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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

IMDB Top250

Acho que não existe nenhum amante de cinema que não tenha o desejo de completar a famosa lista dos 250 melhores filmes do site IMDb.com. Como todas as listas, é discutível e nunca será consensual.

No entanto, e no meu entender, é uma lista com vários filmes muito bons e que é uma óptima porta de entrada para o mundo do cinema. No meu caso pessoal, que  fui conhecendo o cinema praticamente sozinho, esta lista foi um fantástico cartão de visita, que me ajudou a separar o trigo do joio e a perceber porque existe tanta paixão e admiração em relação a alguns filmes.

O que me proponho a fazer é algo simples, que certamente já foi feito por outros blogues. Faço-o porque quero-o no nosso blogue e porque espero que, com esta separação e breve introdução, consiga ajudar outros que, tal como eu, precisam de um pequeno empurrão para começar esta fantástica viagem pela sétima arte.

Ainda não consegui ver todos os 250 filmes e como tal não vou poder opinar sobre todos. No entanto, em todas as décadas tentarei salientar o filme que, para mim, é mais interessante e sobressai entre os restantes.

SÉCULO XX

Década de 20:


A única década onde ainda não vi qualquer filme. Sempre ouvi referências ao Metropolis como sendo um grande filme. Depois desta divisão, fico com os filmes organizados e já sei por onde começar. Vi o The Kid quando era pequeno e recordo-me dele com saudade. É difícil um filme de Charles Chaplin ser mau, embora The Kid não seja para mim o seu melhor filme.

Metropolis (1927)
The General (1926)
Aurora (1927)
The Gold Rush (1925)
The Kid (1921)
La passion de Jeanne d'Arc (1928)


Década de 30:


Grandes e memoráveis filmes. Vi City Lights e Modern Times há algum tempo, quando a nostalgia da infância me atingiu e senti vontade de rever os clássicos de Charles Chaplin. Qualquer um deles é genial e qualquer um deles é um marco na história do cinema. No entanto, temos também aqui o famoso M, que com pena nunca vi! O grande problema destas primeiras três décadas de cinema do Top250 está na dificuldade que existe em encontrar os filmes em versões de qualidade. Mais uma década a ter em atenção e que espero em breve conseguir actualizar por completo.

M (1930)
City Lights (1931)
Modern Times (1936)
Mr. Smith Goes to Washington (1939)
The Wizard of Oz (1939)
It Happened One Night (1934)
Gone with the Wind (1939)
All Quiet on the Western Front (1930)
Duck Soup (1933)
King Kong (1933)


Década de 40:


Uma década com grandes clássicos! Casablanca, It’s a Wonderful Life, Citizen Kane, The Third Man… É dificil escolher um favorito. Adoro o Casablanca, mas é inevitável não colocar no topo o Citizen Kane. É um dos filmes que mais me marcou até hoje, de que gosto intensamente. Ladri di Biciclette é um filme que vou ver muito em breve, sobre o qual tenho tido óptimas referências e cuja presença neste Top me despertou a atenção. Em breve estará no nosso blogue.

Casablanca (1942)
It's a Wonderful Life (1946)
Citizen Kane (1941)
Double Indemnity (1944)
The Third Man (1949)
The Treasure of the Sierra Madre (1948)
The Great Dictator (1940)
Ladri di biciclette (1948)
The Maltese Falcon (1941)
Rebecca (1940)
Notorious (1946)
The Big Sleep (1946)
The Grapes of Wrath (1940)
The Best Years of Our Lives (1946)
Kind Hearts and Coronets (1949)
His Girl Friday (1940)
Arsenic and Old Lace (1944)
The Philadelphia Story (1940)
Rope (1948)
Shadow of a Doubt (1943)


Década de 50:


