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DIAL P FOR POPCORN

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IMDB Top250

Acho que não existe nenhum amante de cinema que não tenha o desejo de completar a famosa lista dos 250 melhores filmes do site IMDb.com. Como todas as listas, é discutível e nunca será consensual.

No entanto, e no meu entender, é uma lista com vários filmes muito bons e que é uma óptima porta de entrada para o mundo do cinema. No meu caso pessoal, que  fui conhecendo o cinema praticamente sozinho, esta lista foi um fantástico cartão de visita, que me ajudou a separar o trigo do joio e a perceber porque existe tanta paixão e admiração em relação a alguns filmes.

O que me proponho a fazer é algo simples, que certamente já foi feito por outros blogues. Faço-o porque quero-o no nosso blogue e porque espero que, com esta separação e breve introdução, consiga ajudar outros que, tal como eu, precisam de um pequeno empurrão para começar esta fantástica viagem pela sétima arte.

Ainda não consegui ver todos os 250 filmes e como tal não vou poder opinar sobre todos. No entanto, em todas as décadas tentarei salientar o filme que, para mim, é mais interessante e sobressai entre os restantes.

SÉCULO XX

Década de 20:


A única década onde ainda não vi qualquer filme. Sempre ouvi referências ao Metropolis como sendo um grande filme. Depois desta divisão, fico com os filmes organizados e já sei por onde começar. Vi o The Kid quando era pequeno e recordo-me dele com saudade. É difícil um filme de Charles Chaplin ser mau, embora The Kid não seja para mim o seu melhor filme.

Metropolis (1927)
The General (1926)
Aurora (1927)
The Gold Rush (1925)
The Kid (1921)
La passion de Jeanne d'Arc (1928)


Década de 30:


Grandes e memoráveis filmes. Vi City Lights e Modern Times há algum tempo, quando a nostalgia da infância me atingiu e senti vontade de rever os clássicos de Charles Chaplin. Qualquer um deles é genial e qualquer um deles é um marco na história do cinema. No entanto, temos também aqui o famoso M, que com pena nunca vi! O grande problema destas primeiras três décadas de cinema do Top250 está na dificuldade que existe em encontrar os filmes em versões de qualidade. Mais uma década a ter em atenção e que espero em breve conseguir actualizar por completo.

M (1930)
City Lights (1931)
Modern Times (1936)
Mr. Smith Goes to Washington (1939)
The Wizard of Oz (1939)
It Happened One Night (1934)
Gone with the Wind (1939)
All Quiet on the Western Front (1930)
Duck Soup (1933)
King Kong (1933)


Década de 40:


Uma década com grandes clássicos! Casablanca, It’s a Wonderful Life, Citizen Kane, The Third Man… É dificil escolher um favorito. Adoro o Casablanca, mas é inevitável não colocar no topo o Citizen Kane. É um dos filmes que mais me marcou até hoje, de que gosto intensamente. Ladri di Biciclette é um filme que vou ver muito em breve, sobre o qual tenho tido óptimas referências e cuja presença neste Top me despertou a atenção. Em breve estará no nosso blogue.

Casablanca (1942)
It's a Wonderful Life (1946)
Citizen Kane (1941)
Double Indemnity (1944)
The Third Man (1949)
The Treasure of the Sierra Madre (1948)
The Great Dictator (1940)
Ladri di biciclette (1948)
The Maltese Falcon (1941)
Rebecca (1940)
Notorious (1946)
The Big Sleep (1946)
The Grapes of Wrath (1940)
The Best Years of Our Lives (1946)
Kind Hearts and Coronets (1949)
His Girl Friday (1940)
Arsenic and Old Lace (1944)
The Philadelphia Story (1940)
Rope (1948)
Shadow of a Doubt (1943)


Década de 50:


E à medida que avançamos nas décadas, os filmes vão aumentando em quantidade e qualidade. Numa década com bastantes filmes de Hitchcock, fico dividido entre 12 Angry Men e Rear Window para a escolha de filme de destaque. Temos All About Eve (o filme da vida do Jorge), Ikiru, Rashomon e um filme que adoro perdidamente, Les quatre cents coups... Quero deixar bem claro que não vi todos os filmes e portanto a escolha que faço hoje pode muito bem não ser a mais justa e pode, perfeitamente, ser alterada quando vir todos os filmes desta década. Mas opto por Rear Window, para mim o melhor filme de Hitchcock e o ponto mais alto da sua carreira. É um filme com um argumento fantástico, que não tem falhas e que é construído com uma imaginação de levar ao céu. Mas que grande década esta de 50!

