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DIAL P FOR POPCORN

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A STREETCAR NAMED DESIRE (1951)


Este artigo faz parte da minha participação na rubrica do The Film Experience Blog de Nathaniel Rogers, "Hit Me With Your Best Shot", na qual é-nos requerido escolhermos uma imagem icónica do filme em discussão nessa semana e justificar a nossa opinião. Esta semana dedicamo-nos a A STREETCAR NAMED DESIRE, a obra-prima de Elia Kazan baseada na peça imortal de Tennessee Williams, cujo centenário do seu nascimento nos encontramos a celebrar esta semana. Uma vez que esta rubrica é feita para um sítio inglês, o artigo tem que ser colocado nas duas línguas. Espero que gostem, de qualquer forma. [N.B.: O texto tem 'spoilers'].



Há tanta coisa que gosto no A STREETCAR NAMED DESIRE (invariavelmente, a obra-prima de Tennessee Williams e um dos melhores filmes do enorme Elia Kazan) que torna tão difícil resumi-lo em meras poucas palavras. É seguramente um dos maiores dramas de sempre. É um dos maiores exemplos de um trabalho de elenco de qualidade da História. É uma peça indissociável do clima cinematográfico dos anos 50, considerado demasiado risqué, controverso, inconveniente, provocante, mas que parece bastante sedado em relação aos tempos de hoje. Nele está presente um confronto interessantíssimo entre dois dos maiores intérpretes que o grande ecrã alguma vez já viu: o defensor do 'method acting', Marlon Brando, num dos seus primeiros papéis de relevo; e a rainha da Velha Hollywood e lenda cinematográfica, Vivien Leigh, que já nos tinha oferecido uma das maiores personagens da História do cinema (estou a falar, claro, de Scarlett O'Hara). Ambos conseguem magníficas interpretações que iriam conduzir, eventualmente, a nomeações para os Óscares da Academia para os dois (aliás, os quatro actores principais da trama viriam a ser nomeados, resultando em três vitórias; só Brando perdeu).


A STREETCAR NAMED DESIRE conta a história de Blanche DuBois, uma dama do Sul  que decide visitar a sua irmã Stella, que vive em Nova Orleães com o seu marido, Stanley Kowalski, um homem rude, animalesco, bruto e mal-educado. Durante a sua estadia na casa da irmã, Blanche é testemunha do forte abuso que a sua irmã tem de aturar por parte do marido, sem esboçar esta qualquer reacção (ela ama-o perdidamente, o que poderá explicar parte desta passividade) - abuso este do qual ela mais tarde virá a ser vítima. O abuso e a tortura que Stanley impõe sobre a doce e sonhadora Blanche destrói o pouco de sanidade que esta ainda possui, levando a que ela seja institucionalizada.


Tennessee Williams tem um dom para escrever para mulher. Consegue ver para lá do óbvio e mostra-nos a sua vulnerabilidade, o seu sofrimento, o seu orgulho, de forma crua e honesta, real.  Blanche DuBois é uma mulher fracassada. Decadente e desavergonhada, como os habitantes de Auriol, a terra onde vivia, fazem questão de a descrever. Narcisista, histérica, pomposa e artificial, Blanche é uma criação mítica que muitas actrizes matariam para interpretar. Que Vivien Leigh tenha sido tão bem sucedida no papel (ainda para mais porque era a única dos quatro principais que não tinha ligação com o espectáculo na Broadway, tendo substituído Jessica Tandy na transformação da peça em filme) diz muito da sua verdadeira qualidade como actriz. Vivien incorpora a sua Blanche de tanta falsa felicidade (as cenas com Mitch (Karl Malden) são uma delícia, tal é  o desvario da sua cabeça), de tanta necessidade e urgência e desejo, balanceando-o com o graciosidade, charme e delicadeza, enquanto nos proporciona uma visão priveligiada da sua dor, da sua psique, que é fenomenal observar a sua abordagem muito única às suas personagens. A peça está desenhada para nos fazer sentir pena dela e da sua irmã; contudo, Leigh imprime sentimentos e emoções e reacções em Blanche que nunca nos permite identificar e simpatizar com a sua história, dando-nos oportunidade para perceber o porquê de tanta implicância de Stanley. Imensamente irritante numas cenas, enternecedora noutras, assim é  Blanche DuBois. Uma criação incompleta - talvez para sempre assim. Uma grande interpretação, de qualquer forma. 


Marlon Brando é também brilhante. Stanley Kowalski é um homem atroz, sem dúvida. Ele bate na mulher, ele berra e discute, ele parte e atira coisas pelo ar, ele mete-se em confusões e lutas só porque lhe apetece e ainda por cima decide que é sua missão torturar mental e fisicamente a sua cunhada. A sua personagem é tão vil, tão violenta e real, tão complicada de ler que se torna impressonante imaginar de que forma vai reagir da próxima vez. A cena em que ele é abandonado na sua casa, no escuro, bêbedo e a chorar por ter batido à sua mulher e os gritos de "Stella!" que se seguem, é de arrancar o coração. Algo que nem devia ser posto em questão (afinal, ele acabara de bater à mulher!), Brando consegue fazer-nos sentir pena e compaixão pela personagem. Um desempenho fantástico.


