de um banal filme ou até ao de um filme vencedor de dezenas de prémios pelo mundo fora. Mar Adentro é um filme que retrata a vontade de todas as pessoas que, sentindo a dor e as dificuldades da doença, decidem pôr termo à vida, de uma forma tranquila, como forma de alivar para sempre o seu sofrimento.


Um acto tantas vezes condenado e debatido por quem não tem, nem voto na matéria nem conhecimentos suficientes para perceber o sofrimento pelo qual muitos dos doentes estão a passar, sem terapêutica que lhes permita alivar a dor ou melhorar a sua condição, torna-se, no meu ponto de vista, numa prova clara do egoísmo presente na nossa sociedade. Mar Adentro foi um filme que deu muito que falar e Javier Bardem, com a paixão imensa que atribui a esta personagem, emocionou todos quantos viram o filme e mudou, certamente, muitas mentalidades.


Mar Adentro fala-nos da história verídica de Ramón Sampedro, um pescador da Galiza que aos 25 anos ficou quadraplégico depois de um mergulho mal calculado no mar. Tal acidente tornou-o para sempre dependente da sua família e amarrou-o a uma cama. Desiludido com o seu destino e sem perspectivas de um futuro melhor, Ramón demonstra uma frieza digna de um homem iluminado e agraciado de uma inteligência impar.


Decide então pôr termo à vida, mas esta decisão acaba por não ser aceite pelos diversos tribunais a que recorre, arrastando-o numa luta que durou cerca de vinte e oito anos, altura em que Ramón desiste de vez de tentar obter uma eutanásia legal e, com o auxílio de uma amiga, ingere cianeto, concretizando o seu desejo.

Personagens do Cinema - Harry Potter


E em semana de estreia, nada melhor do que esta homenagem a uma personagem que, com uma singular popularidade, conseguiu fazer sonhar milhões pelo mundo fora, tanto nos livros como no grande ecrã.

Recordo-me de ter onze anos quando estreou a primeira longa-metragem desta saga. Daniel Radcliffe é da minha idade e como tal a ilusão de ver alguém "do meu tamanho" encarnar aquela que era, na altura, a grande personagem dos meus dias, foi uma quase facada no coração. Não, não procurava o protagonismo do garoto. O que quero explicar, de forma a não se tornar entediante e complexo, é que Daniel Radcliffe é o rapaz que muitos de nós gostaríamos de ter a sorte de ser. Quantos não leram os livros de Harry Potter e se imaginaram com uma varinha na mão a destruir Devoradores de Morte? A criar uma poção que tornasse o irritante Dudley Dursley num miserável insecto que fosse, por acidente, esmagado pelo rabo gordo do seu pai?


Todas estas ilusões foram transportadas, em 2000, para uma cara. Em 2000, aquando da escolha dos protagonistas dos filmes, Harry Potter dos livros passou a ter uma figura real. Tão real que era quase igual àquilo que muitos de nós havíamos imaginado. Desde Harry Potter e a Pedra Filosofal habituámo-nos a ver a evolução in vivo do herói dos livros. Fomos, todos nós, transportados para a realidade temporal dos livros de J. K. Rowling e tivémos o privilégio de acompanhar o desenrolar de uma história que, embora à partida já fosse conhecida por todos nós, não deixou de provocar em nós emoção, curiosidade e interesse.


Com a estreia desta primeira parte, faltam agora pouco mais do que meia duzia de meses para o final desta maravilhosa epopeia. Para os fans de Harry Potter foi sem dúvida um prazer acompanhar a evolução e o crescimento dos seus heróis. Todo o trabalho feito à volta de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint foi de um nível superior, digno de um reconhecimento colectivo por parte de todos os que, ao longo destes anos, têm seguido a história de Harry Potter. Daniel Radcliffe nasceu para ser Harry Potter.

Personagens do Cinema - Melanie Daniels


Começo por vos pedir desculpa pela nossa ausência. Os exames da faculdade têm-nos comido o tempo e a paciência e o blog acaba por ficar prejudicado com tanto trabalho acumulado.