12 Angry Men (1957)
Seven Samurai (1954)
Rear Window (1954)
Sunset Blvd. (1950)
North by Northwest (1959)
Vertigo (1958)
Paths of Glory (1957)
Singin' in the Rain (1952)
The Bridge on the River Kwai (1957)
Some Like It Hot (1959)
Rashômon (1950)
All About Eve (1950)
On the Waterfront (1954)
Det sjunde inseglet (1957)
Touch of Evil (1958)
Strangers on a Train (1951)
Witness for the Prosecution (1957)
Smultronstället (1957)
High Noon (1952)
Ben-Hur (1959)
Le salaire de la peur (1953)
Les diaboliques (1955)
Ikiru (1952)
The Night of the Hunter (1955)
The Killing (1956)
A Streetcar Named Desire (1951)
Les quatre cents coups (1959)
La strada (1954)
Stalag 17 (1953)
Dial M for Murder (1954)
Le notti di Cabiria (1957)
Harvey (1950)
Roman Holiday (1953)

Década de 60:


Embora constituída por grandes filmes, a escolha é, para mim, óbvia! The Good, The Bad and The Ugly, o meu filme favorito, merece totalmente o destaque que aqui lhe faço. Com grandes filmes como 8 ½, Dr. Strangelove, 2001: A Space Odyssey ou C’era una volta il West, a década de 60 é também ela uma década muito rica.

Il buono, il brutto, il cattivo. (1966)
Psycho (1960)
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)
C'era una volta il West (1968)
Lawrence of Arabia (1962)
To Kill a Mockingbird (1962)
2001: A Space Odyssey (1968)
The Apartment (1960)
The Great Escape (1963)
Per qualche dollaro in più (1965)
Yôjinbô (1961)
Cool Hand Luke (1967)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
The Manchurian Candidate (1962)
The Graduate (1967)
8½ (1963)
Judgment at Nuremberg (1961)
The Hustler (1961)
The Wild Bunch (1969)
Persona (1966)
La battaglia di Algeri (1966)
Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966)
Rosemary's Baby (1968)
The Man Who Shot Liberty Valance (1962)


Década de 70:


A Clockwork Orange. Assim que olhei para esta lista, o nome de imediato me veio à atenção. Adorei este filme de Kubrick e dou-lhe o destaque da década. É também uma década que marca o aparecimento de grandes lendas vivas do cinema, como Copolla, Scorcese, James Cameron ou George Lucas. Aqueles que são, para muitos, os inventores da comédia moderna, Monty Python, têm também aqui o seu reconhecimento e acho que Life of Brian é a melhor crítica que alguma vez vi à religião cristã.

The Godfather (1972)
The Godfather II (1974)
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975)
Star Wars (1977)
Apocalypse Now (1979)
Taxi Driver (1976)
Alien (1979)
A Clockwork Orange (1971)
Chinatown (1974)
Monty Python and the Holy Grail (1975)
The Sting (1973)
Jaws (1975)
Annie Hall (1977)
The Deer Hunter (1978)
Life of Brian (1979)
Dog Day Afternoon (1975)
The Exorcist (1973)
Network (1976)
Rocky (1976)
Manhattan (1979)
Barry Lyndon (1975)
Patton (1970)
Sleuth (1972)


Década de 80:


E o destaque vai para Scarface. Embora na ordem do Top não esteja nos primeiros lugares, o papel que Al Pacino faz (para mim, o actor com mais qualidade do famoso trio Pacino, De Niro e Nicholson, embora este último seja o meu favorito) marcou-me tanto que o filme se tornou para mim inesquecível. Uma década onde me sinto bastante ignorante (talvez porque muitos dos títulos não me chamem à atenção), recordo com saudade o dia em que vi Nuovo Cinema Paradiso, uma história linda e singular de amizade.

Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)
Raiders of the Lost Ark (1981)
Shining (1980)
Aliens II (1986)
Das Boot (1981)
Back to the Future (1985)
Raging Bull (1980)
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
Amadeus (1984)
Once Upon a Time in America (1984)
Full Metal Jacket (1987)
The Elephant Man (1980)
Indiana Jones and the Last Crusade (1989)
Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)
Die Hard (1988)
Blade Runner (1982)
Ran (1985)
Hotaru no haka (1988)
Platoon (1986)
Scarface (1983)
The Terminator (1984)
Stand by Me (1986)
The Thing (1982)
Gandhi (1982)
The Princess Bride (1987)
Tonari no Totoro (1988)
Fanny and Alexander (1982)
A Christmas Story (1983)


Década de 90:


É tão dificil escolher um. São tantos e tão bons. A década de 90 fica para a história como a década em que um rapaz de vinte e poucos anos, desconhecido e sem grandes recursos, atirou para os cinemas um filme feito numa garagem. Reservoir Dogs marca o início da carreira de um dos melhores realizadores de sempre, que já deu (e certamente continuará a dar) muitíssimo ao cinema. Escolho Pulp Fiction para o destaque desta década porque é o seu ponto alto e é impossível falar desta década sem falar de Quentin Tarantino. Recomendo também todos os outros títulos (dos quais apenas não vi dois ou três) e em que quase todos merecem o reconhecimento deste top.

