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DIAL P FOR POPCORN

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[ESTREIA] SHUT UP AND PLAY THE HITS

Estreou ontem em Portugal o documentário sobre o último concerto de uma das mais irreverentes e originais bandas da última década, os LCD Soundsystem. Tudo acontece no Madison Square Garden, em Nova Iorque, uma das mais famosas e imponentes sala de espectáculos do planeta. O objectivo do documentário resume-se na frase que serviu de inspiração para a sua criação: "if it's a funeral, let's have the best funeral ever". 
A banda norte-americana despediu-se em grande do seu público e guardou para a posteridade os seus últimos momentos. Num grande ecrã, com um grande sistema de som, teremos certamente festa garantida na sala de cinema.

Novembro, mês da música (I)


No mês que celebra a semana da Música* (16 de Novembro) e o dia da Criatividade (17 de Novembro), decidi celebrar o contributo da música no cinema de uma forma especial: um trecho de banda sonora por dia, trinta bandas sonoras diferentes num mês, as minhas favoritas pessoais, músicas que me dizem muito. 

Agradeço sugestões, de qualquer forma (pode ser que me lembrem de alguma melhor do que as que escolhi).  Começamos com esta:




* Sim, eu sei que o dia mundial da música foi no dia 1 de Outubro.

SKYFALL (2012)


Uma grande desilusão. Um filme banal. Um James Bond (Daniel Craig) completamente patético. Uma angustiante sombra do herói de Casino Royale. Uma experiência falhada. Sam Mendes não mereceu o voto de confiança. Skyfall é um filme sobre M (Judi Dench) e sobre o vilão Silva (Javier Bardem). Não é um filme sobre James Bond. E tudo isto é um enorme balde de água fria para os admiradores da série (e do protagonista), habituados a ver um herói corajoso e obstinado com o seu trabalho. O James Bond de Sam Mendes é um homem no fim da linha, sem forças, arrastado à força para a acção, sobrevivendo graças à sorte e à boa-vontade dos seus inimigos, que se passeia pelo filme de forma ingénua, apática e desorientada.


Sem querer contar-vos muito da história, tudo começa com a suposta morte de James Bond em mais uma missão na Turquia. Uma metáfora fantástica para resumir todo este filme. Sam Mendes conseguiu (propositadamente ou não) matar a figura de James Bond (em especial a de Daniel Craig) que apaixonou os fans do agente secreto nos últimos anos. A partir deste momento, vemos um James Bond que claudica, com dúvidas e dramas pessoais que o alimentam durante todo o filme e que o limitam na sua actividade. Ao mesmo tempo, um secreto inimigo começa a provocar M e inicia uma demanda para conseguir a sua destruição. Silva, antigo agente secreto do MI6, está disposto a vingar a sua ruína e a destruir M, num diabólico e monumental projecto. A grande estrela deste filme (que reduz James Bond a uma piedosa insignificância) demonstra, mais uma vez, porque é um dos mais carismáticos actores da última década (e que, mais uma vez, consegue repetir um penteado ridículo).


Num jogo do gato e do rato, o vencedor é previsível e natural. Mas se é difícil ter Javier Bardem num filme sem que este concentre toda a atenção na sua figura, era também obrigação de Sam Mendes (e dos argumentistas deste filme) dar espaço à imagem de James Bond. Foi um fracasso do princípio (onde as cenas dos duplos são demasiado óbvias) ao fim. O meu conselho. Se o leitor gosta de ver explosões na sala de cinema, se gosta dos efeitos especiais numa tela grande e em alta definição, vale a pena arriscar e ver o filme no cinema. Mas se for um fan de James Bond, o bilhete de cinema vai ser caro demais para a desilusão com que vai sair da sala de cinema.

Nota Final: 
C-


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Sam Mendes
Argumento: John Logan
Ano: 2012
Duração: 143 minutos

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