E à medida que avançamos nas décadas, os filmes vão aumentando em quantidade e qualidade. Numa década com bastantes filmes de Hitchcock, fico dividido entre 12 Angry Men e Rear Window para a escolha de filme de destaque. Temos All About Eve (o filme da vida do Jorge), Ikiru, Rashomon e um filme que adoro perdidamente, Les quatre cents coups... Quero deixar bem claro que não vi todos os filmes e portanto a escolha que faço hoje pode muito bem não ser a mais justa e pode, perfeitamente, ser alterada quando vir todos os filmes desta década. Mas opto por Rear Window, para mim o melhor filme de Hitchcock e o ponto mais alto da sua carreira. É um filme com um argumento fantástico, que não tem falhas e que é construído com uma imaginação de levar ao céu. Mas que grande década esta de 50!

12 Angry Men (1957)
Seven Samurai (1954)
Rear Window (1954)
Sunset Blvd. (1950)
North by Northwest (1959)
Vertigo (1958)
Paths of Glory (1957)
Singin' in the Rain (1952)
The Bridge on the River Kwai (1957)
Some Like It Hot (1959)
Rashômon (1950)
All About Eve (1950)
On the Waterfront (1954)
Det sjunde inseglet (1957)
Touch of Evil (1958)
Strangers on a Train (1951)
Witness for the Prosecution (1957)
Smultronstället (1957)
High Noon (1952)
Ben-Hur (1959)
Le salaire de la peur (1953)
Les diaboliques (1955)
Ikiru (1952)
The Night of the Hunter (1955)
The Killing (1956)
A Streetcar Named Desire (1951)
Les quatre cents coups (1959)
La strada (1954)
Stalag 17 (1953)
Dial M for Murder (1954)
Le notti di Cabiria (1957)
Harvey (1950)
Roman Holiday (1953)

Década de 60:


Embora constituída por grandes filmes, a escolha é, para mim, óbvia! The Good, The Bad and The Ugly, o meu filme favorito, merece totalmente o destaque que aqui lhe faço. Com grandes filmes como 8 ½, Dr. Strangelove, 2001: A Space Odyssey ou C’era una volta il West, a década de 60 é também ela uma década muito rica.

Il buono, il brutto, il cattivo. (1966)
Psycho (1960)
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)
C'era una volta il West (1968)
Lawrence of Arabia (1962)
To Kill a Mockingbird (1962)
2001: A Space Odyssey (1968)
The Apartment (1960)
The Great Escape (1963)
Per qualche dollaro in più (1965)
Yôjinbô (1961)
Cool Hand Luke (1967)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
The Manchurian Candidate (1962)
The Graduate (1967)
8½ (1963)
Judgment at Nuremberg (1961)
The Hustler (1961)
The Wild Bunch (1969)
Persona (1966)
La battaglia di Algeri (1966)
Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966)
Rosemary's Baby (1968)
The Man Who Shot Liberty Valance (1962)


Década de 70:


A Clockwork Orange. Assim que olhei para esta lista, o nome de imediato me veio à atenção. Adorei este filme de Kubrick e dou-lhe o destaque da década. É também uma década que marca o aparecimento de grandes lendas vivas do cinema, como Copolla, Scorcese, James Cameron ou George Lucas. Aqueles que são, para muitos, os inventores da comédia moderna, Monty Python, têm também aqui o seu reconhecimento e acho que Life of Brian é a melhor crítica que alguma vez vi à religião cristã.

The Godfather (1972)
The Godfather II (1974)
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975)
Star Wars (1977)
Apocalypse Now (1979)
Taxi Driver (1976)
Alien (1979)
A Clockwork Orange (1971)
Chinatown (1974)
Monty Python and the Holy Grail (1975)
The Sting (1973)
Jaws (1975)
Annie Hall (1977)
The Deer Hunter (1978)
Life of Brian (1979)
Dog Day Afternoon (1975)
The Exorcist (1973)
Network (1976)
Rocky (1976)
Manhattan (1979)
Barry Lyndon (1975)
Patton (1970)
Sleuth (1972)


Década de 80:


E o destaque vai para Scarface. Embora na ordem do Top não esteja nos primeiros lugares, o papel que Al Pacino faz (para mim, o actor com mais qualidade do famoso trio Pacino, De Niro e Nicholson, embora este último seja o meu favorito) marcou-me tanto que o filme se tornou para mim inesquecível. Uma década onde me sinto bastante ignorante (talvez porque muitos dos títulos não me chamem à atenção), recordo com saudade o dia em que vi Nuovo Cinema Paradiso, uma história linda e singular de amizade.

Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)
Raiders of the Lost Ark (1981)
Shining (1980)
Aliens II (1986)
Das Boot (1981)
Back to the Future (1985)
Raging Bull (1980)
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
Amadeus (1984)
Once Upon a Time in America (1984)
Full Metal Jacket (1987)
The Elephant Man (1980)
Indiana Jones and the Last Crusade (1989)
Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)
Die Hard (1988)
Blade Runner (1982)
Ran (1985)
Hotaru no haka (1988)
Platoon (1986)
Scarface (1983)
The Terminator (1984)
Stand by Me (1986)
The Thing (1982)
Gandhi (1982)
The Princess Bride (1987)
Tonari no Totoro (1988)
Fanny and Alexander (1982)
A Christmas Story (1983)


Década de 90:


É tão dificil escolher um. São tantos e tão bons. A década de 90 fica para a história como a década em que um rapaz de vinte e poucos anos, desconhecido e sem grandes recursos, atirou para os cinemas um filme feito numa garagem. Reservoir Dogs marca o início da carreira de um dos melhores realizadores de sempre, que já deu (e certamente continuará a dar) muitíssimo ao cinema. Escolho Pulp Fiction para o destaque desta década porque é o seu ponto alto e é impossível falar desta década sem falar de Quentin Tarantino. Recomendo também todos os outros títulos (dos quais apenas não vi dois ou três) e em que quase todos merecem o reconhecimento deste top.

The Shawshank Redemption (1994)
Pulp Fiction (1994)
Schindler's List (1993)
Goodfellas (1990)
Fight Club (1999)
The Usual Suspects (1995)
Matrix (1999)
Se7en (1995)
Forrest Gump (1994)
The Silence of the Lambs (1991)
Léon (1994)
American Beauty (1999)
American History X (1998)
Terminator 2: Judgment Day (1991)
Saving Private Ryan (1998)
L.A. Confidential (1997)
Reservoir Dogs (1992)
La vita è bella (1997)
The Green Mile (1999)
Braveheart (1995)
Unforgiven (1992)
Mononoke-hime (1997)
Fargo (1996)
Heat (1995)
The Sixth Sense (1999)
The Big Lebowski (1998)
The Lion King (1994)
Toy Story (1995)
Trainspotting (1996)
Groundhog Day (1993)
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)
Casino (1995)
Twelve Monkeys (1995)
Good Will Hunting (1997)
Ed Wood (1994)
Magnolia (1999)
Festen (1998)
The Truman Show (1998)
Trois couleurs: Rouge (1994)
Toy Story 2 (1999)
The Nightmare Before Christmas (1993)


SÉCULO XXI

Década de 00:


Uma escolha fácil. There Will Be Blood é o melhor filme desta década. Ponto. É um dos melhores filmes da história do cinema, com uma das melhores actuações da história do cinema, protagonizado por um dos melhores actores da história do cinema – Daniel Day-Lewis. Uma década muito rica, que peca pela ausência de grandes títulos, principalmente do cinema europeu e asiático, que acabam por não estar presentes devido à constante e inevitável americanização que o cinema sofre actualmente. Embora seja uma lista muito boa, há alguns filmes que podem deixar uma certa mágoa em quem os vê. Esta é a década em que aparece um grande e muito promissor realizador: Christopher Nolan. Dele aconselho-vos o seu melhor filme, Memento. Um quebra-cabeças criado com perfeição e inteligência. Tal como com Tarantino, também Nolan teve um início de carreira brilhante e é actualmente, um dos poucos realizadores que nunca falha e que nunca está mal. Não me vou perder em recomendações, porque acabaria por repetir quase toda a lista.