The Shawshank Redemption (1994)
Pulp Fiction (1994)
Schindler's List (1993)
Goodfellas (1990)
Fight Club (1999)
The Usual Suspects (1995)
Matrix (1999)
Se7en (1995)
Forrest Gump (1994)
The Silence of the Lambs (1991)
Léon (1994)
American Beauty (1999)
American History X (1998)
Terminator 2: Judgment Day (1991)
Saving Private Ryan (1998)
L.A. Confidential (1997)
Reservoir Dogs (1992)
La vita è bella (1997)
The Green Mile (1999)
Braveheart (1995)
Unforgiven (1992)
Mononoke-hime (1997)
Fargo (1996)
Heat (1995)
The Sixth Sense (1999)
The Big Lebowski (1998)
The Lion King (1994)
Toy Story (1995)
Trainspotting (1996)
Groundhog Day (1993)
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)
Casino (1995)
Twelve Monkeys (1995)
Good Will Hunting (1997)
Ed Wood (1994)
Magnolia (1999)
Festen (1998)
The Truman Show (1998)
Trois couleurs: Rouge (1994)
Toy Story 2 (1999)
The Nightmare Before Christmas (1993)


SÉCULO XXI

Década de 00:


Uma escolha fácil. There Will Be Blood é o melhor filme desta década. Ponto. É um dos melhores filmes da história do cinema, com uma das melhores actuações da história do cinema, protagonizado por um dos melhores actores da história do cinema – Daniel Day-Lewis. Uma década muito rica, que peca pela ausência de grandes títulos, principalmente do cinema europeu e asiático, que acabam por não estar presentes devido à constante e inevitável americanização que o cinema sofre actualmente. Embora seja uma lista muito boa, há alguns filmes que podem deixar uma certa mágoa em quem os vê. Esta é a década em que aparece um grande e muito promissor realizador: Christopher Nolan. Dele aconselho-vos o seu melhor filme, Memento. Um quebra-cabeças criado com perfeição e inteligência. Tal como com Tarantino, também Nolan teve um início de carreira brilhante e é actualmente, um dos poucos realizadores que nunca falha e que nunca está mal. Não me vou perder em recomendações, porque acabaria por repetir quase toda a lista.

O novo milénio trouxe-nos muito cinema bom, e recordo com particular saudade o grande ano de 2007, onde Paul Thomas Anderson e os irmãos Coen tiveram uma luta de cavalheiros como há muito não se via!

The Dark Knight (2008)
The Lord of the Rings: The Return of the King (2003)
Cidade de Deus (2002)
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
Memento (2000)
The Lord of the Rings: The Two Towers (2002)
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)
WALL·E (2008)
Sen to Chihiro no kamikakushi (2001)
The Pianist (2002)
Das Leben der Anderen (2006)
The Departed (2006)
Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Requiem for a Dream (2000)
El laberinto del fauno (2006)
The Prestige (2006)
Inglourious Basterds (2009)
Der Untergang (2004)
Up (2009)
Gran Torino (2008)
Gladiador (2000)
Sin City (2005)
Oldboy (2003)
Batman Begins (2005)
Slumdog Millionaire (2008)
Hotel Ruanda (2004)
No Country for Old Men (2007)
District 9 (2009)
Avatar (2009)
Donnie Darko (2001)
Snatch (2000)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
There Will Be Blood (2007)
Into the Wild (2007)
Million Dollar Baby (2004)
The Wrestler (2008)
The Bourne Ultimatum (2007)
Finding Nemo (2003)
Amores perros (2000)
V for Vendetta (2006)
Ratatouille (2007)
El secreto de sus ojos (2009)
Star Trek (2009)
The Incredibles (2004)
In Bruges (2008)
Le scaphandre et le papillon (2007)
Children of Men (2006)
Låt den rätte komma in (2008)
Big Fish (2003)
Mystic River (2003)
Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Letters from Iwo Jima (2006)
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003)
Mou gaan dou (2002)
Mary and Max (2009)
Fa yeung nin wa (2000)
Hauru no ugoku shiro (2004)
Monsters, Inc. (2001)
Mulholland Dr. (2001)

Década de 10:


Um início promissor com belos filmes. Inception será naturalmente a minha escolha, numa década que espero, sinceramente, nos traga muito e bom cinema. Que a quantidade seja tão boa como a qualidade. Daqui a dez anos aqui estarei, para vos falar dela.