Curiosamente, o elemento surpresa da história e sem dúvida a figura mais interessante do filme é a terceira parte deste triângulo: Stella (Kim Hunter). Impossível de desvendar o que pensa, o que sente. Por que razão está ainda com Stanley, quando toda a gente no seu bairro conhece como ele é? Como é que ela aguenta com tanta parvoíce que a sua irmã profere? Hunter torna Stella uma mulher enigmática, emotiva, reactiva, a sua face iluminando-se nalguns momentos cruciais na película. Comporta-se ingenuamente a maior parte do tempo, todavia de repente exibe uma espécie de despreocupação, temeridade, non-chalance, uma capacidade de abstracção que me fascina na personagem.  No início é-nos óbvio que quando Stella, depois de espancada, abandona a sua casa, que ela voltará. Ela deseja Stanley ardentemente e por ele faz tudo. É chocante apercebermo-nos que ela não o teme; ela até o compreende. Tudo isto torna a cena final, em que Stella volta a abandonar o seu domicílio depois do internamento da irmã, desta vez "de uma vez por todas", segundo ela, tanto ou mais imperiosa - será mesmo de vez?


E agora a minha escolha para melhor imagem. A que representa, para mim, o melhor que este triângulo de relações nos oferece no filme. Blanche torturada por Stanley. Stanley, bruto, sem noção de como é. Stella agindo como mediadora, nunca escolhendo lados neste feudo. E Blanche procurando segurança numa irmã que não sabe em quem confiar mais.




Nota Final:
A

Informação Adicional:
Realização: Elia Kazan
Argumento: Tennessee Williams
Elenco: Vivien Leigh, Kim Hunter, Marlon Brando, Karl Malden
Ano: 1951



"Hit Me With Your Best Shot": A STREETCAR NAMED DESIRE (1951)


Este artigo faz parte da minha participação na rubrica do The Film Experience Blog de Nathaniel Rogers, "Hit Me With Your Best Shot", na qual é-nos requerido escolhermos uma imagem icónica do filme em discussão nessa semana e justificar a nossa opinião. Esta semana dedicamo-nos a A STREETCAR NAMED DESIRE, a obra-prima de Elia Kazan baseada na peça imortal de Tennessee Williams, cujo centenário do seu nascimento nos encontramos a celebrar esta semana. Uma vez que esta rubrica é feita para um sítio inglês, o artigo tem que ser colocado nas duas línguas. Espero que gostem, de qualquer forma. [N.B.: O texto tem 'spoilers'].



There is so much I love about A STREETCAR NAMED DESIRE that it makes it so hard to resume it to a mere few words. It's one of the greatest dramas ever. It's one of the greatest ensemble pieces of all time. It's an indelible cultural landmark of the 1950s, deemed too daring and unconventional for the time but looking far too restrained when watching it at present. It features a clash between two of the most amazing screen performers the cinema has ever seen: the Method acting enthusiast Marlon Brando, in one of his first outstanding film roles; and Old Hollywood queen and legend Vivien Leigh, which had already given us one of the most fascinating characters of movie history (I'm talking about Scarlett O'Hara, of course). Both turn in fabulous turns which would eventually lead to Academy Award nominations to both (actually, all four main actors were nominated, resulting in three wins; only Brando lost).


A STREETCAR NAMED DESIRE tells the story of Blanche DuBois, an aging southern belle who apparently arrives at New Orleans to visit her sister Stella, who is married to Stanley Kowalski, a rude, impolite, brutal man. During her stay at her sister's house, Blanche witnesses the abuse her sister puts up - which later she will also become a victim of - without a reaction from her part. Stella is clearly madly in love with him, or else she'd do something. Stanley goes on to torture poor Blanche to a state of unbearable madness, to a point where her only solution is to be institutionalized.


Tennessee Williams had a way with words for women. He manages to see through their façade and show us their raw vulnerability, suffering and pride. Blanche DuBois is a very flawed woman. Decadent and shameful, according to the people of Auriol. Narcissistic, hysteric, pompous and artificial, Blanche is one mighty creation for any actress to dare play the role. That Vivien Leigh could imprint so much faux glee (especially in her date with Stanley's friend Mitch (Karl Malden), who seemed to bring some fresh air into her life), so much neediness and urge and lust and balance it with charm, delicacy and grace while providing us a fine way to her pathos, to her pain is a true testament to her unique approach to characters. The play is set out to make us feel sorry for her and her sister; yet, Leigh manages to convey feelings in Blanche that never allow us to identify ourselves and sympathize too much to her story, allowing us to see why Stanley (Brando) had such huge issues with her. She annoyed the hell out of me in some scenes - and in others she was endearing. A great performance by all means.


