Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Nomeados ao Prémio Anual do CCOP




Com oito nomeações cada, Moonrise Kingdom e Shame são os filmes mais nomeados aos Prémios Anuais do CCOP. Ambas as produções competem nas categorias principais de Melhor Filme e Melhor Realizador. Seguem-se Amour e Hugo, com seis nomeações cada, mas apenas o primeiro marca presença na categoria de Melhor Filme. A produção portuguesa Tabu recebeu três nomeações dos jurados, sendo mesmo o único filme nacional a ser nomeado nas categorias principais: Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Filme Português. 

Todos os nomeados podem ser consultados aqui. Após o apuramento dos vencedores tecerei aqui alguns comentários acerca da lista.


Melhores e piores de 2012, segundo o CCOP


Findo o ano de 2012, o Círculo de Críticos Online Portugueses presta-se agora a uma votação para determinar os seus nomeados aos prémios anuais (a ser divulgados mais logo). Para já, aguce-se a vossa curiosidade com os dez piores e dez melhores classificados pelo CCOP ao longo do ano:

Os Piores do Ano



O ranking dos piores com três produções portuguesas - "Morangos com Açúcar - o Filme", "Balas e Bolinhos 3" e "A Teia de Gelo"  e com os mais que esperados "Twilight: Breaking Dawn - Part II", "Ghost Rider: Spirit of Vengeance" e  "Jack & Jill" (filmes feitos para vencer Razzies). 


Os Melhores do Ano



Em relação à lista apurada em Dezembro (prévia à repescagem feita no final de Janeiro), uma melhoria ainda assim importante no ranking dos melhores - ressalve-se a saída de "The Muppets" dos dez melhores e o regresso de "Take Shelter" (bem merecido). A lista bem liderada por "Amour", "Tabu" e "Moonrise Kingdom".

Agora vocês: que dizem destas duas listas?



A Angústia do Blogger Cinéfilo: Vencedor


Depois de mais uma estupenda partida - a derradeira, a Final - disputada para o torneio interblogues "A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Pénalti", que assim finda a sua 2ª edição, a formação do Dial P For Popcorn sai vencedora perante a fortíssima equipa do Caminho Largo, por 26-17, num jogo que mais uma vez bateu recorde de assistência.


Num dia inspirado, as defesas saíram bem a Soderbergh (que ainda assim fez uma exibição oscilante, permitindo mais golos que o costume), enquanto a defesa composta por Leigh-Resnais-Haneke-von Trier mostrou a solidez e solidariedade do costume. No ataque, Paul Thomas Anderson esteve particularmente criativo, com Almodovar e Gilliam a superarem-se e a corresponderem, municiando um Todd Haynes com instinto assassino (pelo menos hoje). Fincher e Kiarostami arrumaram a casa e assim contiveram as acções de Scorsese, Lynch, Kusturica e Tarantino, mais habituados a ter liberdade. A equipa do Caminho Largo mereceu ainda assim fortes aplausos do público, como que em reconhecimento do magnífico trabalho ao longo do torneio e mesmo durante o jogo, mais que equilibrando forças com o DPFP FC. Um pouco mais de sorte e levariam o troféu para casa e seria no belíssimo espaço do Jorge Teixeira que a terceira edição desta competição decorreria.


Aproveitamos com isto para informar que, em virtude do triunfo nesta segunda edição, é no Dial P For Popcorn que recai a honra de organizar a terceira edição do certame, onde esperamos ver regressados todos os participantes deste ano - A Sombra do Elefante, CINEdrio, Rick's Cinema, Keyzer Soze's Place, Shut Up and Watch the Movies, O Narrador Subjectivo e Caminho Largo - para vingar a "derrota". Muitos parabéns a todos eles, adversários de muitíssimo valor. Também deixar agradecimento à hospitalidade e generosidade do Luís Mendonça, que mais uma vez organizou um divertido e interessante torneio, com regras em relação à 1ª edição que poderão ter revitalizado mais ainda a competição, ao obrigar os competidores a recorrer a realizadores vivos, mais recentes, mais reconhecíveis do público. 


Um último obrigado a todos os que votaram: a vitória é vossa.

Resta-me relembrar que o torneio ainda não terminou; falta procedermos à votação do onze ideal da competição e para isso também precisamos dos vossos votos! Mais novidades serão anunciadas no CINEdrio por isso vão passando por lá.

A Angústia do Blogger Cinéfilo: Grande Final


Depois da aventura que foram aqueles renhidos quartos-de-final contra o Keyzer Soze's Place, vencidos no prolongamento (com um resultado esclarecedor, mas enganador), eis que voltamos a ter mais do mesmo na meia-final vencida, por uma unha, à fantástica equipa do Shut Up and Watch the Movies, do amigo Projeccionista. Foi de novo um resultado enganador (27-13) e de novo um recorde de votos. 

Estamos então na final. Queria desde logo endereçar felicitações aos dois adversários que ficaram pelo caminho, dois excelentes competidores que para mim tinham todo o mérito de ter chegado ao final. Agradecer ainda ao CINEdrio pela acolhedora forma como organizou a 2ª edição deste torneio e que deixa em apuros quem irá ter que tomar as rédeas no próximo ano, para organizar uma edição do mesmo nível.