O novo milénio trouxe-nos muito cinema bom, e recordo com particular saudade o grande ano de 2007, onde Paul Thomas Anderson e os irmãos Coen tiveram uma luta de cavalheiros como há muito não se via!

The Dark Knight (2008)
The Lord of the Rings: The Return of the King (2003)
Cidade de Deus (2002)
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
Memento (2000)
The Lord of the Rings: The Two Towers (2002)
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)
WALL·E (2008)
Sen to Chihiro no kamikakushi (2001)
The Pianist (2002)
Das Leben der Anderen (2006)
The Departed (2006)
Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Requiem for a Dream (2000)
El laberinto del fauno (2006)
The Prestige (2006)
Inglourious Basterds (2009)
Der Untergang (2004)
Up (2009)
Gran Torino (2008)
Gladiador (2000)
Sin City (2005)
Oldboy (2003)
Batman Begins (2005)
Slumdog Millionaire (2008)
Hotel Ruanda (2004)
No Country for Old Men (2007)
District 9 (2009)
Avatar (2009)
Donnie Darko (2001)
Snatch (2000)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
There Will Be Blood (2007)
Into the Wild (2007)
Million Dollar Baby (2004)
The Wrestler (2008)
The Bourne Ultimatum (2007)
Finding Nemo (2003)
Amores perros (2000)
V for Vendetta (2006)
Ratatouille (2007)
El secreto de sus ojos (2009)
Star Trek (2009)
The Incredibles (2004)
In Bruges (2008)
Le scaphandre et le papillon (2007)
Children of Men (2006)
Låt den rätte komma in (2008)
Big Fish (2003)
Mystic River (2003)
Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Letters from Iwo Jima (2006)
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003)
Mou gaan dou (2002)
Mary and Max (2009)
Fa yeung nin wa (2000)
Hauru no ugoku shiro (2004)
Monsters, Inc. (2001)
Mulholland Dr. (2001)

Década de 10:


Um início promissor com belos filmes. Inception será naturalmente a minha escolha, numa década que espero, sinceramente, nos traga muito e bom cinema. Que a quantidade seja tão boa como a qualidade. Daqui a dez anos aqui estarei, para vos falar dela.

Inception (2010)
Toy Story 3 (2010)
The Social Network (2010)
How to Train Your Dragon (2010)
Kick-Ass (2010)



Concluída esta retrospectiva, fico feliz por saber que ainda me faltam ver alguns filmes desta lista. Espero que esta divisão vos ajude tanto como me vai ajudar a mim. Que vos sirva de apoio para se iniciarem na descoberta do cinema ou que vos ajude, tal como a mim, a completarem os filmes que vos faltam.

Como desafio final, peço-vos a vossa opinião. Qual a melhor década do cinema? E mais importante que isso, que valor atribuem vocês a este tipo de listas?

Depois desta análise, e embora me faltem alguns filmes, a minha opinião fica dividida entre a década de 50 e a década de 90. Ambas são ricas em quantidade e em qualidade. Mas vou jogar pelo seguro, e atribuir o meu voto à década de 90.

 

 

ZOMBIELAND (2009)


E porque é que eu me lembrei de falar sobre o Zombieland? Sim, é um fantástico filme de um humor negro que me levou ao céu e me fez rir com vontade como não o fazia há muito no cinema. Cinco euros que valeram os cinco euros deitados fora no (muito) infeliz "Book of Eli" ou até no mais recente tiro ao lado de Oliver Stone em "Wall Street 2". São idas ao cinema para ver filmes como Zombieland que me fazem ter prazer de entregar cinco euros em troca de noventa minutos de puro entretenimento.