Marlon Brando is also firing in all cilinders. Stanley Kowalski is an atrocious man, that is for sure. He spanks his wife, he screams and yells, he smashes things, he gets into fights with his friends and he mentally and physically tortures his sister-in-law. His character is so real, so violent, so difficult to read that is makes it so delicious to wonder how he'll react next. The scene where he is left alone at his house, drunk, crying after spanking his wife, is heartwrenching. He makes us feel for the character in a situation where that shouldn't even be considered possible; after all, he had just spanked his wife.


Interestingly, the surprising element of this story is the third party of the triangle: Kim Hunter's Stella. She's so hard to figure out. Why she's still with Stanley, when everyone in her neighbourhood knows how he is? How does she put up with so much nonsense from her sister? Hunter makes Stella enigmatic, emotive, reactive, her face illuminating in several frames. She behaves naively most of the time but there's a sort of absent-mindedness, perilessness in the character that fascinates me. It's obvious in the beginning, when Stella leaves her house once again, that she will probably return; she lusts for Stanley and can't seem to live without him, no matter how abusive he is. She doesn't fear him; she even understands him. All this only makes the final scene more intense - when she finally realizes what he has done to her sister and leaves - will it be for good?


My choice for best shot. I think it perfectly captures the nature and three-way dimension of this triangle of relationships. Stanley abusing Blanche. Blanche leaning on Stella. Stella trying to be a moderator between this feud, opting to never choose sides.



[amanhã colocarei o mesmo artigo mas em português]


Nota Final:
A

Informação Adicional:
Realização: Elia Kazan
Argumento: Tennessee Williams
Elenco: Vivien Leigh, Kim Hunter, Marlon Brando, Karl Malden
Ano: 1951



Personagens do Cinema - Jim Stark



Era para ter feito esta homenagem no dia, mas falhou-me e portanto só acabo por fazê-la hoje: um dos maiores ícones cinematográficos da última década, James Dean, faria 80 anos esta semana se estivesse vivo. Infelizmente, o rebelde mais talentoso da história do cinema foi levado de nós cedo demais, deixando para trás uma obra impressionante mas muito pequena.

Apenas três filmes que se tornaram iconicamente associados a este ídolo dos anos 50: "Giant", "East of Eden" (o meu favorito pessoal) e "Rebel Without A Cause" (o papel que o tornou uma estrela). Só o segundo foi lançado quando Dean era vivo - e toda a gente pensava que ele teria uma grande carreira. Com a sua morte em acidente em 1955 e o lançamento de "Rebel Without a Cause", nasce a lenda. Solidificada com mais uma grande interpretação em "Giant".


É deste "Rebel Without A Cause" que vem a nossa Personagem do Cinema desta semana, Jim Stark. Jim Stark era James Dean. Um jovem perturbado, incompreendido, com falta de identidade, que se metia em sarilhos por tudo, que chega a uma nova cidade e procura fugir aos rótulos e confusões do passado. Com uma raiva insustentável que o ultrapassa, torna-se desde cedo mais do que óbvio que  Jim não consegue escapar à rotina de outros tempos, arranjando novos inimigos - e uma nova paixão. Uma boa interpretação, a adivinhar uma carreira recheada de prémios e elogios - se esta tivesse mesmo existido.

Quanto ao filme, este não é nada de impressionante, mas é social e culturalmente influente. Trouxe toda uma nova abordagem ao que é ser jovem, ao poder de rebeldia e liberdade da juventude, à força de expressão da sua opinião. O filme acaba por funcionar como uma espécie de baluarte, um hino à classe jovem e James Dean o seu herói maior: no fim de contas, quantos de nós não gostaríamos de, nem que fosse por um dia, rebeliarmo-nos só porque sim?


IMDB Top250

Acho que não existe nenhum amante de cinema que não tenha o desejo de completar a famosa lista dos 250 melhores filmes do site IMDb.com. Como todas as listas, é discutível e nunca será consensual.

No entanto, e no meu entender, é uma lista com vários filmes muito bons e que é uma óptima porta de entrada para o mundo do cinema. No meu caso pessoal, que  fui conhecendo o cinema praticamente sozinho, esta lista foi um fantástico cartão de visita, que me ajudou a separar o trigo do joio e a perceber porque existe tanta paixão e admiração em relação a alguns filmes.

O que me proponho a fazer é algo simples, que certamente já foi feito por outros blogues. Faço-o porque quero-o no nosso blogue e porque espero que, com esta separação e breve introdução, consiga ajudar outros que, tal como eu, precisam de um pequeno empurrão para começar esta fantástica viagem pela sétima arte.

Ainda não consegui ver todos os 250 filmes e como tal não vou poder opinar sobre todos. No entanto, em todas as décadas tentarei salientar o filme que, para mim, é mais interessante e sobressai entre os restantes.