A final disputa-se entre a nossa equipa do Dial P For Popcorn e a poderosa equipa do Caminho Largo e mais uma vez o DPFP FC não parte como favorito, uma vez que esta equipa tombou o gigante CINEdrio, organizador do evento, e o Rick's Cinema, também outro grande favorito. Contudo, o DPFP FC adora um desafio e como tal estamos prontos para a luta. Num gesto de fair play, desejamos ao Caminho Largo boa sorte no confronto - que já decorre. E, claro, que vença o melhor.

Se pretenderem saber mais do torneio podem fazê-lo aqui e para um voto informado têm a descrição detalhada da equipa e da táctica tanto do Dial P For Popcorn (aqui) como a do Caminho Largo (aqui) para ler.

Grande Final: 
(a preto) Dial P for Popcorn vs. Caminho Largo (a azul)

Miyazaki. Yimou, Polanski, Cronenberg, Kar-Wai. Uma defesa de sonho, que qualquer clube gostaria de ter. Criativos e sólidos, inteligentes e fortes. De uma enorme experiência e competência, com variados sucessos. Da nossa parte, ao defrontar estes titãs, só esperamos que Almodovar, Gilliam, Paul Thomas Anderson e Haynes estejam em dia inspirado. A magia tem que aparecer, até porque aquele meio-campo seguríssimo com Eastwood, Herzog e Scorcese, senhores com muita chama  e pinta, promete fazer do simples acto de chegar à defesa algo difícil.  

A fraqueza do adversário, se existir, estará possivelmente no ataque, que precisa da inspiração das suas individualidades para fazer mossa. E pelo que se tem visto, a forma de Lynch, Kusturica e Tarantino tem deixado a desejar. Pelo contrário, Haneke, von Trier, Leigh e Resnais estão claramente no seu pico de forma e a sua longevidade poderá ser crucial nesta batalha no nosso meio-campo defensivo. 

Pede-se ainda a Soderbergh que tenha um dia bom, porque terá que ser ele a segurar as pontas se a equipa quebrar. Prevejo que o jogo vá depender do que faça o meio-campo de cada uma das equipas e, claro, do comportamento defensivo das duas duplas. Será certamente um jogo intenso, um jogo que entreterá e desafiará seguramente os talentos dos treinadores Ozu e Buñuel e neste confronto em particular, tendo em conta o jogo explosivo que promete ser, Luis Buñuel irá sobressair mais as suas capacidades de motivação e inspirará os jogadores - esperemos - a superarem-se.

Por tudo isto, e mais uma vez, não se esqueçam de votar aqui (barra lateral esquerda) ou directamente aqui. As votações terminam amanhã, por isso votem com afinco e rapidez.

Vocês não estão bem a ver...




O quanto eu gosto deste filme. Tanto quanto o Shut Up and Watch the Movies e o Serious Film, aparentemente. Consultem os dois links para verem o quão especial e precioso este novo filme do Wes Anderson é. Se houvesse justiça, tinha conseguido mais do que a mísera nomeação a Argumento Original que teve. Quem olha para aquele filme e não lhe dá logo nomeações a Guarda-Roupa, Produção Artística e Banda Sonora é porque não percebe nada. Tenho dito.


Quando começar a revelar os meus nomeados a melhores do ano - os DAFA 2012 - esperem ver por lá este filmaço.


A Angústia do Blogger Cinéfilo - Meias-Finais


Pois é, caros leitores, com a vossa ajuda o nosso DPFP FC conseguiu ultrapassar os quartos-de-final, num jogo renhido, muito bem disputado com a valorosa equipa do Keyzer Soze's Place (que eu acreditaria que nos ia arrumar para canto) e que foi preciso levar a tempo extra para decidir o vencedor (24-13). A todos os que votaram, o nosso obrigado, até porque tornaram este jogo no encontro mais participado (votado) da história do torneio. E muito obrigado ao Keyzer Soze's Place, porque foi um adversário exemplar.

Contudo, não podemos continuar a celebrar pois há um jogo das meias-finais já a decorrer. O DPFP FC foi sorteado contra a equipa do amigo Shut Up and Watch the Movies, que derrotou a equipa do Sombra de Elefante na ronda anterior. O outro confronto vai ser disputado entre a equipa da casa, o CINEdrio FC, e o Caminho Largo. Estão ambos os confrontos a voto no local do costume, onde além de votar poderão ler sobre como decorreram os quartos-de-final - aqui. Para ler mais sobre o torneio, é aqui.

Se só pretender votar no nosso jogo, dirija-se aqui e coloque o seu voto.

2.º confronto: Dial P for Popcorn (a preto) vs. Shut Up and Watch the Movies (a azul)



Falemos então do nosso confronto. Luis Buñuel está preocupado, pois não vê no adversário muitas fraquezas. A eficiência de Woody Allen e de Scorsese é exemplar (embora a sua taxa de sucesso nunca seja de fiar), a capacidade de surpreender de Coppola, De Palma, Gondry e Anderson é indubitável, a dupla dos irmãos Coen na defesa confere estabilidade e solidez e Chan-Wook Park e To dão um toque asiático às alas, onde com o seu imenso talento e versatilidade prometem fazer estragos. E por fim Kaurismaki. Não vai ser fácil fazer-lhe golos. Não há uma estrela que ofusque as outras, mas é uma equipa muito competente capaz de arrasar qualquer adversário. O DPFP FC vai ter de estar no seu melhor para bater este adversário. Vai precisar de um dia bom de Haynes, Almodovar e Gilliam. Vai precisar que Fincher e Kiarostami estejam no seu máximo. Vai requer um Paul Thomas Anderson mágico. E uma defesa de aço. Resnais e Leigh não podem facilitar. E Soderbergh vai ter mesmo que se aprontar. 

