Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Quando a Academia acerta (I)


Uma rubrica destinada a provar que apesar de algumas decisões questionáveis da Academia, o Óscar é, por mérito próprio, o prémio mais cobiçado pelo mundo do cinema. E quando a Academia acerta... Merece palmas também.



Barbra Streisand | Melhor Actriz 1969 | "Funny Girl"

Uma revelação ao nível de Judy Garland em "A Star is Born" ou Liza Minnelli em "Cabaret". Uma interpretação eterna.

Actividades do CCOP


O Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) - do qual eu e o João fazemos parte - tem andado ocupado nos últimos tempos com listas especiais, que abordaram três dos maiores realizadores americanos da era moderna: Martin Scorsese, Woody Allen e (acabado de publicar) Ridley Scott.


Espero que tenham gostado tanto quanto eu de ver as pequenas nuances e flutuações de cada top e de compararem com os vossos favoritos pessoais. Posso dizer que fiquei bastante satisfeito com o resultado no top do Ridley Scott, com os meus favoritos (apesar de não na ordem em que votei neles - na minha lista, "Alien" continuaria o primeiro lugar, mas os outros dois trocariam) a figurarem todos no pódio - naturalmente, diria eu, uma vez que são os três filmes de Ridley Scott que reconheço estarem acima da mediocridade habitual dos seus restantes trabalhos (assumo, de qualquer forma, que é um realizador com o qual estou, ainda, pouco familiarizado).


Já no caso de Woody Allen (aviso já que não sou um fervoroso fã dos seus filmes mais recentes, pelo que me considero mais um admirador confesso do que propriamente um devoto seguidor), fiquei satisfeito por ver a minha campanha positiva em relação a três filmes que considero serem a nata da filmografia de Woody Allen - "Hannah and Her Sisters", "Bullets over Broadway" e "The Purple Rose of Cairo" - que são habitualmente postos de lado nestes tops em detrimento dos mais óbvios (mas sim, não menos merecedores) "Annie Hall" e "Manhattan" (fiquei contente por ver os três entre as dez melhores obras - tecnicamente, "Bullets" não é uma das dez melhores, mas está, por empate de vários filmes, no décimo lugar). Devo dizer que achei surpreendente "Interiors" pontuar tão alto, porque não pensava que conseguisse tão boas notas (foi o meu sexto favorito, com nota 9, ainda assim) de toda a gente. Uma frustração pessoal: o exageradamente amado "Midnight in Paris" figurar no top-10. Não consigo entender. Pode ser embirração minha. 


Finalmente, o top que, para mim, mais gozo me deu desvendar: o do inigualável Martin Scorsese. Uma surpresa enorme ver "Hugo" no quinto lugar (a nota não surpreende, dado que é a mesma que lhe tínhamos atribuído num dos tops mensais) e mesmo obras menores como "The Departed" e o ambíguo "Shutter Island" entre as dez mais pontuadas. O dois primeiros lugares do pódio são, para mim, indiscutíveis, sendo "Raging Bull" e "Taxi Driver" duas das obras mais influentes do cinema americano dos últimos cinquenta anos. Já o terceiro lugar merece discussão. Não me entendam mal, eu gosto muito do "Goodfellas" - só acho que "The King of Comedy", "Cape Fear" ou "New York, New York" são melhores (aliás, a todos dei melhor pontuação até que a "Raging Bull", embora perceba que este último é sempre uma escolha óbvia para melhor quando se fala de Scorsese). Para a boa nota de "Goodfellas" pode ter contribuído ter sido um dos quatro filmes que toda a gente do painel viu.

E vocês, já foram espreitar o trabalho do CCOP? Que pensam destas listas?

Parabéns e novidades


Bem-vindos de volta (isto é, espero que ainda por aí estejam!) ao Dial P For Popcorn, que anda a tentar recompôr-se depois de um ano complicado que exigiu (ainda exige) a nossa ausência aqui do estaminé. Vamos tentar recuperar aos poucos; a ver no que isto dá. Espero que gostem das novas cores do blogue - depois do vermelho e do verde, vem o azul.

1. Antes de mais, tenho a fazer aqui um pequeno apontamento congratulatório para comigo e com o João: há uma semana (mais precisamente no dia 24), celebrámos o nosso segundo aniversário. Ainda mais saboroso se torna lembrar-nos desse facto sabendo o rebuliço que ia na nossa vida nesse preciso dia, com ambos a realizarmos o último exame do ano.  Portanto, parabéns a nós e parabéns a quem nos lê - não chegámos a dois anos de vida sozinhos. A vossa companhia tem sido importante.