SÉCULO XX

Década de 20:


A única década onde ainda não vi qualquer filme. Sempre ouvi referências ao Metropolis como sendo um grande filme. Depois desta divisão, fico com os filmes organizados e já sei por onde começar. Vi o The Kid quando era pequeno e recordo-me dele com saudade. É difícil um filme de Charles Chaplin ser mau, embora The Kid não seja para mim o seu melhor filme.

Metropolis (1927)
The General (1926)
Aurora (1927)
The Gold Rush (1925)
The Kid (1921)
La passion de Jeanne d'Arc (1928)


Década de 30:


Grandes e memoráveis filmes. Vi City Lights e Modern Times há algum tempo, quando a nostalgia da infância me atingiu e senti vontade de rever os clássicos de Charles Chaplin. Qualquer um deles é genial e qualquer um deles é um marco na história do cinema. No entanto, temos também aqui o famoso M, que com pena nunca vi! O grande problema destas primeiras três décadas de cinema do Top250 está na dificuldade que existe em encontrar os filmes em versões de qualidade. Mais uma década a ter em atenção e que espero em breve conseguir actualizar por completo.

M (1930)
City Lights (1931)
Modern Times (1936)
Mr. Smith Goes to Washington (1939)
The Wizard of Oz (1939)
It Happened One Night (1934)
Gone with the Wind (1939)
All Quiet on the Western Front (1930)
Duck Soup (1933)
King Kong (1933)


Década de 40:


Uma década com grandes clássicos! Casablanca, It’s a Wonderful Life, Citizen Kane, The Third Man… É dificil escolher um favorito. Adoro o Casablanca, mas é inevitável não colocar no topo o Citizen Kane. É um dos filmes que mais me marcou até hoje, de que gosto intensamente. Ladri di Biciclette é um filme que vou ver muito em breve, sobre o qual tenho tido óptimas referências e cuja presença neste Top me despertou a atenção. Em breve estará no nosso blogue.

Casablanca (1942)
It's a Wonderful Life (1946)
Citizen Kane (1941)
Double Indemnity (1944)
The Third Man (1949)
The Treasure of the Sierra Madre (1948)
The Great Dictator (1940)
Ladri di biciclette (1948)
The Maltese Falcon (1941)
Rebecca (1940)
Notorious (1946)
The Big Sleep (1946)
The Grapes of Wrath (1940)
The Best Years of Our Lives (1946)
Kind Hearts and Coronets (1949)
His Girl Friday (1940)
Arsenic and Old Lace (1944)
The Philadelphia Story (1940)
Rope (1948)
Shadow of a Doubt (1943)


Década de 50:


E à medida que avançamos nas décadas, os filmes vão aumentando em quantidade e qualidade. Numa década com bastantes filmes de Hitchcock, fico dividido entre 12 Angry Men e Rear Window para a escolha de filme de destaque. Temos All About Eve (o filme da vida do Jorge), Ikiru, Rashomon e um filme que adoro perdidamente, Les quatre cents coups... Quero deixar bem claro que não vi todos os filmes e portanto a escolha que faço hoje pode muito bem não ser a mais justa e pode, perfeitamente, ser alterada quando vir todos os filmes desta década. Mas opto por Rear Window, para mim o melhor filme de Hitchcock e o ponto mais alto da sua carreira. É um filme com um argumento fantástico, que não tem falhas e que é construído com uma imaginação de levar ao céu. Mas que grande década esta de 50!

12 Angry Men (1957)
Seven Samurai (1954)
Rear Window (1954)
Sunset Blvd. (1950)
North by Northwest (1959)
Vertigo (1958)
Paths of Glory (1957)
Singin' in the Rain (1952)
The Bridge on the River Kwai (1957)
Some Like It Hot (1959)
Rashômon (1950)
All About Eve (1950)
On the Waterfront (1954)
Det sjunde inseglet (1957)
Touch of Evil (1958)
Strangers on a Train (1951)
Witness for the Prosecution (1957)
Smultronstället (1957)
High Noon (1952)
Ben-Hur (1959)
Le salaire de la peur (1953)
Les diaboliques (1955)
Ikiru (1952)
The Night of the Hunter (1955)
The Killing (1956)
A Streetcar Named Desire (1951)
Les quatre cents coups (1959)
La strada (1954)
Stalag 17 (1953)
Dial M for Murder (1954)
Le notti di Cabiria (1957)
Harvey (1950)
Roman Holiday (1953)

Década de 60:


Embora constituída por grandes filmes, a escolha é, para mim, óbvia! The Good, The Bad and The Ugly, o meu filme favorito, merece totalmente o destaque que aqui lhe faço. Com grandes filmes como 8 ½, Dr. Strangelove, 2001: A Space Odyssey ou C’era una volta il West, a década de 60 é também ela uma década muito rica.