Será, sem dúvida, mais um grande encontro a disputar. Para saberem mais sobre a equipa e as escolhas do "Shut Up and Watch the Movies" podem dirigir-se a este link. Para saberem mais sobre a equipa do DPFP, é fazê-lo aqui.

A votação termina dia 18, próxima sexta-feira. Esperamos que participe na votação, mesmo que não nos dê o seu voto.

Previsões Óscares - finais (a 2h das nomeações)


E é mesmo!

Peço desculpa pelo atraso, mas quando as acabei ontem já estava demasiado cansado para as vir cá colocar. Cá ficam, de qualquer forma. Deixo o aviso: se vos parecerem demasiado absurdas, é porque se  calhar são. Nesta altura, a percentagem de acerto pouco me importa. O que importa é acertar nas coisas que mais ninguém adivinha. Essa é que é a piada do jogo.

Dentro de 2h, Emma Stone e Seth MacFarlane anunciarão os nomeados de 2012

Melhor Filme
"Argo"
"Lincoln"
"Zero Dark Thirty"
"Silver Linings Playbook"
"Les Misérables"
"Life of Pi"
"Django Unchained"
Estou a prever sete - até dez diria:
"The Master"
"Beasts of the Southern Wild"
"Amour"
Alternativa: "Moonrise Kingdom"

São os dez títulos que mais têm aparecido em listas. Adicionei o "Amour" porque tenho um pressentimento que se sairá bem com a Academia.

Melhor Realizador
Steven Spielberg, "Lincoln"
Ben Affleck, "Argo"
Kathryn Bigelow, "Zero Dark Thirty"
Ang Lee, "Life of Pi"
Tom Hooper, "Les Misérables"
Alternativa: Paul Thomas Anderson, "The Master"

No final, para mim, só os três primeiros estão seguros. Consigo ver perfeitamente O'Russell, Haneke, Paul Thomas Anderson, entre outros, a roubar um dos dois últimos lugares. Contudo, não serão as minhas duas escolhas as melhores apostas? 

Melhor Actor
Daniel Day-Lewis, "Lincoln"
Denzel Washington, "Flight"
Hugh Jackman, "Les Misérables"
Bradley Cooper, "Silver Linings Playbook"
Joaquin Phoenix, "The Master"
Alternativa: John Hawkes, "The Sessions"

Cooper tem aparecido mais do que eu esperava e como todos sabemos Hollywood adora coroar uma nova história de sucesso. Hawkes vinha sendo previsto desde Sundance e embora eu ainda ache que é plausível ele surgir aqui arrumando com Phoenix, se formos a ver, quem é que vai garantir mais votos #1? A seguir a Day-Lewis e Jackman, não será Phoenix? E se aparecer outro quinto nomeado (à la BAFTA ontem, que sacaram um Ben Affleck da cartola)? Tudo é possível.

Melhor Actriz
Jennifer Lawrence, "Silver Linings Playbook"
Jessica Chastain, "Zero Dark Thirty"
Naomi Watts, "The Impossible"
Marion Cotillard, "Rust and Bone"
Helen Mirren, "Hitchcock"
Alternativa: Emmanuelle Riva, "Amour"

Não consigo ver segurança na nomeação da Naomi, ao contrário da maioria da blogosfera. No entanto, se for nomeada, não vos parece que o buzz em torno da performance a pode levar mesmo a ganhar? A somar ao SAG, Globo e BAFTA que a actriz conseguiu, parece... segura? Bem, enfim. Cotillard parece também mais garantida que Riva, Wallis ou Weisz mas não conseguem facilmente visualizar uma situação em que ela não apareça? Hmm. E o que fazer de Helen Mirren... Eu gostava de ser ambicioso e arriscar Riva mas sem virtualmente nenhum precursor à excepção do prémio de críticos de Los Angeles e com Helen Mirren a fazer de Helen Mirren (coisa que a Academia dificilmente resiste) tenho dificuldade em encaixá-la nos nomeados. Não vos parece que neste tipo de anos que a Academia tem fracos nomeados são os anos que a Academia mais inventa (tipo Helen Mirren em 2009, Judi Dench em 2006)? Pois. Vai a Helen, sonho com a Riva.