No entanto, não foi por isso que me lembrei de Zombieland. Fui à lista de "Top Movies" do imdb.com e reparei no tão badalado "The Social Network" e lembrei-me de ir buscar um filme onde tenha entrado a mais recente entrela do cinema americano: Jesse Eisenberg. O rapaz que certamente já é um sex symbol para as jovens americanas, cujo estilo simplório, idiota e (quase sempre) caricato que emprega na grande maioria das personagens que encarna, acabam por me fazer pensar se Jesse Eisenberg não será uma cópia de um Michael Cera (esse sim, um tipo com aquela piada genuína).

Deixando de parte o Zuckerberg dos cinemas, venho aqui então fazer-vos esta suplica: Se nunca viram Zombieland, procurem-nos imediatamente. Arranjem-no e hoje mesmo vejam-no!


Como já deixei bem claro em vários posts que fiz, sou um fiel admirador do humor negro, da piada sádica e dos momentos mórbidos. Sei bem que nem todos estão habilitados para o fazer, mas depois de ver Zombieland, reconheço que Paul Wernick e Rhett Reese são dois tipos capazes de transformar uma ideia já mais do que batida, misturada, explorada e remoída, num filme interessante, intenso e surpreendentemente divertido. Deixo-vos apenas um cheirinho daquilo que é Zombieland: Com um elenco de valor, onde Woody Harrelson, Emma Stone, Abigail Breslin e o próprio Bill Murray (que entra no filme como Bill Murray) se juntam a Jesse Eisenberg para formar um insólito gang que, por um conjunto de acasos, se reúne para combater os zombies que se instalaram nos Estados Unidos. Com métodos e ideais peculiares, Zombieland é um filme único.


Nota Final: B+

Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Ruben Fleischer
Argumento: Paul Wernick e Rhett Reese
Ano: 2009
Duração: 88 minutos

Série - ENTOURAGE


Apetece-me fazer esta referência a Entourage. Vou demarcá-la das habituais crónicas sobre séries de televisão, em primeiro lugar porque esta foi durante vários anos a minha série favorita, uma série que acompanho desde 2005 e pela qual me habituei a aguardar impacientemente, ano após ano e em segundo porque esta ultima temporada foi, possivelmente, a mais maltratada e criticada das suas sete temporadas. Eu próprio critiquei o seus primeiros episódios.



Toda a história de Entourage gira à volta da fama e lucros provenientes da carreira de um promissor actor, Vicent Chase (Adrian Grenier). É um actor bonito e desejado por muitas mulheres. Aproveita os frutos de todo o seu trabalho, gozando à grande os seus rendimentos, sempre rodeado de mulheres, trocando de namoradas mais depressa do que troca de roupa interior. Entourage demarca-se pelo facto de envolver actores, músicos e personalidades do cinema e das artes, que entram e participam em Entourage na primeira pessoa. E em Entourage juntou-se à quantidade a qualidade. Desde James Cameron a Martin Scorcese, passando por Mike Tyson ou John Cheese.

À custa de Vincent vivem:


Eric Murphy (Kevin Connolly), o seu melhor amigo e importante conselheiro relativamente às decisões da sua carreira. A personagem que menos gosto, pela sua falta de sal, a sua azelhice e o sua capacidade inexplicável para captar a atracção de mulheres bonitas, entre elas Sloan McQuewick (Emmanuelle Chriqui), uma mulher fantástica, com tudo aquilo que um homem sonha. Com o tempo, torna-se agente de cinema com alguma sorte e, também, com algum mérito próprio.



Turtle (Jerry Ferrara), outro grande amigo de infância cuja presença na série sempre me intrigou, já que não tendo nenhum interesse real nem nenhuma função importante na tão atribulada vida de Vicent, conseguia captar o nosso interesse e fazer-nos gostar da sua personagem, da sua figura e da forma como encara a vida: Faz questão de ter uma vida de luxo e sonho, sem precisar de fazer contas ao dinheiro e a disfrutar da melhor forma dos rendimentos de ser amigo de uma grande estrela de cinema.