Il buono, il brutto, il cattivo. (1966)
Psycho (1960)
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)
C'era una volta il West (1968)
Lawrence of Arabia (1962)
To Kill a Mockingbird (1962)
2001: A Space Odyssey (1968)
The Apartment (1960)
The Great Escape (1963)
Per qualche dollaro in più (1965)
Yôjinbô (1961)
Cool Hand Luke (1967)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
The Manchurian Candidate (1962)
The Graduate (1967)
8½ (1963)
Judgment at Nuremberg (1961)
The Hustler (1961)
The Wild Bunch (1969)
Persona (1966)
La battaglia di Algeri (1966)
Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966)
Rosemary's Baby (1968)
The Man Who Shot Liberty Valance (1962)


Década de 70:


A Clockwork Orange. Assim que olhei para esta lista, o nome de imediato me veio à atenção. Adorei este filme de Kubrick e dou-lhe o destaque da década. É também uma década que marca o aparecimento de grandes lendas vivas do cinema, como Copolla, Scorcese, James Cameron ou George Lucas. Aqueles que são, para muitos, os inventores da comédia moderna, Monty Python, têm também aqui o seu reconhecimento e acho que Life of Brian é a melhor crítica que alguma vez vi à religião cristã.

The Godfather (1972)
The Godfather II (1974)
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975)
Star Wars (1977)
Apocalypse Now (1979)
Taxi Driver (1976)
Alien (1979)
A Clockwork Orange (1971)
Chinatown (1974)
Monty Python and the Holy Grail (1975)
The Sting (1973)
Jaws (1975)
Annie Hall (1977)
The Deer Hunter (1978)
Life of Brian (1979)
Dog Day Afternoon (1975)
The Exorcist (1973)
Network (1976)
Rocky (1976)
Manhattan (1979)
Barry Lyndon (1975)
Patton (1970)
Sleuth (1972)


Década de 80:


E o destaque vai para Scarface. Embora na ordem do Top não esteja nos primeiros lugares, o papel que Al Pacino faz (para mim, o actor com mais qualidade do famoso trio Pacino, De Niro e Nicholson, embora este último seja o meu favorito) marcou-me tanto que o filme se tornou para mim inesquecível. Uma década onde me sinto bastante ignorante (talvez porque muitos dos títulos não me chamem à atenção), recordo com saudade o dia em que vi Nuovo Cinema Paradiso, uma história linda e singular de amizade.

Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)
Raiders of the Lost Ark (1981)
Shining (1980)
Aliens II (1986)
Das Boot (1981)
Back to the Future (1985)
Raging Bull (1980)
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
Amadeus (1984)
Once Upon a Time in America (1984)
Full Metal Jacket (1987)
The Elephant Man (1980)
Indiana Jones and the Last Crusade (1989)
Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)
Die Hard (1988)
Blade Runner (1982)
Ran (1985)
Hotaru no haka (1988)
Platoon (1986)
Scarface (1983)
The Terminator (1984)
Stand by Me (1986)
The Thing (1982)
Gandhi (1982)
The Princess Bride (1987)
Tonari no Totoro (1988)
Fanny and Alexander (1982)
A Christmas Story (1983)


Década de 90:


É tão dificil escolher um. São tantos e tão bons. A década de 90 fica para a história como a década em que um rapaz de vinte e poucos anos, desconhecido e sem grandes recursos, atirou para os cinemas um filme feito numa garagem. Reservoir Dogs marca o início da carreira de um dos melhores realizadores de sempre, que já deu (e certamente continuará a dar) muitíssimo ao cinema. Escolho Pulp Fiction para o destaque desta década porque é o seu ponto alto e é impossível falar desta década sem falar de Quentin Tarantino. Recomendo também todos os outros títulos (dos quais apenas não vi dois ou três) e em que quase todos merecem o reconhecimento deste top.

The Shawshank Redemption (1994)
Pulp Fiction (1994)
Schindler's List (1993)
Goodfellas (1990)
Fight Club (1999)
The Usual Suspects (1995)
Matrix (1999)
Se7en (1995)
Forrest Gump (1994)
The Silence of the Lambs (1991)
Léon (1994)
American Beauty (1999)
American History X (1998)
Terminator 2: Judgment Day (1991)
Saving Private Ryan (1998)
L.A. Confidential (1997)
Reservoir Dogs (1992)
La vita è bella (1997)
The Green Mile (1999)
Braveheart (1995)
Unforgiven (1992)
Mononoke-hime (1997)
Fargo (1996)
Heat (1995)
The Sixth Sense (1999)
The Big Lebowski (1998)
The Lion King (1994)
Toy Story (1995)
Trainspotting (1996)
Groundhog Day (1993)
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)
Casino (1995)
Twelve Monkeys (1995)
Good Will Hunting (1997)
Ed Wood (1994)
Magnolia (1999)
Festen (1998)
The Truman Show (1998)
Trois couleurs: Rouge (1994)
Toy Story 2 (1999)
The Nightmare Before Christmas (1993)


SÉCULO XXI

Década de 00:


Uma escolha fácil. There Will Be Blood é o melhor filme desta década. Ponto. É um dos melhores filmes da história do cinema, com uma das melhores actuações da história do cinema, protagonizado por um dos melhores actores da história do cinema – Daniel Day-Lewis. Uma década muito rica, que peca pela ausência de grandes títulos, principalmente do cinema europeu e asiático, que acabam por não estar presentes devido à constante e inevitável americanização que o cinema sofre actualmente. Embora seja uma lista muito boa, há alguns filmes que podem deixar uma certa mágoa em quem os vê. Esta é a década em que aparece um grande e muito promissor realizador: Christopher Nolan. Dele aconselho-vos o seu melhor filme, Memento. Um quebra-cabeças criado com perfeição e inteligência. Tal como com Tarantino, também Nolan teve um início de carreira brilhante e é actualmente, um dos poucos realizadores que nunca falha e que nunca está mal. Não me vou perder em recomendações, porque acabaria por repetir quase toda a lista.