Melhor Actor Secundário
Tommy Lee Jones, "Lincoln"
Philip Seymour Hoffman, "The Master"
Alan Arkin, "Argo"
Robert deNiro, "Silver Linings Playbook"
Christoph Waltz, "Django Unchained"
Alternativa: Javier Bardem, "Skyfall"

Eu ainda não acredito que a categoria solidificou em torno destes quatro (Jones, Hoffman, deNiro, Arkin), mas assim é. Redmayne, Waltz, DiCaprio, McConaughey, quem será o último? E se viesse um John Goodman, um Bryan Cranston ou outro assim que ninguém esperasse? Seria interessante. Acredito que DiCaprio ou Waltz consigam votos suficientes para conseguir o último lugar. Tendo em conta que Waltz é protagonista, aparece o filme todo mas é considerado secundário e recicla a interpretação de "Basterds", diria que é mais óbvio para mim vê-lo nomeado. Um grande ponto de interrogação: Javier Bardem, "Skyfall".

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway, "Les Misérables"
Sally Field, "Lincoln"
Helen Hunt, "The Sessions"
Maggie Smith, "The Best Exotic Marigold Hotel"
Amy Adams, "The Master"
Alternativa: Nicole Kidman, "The Paperboy"

Aqui reside o meu principal problema. Amy Adams. Como a tirar? Como não a deixar? Ela entrou e saiu da lista dos precursores, por troca com Nicole Kidman e Judi Dench. Mas alguém imagina que uma destas interpretações seja nomeada pela Academia acima de Adams ou Smith? Smith já preenche o requisito 'old Dame we love to love' por isso Dench não ganha pontos aí. "Skyfall" ainda lhe retira pontos extra porque a Academia não gosta de James Bond. Kidman é fácil de explicar a hesitação: QUANTOS na Academia é que se vão atrever a ver "The Paperboy"? Se muitos, ela é garantidamente nomeada. Mas é preciso ser vista. Outras incógnitas que podem abanar a corrida: Jacki Weaver. Jennifer Ehle. Samantha Barks. Terão poder? Duvido. Mas cá fica o aviso. 

Melhor Argumento Original
"Zero Dark Thirty"
"Amour"
"Django Unchained"
"Moonrise Kingdom"
"Looper"
Alternativa: "The Master"

Melhor Argumento Adaptado
"Lincoln"
"Argo"
"Silver Linings Playbook"
"Life of Pi"
"Beasts of the Southern Wild"
Alternativa: "The Perks of Being a Wallflower"

Porque muitas vezes estas categorias renunciam ao óbvio e fazem umas escolhas surpreendentes.

Melhor Filme Animado
"Brave"
"Frankenweenie"
"Wreck-it Ralph"
"ParaNorman"
"Le Tableau"
Alternativa: "Rabbi's Cat"

Há sempre um falhanço high profile nesta categoria todos os anos e entre "ParaNorman" e "Rise of the Guardians" um cederá (talvez não), porque um dos cinco lugares disponíveis costuma ir para uma preciosidade estrangeira (os dois com mais buzz são estes e entre os dois parece-me que "Le Tableau" soa melhor).

Melhor Filme Estrangeiro
"Amour"
"The Intouchables"
"No"
"A Royal Affair"
"War Witch"
Alternativa: "Beyond the Hills"

Zero confiança que "Beyond the Hills" ou "Sister" cheguem aos cinco finalistas. Não sei explicar, parte disto é a ridícula capacidade de selecção da Academia nesta categoria. Parte disto é o facto que nenhum dos filmes se enquadra tipicamente no estilo de filmes nomeados nesta categoria ao longo dos anos. Por isso é que apesar de parecem o mais óbvio, coloquei no seu lugar "War Witch" (filmes com base africana tendem a sair-se bem). "No" também me parece muito duvidoso mas o que colocar em seu lugar? Um dos filmes desastre ao dispor? Hmm. Ter Gael Garcia Bernal dá visibilidade e por isso confio que arranque uma nomeação.

Melhor Maquilhagem e Cabelo
"Lincoln"
"The Hobbit"
"Les Misérables"
Alternativa: "Hitchcock"

Parece-me o mais sensato.

Melhor Guarda-Roupa
"Anna Karenina"
"Les Misérables"
"Lincoln"
"Django Unchained"
"A Royal Affair"
Alternativa: "Mirror, Mirror"

A nomeação póstuma para "Mirror Mirror" vai-me custar o acerto nesta categoria, está-me a parecer. Mas não é verdade que a Academia nunca resiste nesta categoria à realeza? Pois bem. Só se "Snow White" ou "Mirror, Mirror" for considerado nesse parâmetro. All in na minha aposta em "A Royal Affair". Esta é das poucas categorias da Academia em que não há problemas em nomear filmes estrangeiros.

Melhor Fotografia
"Lincoln"
"Life of Pi"
"Skyfall"
"Les Misérables"
"Zero Dark Thirty"
Alternativa: "The Master"

Kaminski, Miranda e Deakins parecem-me seguros. Aposta de última hora, troca entre "The Master" e "Zero Dark Thirty". A minha lógica por detrás desta decisão foi a seguinte: se Cohen consegue ser nomeado por "The King's Speech", não será para ele fácil ser nomeado por "Les Misérables"? E porque não Seamus McGarvey? Gostava de ter ponderado melhor.

Melhor Produção Artística
"Anna Karenina"
"Les Misérables"
"Lincoln"
"Django Unchained"
"The Hobbit"
Alternativa: "Life of Pi"

Ainda acredito que "Life of Pi" possa aparecer e roubar a nomeação a qualquer um dos cinco. O mesmo digo de "Skyfall".