Johnny "Drama" Chase (Kevin Dillon) é a minha personagem favorita de toda a série. Embora seja sempre Ari Gold a personagem em evidência em todas as críticas e nomeações para prémios (com todo o mérito, claro), Johnny Drama é um dos responsáveis pela adoração que tenho pela série. O carisma e singularidade da sua personagem chegou mesmo a valer-lhe, em 2008, a nomeação para um Globo de Ouro. Johnny Drama Chase, como o próprio apelido indica, é irmão mais velho de Vincent Chase. Uma espécie de ovelha negra da família vivendo na ilusão de que tem uma carreira brilhante ao nivel do cinema e séries de televisão (constantemente a referir-se à "super popular" série Viking Quest onde foi estrela nos anos 90). Uma personagem divertidíssima, original e peculiar. Adoro-o.



Por fim, Ari Gold (Jeremy Piven). Agente de Vincent Chase e, para muitos, a grande personagem da série. Homofóbico, racista, machista, um workaholic, genial em tudo aquilo que faz. Um líder ambicioso que cresceu com e fez crescer Vincent Chase. É principalmente a ele que Vincent deve o seu sucesso. Ari Gold consegue sempre o que quer, luta até ao extremo e faz tudo, o possível e o impossível, em prol da sua carreira. Um grande papel, que lhe valeu seis nomeações nos globos de ouro e a estatueta em 2008. São da sua autoria algumas das melhores frases da série, como a que disse ao seu secretário, Lloyd, homossexual assumido: "That was a good speech, Lloyd. If I was 25 and liked cock, we could be something."



Acredito que para quem não é fan, o interesse pela série tenha desaparecido na quinta temporada. Depois de uma primeira temporada a meio-gás, a segunda, terceira e quarta temporadas foram uma verdadeira delícia para quem gosta de sentido de humor, machismo descarado, sarcasmo, ironia e entretenimento. Ao fim de três grandes temporadas, a quinta temporada foi a temporada de reformulação do esquema, de reorganização de ideias. Eu pessoalmente, gostei muito da quinta temporada mas confesso que detestei a sexta temporada. Toda ela feita à volta dos problemas de Eric Murphy (que basicamente tinha dúvidas existenciais sobre que mulher deveria escolher), na séptima temporada houve então uma alteração dos holofotes, que passaram a focar quem deveriam: Vincent Chase. Uma grande temporada de Adrian Grenier, que na personagem de Vincent Chase, perde o controlo sobre todas as tentações que o rodeiam e entrega-se às mulheres, ao alcool e às drogas.


Fiz esta crónica porque senti que Entourage o merecia. Levou por tabela em tantos blogs, foi criticado por tantos, que eu, em meu nome pessoal (uma vez que o Jorge também não ficou convencido, e com todo o direito, com esta última temporada), quero garantir-vos que Entourage, embora não tenha estado ao nível a que esteve na segunda e terceira temporada, esteve bem melhor nesta sétima temporada do que esteve na sexta. Considero que o episódio final foi muito bem construido e deu um final digno à série. Fico, mais uma vez, ansioso pela próxima temporada. Mesmo que esta seja feita de três episódios e se fique por aí. Não voltará a haver nenhuma série como Entourage.

Personagens do Cinema - Roger "Verbal" Kint



"Who is Keyser Soze? He is supposed to be Turkish. Some say his father was German. Nobody believed he was real. Nobody ever saw him or knew anybody that ever worked directly for him, but to hear Kobayashi tell it, anybody could have worked for Soze. You never knew. That was his power. The greatest trick the Devil ever pulled was convincing the world he didn't exist. And like that, poof. He's gone."



Aceito que alguns considerem esta escolha controversa. Mas eu adoro Kevin Spacey, adoro o filme The Usual Suspects e senti um prazer enorme ao ver Roger Kint enganar-me durante todo o filme e, no final, ainda se rir de mim com toda a categoria.