Inception (2010)
Toy Story 3 (2010)
The Social Network (2010)
How to Train Your Dragon (2010)
Kick-Ass (2010)



Concluída esta retrospectiva, fico feliz por saber que ainda me faltam ver alguns filmes desta lista. Espero que esta divisão vos ajude tanto como me vai ajudar a mim. Que vos sirva de apoio para se iniciarem na descoberta do cinema ou que vos ajude, tal como a mim, a completarem os filmes que vos faltam.

Como desafio final, peço-vos a vossa opinião. Qual a melhor década do cinema? E mais importante que isso, que valor atribuem vocês a este tipo de listas?

Depois desta análise, e embora me faltem alguns filmes, a minha opinião fica dividida entre a década de 50 e a década de 90. Ambas são ricas em quantidade e em qualidade. Mas vou jogar pelo seguro, e atribuir o meu voto à década de 90.

 

 

Grandes Posters: the Hitchcock edition


Há muito tempo que não pegava na nossa rubrica de Posters e fazia uma edição baseada nas principais obras de um realizador. Depois de analisar Malick e Cameron, exemplos claros de realizadores com filmes brilhantes que conseguem sucesso mesmo com fraco merchandising, vamos pegar num expoente claro do contrário: excelentes peças de arte que atiçam ainda mais a nossa atenção para os filmes em questão.

Dos muitos filmes da vasta filmografia de Alfred Hitchcock, resolvi ressalvar estes. Alguns antiquados, é certo, mas há que perceber que para os anos 40 e 50 estes posters estavam já muito à frente do que se fazia na época. Há por aqui um ou outro poster que é na verdade de uma edição comemorativa, portanto bem mais recente, mas na maioria o que dá para perceber é que as imagens que Hitchcock usava nos posters dele são todas muito inventivas, muito curiosas, apelando à nossa atenção, normalmente focando-se em expressões faciais ou gestuais das personagens. Senão vejamos:


The Lady Vanishes (1938) / Rebecca (1940)

  
Shadow of a Doubt (1943) / Notorious (1946)


Rope (1948) / Strangers on a Train (1953) 



Dial M For Murder (1954) / Rear Window (1954)


To Catch a Thief (1955) / The Man Who Knew Too Much (1956)


Vertigo (1958) / North By Northwest (1959)


Psycho (1960) / The Birds (1963) 



Além de vários posters que aprecio, outra coisa fica-me bem clara. Haverá outro realizador com uma filmografia tão rica? E vocês, que pensam? 

Grandes Posters

Há muito tempo que não revisitava esta rubrica (isto agora quando voltarmos a tempo de aulas volta tudo a encarreirar), portanto decidi que já era tempo de voltarmos a publicar mais uma edição de "Grandes Posters".

Esta semana, um filme memorável, um marco do cinema não só dos anos 60, mas de sempre:


"Rosemary's Baby" (Polanski, 1968)



Adoro este filme. Adoro a Mia Farrow neste filme. Este filme persegue-me, de tão intenso e temível que é. Fiquei boas horas acordado na noite em que o vi a pensar nele. Porque é assim tão especial. E este poster... Bem, escusado será dizer que vende a ideia do filme sem contar muito do enredo, que é a chave do interesse pelo filme. E é tão bonito. E emblemático.

Personagens do Cinema - Dr. Strangelove



Mais uma personagem de Stanley Kubrick. Mais uma personagem mítica e eterna do cinema. Mais um grande actor, sobre o qual Kubrick conseguiu espremer todo o rendimento possível.
Dr. Strangelove é um dos melhores (senão mesmo o melhor) papel de Peter Sellers (que no mesmo filme faz também de Capitão Lionel Mandrake e de Presidente Merkin Muffley), que ao encarnar o papel de um ex-nazi, um cientista louco confinado a uma cadeira de rodas representa uma enormíssima crítica negra feita à evolução bélica e ao aparecimento do novo mundo das armas nucleares.

É uma daquelas personagens que enche um filme. Dr. Strangelove é Peter Sellers. É um homenzinho, com uma figura característica e peculiar e com um pormenor delicioso: A sua mão que, aparentemente, tem vontade própria e que é a marca + evidente do seu passado nazi.