Melhores Efeitos Visuais
"Life of Pi"
"The Hobbit"
"Prometheus"
"The Avengers"
"The Dark Knight Rises"
Alternativa: "Skyfall"

Exclusão de partes.

Melhor Edição (Montagem):
"Argo"
"Lincoln"
"Life of Pi"
"Zero Dark Thirty"
"Les Misérables"
Alternativa: "Skyfall"

Talvez demasiado sonhador com a aposta em "Les Misérables" mas enfim. Normalmente esta categoria é para os melhores filmes do ano.

Melhor Banda Sonora
"Argo"
"Life of Pi"
"Lincoln"
"Anna Karenina"
"Beasts of the Southern Wild"
Alternativa: Johnny Greenwood, "The Master"

Tantas indecisões, com oito candidatos a cinco poleiros (a juntar a estes seis, "Cloud Atlas" e "Brave"). No fim, fui com o coração: como é possível alguém da Academia ver "Beasts" e não pensar que a música é o melhor do filme - que por si só é muito bom? Se não for "Beasts", recompensarão Greenwood pelo roubo em 2007? Se não for Greenwood, será "Cloud Atlas" - irá Tom Twyker conseguir uma nomeação ao Óscar nesta categoria? Tantas indecisões.

Melhor Música Original
Suddenly, "Les Misérables"
Skyfall, "Skyfall"
Learn Me Right, "Brave"
Ancora Qui, "Django Unchained"
Still Alive, "Paul Williams: Still Alive"
Alternativa: Touch the Sky, "Brave"

Nem comento. Além das duas primeiras, tudo pode acontecer.

Melhores Efeitos Som (Edição Som)
"Zero Dark Thirty"
"The Dark Knight Rises"
"Skyfall"
"The Avengers"
"Life of Pi"
Alternativa: "The Hobbit"

Melhor Mistura de Som
"Zero Dark Thirty"
"Skyfall"
"The Dark Knight Rises
"The Avengers"
"Les Misérables"
Alternativa: "Life of Pi"

Melhor Documentário
"Searching for Sugarman"
"The Gatekeepers"
"How to Survive a Plague"
"The Invisible War"
"The Imposter"
Alternativa: "Chasing Ice"

Melhor Curta Animada
"Paperman
"Adam and Dog"
"The Eagleman Stag"
"Combustile"
"Head over Heels"
Alternativa: "Dripped"

Melhor Curta, Documentário
"Paraiso"
"Inocente"
"Education of Mohammad Hussein"
"Open Heart"
"Redemption"
Alternativa: "Mondays at Racine"

Melhor Curta, Live Action
"Curfew"
"Death of a Shadow"
"Buzasky Boys"
"A Fabrica"
"Henry"
Alternativa: "Salar"


A Angústia do Blogger Cinéfilo: Quartos-de-Final


Lamento não ter colocado cá este artigo mais cedo, pois provavelmente estaremos a perder por uma abada o duelo dos quartos-de-final que nos coube, contra um dos gigantes da blogosfera e desta segunda edição do torneio interblogues do CINEdrio "A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Pénalti".

O DIAL P FOR POPCORN FC foi sorteado contra a valente equipa do KEYZER SOZE'S PLACE (aqui fica o texto que apresenta a sua equipa e aqui o artigo do 'adversário' a publicitar este nosso confronto).

As votações encerram dia 11 de Janeiro (sexta-feira) e até lá esperamos ainda contar com os votos dos nossos seguidores para podermos conseguir uma inesperada e valorosa remontada e darmos a volta ao resultado! Para isso terão que ir AQUI e votar no 4º confronto. Já agora, aproveitem para ler sobre o torneio (AQUI) e descobrir as equipas (clicando em cada um dos blogues está o artigo que apresenta as respectivas equipas; são todos excelentes blogues e todos dignos de merecer o seu voto).

Abaixo ficam as nossas equipas:


Conseguirá a parceria Haynes - Almodovar - Gilliam fazer estragos à estupenda defensiva montada pelo adversário com Morris, Nichols, Scorcese e Resnais? Ou temos mais confiança que o nosso Resnais e Leigh resolvam as investidas de Refn e Padilha? Quem gerirá melhor os tempos do meio campo, Friedkin ou Kiarostami? Noé melhor trinco para segurar Paul Thomas Anderson ou, pelo contrário, Fincher encherá o campo e aguentará bem com Stone e Chan-wook Park? Soderbergh ou Panahi? Quem parará mais bolas? Um encontro que promete. 

Contamos com o seu voto. 



Estabelecer uma conexão - último artigo de 2012!




Eis que o ano chega ao final. Um ano muito positivo, sem dúvida, mas que pelo menos a nível do blogue ficou muito aquém. A desculpa que o trabalho não deixou fazer mais, apesar de verdadeira, custa-me. Custa-me porque quando nos propusemos a este projecto, sempre achámos que teríamos tempo. E custou-me imenso ver o nosso blogue em suporte de vida até Setembro. Enfim. Tempos melhores virão. Que 2013 nos traga, sobretudo, tempo. E bons filmes. Isso sim é sempre importante.