De um ao outro passaram dois anos

2. Em segundo lugar, informo que as rubricas antigas cá do burgo (desde "O Cinema Numa Cena" a "Personagens do Cinema") estão encerradas por tempo indefinido. Considerem-nos a "NBC da blogosfera" - é tempo de inovar, é tempo de criar novas rubricas e novas atracções para um espaço que - apesar de apreciado e querido pela maioria dos visitantes - não escapou a um certo envelhecimento e à criação de hábitos de rotina. Eis que voltamos com muitas ideias - e, para já, com quatro novas rubricas. Ao longo do dia elas vão sendo apresentadas, saltitando entre o cinema e a televisão. Até ao final do ano poderão vir mais, consoante o feedback. E quanto aos colegas da blogosfera, provavelmente em breve receberão alguns convites para algumas iniciativas que temos pensado desenvolver.

3. Falando em televisão - por nós passaram (sem discussão) a cerimónia dos Óscares, as primeiras previsões para os prémios da Academia deste novo ano e as previsões para os nomeados aos Emmys. Esperemos que o ciclo termine aqui. Quero (e tenho de!) falar sobre os Emmys, um dos meus prémios favoritos (só pela duração fastidiosa da cerimónia me merece apreço). E previsões aos Óscares de 2013 hão-de cá aparecer muito em breve. Esperem e verão.


4. Ainda não me esqueci da retrospectiva Meryl Streep, abandonada no final dos anos 80. Espero fazê-la regressar ainda este mês - o 'bichinho' de escrever sobre a maior actriz dos nossos tempos voltou com a sua terceira vitória (já pensava que não estava destinado a acontecer!)


5. Finalmente: ainda há interessados em que eu revele (com oito meses de atraso, eu sei!) os meus nomeados e vencedores para os Dial A For Awards de 2011? Ainda haverá certamente lugar na estante de Ashgar Farhadi para mais um troféu para "A Separation", não? Foi contudo com curiosidade que vi que tenho algumas mudanças interessantes que pretendo realizar nas minhas listas, depois de há dias ter voltado a olhar para elas... (olhem para mim a tentar criar buzz e aguçar o apetite...)

Bem, alguma sugestão que queiram fazer, já que estamos dispostos a tudo para agradar o 'cliente'?

Best Shot: How To Marry a Millionaire


This post marks our blog's return to participating in Nathaniel Rogers' thrilling series "Hit Me With Your Best Shot". I was very sad that I wasn't able to participate last week, in which the series focused on Wes Anderson's "The Royal Tenenbaums", one of my personal favorites, so this week I knew I couldn't miss. 

The movie being showcased is "HOW TO MARRY A MILLIONAIRE", a deity from the 1950s with three huge stars and box office draws of the time, Betty Grable, Lauren Bacall and the one-and-only Marilyn Monroe. This romantic comedy, though amusing and clever at times, is too simple and too plain to leave me with a lasting impression. Luckily, the movie itself wasn't the important part: the three actresses were.

Of the three, I found Lauren Baccall's Shatze the most inspired character, the more fleshed-out, while Marilyn Monroe's is by far the weakest in terms of service to the plot. Nevertheless, Monroe never fails to impress, substantially elevating the material with her great comic timing and her dim-witted appearance (she looks like a modern hipster trying to pass as cool with those crazy-ass glasses). Betty Grable was just fine. The man they date are far less interesting and therefore, for me, don't even merit any commentary.


Look at hipster Marilyn (if this were today, this would be an instant Internet meme like 'hipster Ariel')


There were three moments that stuck with me:

1. Lauren Bacall's expression of superiority and despisement (that eyeroll! that false look of concern!) when she's informed by her two friends of their mission's failure, marrying poor, humble men:


2. Marilyn Monroe (not wearing glasses and thus blind as a bat) at first mistaking the maitre d' for another man and then bumping into him unknowingly:




3. And my best shot: in a moment of total awesomeness, Lauren Bacall, who spends the entire movie behaving like a rich, snotty bitch, gives in and is seen eating a plain, greasy burger. And still giving a face like it's SO beneath her. Classic diva / moment of bitchery.




I may be poor as hell but I'm not going down without dignity. He's still WAY out of my league. No tie, how dares he!


The movie doesn't hold up very well today (many jokes and situations feel very time-appropriate) but the actresses are still a delight.  As for this series from Nathaniel? It's a blessing that keeps on giving. I hope he never stops doing this.

Pág. 2/2