Recupero hoje, com prazer, a minha crónica das Personagens do Cinema. E hoje vou falar-vos de uma personagem marcante de um filme igualmente marcante. Recordo-me de estar ainda no décimo ano, com quinze anos, quando o meu professor de Inglês (a pessoa a quem devo o início da minha paixão da séptima arte) perguntou à turma quem já tinha visto um filme do Hitchcock. Após um silêncio geral, a expressão "Mas o que é que voces andam a fazer neste mundo?" ficou-me para sempre na memória e foi graças a ela que, poucos dias depois, peguei neste lendário "The Birds".


Um terror paranóico baseado numa idea peculiar: Terão os Pássaros a capacidade de nos aterrorizar? Até ver The Birds, não acreditava nisso. Mas após Hitchcock, cuja magia e talento estão demonstrados nas dezenas de filmes e séries que fez, criar The Birds todos aqueles que o vêem, ficam tocados. Uns mais do que outros, acabam por ficar sensibilizados e impressionados perante o terror e frieza das cenas em que as dezenas de pássaros atacam como um gang organizado que destroi tudo aquilo em que toca.


Mas passemos à nossa personagem desta semana: Melanie Daniels (Tippi Hedren) é uma bonita jovem de Los Angels habituada ao sucesso e às grandes montras. Uma mulher citadina, moderna, à frente no seu tempo, desejada e amada por muitos homens, acaba por encontrar na indiferença e irreverência de Mitch Brenner um inesperado interesse que a leva, por gentileza, a guia-lo até Bodega Bay, onde Mitch vive com a mãe e a irmã.

Após a sua chegada, começa uma estranha migração de pássaros que, aos poucos e poucos começam a causar sérios estragos na povoação. O terror instala-se quando o vizinho de Mitch aparece morto e Melanie Daniels se começa a aperceber que ela é o alvo dos pássaros.


Um filme intrigante, intenso e inesperado. The Birds é aquilo a que chamamos um filme à Hitchcock. Embora não seja dos seus melhores filmes, tornou-se memorável graças ao papel de Tippi Hedren e à vida que Hitchcock deu aos "seus" pássaros.

Personagens do Cinema - The Dude


Vi o Oscar que Jeff Bridges ganhou este ano, como uma tardia recompensa pelo papelão que em 1998 os (mágicos) irmãos Cohen criaram à sua imagem.

The Dude é o Big Lebowski. Um indivíduo para quem não existem problemas, tudo está sempre bem e que nunca se chateia. Até ao dia em que dois individuos, com todo o seu ar de capangas pagos para matar, arrombam a porta de sua casa e o agridem, exigindo o pagamento de uma multa milionária que se encontra há muito por saldar. Toda a cena da agressão é de uma ironia e um humor negro deliciosos, com o ponto alto na cena em que um dos agressores urina no tapete favorito do The Dude.


Perplexo e sem entender o que se estava a passar, The Dude decide que a bem da sua integridade física e da tranquilidade de que tanto gosta, lá terá que arranjar um emprego (algo a que até então se julgava alérgico) para pagar o montante exigido.

O filme vai-se desenrolando até à altura em que descobrimos que LA existem dois Lebowskis, um milionário (o tal que devia ter pago a divida) e um outro, que exibe com orgulho a alcunha do The Dude. Tudo havia sido uma confusão e não passava de um mal entendido. Mas The Dude estava decidido a entrar em acção e deixar o conformismo dos seus dias. Um herói inesperado, uma figura impar, um estilo que fez a digna homenagem aos tão maltratados robes de casa. O resto, quero que sejam vocês a descobrir!


Um grandioso papel, um filme com um humor digno dos melhores momentos dos irmãos Coen (realizadores que adoro!) e que, como tantas vezes acontece, passou completamente ao lado dos Oscars e do reconhecimento de muitos "filósofos" do cinema.