Num dos grandes filmes da década de 90, vencedor do Oscar para Melhor Actor Secundário (para Kevin Spacey) e de Melhor Argumento Original (Christopher McQuarrie), é nos dada a conhecer a investigação policial levada a cabo por Dave Kujan (Palminteri) após ter sido descoberto um barco destruído na doca de São Pedro, California juntamente com mais de duas dezenas de homens mortos e muitos milhões de dolares desaparecidos.


Apenas se encontram dois sobreviventes junto ao local: Um Hungaro, que identifica Keyser Söze (um conhecido mafioso turco) como sendo o responsável por tal atentado, e Roger 'Verbal' Kint que desde logo se mostra disposto a colaborar com a polícia. Juntamente com outros grandes nomes do cinema (Gabriel Byrne, Stephen Baldwin, Kevin Pollack e Benicio Del Toro) Roger cria uma história fantástica, de uma mestria impressionante nos campos da mentira e da imaginação, arrastando consigo não só Dave Kujan mas também o espectador para um final surpreendente.


Não vos quero revelar muito mais porque o filme é imperdível e vale a pena ser visto sem se saber muito sobre ele. The Usual Suspects é todo ele um sucesso, capaz de fazer as delícias não só dos fans dos thrillers policiais como também dos fans do cinema com qualidade. E se é recordado com saudade e admiração, deve-o totalmente a Roger "Verbal" Kint.

Takeshi Kitano - KIKUJIRO (1999)



Mais uma obra-de-arte. Cada vez mais me convenço que um filme de Takeshi Kitano é sempre um filme marcante, único e incomparável.

Em Kikujiro somos confrontados com uma realidade distinta das relatadas nos dois filmes anteriores sobre os quais vos falei. Takeshi Kitano volta a realizar, escrever e protagonizar mais uma grande história, real e habitual, que aos olhos de muito certamente passará completamente despercebida.


Como já antes referi, Takeshi Kitano é um realizador sem preconceitos, sem falinhas mansas, sem floreados ou rodeios. Não nos conta histórias da carochinha e leva muito a sério o seu espectador. É um realizador que não gosta de perder nem de fazer perder tempo. E em Kikujiro temos mais uma boa prova disso.

O filme conta-nos a história de Masao, um rapaz que vive em Tokyo com a avó. Abandonado pela mãe (que acredita te-lo abandonado para lhe dar uma vida melhor) e órfão do seu pai, vê todos os seus colegas partirem em família para as tão aguardadas férias de verão. É na monotonia dos seus primeiros dias de férias, que decide aproveitar para visitar a sua mãe (que nunca viu a não ser apenas em fotos) em Toyohashi.


Ainda na cidade de Tokyo, e enquanto está a ser assaltado por um grupo de adolescentes, é ajudado por Kikujiro (Takeshi Kitano) e pela sua Mulher (um casal muito amigo da sua avó), que lhe devolvem o dinheiro que lhe iria ser roubado. Ao sabere dos planos do menino, a Sra. Kikujiro obriga o seu marido a acompanhar o rapaz nesta enorme e difícil jornada. Com cinquenta mil yenes partem para uma viagem que tem tudo para não correr como o esperado.

Kikujiro é uma criança em ponto grande, um homem que facilmente se deixa levar pela tentação dos seus vícios. Rapidamente perde todos os yenes que lhe haviam sido entregues pela mulher para os custos da viagem, em ridículas apostas de corridas de ciclistas. Alheio a todo este tipo de contrariedades, Masao segue sempre alegre, não deixando de sonhar com o dia em que verá a sua mãe. Numa espécie de Road-Trip de quem sabe fazer filmes, Takeshi Kitano vai-nos confrontando com algumas surpresas, principalmente no que toca à controversa personagem que desempenha neste filme.