Queremos aproveitar para agradecer a todos quantos contactaram, de uma forma ou outra, com este blogue durante 2012 e nos ajudaram a crescer. E queremos sobretudo desejar bom ano novo e boas festas para todos os leitores, colaboradores e amigos do Dial P For Popcorn!

Há ainda que agradecer uma vez mais ao Miguel Reis e ao José Soares por mais um magnífica cerimónia dos TCN Blog Awards e por mais um troféu para o estaminé. Bem, não foi bem para o estaminé mas foi para o staff, portanto é quase a mesma coisa. Consequentemente, agradeço ao Gustavo por ter aceite o desafio proposto pelo João de se juntar a nós. E pela resposta positiva com que foi recebido, agradeço a todos os nossos leitores. Os comentários nem sempre surgem (na blogosfera portuguesa, uma pessoa já está habituada; se não há passatempos e não há críticas a antestreias, não há comentários) mas o número de visualizações está lá.


Olhando de relance para a minha lista de filmes vistos em 2012, posso dizer que o balanço não está mau. Ao contrário de outros anos, não me apareceu ainda um filme que me encha as medidas como "Beginners" ou "The Social Network" haviam feito recentemente. Também contrariamente a anos anteriores, o ano cinematográfico de 2012 foi bem mais forte. Muitos filmes com notas elevadas cá no DPFP, de diferentes épocas do ano. Poucas desilusões (mas as que foram, doeram). Várias surpresas. 



O meu ano cinematográfico de 2012 resume-se este ano a uma só coisa: estabelecer uma conexão. É isso que todos os filmes que admirei este ano fizeram. E mesmo aqueles de que não gostei mesmo têm partes que considero essenciais para explicar o que 2012 teve de especial para mim. 2012 foi o ano que encerrou a trilogia de Christopher Nolan, com "The Dark Knight Rises", com o filme mais lamechas de toda a franchise. Curiosa a opção do realizador britânico em querer encerrar aquela que até agora tinha sido a trilogia mais cerebral, mais asexual e mais negra da história do cinema contemporâneo com o seu filme mais atípico até ao momento, que basicamente vai contra todos os seus instintos enquanto realizador. Foi como se quisesse emparelhar com "The Avengers", o filme mais sério e dedicado da Marvel. Tinha que ser Joss Whedon, claro.


A banda sonora de "Cloud Atlas" (assumo que por esta altura já terão percebido que é a música que acompanha este artigo) sobrevive ao restante filme. É qualquer coisa de extraordinária. Digna de ser celebrada. Um feito especial. O mesmo digo dos efeitos especiais de "Prometheus", da química de Emma Stone e Andrew Garfield em "The Amazing Spiderman", da interpretação para todo o sempre de Liam Neeson em "The Grey" ou de Denis Lavant em "Holy Motors", do elenco de "Argo" (e quem diz esse diz o de "Lincoln", o de "Moonrise Kingdom" ou de "Bachelorette" - sim, o de "Bachelorette"!). Filmes que, independentemente do quanto eu os aprecio, não existiriam da mesma forma sem isto.



Refrescante é também ver actores de idade avançada com filmes que os respeitam e, mais que isso, lhes dão que fazer. Do enorme e surpreendente elenco de "Best Exotic Marigold Hotel" ao pas de deux de Meryl e Tommy Lee em "Hope Springs", já para não falar dos brilhantes Riva e Trintignant em "Amour". Prova que o talento não tem nada a ver com a idade. A comprovar isso também: quão fantástico é um filme tão peculiar e original como "The Perks of Being a Wallflower" ter tido o sucesso que teve, tendo em conta o tópico da juventude já ter sido mais que gasto? E que bom é ver também "Pitch Perfect" juntamente com ele? 


E já que falamos em filmes inesperadamente originais, como é possível não festejar o sucesso de "Beasts of the Southern Wild"? E de "Holy Motors"? Que enormes realizadores, que vão a jogo com all in, não importando o grande risco que correm. Pegando em riscos elevados... Num ano de crise profunda e de saturação, um ano que praticamente garantiu a insolvência do cinema português, Portugal consegue mais dois filmes com visibilidade internacional: "Sangue do Meu Sangue" foi candidato a nomeação aos Óscares, não a conseguiu mas o objectivo - ser visto e adorado por mais gente - foi conseguido. A história do ano, contudo, foi a de "Tabu". Aparecer em tanta lista de melhor do ano é obra. Miguel Gomes, a minha mais profunda vénia. É um filme especial, este. Espero que os anos o tratem bem. A estes dois junto a obra majestosa de Vicente Alves do Ó, "Florbela". Ó Dalila, foste tudo o que podia ter pedido e mais. Que monumento, essa performance.



A animação também voltou em grande. O ano abriu morno com "Brave" mas até ao fim trouxe ainda "Paranorman", "Frankenweenie" (o Burton mais inspirado em quinze anos!) e "Wreck-it Ralph", em que a Disney finalmente aprendeu a dançar ao som da Pixar. É bom ver que o subsidiário da Disney já serviu para empolgar e trazer de volta inspiração aos escritórios com mofo dos herdeiros do tio Walt. Já tinha feito o mesmo com a Dreamworks em anos recentes. 