O novo milénio trouxe-nos muito cinema bom, e recordo com particular saudade o grande ano de 2007, onde Paul Thomas Anderson e os irmãos Coen tiveram uma luta de cavalheiros como há muito não se via!

The Dark Knight (2008)
The Lord of the Rings: The Return of the King (2003)
Cidade de Deus (2002)
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
Memento (2000)
The Lord of the Rings: The Two Towers (2002)
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)
WALL·E (2008)
Sen to Chihiro no kamikakushi (2001)
The Pianist (2002)
Das Leben der Anderen (2006)
The Departed (2006)
Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Requiem for a Dream (2000)
El laberinto del fauno (2006)
The Prestige (2006)
Inglourious Basterds (2009)
Der Untergang (2004)
Up (2009)
Gran Torino (2008)
Gladiador (2000)
Sin City (2005)
Oldboy (2003)
Batman Begins (2005)
Slumdog Millionaire (2008)
Hotel Ruanda (2004)
No Country for Old Men (2007)
District 9 (2009)
Avatar (2009)
Donnie Darko (2001)
Snatch (2000)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
There Will Be Blood (2007)
Into the Wild (2007)
Million Dollar Baby (2004)
The Wrestler (2008)
The Bourne Ultimatum (2007)
Finding Nemo (2003)
Amores perros (2000)
V for Vendetta (2006)
Ratatouille (2007)
El secreto de sus ojos (2009)
Star Trek (2009)
The Incredibles (2004)
In Bruges (2008)
Le scaphandre et le papillon (2007)
Children of Men (2006)
Låt den rätte komma in (2008)
Big Fish (2003)
Mystic River (2003)
Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Letters from Iwo Jima (2006)
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003)
Mou gaan dou (2002)
Mary and Max (2009)
Fa yeung nin wa (2000)
Hauru no ugoku shiro (2004)
Monsters, Inc. (2001)
Mulholland Dr. (2001)

Década de 10:


Um início promissor com belos filmes. Inception será naturalmente a minha escolha, numa década que espero, sinceramente, nos traga muito e bom cinema. Que a quantidade seja tão boa como a qualidade. Daqui a dez anos aqui estarei, para vos falar dela.

Inception (2010)
Toy Story 3 (2010)
The Social Network (2010)
How to Train Your Dragon (2010)
Kick-Ass (2010)



Concluída esta retrospectiva, fico feliz por saber que ainda me faltam ver alguns filmes desta lista. Espero que esta divisão vos ajude tanto como me vai ajudar a mim. Que vos sirva de apoio para se iniciarem na descoberta do cinema ou que vos ajude, tal como a mim, a completarem os filmes que vos faltam.

Como desafio final, peço-vos a vossa opinião. Qual a melhor década do cinema? E mais importante que isso, que valor atribuem vocês a este tipo de listas?

Depois desta análise, e embora me faltem alguns filmes, a minha opinião fica dividida entre a década de 50 e a década de 90. Ambas são ricas em quantidade e em qualidade. Mas vou jogar pelo seguro, e atribuir o meu voto à década de 90.

 

 

Grandes Posters: the Hitchcock edition


Há muito tempo que não pegava na nossa rubrica de Posters e fazia uma edição baseada nas principais obras de um realizador. Depois de analisar Malick e Cameron, exemplos claros de realizadores com filmes brilhantes que conseguem sucesso mesmo com fraco merchandising, vamos pegar num expoente claro do contrário: excelentes peças de arte que atiçam ainda mais a nossa atenção para os filmes em questão.

Dos muitos filmes da vasta filmografia de Alfred Hitchcock, resolvi ressalvar estes. Alguns antiquados, é certo, mas há que perceber que para os anos 40 e 50 estes posters estavam já muito à frente do que se fazia na época. Há por aqui um ou outro poster que é na verdade de uma edição comemorativa, portanto bem mais recente, mas na maioria o que dá para perceber é que as imagens que Hitchcock usava nos posters dele são todas muito inventivas, muito curiosas, apelando à nossa atenção, normalmente focando-se em expressões faciais ou gestuais das personagens. Senão vejamos:


The Lady Vanishes (1938) / Rebecca (1940)

  
Shadow of a Doubt (1943) / Notorious (1946)


Rope (1948) / Strangers on a Train (1953) 



Dial M For Murder (1954) / Rear Window (1954)


To Catch a Thief (1955) / The Man Who Knew Too Much (1956)


Vertigo (1958) / North By Northwest (1959)


Psycho (1960) / The Birds (1963) 



Além de vários posters que aprecio, outra coisa fica-me bem clara. Haverá outro realizador com uma filmografia tão rica? E vocês, que pensam? 