Infelizmente, nem Kubrick, nem Sellers nem Dr. Strangelove conseguiram passar das nomeações (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Argumento Adaptado) nos Óscares de 1965. No entanto, a grandeza do filme ultrapassou a injustiça e ficou para sempre na história do cinema. Dr. Strangelove é hoje olhado como um filme de culto, sobre o qual tenciono falar-vos em breve.

Pergunta: Saber cantar é importante nos musicais?

Seis razões que justificam a utilização de actores que sabem cantar e dançar em filmes musicais:

1.

Meryl Streep, "Death Becomes Her" (1992)



2.
Marion Cotillard, "Nine" (2009)


3.

Catherine Zeta-Jones e Queen Latifah, "Chicago" (2002) - cena cortada


4.

Barbra Streisand, "Funny Girl" (1968)


5.

Judy Garland, "The Wizard of Oz" (1939)



6.

Liza Minnelli, "Cabaret" (1972)


Pura e simplesmente fazem um filme muito melhor.

THE GOOD, THE BAD, THE UGLY (1966)


É sempre dificil resumir em poucas palavras o nosso filme favorito. The Good, The Bad and The Ugly, filme que estreou em 1966, é sem dúvida o grande filme da minha vida.
É a obra-prima de Sergio Leone, um dos melhores (senão mesmo o melhor), realizadores de filmes Western, que tem no currículo outros bons filmes como o caso de A fistful of Dollars, For a few dollars more e ainda Once Upon a Time in the West.


The Good, The Bad and The Ugly conta a história deste três cowboys representados na fotografia e que passo a apresentar: O Bom (Clint Eastwood), o Vilão (Eli Wallach) e o Mau (Lee Van Cleef).
Embora o filme esteja envolvido por um conjunto de histórias paralelas que lhe dão consistência, tem como ideia principal a procura de um tesouro escondido que os leva a uma verdadeira cruzada (recheada de contra-tempos) pelo West. Não querendo mais uma vez adiantar-vos muito sobre o filme, quero apenas criar em vocês o apetite e o interesse para se sentarem e verem este filme. São 171 minutos de entretenimento e acção muitos constantes, mas com duas cenas que sobressaem no filme: O final (um clímax de cerca de 5 minutos que nos prende e quase nos faz saltar para o ecrã) e a Cena do Tiroteio (tal e qual acontecia no West, mas acompanhada da banda-sonora que a engrandece!)


Acho ainda importante realçar-vos a banda-sonora deste filme, que ficou sem dúvida para a história! Uma melodia muito simples mas incrivelmente acertada para a situação do filme. Indescritível! Assim que o filme começa somos abraçados pelo som desta música que nos contagia e nos transporta ao longo do filme. A música da cena final é também ela muito boa.

Quanto a interpretações, embora Clint Eastwood esteja na maior pinta da sua carreira e seja o bonitão de serviço, tenho obrigatoriamente que destacar Eli Wallach que soube aproveitar muito bem as potencialidades da sua personagem (controversa)e se apresenta neste filme com uma interpretação soberba!

Nota Final: A+++


Trailer: Infelizmente quase todos os trailers que estão no youtube são trailers com falhas. Este aqui é um trailer pequeno mas que vos dará uma boa ideia daquilo que é a acção e a banda-sonora deste filme.




Espero sinceramente ter-vos cativado para verem este GRANDE filme, que embora seja desconhecido, vale a pena conhecer!


Informações Adicionais:
Realização: Sergeo Leone
Produção: Alberto Grimaldi
Argumento: Sergeo Leone e Luciano Vicenzoni
Duração: 171 minutos
Ano: 1966

Soundtrack - The Boat That Rocked



São poucos os filmes que me fizeram ouvir a sua banda sonora depois de os ter visto.
Esta semana, inicio a primeira de uma série de posts, nos quais vos falarei sobre algumas das bandas sonoras que mais me marcaram e que, ainda hoje, ouço com regularidade.

A primeira que me veio à memória foi "The Boat That Rocked", uma brilhante comédia (possivelmente a melhor do ano passado) e onde se pode ouvir, ao longo do filme grandes nomes como Hendrix, The Who ou The Kinks (entre muitos, muitos outros).
Um grande filme de Richard Curtis com participações de Philip Seymour Hoffman (um dos meus actores favoritos) Jack Davenport, Tom Wisdom (uma das personagens mais bem conseguidas), Lucy Fleming e Tom Surridge.

Toda a atmosfera da vida do barco, acompanhada da banda-sonora que nos embala durante todo o tempo do filme, fazem deste um dos filmes mais bem conseguidos que vi em 2009 e que, com pena, não vi reconhecido nos Oscars de 2009.

Deixo-vos aqui uma das grandes músicas de "The Boat That Rocked", Sunny Afternoon dos lendários The Kinks