Hora de agradecer aos muitos outros realizadores que deixaram marca no ano. Muitos agradecimentos para Sarah Polley ("Take this Waltz") e a Joe Wright ("Anna Karenina") por nunca se desencorajarem de fazer filmes diferentes. O mesmo digo a David Wain ("Wanderlust"), a Judd Apatow ("This is 40") por tentarem sempre mais que a simples comédia. E palmas aos velhos mestres Oliver Stone ("Savages"), David Cronenberg ("Cosmopolis") e Ridley Scott ("Prometheus") por tentarem não enferrujar - nem sempre resultou, caríssimos, mais gostei da tentativa.

Bem-vindo de volta, Sam Mendes ("Skyfall"). É bom saber que a criatividade ainda aí mora. Olá, Soderbergh ("Magic Mike"). Espero que a reforma espere mais alguns anos. E não me posso esquecer do sr. Spielberg e da superestrela - agora superrealizador - Ben Affleck. Onde vão aqueles lindos tempos da Jenny from the Block. Se com "The Town" me surpreendeste, com este "Argo" arrumaste-me para canto. Onde foste desencantar esse talento?

E Steven. Depois de "War Horse", veio o "Lincoln". Ainda não estamos lá - não me esqueço de "Crystal Skull" e de "War of the Worlds" - mas o caminho para a tua redenção comigo está mais pequeno. Olha, aproveita e dá uns conselhos ao Woody ("To Rome With Love"), que ele está bem necessitado. E Ang Lee. Uff. Obrigado por seres único. "Life of Pi" junta-se a "Brokeback Mountain" no grupo dos  filmes mais incompreendidos do nosso século. Ame-se ou odeie-se (e há muitos que odeiam, infelizmente), Ang Lee é o realizador mais talentoso da sua geração.


Agora, umas palavras aos actores. Obrigado Léa e Marion, deusas francesas, vocês terão sempre um lugar no coração pela vossa irreverência. Meryl, tu e eu já sabes, é para sempre. Mais um ano em que calas quem não te suporta. O teu génio não tem par. Nicole, palmas para ti também. Por ires a sítios que a maioria dos actores teme sequer chegar perto. Riva e Trintignant, que assombro. Ao ver-vos actuar a minha vida avançou cinquenta anos e fizeram-me imaginar e, pior que isso, trouxeram-me de volta a mim da forma mais horrenda possível. Mas é assim a vida e vocês cumpriram o vosso papel. Palmas para a Keira e para a Kirsten. Nunca mudem. Mandem os críticos levar num sítio que eu e vocês sabemos.

Kristen e Robert, agora que aquela franquia acabou, é sempre fascinante ver que sabem, de facto, actuar. Continuem. Emma, o mesmo digo de ti.

Day-Lewis, Day-Lewis. Não há palavras para descrever a tua arte. Obrigado por trazeres a Sally Field e o Tommy Lee Jones ao teu nível. É deste tipo de colaborações que eu gosto. 


Amy Adams. Charlize Theron. Javier Bardem. Michael Fassbender. Garrett Hedlund. Matthias Schoenaerts. Diane Kruger. Jude Law. Bryan Cranston. Rachel Weisz. O ano não foi muito generoso convosco, dada a qualidade do vosso trabalho. O meu muito obrigado de qualquer forma e um desejo que 2013 seja o vosso ano. Rosemarie deWitt, Emily Blunt, um aviso, depois deste 2012: o vosso talento merece tanto mais! 

Foi este o meu 2012. Um ano estranho. Um ano diferente na minha vida, que deixou marca no cinema que me marcou. "Amour". "Life of Pi". "Beasts of the Southern Wild". "Argo". "Holy Motors". "Moonrise Kingdom". "Farewell My Queen". "Tabu". "Sister". "Take Shelter". "Margaret". "Shame". "Weekend". "Elena". Religião, filosofia, fé. O amor, puro e simples. A inevitabilidade da morte e a sobrevivência. O quão sozinhos estamos realmente no mundo. O triunfo da condição humana. A procura de algo mais. A comunhão entre as pessoas. Temas universais que identifico transversalmente nos filmes que mais amo do ano. 


A ver o que o ano novo me traz. Se possível, mais optimismo. Mais felicidade e alegria nos meus filmes, se puder ser. Menos depressão e solidão, se bem que esses são sempre os melhores temas, porque o drama se faz da catarse e a catarse só vem dos problemas sérios. Bem, pensando melhor: que 2013 venha. E venha carregado de filmes, de cenas, de momentos, de melodias, de interpretações que eu possa ardentemente abraçar e apreciar, vezes sem conta. Que 2013 seja um ano memorável. 

Feliz Ano Novo.

Jorge Rodrigues




A Angústia do Blogger Cinéfilo conta com DPFP na 2ª edição



Pois é, meus caros, a grande iniciativa A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Penalty, do blogue CINEdrio do Luís Mendonça, está de volta para uma segunda edição e, depois de um período de candidaturas e transferências feroz, eis que as equipas se encontram em regime de pré-época antes do início deste belo torneio interblogues.


Nesta segunda edição temos várias caras novas, a começar pelo DPFP, que este ano também entra no certame. Juntamente com a equipa da casa e a do DPFP, temos ainda equipas do Rick's Cinema, do Keyzer Soze's Place, do O Narrador Subjectivo, do A Sombra do Elefante, do Caminho Largo e do Shut Up and Watch the Movies. Podem consultar todas as equipas - bem como o regulamento da competição -  AQUI.