PICKPOCKET (1959)



"I know that those who have done these things usually keep quiet, and that those who talk haven't done them. And yet I have done them."


Pickpocket e a mais recente colecção de cinema que todas as sextas-feiras o Jornal Público nos oferece por mais 1,95€ são uma boa prova de que o bom cinema está ao acesso de todos e não é preciso um grande esforço, económico e de procura, para se ter acesso a ele. (Também podemos aqui fazer um vénia, merecida, às noites da 2 que só peca pela hora tardia a que emite os filmes).


Pickpocket é um belo pedaço de cinema. Foi um prazer conhecer Robert Bresson e esta sua obra-prima. Enquanto o vemos esquecemo-nos de que foi na década de cinquenta que Robert Bresson criou esta pequena maravilha que nos enriquece durante os seus setenta e cinco minutos.

Uma história criada a partir de um misto de imaturidade e irreverência juvenil (aquela mesma que já passou por todos nós), começa com Michel, o "herói" do filme, a assistir a uma corrida de cavalos. Por impulso decide arriscar-se a tentar roubar a carteira da senhora que está à sua frente. Nunca o havia tentado, nunca o havia pensado, mas naquele momento tudo parecia reunido para dar certo. Seria só daquela vez e só por curiosidade. É bem sucedido no seu acto. No entanto, minutos mais tarde é capturado, com muita naturalidade e pouca resistência, pela polícia.


Libertado com a condição de repensar naquilo que havia feito, vai até casa da sua mãe, que se encontra muito doente e às portas da morte. Após conversar com Jeanne (a jovem vizinha que cuidava da sua mãe) Michel percebe que a sua progenitora está com sérias dificuldades monetárias e este decide então que irá arranjar um emprego decente e encontrar solução para os problemas da mãe.

Mas há algo em Michel que o guia. Algo que ele não controla. Um impulso demasiado tentador. Nas sucessivas viagens de metro que faz alucina com novas e revolucionárias técnicas para roubar a carteira e os bens dos que o rodeiam. É então que, por mero acaso, encontra um verdadeiro perito na arte de roubar e com ele aprende as técnicas mais eficazes. Formam uma equipa que inicia uma senda de pequenas furtos que ajudam Michel a sobreviver no seu imundo quarto alugado. Destinado ao fracasso, Michel acaba por sofrer alguns contratempos durante a sua estadia em Paris, que abandona foragido à polícia.

Pickpocket é um filme feito por um visionário. Uma metáfora que se enquadra perfeitamente aos tempos modernos e que será eternamente actual. É a história de como uma tentação se pode tornar num vício incontrolável, tornando a nossa vida (e daqueles que nos rodeiam e são mais próximos) miserável, até acabar com ela, sem o mínimo de dó ou piedade. É lição.


Nota Final: B

Trailer:


Informação Adicional:

Realização: Robert Bresson.
Argumento: Robert Bresson
Ano: 1959
Duração: 75 minutos.

IKIRU (1952)




"You've never had a day off, have you?" "No." "Why? Are you indispensable?" "No. I don't want them to find out they can do without me."


Acabei de ver esta obra-prima e não aguentei ficar calado. Akira Kurosawa é um visionário. É um homem muito à frente do seu tempo, um homem que imaginou no inicio do século XX, aqueles que seriam os mais graves e controversos problemas do ser humano na nossa actualidade. Estou deliciado, maravilhado e completamente rendido.

Kanji Watanabe é um moribundo e conformado chefe de uma secção de serviços públicos. Funcionário exemplar, cumpriu 30 anos de serviço sem dar uma única falta. Considerava-se sempre muito ocupado, sem tempo para mais nada que não o trabalho. Era viuvo e desde muito cedo se viu obrigado a criar sozinho o seu filho, a quem tudo deu e por quem tudo fez. Viveu para o trabalho, para que nada nunca faltasse ao seu filho. No entanto, chegado à velhice e deparando-se com o casamento do seu filho, percebeu que este não lhe iria retribuir de uma forma generosa e grata todo o esforço que por ele tinha feito. Deixou-se arrastar com o tempo, levando cada dia como mais um.


Até que um dia descobre que tem cancro do estômago. Na altura, terrivelmente fatal. Watanabe tinha a partir desse dia, um prazo de validade: 6 meses.

E eis que tudo na sua vida muda. Uma volta de 180 graus, um abanão que o faz acordar da irracional sonolência para a qual se deixou levar. Decide então viverá a sua vida como nunca o fez antes, apreciará cada momento e retirará lições e conclusões de todas as suas acções. Traça uma meta: Construir um parque infantil, numa zona urbana dificil, ignorada, negligenciada e votada ao esquecimento pelas autoridades da cidade.