Mais uma vez com uma banda-sonora constituída praticamente por uma única música, que vos aconselho vivamente a ouvir, somos embalados pelo som dos violinos que marcam os momentos mais intensos deste filme. Acho que a escolha é acertada e que é a forma ideal de ter o espectador sempre atento e em sintonía com o filme. Com Takeshi Kitano percebi que, uma banda sonora de uma única melodia, resulta, na grande maioria das vezes, muito melhor do que um conjunto de músicas quase sem relação com a história do filme. Quanto à banda-sonora, volto a atribuir A.


Nota Final: B+

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Takeshi Kitano
Argumento: Takeshi Kitano
Ano: 1999
Duração: 121 minutos

Personagens do Cinema - Derek Vinyard


O ponto alto da carreira de Edward Norton. Um actor que nos ultimos anos tem andado desaparecido dos grandes papeis (o Ilusionista terá sido o seu ultimo filme digno de registo), mas cuja prestação neste filme fortíssimo lhe valeu a nomeação para melhor actor principal nos Oscars de 1999 (perdendo a estatueta dourada para o, também ele, grande papel de Roberto Benigni em A Vida é Bela).



Derek Vinyard é uma personagem ambígua. É uma personagem que assuma um papel e uma personalidade opostas. Inicialmente é um elemento da extrema direita, defende fervorosamente os ideiais em que acredita, até que um dia se excede e os seus actos (uma das cenas mais memoráveis do cinema) acabam por o levar à prisão. Aí Derek sofre e enfrenta uma realidade diferente daquela a que estava habituado.


Passado 3 anos, é um homem novo. Decidido a evitar que o seu irmão mais novo, Danny Vinyard (Edward Furlong), acabe por levar a vingança da prisão de Derek longe demais, este sente pela primeira vez o reverso de uma medalha que julgava dominar perfeitamente. Ao longo de um filme extremamente comovente, Derek luta com todas as armas para transformar Danny num rapaz diferente daquele em que, ele próprio, haveria moldado anos antes.

Derek Vinyard é O papelão de Edward Norton! Uma oportunidade unica numa carreira, que Edward agarrou com unhas e dentes e lhe permitiu um lugar de destaque, para sempre, na história do cinema.

Séries - Only Fools and Horses


Only Fools and Horses é uma das grandes séries da BritCom. Se fizerem uma pesquisa por vários sítios da Internet, vão perceber que a adoração pela série é tal que, muitos destes sites, não hesitam em considerá-la a melhor série de sempre da BritCom. Embora este tema seja bastante discutível e controverso (para muitos não existiría BritCom se não tivessem existido os Monty Python), Only Fools and Horses é uma delicia e, mesmo não sendo a melhor de sempre, será para sempre lembrada como um dos pontos altos da comédia de Inglaterra.


A série que deu origem à série portuguesa Os Fura Vidas, a minha série favorita de comédia em Portugal, é um original (claramente) melhor do que a cópia portuguesa. Del Boy (David Jason) é um falhado. Um visionário e um empreendedor, mas que estará para sempre condenado ao fracasso. O típico "Chico-Esperto" com a mania que engana todo o mundo e cujas negociatas têm sempre sucesso garantido. Arrasta consigo o seu inocente, ignorante e influenciável irmão Rodney Trotter (Nicholas Lyndhurst) que vê no irmão mais velho um herói, que o salvou da miséria após a morte da mãe e o abandono do pai. Com eles, e completando o elenco da série, temos o Avô (Lennard Pierce) que mais tarde, após a sua morte, foi substítuido pelo Uncle Trotter (Buster Merryfield).


Uma série criada por John Sullivan, tem como prova da sua qualidade os 14 anos que se aguentou na televisão britânica, sempre com uma boa receptividade por parte do público. Os 9,4 do imdb.com são também um ponto a seu favor. Para nós portugueses, tão bem habituados ao típico portuguesinho, capaz de tudo para conseguir subir na vida mesmo que de uma forma desonesta, Only Fools and Horses é um belo retrato das nossa familias e, certamente muitos de vós irão encontrar nesta série algumas situações que vos serão familiares.