Por cá, a DPFP FC espera contar com o vosso apoio e votos para, com jeitinho, chegar à fase final do torneio e, quem sabe, trazê-lo para terras de Coimbra. Depois da Académica ganhar a Taça de Portugal, por que não sonhar? 

Voltaremos na próxima semana com mais novidades sobre o torneio e, sobretudo, com a lista de confrontos dos oitavos-de-final (sorteio na próxima sexta-feira) e aí faremos uma análise mais detalhada à "concorrência".

Abaixo vos deixo com a constituição da DPFP FC:


Treinador: Luis Buñuel. Não podia ser outro. Para mim, não há melhor treinador que este. Se Mourinho fosse realizador, seria, para mim, este senhor. Provocador e prevaricador por natureza, célebre por não temer criticar a sociedade e a política do seu tempo, nunca se sabe que decisão tomará a seguir. Para muitos um génio, para outros um louco. Controverso e surreal.  Consistente. Completo. Impressionante.

Guarda-Redes: Steven Soderbergh. Uma escolha pouco consensual, que teve um percurso muito auspicioso no início de carreira mas que conseguida a aclamação crítica se deixou relaxar. Apesar de falhar de vez em quando, é fiável e equilibrado, cumprindo sempre. Com uma aposta firme nele, pode ser grande de novo. O meu Van der Sar. 

Lateral Direito: Mike Leigh. Consistente, organizado, de uma categoria e respeito indiscutíveis. Apesar de veterano, qual Javier Zanetti, aguenta-se em campo como poucos devido à sua brilhante ocupação do espaço e qualidade na decisão. 

Lateral Esquerdo: Alain Resnais. Senhor de muitas guerras e com uma carreira bem longa, este continua a ser um dos gigantes do meio futebolístico, que apesar de meio enferrujado continua a merecer temor da oposição. O meu Paolo Maldini. 

Defesas Centrais: Michael Haneke e Lars von Trier. Uma dupla temível, capaz de aterrorizar e torturar qualquer adversário. Sem medo de ir às canelas, de jogar sujo, de fazer doer, que olha nos olhos de qualquer um. Sabem o que fazem em campo e usam bem o seu ar provocador e enigmático para aparecer na grande área contrária a cabecear para golo. Uns centrais a fazer lembrar uma combinação de Cannavaro e Thuram, cada um ao seu estilo, eficazes a limpar, certinhos a defender e ferozes a lançar o ataque. São poucos os que se atrevem a enfrentá-los. Impenetráveis, dão segurança e seguram a equipa. 

Trinco: David Fincher. Eficiente, operático, obsessivo, meticuloso. É o cérebro, o líder que controla as acções da equipa e fá-lo com precisão e detalhe irrepreensíveis. O meu Redondo. 

Médio Box-to-Box: Abbas Kiarostami. A complementar um médio-defensivo daquela categoria, tinha que haver um médio box-to-box igualmente excelente. Passe de fino recorte, o naturalismo e simplicidade com que desempenha o seu papel em campo são marcas distintivas. Acima de tudo, o que mais surpreende é a capacidade de autorreflexão que confere ao seu jogo, que o leva a estar no local certo à hora certa, enchendo o campo. Muito crítico consigo mesmo, nunca fica satisfeito e quer sempre fazer mais. O meu Ballack. 

Médio Ofensivo (nº 10): Paul Thomas Anderson. A minha contratação mais cara, digamos, cujo valor está a subir fruto da aclamação crítica que tem recebido nos últimos anos. Mas penso que vale a pena, pois Anderson, apesar de jovem, é tão-só o jogador mais talentoso da sua geração, exímio e quase perfeito no que faz, como se fosse um profissional com muitos anos de experiência. Ambicioso e destemido, é ele que inspira e empurra a equipa para a vitória, como só ele sabe. É um prodígio e tem tudo para ser um Baggio, um Maradona, um Zidane, um Platini ou um Messi. 

Extremo/avançado, direito: Terry Gilliam. Imaginação, originalidade como poucos, com a dose certa de bizarro e fantástico para confundir mesmo o mais persistente dos adversários. Passa com facilidade pelos defesas (o que o diverte imenso), porque estes nunca sabem o que ele vai fazer a seguir. Pouco valorizado, é a minha arma secreta, o meu Futre. 

Extremo/avançado, esquerdo: Pedro Almodovar. Só o perfume da bota deste senhor diz tudo. Romântico, criativo, poético, Almodovar é como se fosse o meu Figo. Nem sempre agrada a todos, mas uma coisa é certa: que o moço tem um talento inato para encantar o espectador, isso tem. 

Ponta de Lança: Todd Haynes. Pode não ser o ponta-de-lança mais concretizador, pode não ser o mais adorado e pode não ser o que ganha mais dinheiro mas, qual Benzema, mostra uma classe ímpar no seu jogo colectivo e impressiona pela sua irreverência, coragem e criatividade. Os guarda-redes adversários temem-no, porque já sabem que se não marca, ele assiste quem vai marcar.