Lido isto, parece-nos um argumento repetido, uma história 100 vezes contada. A realidade é que tudo o que temos visto desde então relativo a este tema, não são mais do que a cópia (quase todas elas muito mal feitas) daquele que é o mais magistral de todos os originais. Arika Kurosawa expõe-nos como ninguém o significado da já celebre frase "Carpe Diem" e, terminado o filme, percebemos que nos foi transmitida uma grande lição, que nos faz reflectir e ponderar aquilo em que os nossos dias se transformaram.

Espero sinceramente ter-vos cativado para ver o IKIRU. É um filme obrigatório, memorável e eterno.


Nota Final: A


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Akira Kurosawa
Argumento: Akira Kurosawa, Hideo Oguni, Shinobu Hashimoto
Ano: 1952
Duração: 143 minutos

THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI (1957)


“The Bridge on the River Kwai” é um dos maiores clássicos de sempre da história do cinema e um dos primeiros exemplos que vêm à cabeça de grandes épicos da 7ª arte. E a verdade é que não desaponta as expectativas de ninguém que se proponha a ver o filme. Talvez o filme tenha ganho alguns superlativos exagerados ao longo dos anos e certamente a sua longa duração irá despistar alguns cinéfilos mais descrentes, mas para mim mantém toda a sua intemporalidade e mensagem intactas. William Holden e Alec Guinness são os protagonistas desta história de guerra em solo birmaniano que aborda a relação entre três homens – um prisioneiro de guerra em fuga (Holden), um incorruptível coronel britânico (Guinness) e um comandante de um campo de prisioneiros japonês (Hayakawa) e os esforços do primeiro para destruir a imperiosa ponte construída sob mando do segundo e perante a anuência do terceiro – e ambas as interpretações não desapontam, especialmente a de Guinness, gigantesco e inesquecível neste papel.


O filme possui uma fotografia de grande nível, que nos mostra portentosas montanhas e selvas, uma banda sonora que acompanha e eleva o que se passa no ecrã, uma realização de David Lean poderosa, competente, eficaz e um argumento bastante interessante de Boulle (que adaptou o seu próprio romance para a tela) que nos fornece um retrato muito real de quem são aquelas pessoas e das suas personalidades, ideais e valores (com um clímax final extraordinário) e que possui encriptado uma mensagem de paz fantástica, que nos tenta mostrar o quão fútil e inútil é a guerra e que as consequências acabam sempre por ser piores do que as razões que nos lançam para ela em primeira instância – e é este aspecto do filme, o de se focar nas pessoas e nos efeitos que a guerra lhes trazem e não se é certo ou errado ter acontecido esta ou outra guerra, que torna o filme tão especial.




Assim, este é, não só, um filme grande que deleita quem o vê, como também um grande filme que é com todo o mérito considerado um dos pináculos dos filmes de guerra.

David Lean haveria de seguir este grande épico com outros ainda mais reconhecidos, como “Dr. Zhivago”, “Lawrence of Arabia” e “A Passage to India”, imortalizando a sua reputação e preferência pelos épicos.



NOTA:
B+

Um dos maiores filmes de sempre, "The Bridge Over River Kwai" venceria 7 Óscares na cerimónia de 1958: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor (Guinness), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento.
 
Realização: David Lean
Elenco: Alec Guinness, William Holden, Sessue Hayakawa, Jack Hawkins, Ann Sears, James Donald, Geoffrey Horne, André Morell, Peter Williams, Percy Hebert, Harold Goodwin
Argumento: Pierre Boulle, Michael Wilson e Carl Foreman
Produção: Sam Spiegel
Banda Sonora: Malcolm Arnold
Fotografia: Jack Hildyard

12 ANGRY MEN (1957)


Um dos meus filmes favoritos.
Grande película de Sidney Lumet que conta com um grande Henry Fonda. A ideia do filme explica-se em poucas palavras:
Um jovem é acusado de ter assassinado o Pai. O caso é levado a tribunal e, após ser exposto aos 12 jurados, estes reunem para decidir se o rapaz é culpado ou inocente. Um rapaz sem grandes posses, indefeso, sem um advogado digno está condenado à prisão.


No entanto, na sala dos jurados encontra-se Henry Fonda, a principio, o unico que defende a inocência do garoto. A discussão começa com 1 a favor da inocência do rapaz e 11 contra. É aí que a "acção" do filme começa e somos transportados para uma dimensão independente do filme, construída a partir da conversa entre os Jurados.
É um filme em que o próprio espectador imagina como terá sido a morte, cria o filme e se deixa convencer (naturalmente) pelos argumentos de Henry Fonda acabando por se sentir no papel de um dos outros 11 jurados.
Sem dúvida, um dos grandes filmes da história do cinema.

Nota Final: A (10)

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Sidney Lumet
Argumento: Reginald Rose
Duração: 96 minutos
Ano: 1957